O tempo que Viamão esqueceu – Edson Olimpio Oliveira – Jornal Opinião

 

2013 – 07 – 24 Julho 2013 – O tempo que Viamão esqueceu – Edson Olimpio Oliveira – Crônicas & Agudas – Jornal Opinião

O tempo que Viamão esqueceu

Para muitos há o sentimento de que o tempo atual move-se com maior rapidez que em eras anteriores. Certo ou errado? Quanto mais abandonamos os meios tradicionais de arquivar informações e quanto mais o número delas se avulta, este sentimento torna-se mais real. Quando a humanidade deixou em segundo plano a história passada oralmente dentro das cavernas, em torno das fogueiras para eternizá-la no barro ou no granito foi um considerável avanço para preservarmos o tempo e seus atores. Depois nos pergaminhos, papiros e no papel e com o monumental avanço da humanidade com a imprensa e a Bíblia Sagrada como seu primeiro livro e sempre o mais lido e editado.

Cr & Ag

Outro dia o correto cirurgião-dentista doutor Bruno Rangel tornava a falar-me da importância em preservarmos a memória viamonense. Citou Haroldo Franco como um dos contadores da história viamonense. Nunca é demais lembrarmos Adônis dos Santos e sua obra modelar da cidade e das suas pessoas. Lembramos também do Sílvio ‘Boca’ Oliveira. E o arquivo de imagens da dona Elsa Dorneles, mãe do César e do Dálcio? Infelizmente vários desses viamonenses naturais ou alguns por opção não dispõe de espaço jornalístico ou literário ou de ferrenha motivação para insistir e persistir. Muitas vezes aos trancos e barrancos. Ou aturando ‘barracos’ e leituras desencontradas e erroneamente interpretadas.

Cr & Ag

Viamão – a primeira capital de TODOS os gaúchos! Esse é um exemplo de interpretação ou informação com variadas interpretações. Enquanto a maioria tenta alavancar as qualidades de sua terra, certos viamonenses insistem em diminuir ou menosprezar nossas qualidades. – Ah, mas a primeira capital foi Rio Grande! – atribuem. Até pode ter sido a primeira sede designada pelo Império num povoado com fortificações militares, mas não havia nenhum sentimento de pátria ou de nação com o povo que habitava essa região hostil a homens e animais até que acossado por castelhanos, o ‘governador’ acovardado fugiu abandonando seu comando e seu ‘povo’ vindo buscar refúgio e segurança nos Campos de Viamão. E foram os fazendeiros, tropeiros e desgarrados de governos assumirem a defesa de suas propriedades, interesses comerciais e finalmente do sentimento de nacionalidade parido com a independência de seres livres. Assim a leitura de ‘TODOS’ os gaúchos deve ser vertida ao melhor entendimento e razão e jamais sem a adequada interpretação dos tempos e dos fatos. Isso diferencia historiadores de papagaios.

Cr & Ag

Esta coluna respaldada há quase duas décadas pelo professor Pedrão, um viamonense por opção e de coração com sua amada esposa Úrsula (dizia-nos: – Sempre começo o jornal pela tua coluna!) e seus filhos Natacha e Andrey constituem e ampliam suas famílias nesta terra de lendas e realidades. Protagonizamos uma guerrilha persistente alvejando a atualidade da cidade e de seu povo sem jamais esquecer ou menosprezar o seu passado. Amigos confluem na opinião da carência de mais escritores assim como de políticos e governantes eficazes. Quem vive somente o presente, desconhecendo seu passado, avança para um futuro com parâmetros e modelos geralmente fadados à desilusão. “Conheça-te a ti mesmo” – reza uma verdade ancestral.

