Queimando Pneus – Edson Olimpio Oliveira – Jornal Opinião – 28 Setembro 2011

09 SETEMBRO 28 – 2011 – Queimando Pneus – Edson Olimpio Oliveira – Crônicas & Agudas – Jornal Opinião

Queimando Pneus

Escrevi na vitória e na posse de Tarso Genro como Governador do Rio Grande do Sul que era o homem certo, para o cargo certo no momento certo. Enganei-me? Alguns leitores acreditam que o cronista se equivocou.

Tarso Genro enquanto ocupava o cargo de Ministro da Justiça do governo Lula defendeu com unhas e dentes a guarida e proteção ao assassino confesso e condenado pela Justiça de um país livre, democrático e republicano, a Itália. Seria um “ativista social ou até um guerrilheiro em prol de alguma causa”. Causas obscuras que resultaram em mortos e mutilados. Gerou revoltas sociais pelo seu ato e pelos atos do governo que representava. Essa é uma das faces que devemos comparar com o que acontece hoje no Rio Grande.

A Brigada Militar é além de uma das instituições encarregadas da segurança e liberdade dos cidadãos uma legenda magnífica da nossa história. Poucos dias passados comemoramos o cinquentenário da Legalidade, ali estava a Brigada Militar com seus homens voluntariando-se para a defesa das instituições livres e do Rio Grande do Sul. Quando a ameaça ronda nossos lares e pessoas queridas a quem chamamos para nos auxiliar e defender? Quando os cataclismos naturais nos atingem quem primeiro está carregando nos braços as pessoas sofredoras? Acidentes nas rodovias pessimamente conservadas pelo Poder Executivo, qual é o socorro imediato? E a mãe que por falta de postos de saúde e ambulatórios e hospitais ganha seu filho numa viatura militar ou pelas mãos de brigadianos. Quando o viciado em surto ameaça pessoas ou familiares, quem está lá para levá-lo a algum serviço médico? Não faltam, pelo contrário excedem-se as situações em que o brigadianos – a Brigada Militar – são os nossos principais e únicos recursos disponíveis, sem alusão de desmerecimento de qualquer outra categoria profissional, inclusive aos médicos a que orgulhosamente pertenço.

Segurança, Educação e Saúde! Esse é o tripé dos candidatos de qualquer legenda partidária. Mas só na campanha pelo voto dos incautos, inocentes e dos extenuados pagadores de impostos. A Educação está aí com qualidade abaixo do sofrível e ainda não culparam os professores por toda a insânia e despreparo de hordas de políticos e governantes porque seus sindicatos fazem parte das bases do poder. Na Saúde o governo atual, no que não difere dos outros, aplica menos de 4% do orçamento do Estado quando deveria por lei aplicar no mínimo 12%. Essa é a face do caos em saúde pública que alguns teimam em esconder. Visite qualquer Delegacia de Polícia, se encontrar, e sinta a realidade do abandono e do desprezo dos governantes com essa fundamental e necessária entidade da Segurança Pública. Voltando à Brigada – talvez sejam os policiais militares pior pagos do país. Salários que comprometem a dignidade e o trabalho do policial e colocam suas famílias na alça de mira dos criminosos. Mas para o governador a “queima de pneus” como o protesto de uma categoria social e de trabalhadores é um ato criminoso. A lei para todos ou para alguns? Enquanto o mesmo homem protege um assassino estrangeiro e condenado, torna criminosos os brigadianos que ousam “queimar pneus”. Alguém entende esse posicionamento? Ou a lembrança do brigadiano errado (assassinado), no momento errado (Av. Borges de Medeiros), na foice certa de um “movimento social” ainda assombra e persegue alguns?

Dr. Edson Olimpio Silva de Oliveira

Médico – Cirurgião

Escritor – Cronista Jornal Opinião de Viamão

Contato: edsolimpio

Blog: https://edsonolimpio.wordpress.com

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Queimando Pneus

09 SETEMBRO 28 – 2011 – Queimando Pneus – Edson Olimpio Oliveira – Crônicas & Agudas – Jornal Opinião

Queimando Pneus

Escrevi na vitória e na posse de Tarso Genro como Governador do Rio Grande do Sul que era o homem certo, para o cargo certo no momento certo. Enganei-me? Alguns leitores acreditam que o cronista se equivocou.

