2014–20 Abril – Feliz Páscoa

 

Queridos Amigos e Amigas!

Que essa nova Páscoa seja muito mais que

Lazer e troca de presentes.

Que a Páscoa seja de muitas Reflexões e Entendimentos.

Que a Luz Divina ilumine seus corpos, corações e seus caminhos.

Saúde! Harmonia! Amor! Sabedoria!

Feliz Páscoa!

Cledi e Edson

Jesus-Sepulcro

 

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Mulher ou… – Edson Olimpio Oliveira – Crônicas & Agudas – Jornal Opinião – 23 Abril 2014

 

2014 – 04– 23 ABRIL – Mulher ou… – Edson Olimpio Oliveira – Crônicas & Agudas – Jornal Opinião

 

Mulher ou…

 

O

 mundo evolui tanto e em tantas coisas, mas em algumas talvez ocorra uma regressão, um retrocesso, uma involução de qualidades inerentes e inestimáveis ao ser humano. A evolução da mulher ao mercado de trabalho externo ao lar e o direito ao voto e exercício da sua pessoalidade no mundo ocidental principalmente trouxe efeitos colaterais para muitas mulheres. Ou para muitos entendimentos. Em toda a evolução que a sociedade teve, nenhuma substituiu a “mãe”. Não temos nenhuma máquina que não seja o corpo humano para gerar um filho. Ser mãe é inalienável da mulher. E, para muitos, o grande e maior exemplo é da Mãe de Jesus. Deus se fez homem através do amor de uma Mulher. Entende-se frequentemente que mãe é também quem cria com amor. Isso tem muita propriedade tal a quantidade de filhos gerados e lançados ao mundo sem o compromisso da mãe e quantas vezes de pais anônimos ou desconhecidos até pela mãe geradora.

 

Cr & AG

 

Outro atributo inalienável da mulher é sua condição de esposa. É frequente aliarem outros como amiga, companheira, confidente, segunda mãe, amante e provedora, por exemplo. Mas todas seriam secundárias à esposa, pois agrega condições únicas e não perecíveis enquanto for definitivamente um casal. – Há controvérsias! – diziam-me. A pluralidade ou a diversidade é parte do sistema chamado humanidade. Há correntes muito fortes que fazem a mulher sentir-se diminuída na sua essência de mãe ou de esposa. Quantas se rotulam como “trabalhadoras” ou “companheiras”. Como se cuidar do lar e dos filhos não fossem o mais difícil, oneroso e compensador que existe. Plenas e absolutas qualidades e jamais demérito da mulher. Muito mais quando ela ainda encerra em suas divinas propriedades o trabalho extra-lar e, no entanto, vê-se que continua como a coluna mestre da sua família. – Como? Alguém ainda duvida que o homem até possa ser em muitos lares o maior responsável pelo aporte econômico, mas a mulher é sempre o esteio da família?

 

Cr & Ag

 

Passaria a transitoriedade dos relacionamentos por esse viés da nova identidade feminina? Passaria a desagregação das famílias, em muitos casos, pelo abandono desse atributo primordial da mulher? A sociedade está enferma, principalmente nesse Brasil de direitos mil e escassos deveres, onde a cumplicidade se alia à impunidade e as pessoas passam da alienação, desesperança, sólida e real desconfiança de suas instituições à dependência mórbida dos “bezerros de ouro”. Há essa tendência e vontade arquitetada para se destruir as identidades que enobrecem o ser humano, um projeto de desconstrução da sociedade ética em prol de uma nova ordem a partir das cinzas, como uma fênix maligna. O mesmo viés maligno que desestrutura a família pelas suas bases desde o nascimento dos tempos, cria hordas de mal-amados, de filhos das drogas e do consumismo desenfreado, de copiar modelos sem moral nem ética, de acreditar no “dar-se bem na vida sem estudar e ter méritos pelo esforço”, do viver sem trabalhar e viver do trabalho dos outros ou aboletado na política e nos “órgãos de classe”. Anote e pense: Não é a politica que faz o candidato virar ladrão, é o seu voto que faz o ladrão virar politico".