Aquarela - igreja de viamao antiga_g 

Aquarela com a centenária Igreja ao fundo

O dia em que a ‘presidenta’ Dilma cuspiu no rosto do médico brasileiro – Edson Olimpio Oliveira – Jornal Opinião

 

2013 – 07 – 17 Julho 2013 – O dia que a ‘presidenta’ Dilma cuspiu no rosto do médico brasileiro – Edson Olimpio Oliveira – Crônicas & Agudas – Jornal Opinião

O dia em que a ‘presidenta’ Dilma cuspiu no rosto do médico brasileiro

"Há alguns meses eu fiz um plantão que chorei. Não contei a ninguém (é nada fácil compartilhar isso numa mídia social). Eu, cirurgiã-geral, "do trauma", médica "chatinha", preceptora "bruxa", que carrego no carro o manual da equipe militar cirúrgica americana que atendia no Afeganistão, chorei.  Na frente da sala da sutura tinha um paciente idoso internado. Numa cadeira. Com o soro pendurado na parede num prego similar aos que prendemos plantas (diga-se: samambaias). Ao seu lado, seu filho. Bem vestido. Com fala pausada, calmo e educado. Como eu. Como você. Como nós. Perguntava pela possibilidade de internação do seu pai numa maca, que estava há mais de um dia na cadeira. Ia desmaiar. Esperou, esperou e toda vez que abria a portinha da sutura ele estava lá. Esperando. Como eu. Como você. Como nós. Teve um momento que ele desmoronou. Se ajoelhou no chão, começou a chorar, olhou para mim e disse "não é para mim, é para o meu pai, uma maca". Como eu faria. Como você. Como nós. Pensei "meudeusdocéu, com todos que passam aqui, justo eu… Nãoooo… Porque se chorar eu choro, se falar do seu pai eu choro, se me der um desafio vou brigar com 5 até tirá-lo daqui". E saí, chorei, voltei, briguei e o coloquei numa maca retirada da ala feminina. Já levei meu pai para fazer exame no meu HU. O endoscopista quando soube que era meu pai, disse "por que não me falou, levava no privado, Juliana!”Não precisamos, acredito nas pessoas que trabalham comigo. Que me ensinaram e ainda ensinam. Confio. Meu irmão precisou e o levei lá. Todos os nossos médicos são de hospitais públicos que conhecemos, e, se não os usamos mais, é porque as instituições públicas carecem. Carecem e padecem de leitos, aparelhos, materiais e medicamentos. Uma vez fiz um risco cirúrgico e colhi sangue no meu hospital universitário. No consultório de um professor ele me pergunta: “E você confia”?". "Se confio para os meus pacientes tenho que confiar para mim." Eu pratico a medicina. Ela pisa em mim alguns dias, me machuca, tira o sono, dá rugas, lágrimas, mas eu ainda acredito na medicina. Me faz melhor. Aprendo, cresço, me torna humana. Se tenho dívidas, pago-as assim. Faço porque acredito.
Nesses últimos dias de protestos nas ruas e nas mídias brigamos por um país melhor. Menos corrupto. Transparente. Menos populista. Com mais qualidade. Com mais macas. Com hospitais melhores, mais equipamentos e que não faltem medicamentos. Um SUS melhor. Briguei pelo filho do paciente ajoelhado. Por todos os meus pacientes. Por mim. Por você. Por nós. O SUS é nosso. Não tenho palavras para descrever o que penso da "Presidenta" Dilma. (Uma figura que se proclama "a presidenta" já não merece minha atenção). Mas hoje, por mim, por você, pelo meu paciente na cadeira, eu a ouvi. A ouvi dizendo que escutou "o povo democrático brasileiro". Que escutou que queremos educação, saúde e segurança de qualidades. "Qualidade"… Ela disse. E disse que importará médicos para melhorar a saúde do Brasil… Para melhorar a qualidade…? Sra. "Presidenta", eu sou uma médica de qualidade. Meus pais são médicos de qualidade. Meus professores são médicos de qualidade. Meus amigos de faculdade. Meus colegas de plantão. O médico brasileiro é de qualidade. Os seus hospitais é que não são. O seu SUS é que não tem qualidade. O seu governo é que não tem qualidade.  O dia em que a Sra. "Presidenta" abrir uma ficha numa UPA, for internada num Hospital Estadual, pegar um remédio na fila do SUS e falar que isso é de qualidade, aí conversaremos.  Não cuspa na minha cara, não pise no meu diploma. Não me culpe da sua incompetência. Somos quase 400 mil, não nos ofenda. Estou amanhã de plantão, abra uma ficha, eu te atendo. Não demora, não. Não faltam médicos, mas não garanto que tenha onde sentar. Afinal, a cadeira é prioridade dos internados. Hoje, eu chorei de novo.” – pela doutora Juliana Mynssen da Fonseca Cardoso que é médica e cirurgiã-geral no Hospital Estadual Azevedo Lima no Rio de Janeiro.

