Anúncios

DIA INTERNACIONAL DE COMBATE À DPOC! Livre para Respirar.

Enviado do meu smartphone Sony Xperia™

DIA MUNDIAL DO DIABETES! Proteja quem Você ama.

Enviado do meu smartphone Sony Xperia™

Carlinha Cocodrilo, um amor de poupança! Edson Olimpio Oliveira. Crônica 9. Série Moto! Paixão Eterna.

 

CARLINHA COCODRILO,

Um Amor de Poupança!

           

Companheiros, outro dia estávamos a lembrar do Tupinambá. Era um companheiro de estrada que curtiu uma CB400 II, mas que seu coração continuava buscando uma Harley. Não qualquer uma, uma Harley de traseira volumosa. Por esses desencantos que qualquer motociclista pode passar, encostou a moto num fundo de garagem e amarrou uma lona por cima e foi dedicar-se à política. Podia ser pior? Moto por política?

 

Pois o Tupinambá é um desses caras em que o coração sempre falou mais alto. Mesmo na meia idade, a época de curtir as experiências acumuladas com os tropeções da juventude, com sobradas de curvas, com pneus carecas em sintonia com a cabeça, era um apaixonado convicto. Desses que só falta trazer na Carteira Profissional, profissão: apaixonado. E carente. E o apaixonado carente é quase o tipo mais dramático deles – o apaixonado traído é muito pior. Seu despedaçado coração está louco a espera da primeira moçoila que se dispuser a colá-lo.

 

 

Amante do samba, alucinou-se com a Carla Peres, a famosa lourinha do Tchan. Aquilo foi amor à primeira vista. Paixão total. E irracional. Permanente MP3 cravado nas orelhas escutando-lhe. Gravou e assistia ensandecido suas aparições na TV. Babava ao fitar o gingar maroto daquelas cadeiras. Um quadril de mais de 1 metro. Abandonou as reuniões do partido.

— Orçamento participativo do PT uma ova, aquela potranca eu quero só pra mim. – gritava desatinado.

Quando saiu a edição da Playboy, arrematou todo o estoque do jornaleiro. Esse desvario parecia não ter mais fim. Os companheiros calculavam-no doido. Louco varrido. Batendo bielas. Pois até se negava a contribuir com o dízimo para o caixa do partido. Mas continuava impávido a apostar tudo naquela deslumbrante poupança, tal qual o finado (?) Collor que ferrou todo o país e ficou com a poupança só para si e seu séquito.

 

 

Certa noite, após os incontáveis chopes, seus dedos ainda alisando o corpo do copo de loira suada, foi carregado pelos amigos para um sambão na Restinga, bairro da zona sul de Porto Alegre. Ao saracotear do Pagode do Dorinho, ali estava aquela que saiu de seus sonhos: uma loiraça com um mega traseiro. Ao erotismo explícito de seu gingar a galera explodia. Alucinado, subiu ao palco e, como um leão defendendo seu território, acercou-se da criatura. Encarnou mesmo. De fato. E um cara com nome de Tupinambá quando se decide é para valer. A supergata chamava-se Carla Alferes. Sobrenome meio esquisito, mas isso pouco importava. Colocou os demais competidores para escanteio, meio na marra. Mas que outro jeito? A paixão era como um maremoto, arrasava tudo à sua frente. E logo estavam vivendo juntos.

 

A lua de mel durou seis curtos meses. Emagreceu 10 quilos, mas feliz confidenciou aos amigos: — Companheiros, aquilo não é uma bacia, aquilo é uma banheira de hidromassagem.

Mas como a lua tem mais de uma fase e não há mel que sempre dure… Construiu mais um banheiro na sua casa. Aquela poupança maravilhosa devia fazer depósitos num banco dourado somente seu.

 

Afora isso, ela tinha um Probleminha de gases intestinais e era meio solta das pregas. – justificou ao pedreiro e irmão. Mas ele dormia o sono repousante do guerreiro vencedor encaixado nas curvas torneadas pelo Criador e modeladas pelo fio dental. Quando Carlinha acordava e ao bocejar, Tupi tinha um sobressalto pelos gases e pelo hálito, mesmo após esvaziar os alhos da despensa. Levou-a ao melhor dentista. — Reforma total do “piano”, mas vale o investimento. – raciocinava com os olhos grudados nos seus glúteos. Assim descobriu o porquê de seu apelido na Restinga: Carlinha Cocodrilo. Era como o jacaré, ruim de boca, mais com uma enorme cauda… Um rabão de inaugurar toalete no Planalto.