Tarso Genro enquanto ocupava o cargo de Ministro da Justiça do governo Lula defendeu com unhas e dentes a guarida e proteção ao assassino confesso e condenado pela Justiça de um país livre, democrático e republicano, a Itália. Seria um “ativista social ou até um guerrilheiro em prol de alguma causa”. Causas obscuras que resultaram em mortos e mutilados. Gerou revoltas sociais pelo seu ato e pelos atos do governo que representava. Essa é uma das faces que devemos comparar com o que acontece hoje no Rio Grande.

A Brigada Militar é além de uma das instituições encarregadas da segurança e liberdade dos cidadãos uma legenda magnífica da nossa história. Poucos dias passados comemoramos o cinquentenário da Legalidade, ali estava a Brigada Militar com seus homens voluntariando-se para a defesa das instituições livres e do Rio Grande do Sul. Quando a ameaça ronda nossos lares e pessoas queridas a quem chamamos para nos auxiliar e defender? Quando os cataclismos naturais nos atingem quem primeiro está carregando nos braços as pessoas sofredoras? Acidentes nas rodovias pessimamente conservadas pelo Poder Executivo, qual é o socorro imediato? E a mãe que por falta de postos de saúde e ambulatórios e hospitais ganha seu filho numa viatura militar ou pelas mãos de brigadianos. Quando o viciado em surto ameaça pessoas ou familiares, quem está lá para levá-lo a algum serviço médico? Não faltam, pelo contrário excedem-se as situações em que o brigadianos – a Brigada Militar – são os nossos principais e únicos recursos disponíveis, sem alusão de desmerecimento de qualquer outra categoria profissional, inclusive aos médicos a que orgulhosamente pertenço.

Segurança, Educação e Saúde! Esse é o tripé dos candidatos de qualquer legenda partidária. Mas só na campanha pelo voto dos incautos, inocentes e dos extenuados pagadores de impostos. A Educação está aí com qualidade abaixo do sofrível e ainda não culparam os professores por toda a insânia e despreparo de hordas de políticos e governantes porque seus sindicatos fazem parte das bases do poder. Na Saúde o governo atual, no que não difere dos outros, aplica menos de 4% do orçamento do Estado quando deveria por lei aplicar no mínimo 12%. Essa é a face do caos em saúde pública que alguns teimam em esconder. Visite qualquer Delegacia de Polícia, se encontrar, e sinta a realidade do abandono e do desprezo dos governantes com essa fundamental e necessária entidade da Segurança Pública. Voltando à Brigada – talvez sejam os policiais militares pior pagos do país. Salários que comprometem a dignidade e o trabalho do policial e colocam suas famílias na alça de mira dos criminosos. Mas para o governador a “queima de pneus” como o protesto de uma categoria social e de trabalhadores é um ato criminoso. A lei para todos ou para alguns? Enquanto o mesmo homem protege um assassino estrangeiro e condenado, torna criminosos os brigadianos que ousam “queimar pneus”. Alguém entende esse posicionamento? Ou a lembrança do brigadiano errado (assassinado), no momento errado (Av. Borges de Medeiros), na foice certa de um “movimento social” ainda assombra e persegue alguns?

Dr. Edson Olimpio Silva de Oliveira

Médico – Cirurgião

Escritor – Cronista Jornal Opinião de Viamão

Contato: edsolimpio

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Sexualidade e Felicidade – Edson Olimpio Oliveira – Jornal Opinião – 07, 14, 21 Setembro 2011

09 SETEMBRO 07 – 2011 – Sexualidade e Felicidade – CAP 1 – Edson Olimpio
Oliveira – Crônicas & Agudas – Jornal Opinião

Sexualidade e Felicidade

Capítulo
1 / 3

Sexualidade
e Felicidade formam um dueto que se tocado com sabedoria e discernimento traz harmonia
e iluminação a todo ser humano. Buscamos ser felizes, seja por vias diretas ou
por vias tortas e nebulosas. Mesmo trilhando os caminhos da desgraça anunciada
o ser humano está em busca de felicidade. O ser humano busca até nas drogas uma
pausa em sua dor e sofrimento, mesmo pactuando com a destruição de seu corpo e
alma almeja alguns momentos de suposta e ilusória felicidade. Eva, a mãe
ancestral de grande parte de nós ocidentais, buscava a destruição do seu mundo
paradisíaco ou elevar-se?

