Longevidade e Imortalidade – Edson Olimpio Oliveira – Crônicas & Agudas – Jornal Opinião – 06 Fevereiro 2013

 

2013 – 02 – 06 FEVEREIRO 2013 – Longevidade e Imortalidade – Edson Olimpio Silva de Oliveira – Crônicas & Agudas – Jornal Opinião

Longevidade e Imortalidade

 

Assim como o comunismo é o caminho mais longo para o capitalismo, o ateísmo é também a mais longa jornada para a espiritualidade. Quanto mais luz menos controvérsia, quanto mais sectário maior é a discordância. Credita-se a Galileu Galilei a frase: – A Bíblia nos ensina o caminho do céu, mas não nos ensina como o céu funciona. É no Livro Sagrado que nos causa espanto a longevidade dos profetas. A morte resultou do rompimento do homem com Deus ao ceder junto de Eva à Lúcifer. Adão, o primeiro homem, viveu 930 anos. Nos ensinamentos de Pedro, para Deus 1000 anos são como um dia ou uma noite de vigília. Matusalém viveu 969 anos. Enoque 365 anos. Noé viveu mais de 900 anos e após o Dilúvio ninguém teria vivido mais de 200 anos, ficando na faixa dos 120 anos. Jacó 147 anos. Moisés 120 anos. Sara engravidou aos 90 anos. Há 4000 anos Davi dizia que a idade do homem seria de 70 anos e daí a decrepitude. Eis que agora, 4000 anos depois de Davi voltamos à média de vida dos 70 anos no Brasil.

Cr & Ag

Se antes o mundo precisava ser povoado, hoje a superpopulação assusta e impressiona com a destruição ambiental e continuidade das guerras sem fim, sempre com o homem sendo o algoz do homem pela religião ou pelo ouro, enfim por poder. “Cem milhões em ação, prá frente Brasil, salve a seleção!”, isso é parte da música que embalou as dores e as alegrias dos brasileiros durante os anos 70. Fomos tricampeões mundiais de futebol e iniciamos a jornada da longevidade em curva ascendente. Os constantes avanços da Medicina, da educação e dos investimentos governamentais em saúde pública estão jogando cerca de 30% de vida a mais a cada ano vencido. Espantem-se! No primeiro mundo capitalista em que religião e governo respeitam-se, mas não se imiscuem aumenta-se em velocidade crescente a expectativa de vida útil de quatro meses a cada ano vivido. Lembrem-se que estatística é como biquíni, mostra quase tudo… A singela observação traz esses avanços aos nossos sentidos.

Cr & Ag

As mulheres duram mais porque se tratam mais que os homens”, – observação repetida e ouvida com frequência. “Hábitos de vida mais saudáveis e regrados aumentam a vida” – realidade. Nos tempos ancestrais Deus estava mais próximo e conversava mais com os homens, melhor ainda, os homens buscavam mais a Deus e estavam bem mais abertos para Ele. A natureza era absolutamente livre dos poluentes contemporâneos, assim como a atividade física era essencial para a sobrevivência. E os alimentos? Logo estaríamos envenenando a natureza e os corpos. Sabe-se que a degeneração mental dos nobres e abastados não se deveu somente aos relacionamentos co-sanguíneos, muito pela intoxicação crônica dos metais usados na confecção de taças e utensílios outros. Somam-se a promiscuidade sexual, com a neuro-lues (sífilis atingindo o cérebro). Essas seriam as causas da morte de Alexandre o Grande que na terceira década de vida deixou o maior império construído por um único homem.

Cr & Ag

A morte é a companheira mais fiel da vida, assim como a sombra é da luz ou a enfermidade é da saúde. Essa dualidade ou essa bipolaridade faz-nos navegar entre polos distintos, mas absolutamente próximos. Um difícil de conquistar e manter, outro sedento pelos nossos tropeços ou escolhas erradas. A juventude crê-se imortal. É uma qualidade que remete ao desafio, ao arrojo, ao experimentar e sentir o novo, mas é um defeito quando nos retira o raciocínio, a segurança da razão e o estreitamento dos limites entre vida e morte. Somos seres de âmago, de alma imortal habitando uma casa perecível, com tempo de vida útil e que nos foi gentilmente cedida, emprestada pela natureza em seu ciclo eterno de renovação. Novamente a ciência na Lei de Lavoisier: – Na natureza nada se cria, nada se perde, tudo se transforma. Somente dois elos nessa cadeia de eventos da vida e da morte nos tornam a imagem Dele: – Disciplina e Amor! Em qualquer tipo de existência, em qualquer tempo ou espaço.

