“Pesadelo” da poluição sonora – Edson Olimpio Oliveira – Jornal Opinião – 14 Agosto 2013

 

2013 – 08 – 14 Agosto 2013 – Pesadelo da poluição sonora – Edson Olimpio Oliveira – Crônicas & Agudas – Jornal Opinião

“Pesadelo” da poluição sonora

A revolta das pessoas.

“Ainda que alguém se preocupa com a gente e fala desse pesadelo…”

“Tem hora que esses infelizes param o carro de som bem perto do ponto de táxi e ninguém aguenta mais isso.”

“Por que eles não colocam essas caixas de som 5 metros dentro das lojas. Além de atravancar o passeio público infernizam todo mundo.”

“A Coca Cola ou a Brahma não fazem essa chinelagem de propaganda.”

É impressionante a repercussão da coluna da semana passada sobre essa aberração da poluição sonora por carros de som e caixas de som nas calçadas. As pessoas indignadas se manifestam e seus depoimentos fariam faltar espaço nesta coluna.

Caso exemplar. Na manhã do dia 08 passado, caminhava da esquina da Receita Federal até o Banrisul acompanhando uma camionete com caixas de som em volume assustador. Observem que sua velocidade e meu ritmo de caminhar se igualavam. O motorista ainda bebia um refrigerante de 600 ml. Defronte a Igreja Universal, parou certo tempo e creio que aumentou o som – estaria agredindo à Igreja ou “conquistando” os fieis? Os demais veículos ficando trancados e obstruídos pela sua lentidão. Defronte o Banrisul estacionou novamente acomodando coisas internas enquanto o veículo imediatamente atrás dele era carro da Brigada Militar com dois policiais. Ali o som foi para “impressionar” o pessoal na fila. O trânsito parcialmente obstruído. Ônibus e outros veículos disputando passagem, o carro da Brigada manobra e vai embora sem nenhuma atitude com a “camionete de som”. Troquei palavras com o pessoal da fila, todos com quem falei sentiam-se agredidos. E por que os brigadianos não autuaram a “camionete de som”? Ao leigo interessado aquele motorista cometeu delitos vários – direção perigosa fora do fluxo normal da via, bebendo ao volante, trancando o trânsito, estacionando em fila dupla em local absolutamente sem condições, etc. Esperamos que a Brigada ou os especialistas em trânsito nos orientem.

Foram-me citados alguns vereadores que estariam agindo contra essa aberração. Disse-lhes que não seriam citados nominalmente por desconhecer essa ação. Caso realmente estejam preocupados com a saúde dos cidadãos para coibir e disciplinar com energia o “pesadelo” seremos solidários com suas ações. Cidadãos suspeitam haver dificuldades das autoridades em saber se ficam do lado do cidadão agredido pela poluição sonora ou se persistem ao lado da poluição sonora.

O respeito e o culto ao silêncio é propriedade de sociedades mais evoluídas e que prezam a qualidade de vida de seus cidadãos. Som abusivo é causador de diversas alterações e enfermidades – do estresse aos danos auditivos. As empresas são fiscalizadas e duramente penalizadas quando não prezam pela saúde auditiva de seus funcionários, no entanto há gestor ou administrador público que faz “ouvidos de mercador” para quem vota, elege, paga impostos e vive ou trabalha em sua cidade. Maus empresários ou empresários de pouco discernimento usam de propaganda abusiva, antissocial e danosa à saúde de seus funcionários e/ou dos cidadãos. Estaremos vigilantes e manteremos essa cruzada em defesa das pessoas contra o “pesadelo” da poluição sonora.

Dia do Advogado.

Estivemos no belo jantar dançante comemorativo ao Dia do Advogado. Estendemos novamente nossas felicitações a essa categorial profissional fundamental na sociedade. O doutor Nilson Silva, presidente da OAB viamonense, refere-se leitor assíduo desta coluna para minha honra e responsabilidade. Incito-lhe e a respeitável entidade que preside novamente a auxiliar-nos nessa cruzada contra a poluição sonora.

Desesperado

Qualquer semelhança é mera realidade de uma imagem viamonense.