O
ser humano jamais conseguirá ser feliz isoladamente ou no deserto de sua alma.
Aqueles que buscam o poder, seja do dinheiro ou do domínio sobre os outros,
iludem-se nesta suposta conquista de felicidade. E onde entra ou sai o sexo? O
sexo ou a sexualidade está na raiz de tudo. Os impulsos básicos da humanidade
estão assentados firmemente no exercício da sexualidade.

O
que seria o exercício da sexualidade? Para muitos seria como uma “academia do
sexo”. Ledo e rotundo engano. Em certa entrevista o padre Marcelo Rossi, com
instigante perspicácia e inteligência, mostrou que a sexualidade humana está
também ou muito mais na castidade e não no celibato. Assim, o exercício pleno
da sexualidade não passa por transar
adoidadamente
e sim por fazer da sexualidade um ato de prazer de ambos em
busca da felicidade ou na sublimação e crescimento espiritual.

Novamente
pela Eva ancestral, religiosos – jamais todos – transformaram a mulher no ser
secundário e pecaminoso que durante séculos acompanhou com inferioridade o
homem-macho para a continuação de sua prole ou para seu prazer. Havia duas
mulheres absolutamente distintas e incomunicáveis,
pelo menos na teoria. Nos museus de vestuário, vêem-se roupas femininas que
ofereciam um pertuito ou um buraco por onde o homem faria o ato sexual. ─ Então
faziam sexo sem tirar a roupa? Sim. Sexo para reprodução, jamais por prazer
feminino. O prazer feminino nas esposas formais seria pecaminoso e reprovável.
E para piorar, a esposa sentindo prazer era risco para o macho que se não
estivesse absolutamente apto para o ato sexual, corria o risco da fêmea procurar outro macho mais capaz
alguns nutriam essa insegurança.

As
demais e inesgotáveis modalidades de executar o ato sexual estariam ao encargo
das outras mulheres ─ prostitutas ou
escravas daquele mundo dito por alguns como primitivo se comparado com o atual.
Calcula-se em mais de um milhar o número de crianças geradas pelo então senhor
feudal e nobre português dono da capitania de Pernambuco. O furor sexual da
criatura era mitológico e de índias, negras, mestiças de toda ordem e
prostitutas importadas geraram-se crianças com mãe e absolutamente sem pai. Eis
aqui outra vertente da sexualidade e da paternidade humana antes das festas
funk particularmente – as mulheres sabem quem é o pai de seus filhos. No
entanto, os homens acreditavam na palavra das mulheres ou viam-se nas formas e
traços das crianças. Eis que a Medicina insatisfeita pela palavra volátil criou
o teste de DNA.

Fim do Capítulo
1 – todas as crônicas estarão disponíveis em
https://edsonolimpio.wordpress.com

09 SETEMBRO 14 – 2011 – SEXUALIDADE E FELICIDADE – CAP 2 –
Edson Olimpio Oliveira – Crônicas & Agudas – Jornal
Opinião

Sexualidade e
Felicidade

Capítulo 2 / 3

 

Como
até o teste de paternidade pode falhar, a mídia revelou que um  ex-presidente foi vítima de pensionamento e toda sorte de abalos pessoais e morais
durante uns dez anos de uma criança tida como sua como uma jornalista. Azar ou
estratégia de Maria-chuteira?