 

Observou que a Carlinha era como candidatos do partido, nível intelectual numa escala de 10, cerca de um e meio. Mas dançava como ninguém. E no aconchego faceiro dos lençóis, nem lhes conto. E, ainda, sua real vocação não era a política. Felizmente, para nós. 

 

Mas o traseiro da Carlinha tinha um pai. Por incrível que possa parecer, mas uma dupla cruel teve trabalho para fazer aquilo. O velho Alferes, chegado num trago, só dava um refresco para o Tupi quando recebia uma grana para ir para a zona brincar com as meninas. Mas a Carlinha também tinha mãe. Se sogra já é algo de duvidoso para ruim, essa era pior. Muito pior. Além de acampar-se na casa do genro, reclamava que só conseguia dormir às 4 horas da madrugada, depois de terminar a gritaria no quarto deles. O assunto só se resolveu quando nosso amigo, mandou-a num pacote turístico (de trabalhadores!) só-de-ida-sem-volta para Cuba. Ainda está por lá, sabe-se infernizando quem.

 

A Carlinha era legal. Tupi ensinou-lhe etiqueta à mesa: — Nunca palite os dentes com a ponta da faca, nunca coce a cabeça com o garfo e jamais faça gargarejo com vinho. – orientava-a. Era boa aluna.  E, infelizmente, a Carlinha tinha um irmão. O apelido da figura, Chaminé. É por aí mesmo: fumegante erva pura. Esse encomodou pouco, está em retiro forçado no albergue do Jacuí. É cadeia mesmo, mermão.

.

Mas tudo que balança um dia pode cair. E o jamais imaginado pelo Tupi aconteceu. Foi trágico. Um cataclismo. Estavam se preparando para um longo banho juntos, quando Tupinambá, quase não acreditou no que seus famintos olhos escancaravam: — A Carlinha está de bunda mole, uma gelatina com celulite. – contava aos prantos. Despencou. Era um babado disforme que batia na curva das pernas. E o encanto acabou. Como o minuano, um vento gelado do sul, esfriou-se a relação.  E o Tupinambá caiu de quatro na realidade. O sonho acabara. O motivo de seu amor, da sua paixão alucinada, a poupança da Carlinha, estava irremediavelmente perdida. O cabelo da Carlinha também não era loiro, era pintado até às raízes.

O resto vocês podem imaginar. Cada um para o seu lado.

Os amigos motociclistas, ainda os tinha, mandaram-lhe uma mensagem:

 

 — Tupi! Cai na real e volta para a tua CB 400 II. Moto tem muito mais futuro e mulher…

Moto - Paixão Eterna - 9 - 2017 - Daryl The Walking Dead

Escritos IX – Coletânea do Partenon Literário. Edson Olimpio Oliveira com “O Amor do seu Aldo Cabeleira”.

 

É com renovada alegria que apresento aos amigos e amigas

“O Amor do seu Aldo Cabeleira” – crônica premiada novamente no

concurso literário da casa do poeta latino-americano (Capolat) e fundação de educação e cultura do sport club internacional em 2017.

obrigado!

boa leitura!

 

2017 - Escritos IX - O Amor do seu Aldo Cabeleira

Sol, Nordestão e Finados! Edson Olimpio Oliveira. Crônicas & Agudas. Jornal Opinião. 07 Novembro 2017.

 

Sol, Nordestão e Finados!

 