Tenho 42 anos de vida médica dedicados aos pacientes e ao sagrado ofício de médico e cirurgião e sinto-me triste e enojado por essa senhora ‘presidenta’ a quem eu como tantos brasileiros depositei a confiança e a esperança de um país melhor para todos. A carta aberta dessa jovem médica cirurgiã ativa, como fui um dia, na dura frente de uma batalha pela saúde dos brasileiros que o governo da ‘presidenta’ colabora para perdermos revela a vergonha que nos assola por esta senhora e seu patrão mandarem e desmandarem neste país. A ‘presidenta’ Dilma e seu mentor Lula aí estão vivos, ativos e vorazes graças ao tratamento dos médicos brasileiros, mas num local (Sírio Libanês de São Paulo) inacessível para o resto de nós povo brasileiro. E você acredita em quem? Na médica Juliana, na sua família, em você mesmo ou nesta ‘presidenta’ de 39 ministérios e seu patrão?

A dor de uma médica

“Ti arremanga e vem!” – Edson Olimpio Oliveira

 

 

2013 – 07 – 03 e 10 Julho 2013 – Ti arremanga e vem – Edson Olimpio Oliveira – Crônicas & Agudas – Jornal Opinião

“Ti arremanga e vem!”

             – Viamão ainda é a terra que o boca braba pode perder os dentes e borrar as cuecas! – dizia-me um amigo referindo-se a cenas de pugilato explícito na terrinha setembrina. Talvez, acreditem outros, que muitos guerreiros farrapos tenham reencarnado e prosseguem na peleia. – Isso é terra de macho. Uns mais machos que os outros. Tudo macho uma barbaridade. – completou. Os veteranos (velhos nunca!) lembram-se de um bloco carnavalesco anterior ao Madrugada CCC que respondia por “Ti arremanga e vem”. O pessoal se reunia para quebrar o pau no Paladino de Gravataí, na Lomba do Sabão e depois no “buraco do Padre”, na igreja da Viamópolis. Sabem essas torcidas organizadas que vão aos jogos buscando brigas? Nesse ritmo. Ficou famosa uma família em Viamão em que na ofensa de um aparecia de criança a mulher idosa afiada para o combate. Eram os tais de cafunchos. Ainda restam sobreviventes desses peleadores destemidos em que nas brigas juntavam urubus e a Brigada somente aparecia dias depois de chamada. Coisa braba. Muito valente ficou com a boca aberta de orelha a orelha ou palanqueado num balcão de buteco com a adaga entrando pelo umbigo e saindo pelas costelas.

Cr & Ag

                As famosas carreiras de cancha reta na Lomba da Tarumã quando faltava gente do Passo do Feijó, hoje Alvorada, ou do Capão da Porteira, o pessoal se atracava entre si. Motivo? Gosto de sangue na boca! Quando o valente sente o gosto de sangue na boca, o covarde sente um calor molhado nos fundilhos. Um corre na frente e o outro corre atrás daquele. Contam de uma dessas peleias cabeludas no costado da Cruz da Lomba. Um negro, que ainda não era afrodescendente, parou peleia com uma turma do Passo do Feijó. Negro ligeiro e do corpo fechado. A bala corria solta em berro de 38 e pum de garrucha e a adaga do negro “relampiava” no sol do entardecer. E ninguém segurava o homem tomado de uma fúria inaudita. O sangue encardia a grama poeirenta. Uma correria de doidos e gritos de “acuda que ainda sou moça” e “eu não fiz nada” ou “tenho mulher e oito filhos”. Quando a poeira baixou e o estrume firmou um pouco, dois tauras mortos – um degolado e outro com as tripas esparramadas num pelego rubro. Uns oito ou nove estropiados e retalhados e uma égua baia estrebuchando para morrer. – Uma égua? Sim a égua foi o estopim do desentendimento e morreu junto com o dono. – E o negro? – uns dizem que foi morto pelo delegado e enterrado no banhado onde está o lago, outros juram que fugiu para a fronteira. Na verdade, ninguém quis realmente saber, pois vá que o negro volte…