 

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Seremos ouvidos e vistos se persistirmos nos protestos – Edson Olimpio Oliveira – Jornal Opinião – 07 Agosto 2013

 

2013 – 08 – 07 Agosto 2013 – Seremos ouvidos e vistos se persistirmos nos protestos – Edson Olimpio Oliveira – Crônicas & Agudas – Jornal OpiniãoBola vermelha pulando

Som abusivo! Uma agressão à saúde pública

Com a legislação atual e um pouquinho de boa vontade e espírito de responsabilidade pública as autoridades autuariam esses veículos com som abusivo que circulam nas ruas da cidade numa propaganda em que o consumidor que se preza e que respeita a saúde física e mental jamais compraria nessas lojas. O que já era ruim piorou. Algumas lojas colocam caixas de som no passeio público novamente com som de romper tímpanos e causar irritação, estresse e ansiedade nas pessoas. Essas empresas deveriam colocar o som somente no interior de suas lojas e com as portas fechadas e veríamos quem compraria alguma coisa nesta loucura que apelidaram de propaganda. Espera-se que algum vereador interessado pela saúde pública crie uma legislação mais enérgica coibindo com multas educativas e pesadas essa rotina de abusos desenfreados. Nós médicos até interrompemos com o atendimento aos enfermos quando esses abusos sonoros estacionam em nossas janelas e portas, pois fica quase impossível uma comunicação adequada e um exame do paciente. Tente telefonar ou conversar com alguém nas proximidades desses abusos. Cidadãos queixosos comparam essa situação de desenfreado abusos sonoros atual com o quadro do governo anterior, a conclusão é de que piorou e muito. Aguardaremos e estaremos vigilantes com a necessária resposta da autoridade responsável. Há que veja salvação somente com a interferência do Ministério Público. Será verdade? Ou pioraremos numa cidade ‘sem lei e sem ordem’ entregue a sanha de alguns responsáveis por poluição visual e sonora.

O Papa Francisco e o ‘entorno’!

Quem não conhece a imagem de Cristo crucificado entre dois ladrões? Pois quantas vezes você viu imagens do Papa Francisco e observava o que em sua volta ou proximidade? Criaturas deploráveis sendo alguns (ou vários?) amplamente conhecidos por sua conduta com a coisa pública e tentavam absorver ou roubar a luz de Sua Santidade. Oramos para que a aura de Francisco possa irradiar uma mudança positiva e quem sabe um real arrependimento como do ladrão bíblico.

Propaganda política!

Há partidos políticos que nas propagandas na TV associam-se às ‘conquistas’ desses 10 anos de PT no poder do Brasil. No entanto, até parecem oposição quando se solidarizam com o povo naquilo de ruim que o PT fez. Aí deixam de ser governo. É vergonhoso, mas uma forma de inocular no eleitor a falsidade de suas propostas. O maldito Fator Previdenciário é uma dessas artimanhas. Outro dia um velho (idoso é qualificativo) simplório dizia que a culpa ‘é do FHC que o criou e é o pai do Fator’. Mas se o PT dominando plenamente o Congresso nesses 10 anos, com o senador Paim como um dos maiores contrários a essa aberração do Fator Previdenciário, quisesse, repetimos, se Lula desejasse teria acabado no seu primeiro mandato. Ou no segundo. Ou agora com sua protegida Dilma. Então a culpa é de quem permite esse estupro contra os segurados do INSS.

Bola vermelha pulandoTrânsito central.

Uma amiga dizia que ‘devemos de parar de falar do trânsito de Viamão’. Diante da perplexidade de todos completou: – Nada é tão ruim que alguém não possa piorar! – diante dos risos da plateia. Nem acho que estejam atacando demais o problema ‘trânsito central’. Confirmo que a aberração do estacionamento da rua Cirurgião Vaz Ferreira continua ali como espinha cravada na garganta da maioria. O ativo Barbaroti deve sofrer com o ‘fogo amigo’, que é a designação dada a quem é vítima da artilharia dos próprios companheiros. No caso, temendo uma boa gestão e futuras aspirações políticas. Caso contrário as suas boas intenções reveladas por seus amigos e conhecidos teriam melhor destino e sucesso para os cidadãos viamonenses.