Os
métodos anticoncepcionais são usados desde tempos imemoriais pela humanidade.
Desde artifícios como tripas de animais fazendo às vezes de camisinha até infindáveis simpatias ou
mágicas poções. Foi sempre a busca da liberdade de fazer e de sentir com o
mínimo ou nenhuma responsabilidade sobre os considerados efeitos adversos – as
gravidezes. Outra máxima existencial: ─ Quando o macho pensa com a cabeça de
baixo, a de cima é só para segurar o chapéu! É de uma época que ainda se usava
chapéu. Hoje temos o equivalente boné que se usado fora da posição normal
demonstra e imaturidade e o espírito moleque do portador.

A
pílula anticoncepcional trouxe a redenção da mulher para a ampla e assumida
sexualidade. E não foi preciso nenhuma Isabel com estímulo de nenhum Patrocínio
para assinar essa lei áurea da feminilidade. A liberdade sexual confundiu-se
com a libertinagem desenfreada (redundância?) em muitos corpos e mentes. Isso
também faz parte natural do milenar represamento de sentimentos e de emoções.
Para muitos estudiosos, a revolução industrial e os movimentos feministas na
América do Norte permitiram e busca e o surgimento da uma nova mulher. Entende-se
que os singulares movimentos dessas heróicas mulheres tiveram o condão de
transformar o singelo movimento de pálpebras e olhos e o inebriante movimento
dos quadris numa nova vida de maior liberdade e possíveis conquistas.

A
pílula (anticoncepcional) neste meio século de uso e abuso ajudou enormemente a
gerenciar a feminilidade desde a acne, a dismenorreia e a famosa TPM – tensão
pré-menstrual, as menstruações excessivas ou escassas e chegando a participar
da libido. Seja pela atividade hormonal intrínseca do medicamento, seja pela
liberdade de mente e corpo no coito e em seus plenos de encantos nos interlúdios.

E
neste ocaso de século XX e alvorecer do século XXI o macho viu-se frente à sua
pílula. A não menos famosa pílula azul do Viagra, ajudou a afugentar um dos
temores mais primitivos da alma do macho – o fracasso na ereção ou o mau
desempenho sexual. A esplendorosa oferta de fêmeas no mercado jogou o macho contra a parede, ou melhor, prensado no
colchão pela exuberância da nova fêmea humana e pela sua necessidade assumida
ou até pela sua volúpia.

 

Fim do Capítulo 2
– todas as crônicas estarão disponíveis em
https://edsonolimpio.wordpress.com

 

09
SETEMBRO 21 – 2011 – Sexualidade e Felicidade – CAP 3 – Edson Olimpio Oliveira
– Crônicas & Agudas – Jornal Opinião

Sexualidade e
Felicidade

Capítulo 3 –
Final.

Um
emérito barbeiro e médico prático de
Viamão abastecia muitos amigos e outros nem tanto de estimulantes e
afrodisíacos como nó de cachorro – um
cipó rasteiro das pedreiras do Espigão até Itapoã. Sempre, em todas as eras, o
homem municiou-se de estimulantes sexuais. ─ Não que precise, mas não custa ter
de estepe pra numa necessidade… – justifica-se um estóico machão.

Eis
que o machismo encruado e empedernido custa a revelar ao homem vantagens
similares às da mulher com esta evolutiva série de medicamentos chamados para
Disfunção Erétil. Mais idade e mais refratário ao seu uso. Os mais jovens tem
usado com maior freqüência para apimentar a relação do casal ou para
salvaguarda-se numa cobrança da ou das parceiras. Há mulheres que ainda
manifestam uma contrariedade ao homem que os usa, seja porque “se ele me amasse
ou me desejasse isso seria desnecessário”, ou “o cara não funciona como
deveria”, ainda “agora ele pode sair dando tiros na rua”, por exemplo. Custam a
entender e apreciar que as vantagens que elas usufruem da moderna farmacologia
estão à disposição dos homens para a felicidade de ambos.