Cr & Ag

Eis que Viamão foi sendo colonizada por gente de todo lugar, sexo, raça e… valentia. Do bom e do menos-bom. – Te fresqueia que te formino! – dizia um professor e diretor de tradicional escola viamonense ao aluno que enquadrou sua afilhada numa ardente refrega de sofá. O aluno pegou rumo de casa e abandonou a escola. Tesão e burrice – mistura geralmente fatal! Por muito tempo aqui foi uma terra de viúvos, jamais de cornos. E língua grande e afiada servia para iscar anzol e pagar uns jundiás no arroio Alexandrina. Mas muda o mundo e mudam as pessoas, mas volta e meia tem algum com as paletas chiando quando o laço pega. As leis estão aí para proteger bandido e defender sacana. E nossas histórias irão sucumbir no esquecimento ao contrário dos ianques. Outro dia assistia a saga de lutas entre duas famílias e dois estados americanos – os Harfields & McCoys, uma saga com poucos sobreviventes de disputas insanas e extremadas. Mitos e lendas se confundem no ardor de sentimentos encapelados.

Cr & Ag

Vândalos e desordeiros! Pergunte-se a quem interessa o vandalismo desenfreado e impune durante os protestos de jovens e famílias que rejeitam lideranças embandeiradas? Quem leva vantagem com o vandalismo desacreditando ou fazendo com que as pessoas rejeitem os protestos?

Positivo

– Sou contra o REVALIDA para os médicos estrangeiros, principalmente os “importados” do governo Dilma.

“O povo (de Deus) unido jamais será vencido!” – Edson Olimpio Oliveira

 

2013 – 06 – 26 Junho 2013 – O povo (de Deus) unido jamais será vencido – Edson Olimpio Oliveira – Crônicas & Agudas – Jornal Opinião

“O povo (de Deus) unido jamais será vencido!”

O povo tem o direito e o dever de manifestar-se contra essa situação fantasiosa que os governos e lideranças políticas com o apoio de segmentos daquela mídia azeitada por verbas públicas diretas e indiretas. Esse “país maravilhoso” que querem nos impingir “não é o nosso país” – como a música O meu país de Zé Ramalho e letra de Gilvam Chaves. Uma “presidenta” escoltada por mais de 70% de aprovação conforme certas pesquisas de opinião, não é o nosso presidente. Governantes que tratam a educação com o descaso e a impregnação ideológica de um esquerdismo caduco não serve para nosso país. As pessoas sofrendo nas intermináveis filas por atendimento de saúde, hospitais mal gerenciados e sucateados com os enfermos morrendo pela desassistência oficial enquanto o governo privilegia postos de gasolina e não postos de saúde, não é o nosso país. Principalmente da elite, essa sim elite política que se trata no Sírio Libanês. De um governo que numa década abriu quase um terço das escolas médicas do país em comparação com dois séculos de ensino médico e ainda quer “colonizar-nos” com médicos cubanos e a pregação ideológica da ditadura castrista, enquanto dezenas de milhares de médicos nacionais anseiam por um concurso público e uma carreira adequada – é um triste país.

Cr & Ag

A insegurança é total. Desarma-se o cidadão e permite-se ao criminoso exercer seu “ofício” em liberdade. Parcela de uma justiça corrompida por Lalaus, outra que privilegia a bandidagem dando voz e guarida para ONGs e organizações de defesa dos bandidos. Às vítimas resta dor e desesperança. Leis podres como essa pantomima de grandes penas onde ninguém pega mais de trinta anos e em 1/6 disso está liberado para o crime novamente e lavam as mãos como os Pilatos modernos. Trabalhadores expulsos de suas terras e privados de seu sustento e trabalho para destinarem “25 % das terras do país para indígenas”. Uma loucura gerenciada contra o Brasil e contra os indígenas. Estradas sucateadas e assassinas. Portos a aeroportos entregues ao caos com caminhões esperando uma semana para descarregar. Comunista falando em democracia com uma autoridade invejável ao diabo defendendo o céu.

