Edison Horn em Toronto Canadá – Agosto 2012

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Conflitos – Parte 1 – Edson OLimpio Oliveira – Jornal Opinião – 08 Agosto 2012

08 AGOSTO 2012 – Conflitos – Parte 1 – Edson Olimpio Oliveira – Crônicas & Agudas – Jornal Opinião

Conflitos – Parte 1

N

ão existe vida sem conflitos. Até o mais resignado eremita vive desde o conflito da opção pelo isolamento contra os impulsos humanos da vida em sociedade até se “agora vou orar ou sacio minha fome com essa caça?” Nos aglomerados humanos os problemas se avolumam e daí que elegemos “gerentes” para administrarem muitas de nossas necessidades – como: “o lixo está tapando minha cumeeira” – e nossas dificuldades básicas ou da sociabilidade. Eis que agora representantes da sociedade, mais precisamente do judiciário, levam à Organização dos Estados Americanos a vergonhosa situação dos presídios do Rio Grande do Sul. Em outras palavras tentam sanar ou atenuar um problema “lavando a roupa fora de casa” ou “jogando o estrume no ventilador”. Mostram que nossos governantes são incompetentes ou ineptos em derradeira análise e de que por aqui se esgotaram os caminhos da solução.

Cr & Ag

E o cidadão que paga as contas disso tudo? Como o contribuinte extorquido e vampirizado se sente? Há uma hipocrisia avassaladora tanto do cidadão quanto de seus representantes. Aviso novamente – jamais o cronista está agora, antes ou no futuro generalizando. O sentimento cristão e humanitário nos compele a acreditar que alguns criminosos terão recuperação, de “dar a outra face”, de aspirar condições “mais humanas” para criminosos e vê-los como “um irmão que errou”. E por esse caminho vão outros sentimentos e explicações. E o cidadão honesto e trabalhador que paga as contas disso tudo? Essa pergunta está matreiramente respondida. Por que não temos cadeias iguais para todos? Por que o bandido togado e o estuprador não vão para a mesma cadeia? Quando Mike Tyson, famoso pugilista americano, cumpria pena na cadeia, um colega de ala na prisão era ex-governador de estado. “Não devemos copiar os americanos!” – podem alegar. Aqui juiz criminoso é aposentado com vencimentos integrais e logo estará usando suas antigas amizades e influências como consultor ou algo do gênero.

Cr & Ag

Se político bandido estivesse preso em cadeia comum teríamos prisões com apartamentos e suítes de padrão internacional. No entanto, os processos se arrastam anos a fio e raros são considerados culpados de suas falcatruas e presos… Lembram-se de alguém realmente cumprindo pena em reclusão? Aqui criminosos pagam advogados laureados e ex-ministro de estado com fortunas fabulosas para serem defendidos e como aludiu um procurador de justiça: – “Esse dinheiro deve provir de fontes criminosas”. A prisão jamais é para todos. Assim como o céu e o inferno. Quem não defende o encarceramento igual para todos pode defender “direitos humanos”? Avancemos, esse é o país da impunidade e inclusive do bandido cruel e sanguinário. Os piores assassinos cumprem um “tiquinho de nada da pena e estão na rua para cometer mais crimes ainda”, dizia um amigo. O motorista bêbado que assassina com seu veículo toda uma família e na unidade policial é liberado? Vai responder o processo em liberdade, assim interpretam a lei. Criminosos invadem lares estuprando e matando… Se encontrados, muitos ficam impunes em processos lentos e talvez sem fim. Enquanto as pessoas ficam privadas da vida e mutiladas física e emocionalmente o assassino não pode “ser privado da sua liberdade enquanto não for julgado e condenado” e “seus recursos esgotados”. Isso é humano? É para o assassino, mas para as vítimas e quem as ama?

Nota do cronista: Continuaremos na próxima coluna.

