Destino Incerto – Edson Olimpio Oliveira – Jornal Opinião – 17 Agosto 2011

08 AGOSTO 17 – 2011 – Destino Incerto – Edson Olimpio
Oliveira – Crônicas & Agudas – Jornal Opinião

Destino Incerto

 

− A Cuca é muito braba!

− A bruxa Memeia é mais braba e morde!

− É, mas o Bicho Papão é mais brabo ainda!

Assim estava a conversa de meus dois netos de pouco mais de três anos, a Ana Luiza e
o Lucas. Olhos arregalados e seus temores expostos na singeleza da imaginação
infantil. Seus medos se agravam com os cantos escuros ou quando nas
brincadeiras a fantasia aparenta ser real. Os nossos medos de adultos são muito
mais reais e diversos. Recebi neste final de semana mais um boletim informativo
do atuante comandante da Brigada Militar local, Coronel Freitas. Apesar do esforço
das forças policiais certos tipos de crimes permanecem estáveis em número
absoluto. Na opinião do cronista, com esse inchaço populacional de Viamão, talvez
haja uma diminuição relativa.

Ser policial, civil ou militar, é antes de tudo uma vocação. Fala-se de vocação de
sacerdotes, médicos e professores. Esquecemos outras carreiras e ofícios
vocacionados – bombeiros, socorristas, etc. Se atentarmos para o salário e as
condições insuficientes de trabalho ofertados pelos governantes de plantão
estaremos diante dos anjos da guarda ou nos anteparos ou coletes salva-vidas da
sociedade. Faça uma caminhada da Agência da Receita Federal, aqui no Centro,
até ao Posto de Saúde. Observem a quantidade de indivíduos vagando como quem
não quer nada ou esperando alguma coisa ou alguém. Ou com esses abrigos
cobrindo a cabeça e escondendo os olhos. Ou usando alguma artimanha qualquer
como o predador esperando o descuido da presa. Observei brigadianos exigindo
documentos ao interpelar essas pessoas. A realidade estampada é de uma escória
crescente e agressiva apta e pronta para atacar. E atacam. Não agridem mais
pelas forças policiais presentes. – Doutor a gente sai de casa e não sabe se
volta! – dizia uma senhora atacada
defronte uma das lojas centrais.

E assim é em qualquer lugar. Alguns piores! Observem o trabalho dos seguranças
nos shopping centers. Os templos do consumo seguro já não são mais tão
indevassáveis ao crime. Há que estar sempre vigilante e nunca omitir-se de
avisar ao policial da suspeita do cidadão acuado. – Precisamos de leis mais
rigorosas! – dizia-me um amigo. Não é uma verdade real. Temos leis que precisam
ser executadas do presidente ao peão. A Medicina ensina a combater a
enfermidade com energia e com todos os recursos possíveis. O câncer é câncer.
Vacinação para evitar a propagação das doenças infecciosas. Mas o cidadão que é
debulhado na metade dos seus ganhos pelos governantes de plantão assiste o país
sendo violentado econômica e moralmente. Caem ministérios ou suas equipes de
governo quase toda semana. Algumas vestais horrorizam-se com a atuação do
Ministério Público ou da Polícia. – Algema é um absurdo e desnecessário! –
vocifera alguma cobra-rei.

Essa contaminação ou essa virulência dos graúdos
e a sua quase permanente impunidade – ainda mais com a salvaguarda da
famigerada governabilidade – dissemina-se por todas as camadas sociais e
encontra abrigo e estímulo na criminalidade. − A crise mundial de diversos
países parece motivar a voracidade de governantes e administradores do país e
querem locupletar-se ao máximo antes do barco afundar! – lamenta-se um amigo.

 

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