Sexualidade e Felicidade – Edson Olimpio Oliveira – Jornal Opinião – 07, 14, 21 Setembro 2011

09 SETEMBRO 07 – 2011 – Sexualidade e Felicidade – CAP 1 – Edson Olimpio
Oliveira – Crônicas & Agudas – Jornal Opinião

Sexualidade e Felicidade

Capítulo
1 / 3

Sexualidade
e Felicidade formam um dueto que se tocado com sabedoria e discernimento traz harmonia
e iluminação a todo ser humano. Buscamos ser felizes, seja por vias diretas ou
por vias tortas e nebulosas. Mesmo trilhando os caminhos da desgraça anunciada
o ser humano está em busca de felicidade. O ser humano busca até nas drogas uma
pausa em sua dor e sofrimento, mesmo pactuando com a destruição de seu corpo e
alma almeja alguns momentos de suposta e ilusória felicidade. Eva, a mãe
ancestral de grande parte de nós ocidentais, buscava a destruição do seu mundo
paradisíaco ou elevar-se?

O
ser humano jamais conseguirá ser feliz isoladamente ou no deserto de sua alma.
Aqueles que buscam o poder, seja do dinheiro ou do domínio sobre os outros,
iludem-se nesta suposta conquista de felicidade. E onde entra ou sai o sexo? O
sexo ou a sexualidade está na raiz de tudo. Os impulsos básicos da humanidade
estão assentados firmemente no exercício da sexualidade.

O
que seria o exercício da sexualidade? Para muitos seria como uma “academia do
sexo”. Ledo e rotundo engano. Em certa entrevista o padre Marcelo Rossi, com
instigante perspicácia e inteligência, mostrou que a sexualidade humana está
também ou muito mais na castidade e não no celibato. Assim, o exercício pleno
da sexualidade não passa por transar
adoidadamente
e sim por fazer da sexualidade um ato de prazer de ambos em
busca da felicidade ou na sublimação e crescimento espiritual.

Novamente
pela Eva ancestral, religiosos – jamais todos – transformaram a mulher no ser
secundário e pecaminoso que durante séculos acompanhou com inferioridade o
homem-macho para a continuação de sua prole ou para seu prazer. Havia duas
mulheres absolutamente distintas e incomunicáveis,
pelo menos na teoria. Nos museus de vestuário, vêem-se roupas femininas que
ofereciam um pertuito ou um buraco por onde o homem faria o ato sexual. ─ Então
faziam sexo sem tirar a roupa? Sim. Sexo para reprodução, jamais por prazer
feminino. O prazer feminino nas esposas formais seria pecaminoso e reprovável.
E para piorar, a esposa sentindo prazer era risco para o macho que se não
estivesse absolutamente apto para o ato sexual, corria o risco da fêmea procurar outro macho mais capaz
alguns nutriam essa insegurança.

As
demais e inesgotáveis modalidades de executar o ato sexual estariam ao encargo
das outras mulheres ─ prostitutas ou
escravas daquele mundo dito por alguns como primitivo se comparado com o atual.
Calcula-se em mais de um milhar o número de crianças geradas pelo então senhor
feudal e nobre português dono da capitania de Pernambuco. O furor sexual da
criatura era mitológico e de índias, negras, mestiças de toda ordem e
prostitutas importadas geraram-se crianças com mãe e absolutamente sem pai. Eis
aqui outra vertente da sexualidade e da paternidade humana antes das festas
funk particularmente – as mulheres sabem quem é o pai de seus filhos. No
entanto, os homens acreditavam na palavra das mulheres ou viam-se nas formas e
traços das crianças. Eis que a Medicina insatisfeita pela palavra volátil criou
o teste de DNA.

Fim do Capítulo
1 – todas as crônicas estarão disponíveis em
https://edsonolimpio.wordpress.com

09 SETEMBRO 14 – 2011 – SEXUALIDADE E FELICIDADE – CAP 2 –
Edson Olimpio Oliveira – Crônicas & Agudas – Jornal
Opinião

Sexualidade e
Felicidade

Capítulo 2 / 3

 

Como
até o teste de paternidade pode falhar, a mídia revelou que um  ex-presidente foi vítima de pensionamento e toda sorte de abalos pessoais e morais
durante uns dez anos de uma criança tida como sua como uma jornalista. Azar ou
estratégia de Maria-chuteira?

Os
métodos anticoncepcionais são usados desde tempos imemoriais pela humanidade.
Desde artifícios como tripas de animais fazendo às vezes de camisinha até infindáveis simpatias ou
mágicas poções. Foi sempre a busca da liberdade de fazer e de sentir com o
mínimo ou nenhuma responsabilidade sobre os considerados efeitos adversos – as
gravidezes. Outra máxima existencial: ─ Quando o macho pensa com a cabeça de
baixo, a de cima é só para segurar o chapéu! É de uma época que ainda se usava
chapéu. Hoje temos o equivalente boné que se usado fora da posição normal
demonstra e imaturidade e o espírito moleque do portador.

