Série – FUMO ZERO! -1-

Fumo 1 - O Carvão Fatal - 2017 - Série Antifumo 1

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Série – Gaúcho! Cento por Cento. Médico André Bohmgahren.

Gaúcho - 3 - Jacaré

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Série – A Vida! -3-

 

Vida 3 - 2017

Série Internacional! Meu Sangue é Vermelho – Meu Coração é Colorado. -38-

Inter 38 - Torcedoras Coloradas - 2017

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Mãos que Falam! -10-

Mãos 10 - 2017

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Cair na gandaia! Edson Olimpio Oliveira – Crônicas & Agudas – Jornal Opinião – 18 Julho 2017.

 

2017 – 07 – 18 Julho – Cair na Gandaia – EDS OLIMPIO – Crônicas & Agudas – Jornal Opinião

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Cair na Gandaia!

Cada um no seu tempo e ao seu tempo, mas alguém vai à gandaia ultimamente? Para quem não sabe ou até esqueceu, pela cabeça atribulada pela sobrevivência nesses tempos oscos, gandaia é estar no ócio (não confundir com cio!), na vadiagem, sem preocupações ou na farra. A origem do termo estaria ligada a uma redinha que se usava para segurar e alinhar os cabelos tanto para dormir quanto para ficar de boa em casa. Aqui em Viamão City, a primeira capital de todos os gaúchos, a turma da gandaia se reunia no Bar do Manoel, por exemplo, hoje estacionam os glúteos nas cadeiras da lancheria do Guará, tudo barbado. A criatura acostumada à gandaia era um “gandaieiro”. Tempos distantes que alguns se reuniam para gazear a aula do Setembrina e deixavam os caniços escondidos para irem pescar no Lago da Tarumã ou dar uns mergulhos no arroio Fiuza. Nada de semelhante com a turma “mocozada” fazendo uma fumaça, nuvem passageira ou puxando um fumo. Outros já saiam de casa com os calções escondidos e as meias para um futebol na praça da Igreja ou no campo do Tamoio.

Crônicas & Agudas

Hoje está impossível ser um guri que curtia essas atividades e até como pequenas e simplórias distrações. Andar pela rua é alto risco para muitos, outros virou profissão. Cruel profissão! Os pais preferem seus filhotes blindados nas casas ou nas vans que levam e trazem das escolas e a internet se tornou a realidade alternativa, muitas vezes necessária. Hordas de vagabundos à espreita de suas vítimas circulam abertamente pelas calçadas e praças. De zumbis a crocodilos com camiseta do Barcelona, bermudão, tênis e capuz com um currículo que faria inveja ao Caryl Chessmann ou ao Bandido da Luz Vermelha. Rios e arroios foram estuprados pelo lixo humano e os peixes sobreviventes são mutantes impregnados por metais pesados e tóxicos no caminho de imitarem uma baía de Minamata.

Cr & Ag

Jogo de taco e fazer carniça com pião eram atividades de muito risco, pois vá o pião furar o pé de alguém ou o taco escapar da mão e quebrar a vidraça da vizinha. Agora dia 20 de julho do ano da luz de 1969, um cara deu-se ao luxo de fazer uma gandaia de quase três horas no solo lunar. Lembram? Nome do artista – Neil Armstrong! Já deixáramos a adolescência, quem sabia que isso existia, ou se era guri ou se era homem, e ainda se brincava com a ideia do cara pular na Lua. No jornal do cinema havia quem jurasse ter visto marcianos escondidos ou entrincheirados nas crateras. Havia que jurasse ser tudo mentira e propaganda dos ianques – ainda juram. A turma da Cidreira treinava as pegadas na areia imitando Armstrong, mas com uma gandaia mais produtiva “escorando uma gatinha na casinha do salva-vidas”. Geralmente papo furado e bom gargarejo.

Cr & Ag

Talvez a habilidade de “recordar é viver novamente” como gente e façam certos anos serem alcunhados de melhor idade. Besteira! Estando vivo e com saúde é sempre a melhor idade, com ou sem gandaia. E que a gandaia seja sempre um prêmio ou um troféu merecido e aspirado, seja pescando na praia da Solidão seja visitando os monumentos de Hiroshima e Nagasaki com os fatídicos aniversários em 6 e 9 de agosto. Só para atazanar o velho Alzheimer, Litle Man explodiu em Hiroshima e a Fat Man em Nagasaki. E a gente recordava essas coisas na escola que não era lúdica para jamais esquecermos da desgraça radioativa e como o mundo virou um lugar que se devia dar maior valor à vida e até à gandaia. E nem o Superman ou o Capitão América poderiam nos salvar, menos ainda o Flash Gordon, Zorro, Roy Rogers ou Durango Kid. E se gandaiava trocando e lendo gibis, colecionando e escondendo de quem tinha irmão menor. E não vamos recordar da turma do “catecismo”, livretos de bolso com desenhos eróticos ou pornográficos em enredos iguais sem deixar de ser alucinante. Tinha uma turma pálida e de olheira que até criava pelos nas mãos que de longe se identificava como viciada em “catecismo”. E aí, gandaia não é tão ruim assim?

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Série – Gaúcho! Cento por Cento. 2

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