Cr & Ag

Governo perdulário e irresponsável privilegiando estádios de futebol e corrupção e abrigando criminosos julgados e condenados em seus países. Governo que fecha os olhos ao tráfico de entorpecentes da Bolívia de Evo Morales, que perdoa as dívidas de ditadores e tiranos africanos que fazem os fantásticos negócios imobiliários no Rio de Janeiro com o dinheiro extorquido por impostos de toda ordem do povo brasileiro. A lista de desgraças é imensa e o gatilho do aumento das passagens estava leve como dos assassinos que infestam nossas ruas.

Cr & Ag

Vândalos! Desordeiros! Esses são os mesmos que picham e destroem continuamente o patrimônio público e privado e ficam impunes atrás de uma cesta básica ou de um falso serviço comunitário. Ou aqueles do famigerado semiaberto, como aqui do Ana Jobim. Eles são os filhos, são as crias da impunidade que começa pelo “de menor” criminoso e vai ao político corrupto do mensalão que aí está livre no Congresso nacional e como “facilitador” de negócios com os governos. Os ofendidos ou que vestirem a carapuça são contra o povo brasileiro e favoráveis à corrupção, à bandidagem e às más condições que nos são impostas por incompetentes, coniventes ou criminosos.

Nota: Acrescentei “(de Deus)” ao refrão popular em homenagem aos pentecostais que reunidos dia 5 de junho em Brasília em gigantesca e pacífica manifestação popular prenunciaram o grito do povo que agora presenciamos.

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Ruptura de paradigmas – Edson Olimpio Oliveira – Jornal Opinião

 

2013 – 06 – 19 Junho 2013 – Ruptura de paradigmas – Edson Olimpio Oliveira – Crônicas & Agudas – Jornal Opinião

Ruptura de paradigmas

O que é um paradigma? Os dicionários nos ensinam que são modelos ou padrões definidos. Para qualquer coisa, desde o imponderável da silva como para comportamentos, por exemplo. A sociedade evolui com essa quebra de conceitos, pois toda a fronteira existe para ser alcançada e rompida. Geralmente com sacrifícios e sempre com dor. As mudanças são dolorosas, mesmo quando estudadas, elaboradas, medidas, avaliadas e reavaliadas. Doutos afirmam que estamos num período de transição. Mas quando não estamos num período de mudanças? O fogo afastou as feras e deu calor e melhora nos alimentos. A roda jogou a humanidade num patamar superior. A Idade Média, considerada por vários, como a idade das trevas, também foi época de ruptura de conceitos religiosos e da arte explodir. A Medicina sempre esteve em transição, sendo a grega, a egípcia, a romana, a árabe e nesta escalada infinita aos luminosos dias de hoje.

Cr & Ag

A mulher é uma das mais importantes e fundamentais faces dessas mudanças. Construindo e desconstruindo seus espaços e metas. Deixando de ser mera reprodutora e coadjuvante ou poder oculto para ser a estrela principal em vários firmamentos. A consciência coletiva jamais é obtida, pois nascemos diferentes e assim seremos sempre. A unificação dos seres só é possível colocando-os na base mais rasteira. O que é uma mentira fadada a quebra de governos, sistema políticos, ideológicos e familiares. Desiguais tratam-se desigualmente sem jamais abandonar os menos favorecidos pelo intelecto ou pela estrutura vigente.

Cr & Ag

Várias mulheres optam pela sua realização pessoal e profissional sem as algemas sociais da obrigação da maternidade. O livre arbítrio encontra aqui sua forma plena quando o egoísmo está ausente. Os casais optam por não terem filhos gerados por eles ou não terem crianças fixas em seus lares e devem ser respeitados. Os casais podem ter o mesmo sexo e optarem ou não pela maternidade-paternidade e devem ser respeitados. Qual a força mobilizadora da humanidade mais poderosa que o amor? Assim como a luz rompe as barreiras da escuridão e afasta as sombras, o amor é o princípio e jamais o fim.

Cr & Ag

Somos seres de ódio em nossa maioria, mas a semente do amor persiste gerando luz em nossos espíritos e novos paradigmas serão rompidos. Os grilhões da escravidão do homem sobre o homem foram removidos das leis, mas ainda pulula em corações empedernidos e na voracidade do poder. E muitas vezes travestido do populismo de governos e líderes que ao não oferecerem educação de qualidade, saúde real e acessível e segurança física e jurídica tornam escravos nações que esperam alimentar-se nesse úbere falso. Amar para sermos amados e nunca “ser amados ou idolatrados” para ter mais poder.