Atenção[3]

A gata Neve – Edson Olimpio Oliveira – Jornal Opinião – 31 Julho 2013

 

2013 – 07 – 31 Julho 2013 – A gata Neve – Edson Olimpio Oliveira – Crônicas & Agudas – Jornal Opinião

A gata Neve

Certamente o primeiro animal a cruzar a existência humana e tornar-se parte dos agrupamentos e das primeiras famílias foram os cães. E para eles, milhares de páginas e numerosos filmes foram produzidos para exaltar suas qualidades. No entanto, os felinos participam desse processo evolucionário com uma participação menor, mas também muito significativa. “Pessoas que respeitam e amam os animais são pessoas que respeitam e amam as outras pessoas” – apregoa a sabedoria popular. Sempre tive gatos e cães em minha casa. Trago lembranças da minha infância no meu primeiro lar ali onde hoje é a sede municipal do PTB, na praça Júlio de Castilhos, em que me vejo deitado no assoalho entre minha cadela e meu gato.

Cr & Ag

Meus filhos sempre foram acompanhados por cães e gatos. Muito significativo nessa relação é que aprendemos com seres que amamos a recebê-los e a perdê-los. Sua linha de vida é mais curta que a humana e suas enfermidades e suas mortes ensinam-nos a transitoriedade da vida nesta terra e a sua renovação e continuidade. Assim como suas manifestações de afeto sem jamais sentir rancor de nós, mesmo quando não os tratamos como deveríamos. Sendo o gato uma criatura muito mais independente e levando sua vida muito mais paralela a nossa do que intercedendo e solicitando a nossa atenção.

Cr & Ag

O gato LupiRoy foi uma dessa criaturas maravilhosas na tenra infância de nossos filhos e sua absoluta paciência e condescendência com o trato com as crianças. Minha filha Cynthia era particularmente peculiar em suas brincadeiras com ele e lembramo-nos dela com o LupiRoy sendo puxado pelo rabo ou exercitando a médica que é hoje no seu amigo gato. De outra forma, o Eduardo deixava a janela do seu quarto aberta para que ele voltasse de seus passeios noturnos e viesse se acomodar em sua cama e quando, no horário de ir para a escola, cobria seu gatinho e ele ali ficava tranquilo aguardando-lhe a volta e o bulício das brincadeiras.

Cr & Ag

Atualmente temos outra amiga fiel e amorosa – a gata Neve. Veio para nossa casa ainda no ventre de sua mãe que ali escolheu para parir suas crias, apesar de não ser da casa ou da nossa família e logo mais seguir sua vida com a mesma independência com que chegou. A Cristina acolheu o filhote e a gatinha cresceu e tornou-se a gata da casa. Recebeu o nome de Neve pela cor de sua pelagem e seu volume e maciez. Dócil e afetiva. Tranquila. Respeitada pelos cães Snoopy e Lobo. Tem seu local específico de comer e de beber, assim como seu ‘banheiro’, jamais, nem quando ‘criança’, urinou ou evacuou fora do seu toalete. Quanto aos locais de dormir, tem suas preferências. Várias. Gosta de se encostar-se à minha nuca e com a cabeça em meu ombro quando fico no sofá lendo ou vendo TV, por exemplo. Adora um colo.

Cr & Ag

Agora enquanto digito essa coluna, ela está ali dormindo no encosto do sofá. FrajolaAcorda-se, espreguiça-se num alongamento de fazer inveja ao pessoal do Pilates, confere o ambiente, muda de posição e adormece novamente. Invariavelmente espera-nos à porta do quarto pela manhã, não importando o horário está ali de campana e continua manifestando seu afeto miando manhosamente e esfregando-se em minhas pernas enquanto me barbeio e assim fica até sair para trabalhar. Acredito que assim contando-lhes essas vivências, estimulo aos amigos que compartilhem também com gatos o seu afeto e homenageio outros felinos e famílias que os amam.