DESPOIS DAQUELA BRONCA NO Éden entre o Criador, Adão e Eva (não confundir com Adão e Ivo!) e a minhoca anabolizada e maligna, o mundo jamais seria o mesmo. Antes sem portas nem cancelas, o Paraíso ganhou porta da frente e dos fundos e com o arranjo das placas tectônicas num desarranjo intestinal do planeta Terra, criaram-se os continentes e a Petrobras. Da cintura para baixo da América Latrina a geografia se enrolou e algum anjo deixou as coisas meio desarrumadas, pois até os portugueses haviam nos desprezado com o Tratado de Tordesilhas que acabava o Brasil em Laguna, Santa Catarina. Assim o gaúcho é um teimoso e renitente, empedernido até. Nós temos litoral e costa do Oceano Atlântico, enquanto os “catarinas” e o Brasil tem praias. Eles tem a brisa do mar e nós temos o vento Nordestão no verão e o vento Minuano no resto do ano. Somos sobreviventes. Neandertais modernosos. Algum tipo de aborígene multicolorido, até muitos nascem desovando. Sim, sim, aqui o ovo da Serpente floresceu e prosperou e aspiram fazer dessa terra uma nova Venezuela ou uma Cuba sem ilha. Nosso mar é quase sempre furioso, ondas nervosas e agressivas, prontas para te sugar e virar comida de marisco. Jamais tememos furacão, fura-bolo ou ciclones, o Nordestão nos treina como se vivêssemos na Patagônia. Antes da Guerra do Iraque e do Golfo, os helicópteros americanos treinaram no nosso litoral com a areia entrando nas frestas, rachaduras e buracos. Todos os buracos. Sim! Inclusive.

Crônicas & Agudas

 Temos uns dois meses de algo que apelidamos de verão. Utopia. Força de expressão. Pois no feriadão de Finados, onde até os mortos vão ao litoral, pois são vistos cinzas serem jogadas ao mar, mas antes serem carregadas pelo Nordestão. A gauchada debanda para a “praia”. Da minha morada assisto aos sobreviventes e lutadores numa das praças à beira mar de Capão da Canoa (sem capão, nem canoa). A cidade virou um formigueiro humano com edifícios tão ao lado um do outro que com a janela aberta pode trocar um aperto de mão com o vizinho. As pessoas e a cachorrada (e bota cachorrada nisso!) disputam na joelhada cada espaço com algum sol, pois após o meio dia o sol surge em nesgas entre os prédios. A mulherada e o “time do gênero” lambuzam-se de bronzeador, hidratante e outras melecas para se esparramarem nas cadeiras e nas esteiras. A areia fina trazida pela ventania cria uma crosta, empanando as criaturas. Alguns formam montes de areia, cômoros, e logo alguma lagartixa desliza no tobogã onde eram os glúteos. A cuia de chimarrão recebe uma cobertura, um pequeno telhado tipo meia-água para reter a erva mate (não a outra erva!).

Cr & Ag

A sintonia entre gordo barrigudo e magrão barrigudo está na cerveja que rola e esvazia as caixas de isopor. Há pais que amarram uma corda na cintura dos filhos, mas não é para não se perderem no povaréu e sim para não serem carregados pelo ventão. Por isso chapéu de gaúcho tem o barbicacho, cinta para prender na cabeça passada pelo queixo. Os sorveteiros somente empurram os carrinhos no sentido do vento, pois contra é impossível. Surfista entra no mar de Capão e sai quase em Punta del Este. Uma loucura. Contam (ver mesmo eu nunca vi!) que genros levam sogras para o litoral na esperança que sem âncoras elas sejam carregadas pelo Nordestão ou pelas correntes marinhas. Aqui é tão cruel que em boca aberta não entra mosca ou mosquito, somente areia. E muita. Tanto que dá polimento no piano, digo, nos dentes. E o sol está constrangido, num jogo de cintura entre os edifícios e a mulherada, os assemelhados e suas cortes. É pouco sol para tantos e tanta vontade de fazer as marquinhas de bronzeado que tanto encantam e seduzem. Salvo aos valentes do Viagra e do Cialis, que no desespero topam qualquer parada. Vão para o que der e vier, ou melhor, alguns para o “der” e outros para o “vier”. Tudo numa boa depois que colocaram uma “florzinha no buraco do falecido”, comentava uma jovem veterana na barranca dos oitentinha. Ou 8.0!

    2017 – 11 – 07 Novembro – Sol Nordestão e Finados – EDS OLIMPIO – Crônicas & Agudas – Jornal Opinião de Viamão

www.edsonolimpio.com.br

P5 - Eleições - Seu voto - sua responsabilidade - 2016-08

 

“A Arte da Palavra”–coletânea que marca do nascimento como Escritora da Advogada Bernadete Kurtz. Leia e Viva!–2017 – 11

 

2017 - 11 - Bernadete Kurtz - A Arte da Palavra

DIA DO RADIOLOGISTA – 08 NOVEMBRO

Enviado do meu smartphone Sony Xperia™

Entradas Mais Antigas Anteriores