Absolutamente
nada contra quem queira viver sem energia elétrica ou andar de carreta ou de
fusquinha, mas tudo a favor da evolução e da qualidade de vida. Sintam como
homens e mulheres de mais de 50 ou 60 anos estão em plena atividade com vida e
beleza. Há pouco tempo, a mulher acabava-se com a menopausa. Sintam como agora
estão belas nas formas e no conteúdo. Jamais se usou tanto silicone desde a
juventude até a idade madura quanto agora – felizmente. As dores de cabeça e
enxaquecas ou o teatro do faz de conta nos lençóis deixaram rastros amargos de
passado sombrio. Suicidas por impotência tendem a ser história macabra.

O
belo exercício da sexualidade plena do homem e da mulher é inarredável do
caminho da felicidade e da evolução. As conquistas médicas e farmacológicas
vieram iluminar a existência humana na face deste planeta e devem ser aceitas e
encaradas com respeito e parcimônia. Sem abusos, mas sem preconceitos.

O
sol nasceu para todos, diz a sabedoria popular. No entanto, nem todos podem
tomar banho de sol, complementa o cronista. O estágio evolucionário é variável
entre nós. O entendimento e aceitação de verdades intrínsecas à humanidade
precisam ser conquistados diariamente. Sem tréguas! Sexo, raça, cor, religião,
idade e tanto mais precisamos de iluminação.

Somos
seres nascidos para o Amor e direcionados para a Felicidade. A Sexualidade nos
fortalece e revigora e força-nos a ter limites e respeitar aos outros como
gostamos de sermos respeitados.

Fim do Capítulo
3 Final – todas as crônicas estarão disponíveis em
https://edsonolimpio.wordpress.com

 

 

O Coitadismo Brasileiro – Edson Olimpio Oliveira – Jornal Opinião – 31 Agosto 2011

08 AGOSTO 31 – 2011 –  O COITADISMO BRASILEIRO – EDSON OLIMPIO
OLIVEIRA – CRÔNICAS & AGUDAS – JORNAL OPINIÃO

 

O Coitadismo Brasileiro

 

Esta semana a TV brasileira foi pródiga em mostrar cenas de jovens agredindo
professores dentro de escolas por todo o país. Igualmente apresentou uma série
de professores agredidos, espancados e ameaçados de morte por pais de alunos.
Isso não configura nenhuma novidade ao alcance da vista cansada ou dos mais
míopes e desinteressados. Todo tipo de violência passando pelo carro com a
pintura riscada, pneus furados, ameaças explícitas chegando invariavelmente às
agressões físicas com vários professores apresentando sequelas dos danos a eles
infringidos tanto da parte corporal como da psicológica.

Observem
que isso não é primazia das escolas, está espraiado por todos os setores da
vida brasileira. Eis que uma servente de escola envenena a comida das crianças
e dos demais trabalhadores. A polícia identifica-a. A seguir vem seu advogado
apresentar pungente brado contra o delegado por a indiciada ser “jovem, pobre e
negra”. Não bastasse um anteparo protetor a malignidade tem três: é jovem –
logo não sabe o que faz; é pobre – logo a sociedade é culpada da sua situação
econômica; e finalmente é negra – logo todos tem uma dívida secular com ela.
Esqueceu-se o ilustre defensor em apresenta-la como Mulher. Mas logo deverá
fazer isso.

Na
política nacional, a presidente Dilma está enfrentando a herança maldita de
muitos, mas principalmente dos dois últimos presidentes – lá se foram dezesseis
anos de um FHC frouxo e engavetador e
passou por um Lula que nada soube ou viu
e loteou à impunidade dezenas de ministérios e milhares de cargos públicos em
nome da discutível governabilidade. A praga malufiana
rouba, mas faz – encontrou guarida na
intensa atividade da famigerada lei de Gérson
levar vantagem em tudo! Avisamos
aos escandalosos e idólatras de plantão que jamais se olha somente as
qualidades da pessoa. Até no amor deve-se ver e sentir os defeitos do outro.