 

Pensamento ofegante!

 

O cantor e maior beneficiado pela “dança/música/troço” chamada de “leco-leco” expelia pela boca que era um “manifesto contra o capitalismo”. Essa criatura existe pelo capitalismo, pois no socialismo/comunismo jamais teria essa possibilidade de ir e vir, viajar para todos os lados, ganhar rios de dinheiro fácil com arte discutível e ter uma imprensa livre para dizer uma série de bobagens e ignorâncias. Será somente um idiota útil?

A Virgem e o Filho

O que você faria se… – Edson Olimpio Oliveira – Crônicas & Agudas – Jornal Opinião – 16 Abril 2014

 

2014 – 04 – 16 Abril – O que você faria se… – Edson Olimpio Silva de Oliveira – Crônicas & Agudas – Jornal Opinião

O que você faria se…

A

 humanidade se debate desde a aurora dos tempos num dilema repetido: – “Qual a minha hora? Quando vou morrer?” Em muitos casos sutilmente desviando o foco pessoal da angústia para o cofre lacrado da religiosidade: – “Quando o mundo vai acabar?” Desde o mais modesto, humilde e simplório ser humano de qualquer geografia e, principalmente, aos poderosos que do alto de seus impérios, de seus exércitos ou de suas coalisões partidárias exercitam seu poder, muitas vezes nefasto sobre os demais mortais. Bruxos, magos e qualquer Ivan Trilha é convocado para deslindar as tramas da vida e da morte. Em se tratando de futuro, sabemos que ele nasce a cada segundo num pulsar talvez infinito, não para todos. Como as águas de um rio indomável que se renovam no mesmo ponto a todo instante, o tempo flui arrastando ou não consigo as esperanças ou as vidas.

 

Cr & Ag

 

O cinema nos ilustra como pessoas buscam o refúgio final na sua fé ou no coletivo dos templos em orações. Outros se entregam aos prazeres que seu ego necessita, seja com álcool, drogas, bebidas ou sexo. Outros ainda liberam a barbárie contida em suas almas e partem para as agressões, mortes, destruições de prédios, queima de ônibus e qualquer coisa que represente a sociedade ou a civilização. Muitos médicos e religiosos ouvem de seus pacientes e discípulos inicialmente a dor da enfermidade ou da desgraça ou, ainda, do final anunciado e previsto. Logo vem a revolta e a clássica indagação “por que comigo”? Pois a nossa humanidade tende em qualquer filosofia ou teologia a sofrer sempre pela culpa. Mesmo que a culpa não seja diretamente sua, assim como Cristo pela humanidade. Internamente, lá no âmago, no mais profundo, todos deveriam saber que quem fez errado, certamente pagará. O contrário compreende as benesses também do merecimento.

 

Cr & Ag

 

Logo que o transe e o golpe são parcialmente assimilados, as pessoas se perguntam “como vou fazer daqui pra frente”. Entenda que não apontamos somente para a morte, mas também para perdas de órgãos, funções ou de pessoas absolutamente amadas e que entendemos como indispensáveis de nossas vidas. “Como vou continuar vivendo?” “O que farei da minha vida ou da vida que me resta?” As respostas são pessoais. Cada um tem a sua dor e para dor da alma não há aparelho nem equação logarítmica para medi-la ou quantificá-la. Aquilo que estraçalha o coração de alguém até pode ser insignificante ou corriqueiro para outro. E muitas vezes de pouco ou quase nada adianta o apoio de que “poderia ser pior”. Pior quanto Sherazade?