A
pílula anticoncepcional trouxe a redenção da mulher para a ampla e assumida
sexualidade. E não foi preciso nenhuma Isabel com estímulo de nenhum Patrocínio
para assinar essa lei áurea da feminilidade. A liberdade sexual confundiu-se
com a libertinagem desenfreada (redundância?) em muitos corpos e mentes. Isso
também faz parte natural do milenar represamento de sentimentos e de emoções.
Para muitos estudiosos, a revolução industrial e os movimentos feministas na
América do Norte permitiram e busca e o surgimento da uma nova mulher. Entende-se
que os singulares movimentos dessas heróicas mulheres tiveram o condão de
transformar o singelo movimento de pálpebras e olhos e o inebriante movimento
dos quadris numa nova vida de maior liberdade e possíveis conquistas.

A
pílula (anticoncepcional) neste meio século de uso e abuso ajudou enormemente a
gerenciar a feminilidade desde a acne, a dismenorreia e a famosa TPM – tensão
pré-menstrual, as menstruações excessivas ou escassas e chegando a participar
da libido. Seja pela atividade hormonal intrínseca do medicamento, seja pela
liberdade de mente e corpo no coito e em seus plenos de encantos nos interlúdios.

E
neste ocaso de século XX e alvorecer do século XXI o macho viu-se frente à sua
pílula. A não menos famosa pílula azul do Viagra, ajudou a afugentar um dos
temores mais primitivos da alma do macho – o fracasso na ereção ou o mau
desempenho sexual. A esplendorosa oferta de fêmeas no mercado jogou o macho contra a parede, ou melhor, prensado no
colchão pela exuberância da nova fêmea humana e pela sua necessidade assumida
ou até pela sua volúpia.

 

Fim do Capítulo 2
– todas as crônicas estarão disponíveis em
https://edsonolimpio.wordpress.com

 

09
SETEMBRO 21 – 2011 – Sexualidade e Felicidade – CAP 3 – Edson Olimpio Oliveira
– Crônicas & Agudas – Jornal Opinião

Sexualidade e
Felicidade

Capítulo 3 –
Final.

Um
emérito barbeiro e médico prático de
Viamão abastecia muitos amigos e outros nem tanto de estimulantes e
afrodisíacos como nó de cachorro – um
cipó rasteiro das pedreiras do Espigão até Itapoã. Sempre, em todas as eras, o
homem municiou-se de estimulantes sexuais. ─ Não que precise, mas não custa ter
de estepe pra numa necessidade… – justifica-se um estóico machão.

Eis
que o machismo encruado e empedernido custa a revelar ao homem vantagens
similares às da mulher com esta evolutiva série de medicamentos chamados para
Disfunção Erétil. Mais idade e mais refratário ao seu uso. Os mais jovens tem
usado com maior freqüência para apimentar a relação do casal ou para
salvaguarda-se numa cobrança da ou das parceiras. Há mulheres que ainda
manifestam uma contrariedade ao homem que os usa, seja porque “se ele me amasse
ou me desejasse isso seria desnecessário”, ou “o cara não funciona como
deveria”, ainda “agora ele pode sair dando tiros na rua”, por exemplo. Custam a
entender e apreciar que as vantagens que elas usufruem da moderna farmacologia
estão à disposição dos homens para a felicidade de ambos.

Absolutamente
nada contra quem queira viver sem energia elétrica ou andar de carreta ou de
fusquinha, mas tudo a favor da evolução e da qualidade de vida. Sintam como
homens e mulheres de mais de 50 ou 60 anos estão em plena atividade com vida e
beleza. Há pouco tempo, a mulher acabava-se com a menopausa. Sintam como agora
estão belas nas formas e no conteúdo. Jamais se usou tanto silicone desde a
juventude até a idade madura quanto agora – felizmente. As dores de cabeça e
enxaquecas ou o teatro do faz de conta nos lençóis deixaram rastros amargos de
passado sombrio. Suicidas por impotência tendem a ser história macabra.

O
belo exercício da sexualidade plena do homem e da mulher é inarredável do
caminho da felicidade e da evolução. As conquistas médicas e farmacológicas
vieram iluminar a existência humana na face deste planeta e devem ser aceitas e
encaradas com respeito e parcimônia. Sem abusos, mas sem preconceitos.

O
sol nasceu para todos, diz a sabedoria popular. No entanto, nem todos podem
tomar banho de sol, complementa o cronista. O estágio evolucionário é variável
entre nós. O entendimento e aceitação de verdades intrínsecas à humanidade
precisam ser conquistados diariamente. Sem tréguas! Sexo, raça, cor, religião,
idade e tanto mais precisamos de iluminação.

Somos
seres nascidos para o Amor e direcionados para a Felicidade. A Sexualidade nos
fortalece e revigora e força-nos a ter limites e respeitar aos outros como
gostamos de sermos respeitados.

Fim do Capítulo
3 Final – todas as crônicas estarão disponíveis em
https://edsonolimpio.wordpress.com

 

 

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