Permiti-me
cunhar a palavra Coitadismo (dos
coitados) para a coluna a fim de que o arguto leitor sinta-se presa ou vítima
de uma infecção ideológica, religiosa ou social do brasileiro. O bandido é
intensamente defendido por organizações de outorgados
direitos humanos. Alguns segmentos dos aplicadores de leis são benevolentes ou cúmplices
dos infratores ou bandidos de todas as pelagens em detrimentos das suas
vítimas. Há outro intenso loteamento das terras brasileiras por leis e seus
entendedores e aplicadores para reservas indígenas, quilombolas e sem terras.
Exemplos: reserva Raposa Terra do Sol em Roraima onde agricultores e índios com
cerca de um século ali trabalhando foram expulsos e jogados nos lixões de Boa
Vista. Vejam a criação do “quilombo
de Morro Alto aqui em Torres. Seria outra vergonha travestida da legalidade e do
mito da eternização da culpa e dívida?

Não
há nenhuma generalização a qualquer extrato social, pois aquela é a prima burra
da escassez de entendimento ou da maldade. Toda a sociedade brasileira está
pagando em dinheiro − mais de cinco meses por ano de trabalho − entregue aos
governos e seus perdulários e parasitas oficiais. E pagando com a degradação da
disciplina, do respeito, da verdade, da legalidade e do amor em suas famílias,
nos ambientes de trabalho e nos mais diversos meandros da vida brasileira.

 

Tribos Indígenas de Viamão – Realidade ou Mito – Edson Olimpio Oliveira – Jornal Opinião – 24 Agosto 2011

 

08 AGOSTO 24 – 2011 – TRIBOS INDÍGENAS DE VIAMÃO –
REALIDADE OU MITO! – EDSON OLIMPIO DE OLIVEIRA – JORNAL
OPINIÃO

Tribos
Indígenas de Viamão

Realidade
ou Mito?

 

Outro dia numa conversa entre intelectuais surgiu o tema das tribos indígenas de Viamão. Alguns amigos sentiam-se despreparados para debater o assunto, no entanto, outros defendiam a afirmação de que os
indígenas guaranis ou miscigenados que ocupam áreas do município como Cantagalo
e Estiva são originários daqui mesmo. É impressionante como se pode ou tenta-se
reescrever a história. Todas as terras da América eram ocupadas por silvícolas.
Uma imensa diversidade de tribos com hábitos e costumes confluentes ou
conflitantes e nesta região meridional com nomadismo presente. Logo todas as
terras são originalmente dos chamados índios. Mas daí a tornar áreas do
município como de posse ancestral deles, vai um excesso. Isso certamente seria
mais apropriado para Santo Ângelo, por exemplo.

Os atuais índios viamonenses foram deslocados para cá por alguma finalidade
política, ideológica ou econômica. Os índios de Porto Seguro na Bahia, um dos
paraísos turísticos do Brasil foram ali realocados de sua origem a cerca de 500
km de distância. – Onde o Brasil começou tinha que ter os índios para serem
mostrados aos turistas. Isso traz Money pra Bahia! – comentava o guia turístico
caminhando na fantasiosa aldeia entre a venda de artesanato e poções
afrodisíacas ou gordura de peixe-boi para enxaqueca e junta destroncada.

Vamos anexar uma anedota médica para ilustrar o caso. Vocês sabem a diferença entre o
neurótico, o psicótico e o psiquiatra? Não sabem? Tentem. A resposta: o
neurótico é o cara que constrói castelos no ar. O psicótico habita ou mora
nestes castelos. E o psiquiatra cobra o aluguel. Assim ocorre com muitos
intelectuais que constroem teses e montam todo um enredo que justifica e
comprova suas afirmações e logo há um caudal de seguidores ávidos por
assemelharem-se com seus ídolos ou mestres. Na extinta União Soviética, o
comunismo reescreveu a história e as pessoas sumiam dos livros e das
fotografias e pinturas. Na China, Mao Tsé Tung quis apagar todos os vestígios
das milenares tradições chinesas. Na América do Norte, a indústria do cinema
criou um universo fantástico do faroeste.