Um pedido aos amigos leitores: dedique agora alguns minutos de oração a quem em plena juventude perdeu esta vida e aos seus pais, familiares e amigos. A dor diária que nos anestesia remeteu-nos para essa brutalidade da morte coletiva. Que nos tornemos novamente seres de Amor com Disciplina de vida.

 

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Dama em negro

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Máscara Negra – Edson Olimpio Oliveira – Crônicas & Agudas – Jornal Opinião–30 Janeiro 2013

 

2013 – 01 – 30 – Máscara negra – Edson Olimpio Oliveira – Crônicas & Agudas – Jornal Opinião

Quanto riso! Oh! Quanta alegria! Mais de mil palhaços no salão, Arlequim está chorando pelo amor da Colombina no meio da multidão.”

Para quem ama ou para quem odeia, ele, o carnaval, está logo ali espreitando pierrôs e colombinas e o título desta “carnavalesca” coluna remete ao imortal Zé Kéti e a sua Máscara Negra. Não se conhece imunidade ao carnaval. Há quem se isole em algum lugar remoto e pouco sabido para tentar fugir dos festejos de momo. Pode-se até escapar dos sons, das músicas e da agitação típica, mas jamais se fica alheio ou imune aos seus feitos, defeitos e efeitos. Diz-se que o “Brasil somente acorda e começa depois do Carnaval”. Logo seus efeitos benéficos ou deletérios são para todos. Nesta trilha de afirmações há outros que afirmam que o espírito carnavalesco de tão entranhado na vida do brasileiro permanece até o carnaval seguinte. Logo, renova-se e jamais se acaba. Outros doutos e aprumados com as realidades do sofrimento e da alegria da brasilidade afirmam que o “Brasil é um grande salão ou uma imensa avenida onde desfilam escolas, blocos, bandas e avulsos de toda ordem e cor. Milhares de palhaços e escassos arlequins e colombinas”. Concorda?

Cr & Ag

Acredita-se que sua origem está nas festividades gregas de mais de cinco séculos antes de Cristo como homenagens aos deuses da fertilidade do solo e da carne. A secular Igreja Católica passou pela aceitação e rejeição por diversos períodos e fases. Na Roma Antiga a semana de carnaval (do latim carnis + valles ou prazeres e orgias da carne) marcava a liberação total. O entendimento e as festividades ganharam características peculiares em cada povo ou região, assim como em cada época. O carnaval de hoje certamente é bem diferente daquele de cinquenta anos passados. O que nunca mudou? A liberação total, a orgia, a elasticidade ou a perda dos limites do corpo e do espírito, para o bem e para o mal. Voltando à Roma dos imperadores, ali os escravos durante uma semana podiam ser príncipes ou reis da folia. Crê-se que o carnaval abriu as primeiras portas e janelas para romper com os grilhões da escravidão humana e ao nivelamento social.

Cr & Ag

Quem nunca viveu um carnaval, deve reencarnar, pois essa vida foi incompleta”, apregoa do alto de sua sapiência T. Jordans, o Filósofo do Apocalipse. E continua com sua versão bem humorada: – O gaúcho é o pai do carnaval no Brasil, pois ninguém conhece mais de prazeres da carne do que o gaúcho. Ou alguém insanamente discorda que carnaval e churrasco tratam de prazeres da carne? E aqui é onde se bota a melhor e até a pior carne no espeto. A orgia da carne deve ter sido de romanos reencarnados aqui na serra gaúcha que deu origem ao espeto corrido. Explorem as analogias e as realidades. – sentencia soberano quando os temas são carnais.