Cr & Ag

Lembro-me de um desses paradigmas da minha infância que felizmente não era opinião ou ensinamento dos meus pais: – O homem pra ser homem tem que beber, fumar e ir pras malocas! – e tristemente ainda há quem acredite e professe tal estalão.

Fumo - Morte

Viamonenses anônimos – E dson Olimpio Oliveira – Jornal Opinião

 

2013 – 06 – 12 Junho 2013 – Viamonenses Anônimos – Edson Olimpio Oliveira – Crônicas & Agudas – Jornal Opinião

Viamonenses Anônimos

Legiões de pessoas acordam diariamente para suas jornadas de vida nos trabalhos, nas escolas e numa gama infindável de atividades que constituem o tecido social de uma nação. Dormem para o dia seguinte reiniciar mais um ciclo de uma vida que tem um início anunciado, mas nem sempre um fim bem quisto ou adequadamente previsto. São anônimos. Sem face, escassa opinião. Suas dores e tristezas são meras massas utilizadas por gourmets políticos numa sanha de riqueza e poder. Viamão não é diferente das outras cidades e regiões. Muitos cavam as suas próprias sepulturas, mas nelas sepultam seus amigos, parentes e concidadãos levados pelo caudal dos desgovernos e da voracidade e incompetência que grassam como incêndio em fábrica de papel.

Cr & Ag

Brigada Militar e poder público.

Cidadãos têm manifestado sua constante apreensão com a marginalidade agressiva que gravita nas imediações da Caixa Federal e da praça fronteira à Unidade de Saúde e Igreja Adventista na Rua José Garibaldi. Comerciantes, clientes da Caixa, consumidores do comércio local, trabalhadores, enfermos e crentes da igreja estão constrangidos e acuados. Dizem que não basta a intervenção eventual, é preciso constância e energia. Acrescente-se ao crescente número de indivíduos desocupados ou em atitude suspeita no perímetro central da cidade, há que a autoridade intervir pelo menos exigindo identificação desses possíveis predadores, o que já fará com que se afastem daqui. Os cidadãos exigem que o policiamento ostensivo seja realmente ativo nos dias e no relento das noites. Pais pedem que o policiamento atue identificando possíveis contraventores e traficantes infiltrados nos locais e com menores de idade e skatistas.

Mulher, futebol e cerveja!

Sociólogos, filósofos do apocalipse, especialista na arte do espeto e da carne e outros congêneres os assemelhados creditam ao homem, macho da espécie e derradeiro reduto ou bastião da masculinidade, como sendo a mulher, o futebol e a cerveja os maiores prazeres da terra. Não necessariamente nesta ordem, pois alguns iniciam pela cerveja e outros pelo futebol. Como nada existe sem a contrariedade, não há luz sem a escuridão, as opiniões conflitam e os gostos e desejos navegam por outros mares ou por descaminhos – até insólitos. A humanidade capacita-se a construir e a derrubar mitos. Um adesivo na motocicleta de um bombeiro do Paraná: – “Ela disse: a moto ou eu? Algumas vezes até sinto saudades dela!” Esse é um sábio. Outra pérola numa filosofia de para-choques: – “Mulher ou caminhão? Com ele vou e volto, com elas até vou, mas voltar…”

Devagar e sempre.

A rodovia do calvário ou a ERS 40 entre Porto Alegre e Viamão City está quase parando em alguns horários e estagnada em outros. Sem nenhuma solução no horizonte estamos indo “devagar e nunca”. Logo teremos um pedágio administrado pelos criminosos ali no hospital do Ridi e uma área de pernoite no “porquê” Saint Hilaire. Exigem-se que os ônibus tenham sanitários e se possível lanches subsidiados num tipo “bolsa”. Somente com humor para suportar o cheiro e o desconforto de longas horas empacotado dentro de veículos, há que idealizar-se algum conforto extra aos sobreviventes da jornada diária ou eventual. E lembrem-se – nada é tão ruim que não possa piorar!

Dia do Médico 2