Neste brasilzão avidamente devorado por políticos de todas as pelagens e rugidos, ser
índio torna a criatura em algo supostamente puro e que deve ser ressarcido pelas atrocidades do homem branco
alardeiam vários. Sempre faço esse alerta em minhas crônicas – toda a
unanimidade é burra e entender como generalizado faz parte da carência de
melhor entendimento da criatura. Ser índio é estar acima da isonomia da
constituição e detentor de certas vantagens. Os indígenas que habitam Viamão
merecem todo o respeito que qualquer cidadão merece e que pela educação
adequada saiam do aquário do paternalismo eterno e vivam em harmonia com todos
os cidadãos nativos ou não da cidade.

Querem outro tema polêmico? Viamão e os quilombolas. Qual sua opinião?

Destino Incerto – Edson Olimpio Oliveira – Jornal Opinião – 17 Agosto 2011

08 AGOSTO 17 – 2011 – Destino Incerto – Edson Olimpio
Oliveira – Crônicas & Agudas – Jornal Opinião

Destino Incerto

 

− A Cuca é muito braba!

− A bruxa Memeia é mais braba e morde!

− É, mas o Bicho Papão é mais brabo ainda!

Assim estava a conversa de meus dois netos de pouco mais de três anos, a Ana Luiza e
o Lucas. Olhos arregalados e seus temores expostos na singeleza da imaginação
infantil. Seus medos se agravam com os cantos escuros ou quando nas
brincadeiras a fantasia aparenta ser real. Os nossos medos de adultos são muito
mais reais e diversos. Recebi neste final de semana mais um boletim informativo
do atuante comandante da Brigada Militar local, Coronel Freitas. Apesar do esforço
das forças policiais certos tipos de crimes permanecem estáveis em número
absoluto. Na opinião do cronista, com esse inchaço populacional de Viamão, talvez
haja uma diminuição relativa.

Ser policial, civil ou militar, é antes de tudo uma vocação. Fala-se de vocação de
sacerdotes, médicos e professores. Esquecemos outras carreiras e ofícios
vocacionados – bombeiros, socorristas, etc. Se atentarmos para o salário e as
condições insuficientes de trabalho ofertados pelos governantes de plantão
estaremos diante dos anjos da guarda ou nos anteparos ou coletes salva-vidas da
sociedade. Faça uma caminhada da Agência da Receita Federal, aqui no Centro,
até ao Posto de Saúde. Observem a quantidade de indivíduos vagando como quem
não quer nada ou esperando alguma coisa ou alguém. Ou com esses abrigos
cobrindo a cabeça e escondendo os olhos. Ou usando alguma artimanha qualquer
como o predador esperando o descuido da presa. Observei brigadianos exigindo
documentos ao interpelar essas pessoas. A realidade estampada é de uma escória
crescente e agressiva apta e pronta para atacar. E atacam. Não agridem mais
pelas forças policiais presentes. – Doutor a gente sai de casa e não sabe se
volta! – dizia uma senhora atacada
defronte uma das lojas centrais.

E assim é em qualquer lugar. Alguns piores! Observem o trabalho dos seguranças
nos shopping centers. Os templos do consumo seguro já não são mais tão
indevassáveis ao crime. Há que estar sempre vigilante e nunca omitir-se de
avisar ao policial da suspeita do cidadão acuado. – Precisamos de leis mais
rigorosas! – dizia-me um amigo. Não é uma verdade real. Temos leis que precisam
ser executadas do presidente ao peão. A Medicina ensina a combater a
enfermidade com energia e com todos os recursos possíveis. O câncer é câncer.
Vacinação para evitar a propagação das doenças infecciosas. Mas o cidadão que é
debulhado na metade dos seus ganhos pelos governantes de plantão assiste o país
sendo violentado econômica e moralmente. Caem ministérios ou suas equipes de
governo quase toda semana. Algumas vestais horrorizam-se com a atuação do
Ministério Público ou da Polícia. – Algema é um absurdo e desnecessário! –
vocifera alguma cobra-rei.