Cr & Ag

Há quem veja os partidos políticos como blocos ou escolas de samba com seus caciques e beneméritos. Há os puxadores de samba e a bateria, várias alas, como há os fantasiados dando o couro e o suor para a escola sair bem e ganhar. De qualquer jeito, mas ganhar. Comprando os jurados? Todos fazem, – apregoam seus líderes. “Vergonhas a mostra”, impossível para quem não tem vergonha. Como ter escrúpulos quem exibe suas partes pudicas a todos os ventos e leitos? Daí que ser o maior carnaval do mundo ou ter o maior bloco carnavalesco do planeta é uma honraria singela para 200 milhões de brasileiros. Somos o único carnaval em que quarta-feira de cinzas, enterro dos ossos ou sábado de aleluia são meros adereços na orgia travestida de dourada e sob a chuva de confetes e serpentinas.

“Foi bom te ver outra vez; – Está fazendo um ano; – Foi no carnaval que passou; – Eu sou aquele pierrô; – Que te abraçou e te beijou meu amor; – Na mesma máscara negra que esconde teu rosto, – Eu quero matar a saudade. – Vou beijar-te agora, – Não me leve a mal: Hoje é carnaval.”

Carnaval Veneza

Carnaval Veneza2

 

De frente para a desgraça – Edson Olimpio Oliveira – Crônicas & Agudas – Jornal Opinião–23 Janeiro 2013

 

2013 – 01 – 23 Janeiro 2013 – De frente para a desgraça – Edson Olimpio Oliveira – Crônicas & Agudas – Jornal Opinião

De frente para a desgraça

Há momentos em que estamos tão assolados pelo infortúnio, tão doloridos pelos golpes da existência que parece que o inferno é aqui mesmo. Há quem assim acredite e propague com razões, por vezes, de difícil dissuasão. Há quem evite assistir aos telejornais principalmente nos horários de refeição justamente por ter que engolir sofrimentos em doses paquidérmicas. Há quem sabiamente desliga equipamentos eletrônicos nestes horários de convívio e de confraternização familiar ou de amigos. Infelizmente aumentam esses números de viciados na eletrônica de um big brother sem fim, não se desconectam dos smartphones e das ditas redes sociais. Estão nas redes sem se darem conta do enredo, do enredamento das relações e das suas vidas. Há filhos que somente se comunicam com os pais pelo twitter ou facebook. Pode? Não deveria.

Cr & Ag

Há momentos em que nenhuma alienação intencional da sufocação do noticiário que não nos arremeta ao sofrimento extremo, a dor sem limites de “esquecer-se de um filho dentro de um carro fechado e logo encontrá-lo morto”. Outro dia essa desgraça derramou-se sobre um delegado de polícia do interior do Rio Grande do Sul. Acredito ser uma das mais brutais formas de dor e sofrimento que pode se abater sobre qualquer ser humano. A perda de um filho dessa forma é contra as leis da natureza e ninguém deveria ser contemplado por tão gigantesca perda. Na distância pranteamos em sintonia com o amor de humanidade que nos possui e alenta. E oramos. Oramos pela criança, pelo pai, pela mãe, pela família e por todos os responsáveis para que tal drama absurdo deixe de ser fato e torne-se uma cicatriz distante da existência, da vida de qualquer um e de toda a sociedade.

Cr & Ag

Labirinto viamonense

Um amigo que para ir ao supermercado Nacional (aquele das filas intermináveis e da ausência de caixas ativas) ou ao centro de Viamão deve ir até a sinaleira do Cocão e só então retornar vários quilômetros ao centro da cidade. Assim tem mais segurança ante aos inúmeros acidentes na travessia do Fórum novo. Indagou-me se conhecia dos planos da atual administração para retornar no mínimo ao estado anterior do trânsito com melhor e mais racional acesso às ruas e lugares. Disse-lhe um velho refrão: – estou contigo e não abro! Todos nós aguardamos alguns desesperadamente, um trânsito mais efetivo no perímetro urbano. Por vezes parece que estamos constrangidos entre rios ou mares como em algumas cidades, mas que a ERS 40 e a maldita e mal aquinhoada e abandonada ERS 118 representam algo assim, até parece!

Cr & Ag

Graduada em Direito na PUC

A jovem Elisa Cristina, filha do casal de amigos Sílvia e Antônio Ávila graduou-se em Direito no sábado passado na PUC de Porto Alegre. Infelizmente não pudemos estar pessoalmente no magnífico evento, mas novamente transmitimos nosso carinho e respeito aos queridos pais e um incentivo a jovem Elisa que com sua capacidade construirá um horizonte muito belo e luminoso. Sucesso. Saúde. Sabedoria.

Chama Humana na Vela