30 animais nesta imagem – conflito visual

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O mundo dos descartáveis – Edson Olimpio Oliveira – Jornal Opinião – 01 de Agosto de 2012

01 Agosto 2012 – O mundo dos descartáveis – Edson Olimpio Oliveira – Crônicas & Agudas – Jornal Opinião

O mundo dos descartáveis

O

mundo mudou ou nós mudamos? Essa pergunta pode nada representar para uns tantos, mas para outros pode ser uma agulhada no traseiro. A melhor resposta seria de que “tudo muda, tanto o mundo quanto cada um e todos nós”? Talvez. Diz-se que a vida é um jogo. Certo? Para alguns é “um jogo de cartas marcadas” e descartamos as cartas que não queremos ou aquelas que não são mais úteis. Tendemos a descartar, colocar de lado, abandonar ou passar adiante aquilo que já usamos ou não nos servem mais. De objetos a pessoas. Infelizmente. Por vezes dolorosamente. Um filho lembrava que “as árvores maiores ou mais velhas tombam no curso da vida para que as mais jovens ganhem a luz e tenham seus próprios frutos”. Neste caso a vida ou a natureza das pessoas em sua finitude, em seus limites temporais ou por enfermidades ou acidentes, faz-nos descartáveis? Essas pessoas e todas as pessoas fazem falta para alguém ou para alguma coisa.

Cr & Ag

Sintam a melancolia e as lágrimas de dor vertidas de pessoas que tiveram perdas de… seus amigos animais. Em muitos casos a vida não consegue repor as perdas, nem as pessoas desejam forçar uma reposição buscada ou aleatória. Infelizmente o mundo torna-se passageiro demais a cada dia. Tanto os objetos de necessidade ou de desejo tem um tempo de uso cada vez mais curto. Isso vale para os relacionamentos e para os amores. Somos cerca de cento e noventa milhões de brasileiros e temos mais de duzentos e cinquenta milhões de linhas de celulares e aumentando. A poligamia do celular e o seu descarte diante de um novo modelo com algum detalhe diferente ronda e aguça a cobiça. A indústria não faz bens duráveis como alguns anos passados. Tudo deve durar até o próximo modelo ou no máximo até a garantia expirar.

Cr & Ag

homens que casavam com seu automóvel. A criatura mantinha o seu primeiro fusca em melhores condições e com melhor plano de saúde do que para a esposa. – Mulher tem aos montes por aí, mas aonde vou achar um carrinho assim original e de um único dono! – falava sem temores o intrépido machão. A que um amigo resolveu apimentar essa história: – O teu fusquinha tu sabe a quilometragem, mas da mulher só Deus… E o sujeito nem se sentiu atormentado pelo míssil já que o alvo não era seu amado carrinho. Há guisado para qualquer pastel e pastel para qualquer gosto e boca. Muitos relacionamentos já nascem com prazo de validade e sem nenhuma garantia de funcionamento neste mundo de tantas modernidades. Aturar-se não é mais um exercício de convívio, é uma orientação dos advogados e dos terapeutas de casais.

Cr & Ag

A cerveja com os amigos é mais importante do que a sua mulher. O seu cão é mais importante do que o marido. Exemplos não faltam. Outro dia soube de caso que o sujeito foi promovido na empresa e para tanto mudou de cidade. Perguntem se a mulher quis ir junto? Optou por ficar com as amigas e outras delongas e daí para uma discussão sobre filhos e mesadas foi o mais importante. Relacionamento oco? Não parecia externamente. E isso não é algo incomum. Está mais fácil votar no mesmo candidato do que manter o relacionamento. Outro fez uma reforma geral no domicílio, da pintura aos encanamentos, da geladeira aos móveis, manteve a TV nova, o controle remoto e o cão pastor. Não tinha filhos. A “gatinha manhosa” já estava nos braços e abraços do personal trainer. Quem descartou quem? Pouco importa. Há quem diga que “ninguém é insubstituível”. Muitos acreditam que na realidade nada, absolutamente nada é descartável, pois tudo cumpre um ciclo e algum dia tudo retorna. E ancoram-se em leis da química, da física e da espiritualidade.

Recebi do humor do leitor.

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