Essa contaminação ou essa virulência dos graúdos
e a sua quase permanente impunidade – ainda mais com a salvaguarda da
famigerada governabilidade – dissemina-se por todas as camadas sociais e
encontra abrigo e estímulo na criminalidade. − A crise mundial de diversos
países parece motivar a voracidade de governantes e administradores do país e
querem locupletar-se ao máximo antes do barco afundar! – lamenta-se um amigo.

 

Laranja de Amostra – Edson Olimpio Oliveira – Jornal Opinião – 10 Agosto 2011

08 AGOSTO 10 – 2011 – “LARANJA DE AMOSTRA” – EDSON OLIMPIO OLIVEIRA –
JORNAL OPINIÃO – CRÔNICAS & AGUDAS

“Laranja de Amostra”

 

Mostram-nos
o que lhes interessa. Querem nos cativar. Desejam ganhar a nossa atenção ou
capturar os nossos sentimentos. Essa peça da sabedoria popular expõe a técnica
de vendas do feirante – colocam-se as mais bonitas laranjas por sobre o monte,
escondendo as mais feias, defeituosas ou já passadas. Talvez muitas até podres.
Quase todos sabem disso e apercebem-se fazendo a escolha das frutas
pessoalmente e não permitindo ao vendedor que ensaque as laranjas à sua
vontade. Usam a boa conversa
mostrando outras frutas igualmente bonitas e apetitosas ou ressaltando o
frescor das hortaliças ou o aipim
descascado e que cozinha e fica como uma manteiga
. Distração!

Distração é a alma do negócio – outro ditado
popular. Cativa-se quem quer e precisa ser cativado. Diz-se aquilo que o outro
necessita ouvir. Tudo sem mudar o alvo, que é o bolso do consumidor. – Como está frio hoje dona Genoveva! Como vai
o seu Gumercindo? Está melhor do reumatismo? Já a senhora parece que renovou!

desde a mais aguda técnica comercial até aos mais belos sentimentos reais numa
negociação o fundamento do sucesso está na ausência de prejuízo aos
participantes. Sempre que houver vantagens mal adquiridas a relação terá seus dias contados e o vendedor uma vida
mais curta no seu ofício.

Como o quero-quero que canta para um
lado quando o ninho está em outro lugar!
Somos assolados diuturnamente e o
fazemos quase sempre neste intercâmbio fantástico que é a vida e as suas
relações. Ninguém gosta de ser passado
para trás,
seja numa singela fila em algum caixa comercial ou nos postos de
saúde ou no cinema. Muito menos no amor! As laranjas
de amostras
podem estar aí ao seu lado. Risonho ou risonha. Sempre
cativante. Eis que vários descobrem muito tarde que o inimigo dorme ao seu lado. Terrível? Real. – Eu não sabia que ele era assim. Todo mundo tem os seus defeitos. Até eu
tenho um monte. Mas sempre achei que com o amor tudo iria mudar. Ele era legal
comigo. Tem um gênio meio forte por problemas da infância, mas ele tem um lado
bom…
– Tudo sempre tem algum lado ou parte boa. Até as laranjas podres da
parte inferior da pilha tem alguma parte boa. Talvez. Isso basta? Custo versus benefício compõe outra
parte importante e fundamental na relação comercial e certamente em qualquer
relacionamento humano. Mas, no entanto, se o custo é muito elevado ou doloroso,
qual seria o benefício prevalente? Dor não é benefício. Dor é para-efeito ou contraindicação
para qualquer uso ou consumo. A dor do
bolso é a dor da alma
diz quem acredita ser o bolso o local mais sensível do corpo humano.

Somos
mariposas vocacionada para a luz. Nosso eu cristão precisa acreditar que algo de bom existe ali. Infelizmente nem
sempre isso é verdadeiro. Algumas criaturas são pútridas e pestilentas até as
suas mais profundas entranhas. A graduação de virulência é extensa e seletiva.
Assim como somos impelidos a buscar e explorar as melhores laranjas e até das
machucadas tirar algum suco útil, jamais poderemos abster-nos da razão. Socos em facas de ponta – outra
maravilha da astúcia popular – fazem parte da nossa escola de vida e desse
aprendizado eterno. Nada se encerra, tudo continua!