 

Cr & Ag

 

Nós médicos somos inicialmente apresentados à Morte. E preparados, instruídos, conscientizados a respeitá-la. A principal disciplina ao entrarmos no curso é a Anatomia é que no profundo respeito das salas de anatomia, com os anônimos cadáveres e suas partes, que ali está o nobre destino de alguém como qualquer um de nós que foi acalentado num útero, alimentado num seio de amor, nutrido sonhos e esperanças, pranteado e agora se desnuda nas fronteiras do saber e da ciência em buscar saúde e vida para toda a humanidade. “Águas passadas não movem moinhos”, prega a sabedoria popular. No entanto, moinhos alimentam o presente e semeiam a vida do futuro. Para muitos brasileiros a desgraça anunciada é o Brasil de hoje da impunidade, da selvageria continuada, das invasões, dos mais de 60 mil assassinatos por ano (sem computar aqueles que não morrem no dia do trauma), mais de 60 mil mortos no trânsito (idem), corrupção generalizada e institucionalizada, da apologia ao comunismo e ideologias fracassadas, da transferência da culpa e da responsabilidade ou do “não sabia de nada”. Continua, com a saúde mais enferma dia a dia, das estradas modelo ERS 118 e dos governos que desgovernam, da educação de má qualidade e verniz ideológico do atraso, das migalhas das bolsas do povo para a locupletação das bolsas de políticos e partidos, da idolatria e das mentiras feitas verdades. Quer mais? Esse não é o “nosso Brasil”, daí entende-se quantos aspiram viver fora daqui, pois as esperanças são queimadas com o ônibus da história.

Amor perdido

Amor tribal – Edson Olimpio Oliveira – Crônicas & Agudas – 09 Abril 2014

 

2014 – 04 – 09 Abril – Amor tribal – Edson Olimpio Oliveira – Crônicas & Agudas – Jornal Opinião

Amor tribal

V

ivemos numa época de relacionamentos transitórios, fugazes, ardentes enquanto duram, de amor novelesco com festas suntuosas em castelos ou hotéis luxuosos. Para muitos resultam de imediato em dívidas acima de suas posses e de seus recursos normais. Há uma tendência crescente tanto de ostentar aquele “amor”, quanto se mostrar aos demais convivas. Há uma influência real dos folhetins novelescos assim como da mídia sensacionalista. Quantas vezes o leito vem antes das palavras, da liturgia da conquista e do cativar para amar? Os atalhos precedem os caminhos e pouco se investe um no outro. E isso começa cedo. Cedo demais, numa realidade de camisinhas e vacinas para crianças que são mulheres antes de serem meninas, adolescentes ou jovens na sua plenitude. É a situação do amadurecimento forçado e institucional. E ai de quem opor-se ou pensar diferente desse clero.

Cr & Ag

Os casais tendem a conviver ou viver em grupo. Conhecem-se no grupo e ali permanecem muitos deles. Outros vão se agregando aos novos amigos e novos parentes de um e outro. Convive-se até intensamente. Das singelas reuniões, aos passeios e às festas. Não da forma ‘normal’, não excessiva ou mesmo abusiva. Evidente que a maioria não identifica a situação, pois a juventude traz a necessidade da experimentação, da repetição até ao conhecimento. Muitos pais entendem o lado positivo pela segurança que o grupo terá diante da bandidagem desenfreada e impune. Alguns começam a perceber que o casal não se curte sozinho. Para o olhar mais acurado algo se identifica de que aquele relacionamento tem debilidades. Essas debilidades se manifestam numa “pedida de tempo” de um dos dois. Mas como se tudo está tão bonito e legal?

Cr & Ag

O casal deve se bastar por si somente e não pelos complementos. Quaisquer que sejam. Inclusive os filhos não ancoram indefinidamente um casal que não se basta. Menos ainda os amigos e as festas. Curtir a companhia, a presença, a convivência, a liberdade que um dá ao outro, o carinho e o respeito naturais, a ausência de ofensas, a plena confiança que passa inclusive pelas contas bancárias, entre outras características essenciais. Outro sintoma da vulnerabilidade da relação está quando um ou outro dedica tempo ‘demasiado’ aos amigos, amigas, trabalho ou outras atividades fora do lar (futebol, pescaria, clubes, etc). As explicações e justificativas abundam e parecem convincentes, principalmente pela necessidade de maquiar a situação.

Cr & Ag

A nossa humanidade nos torna vulnerável em qualquer época do nosso relacionamento. Não há imunidade nem vacina. Há entendimento e continuado esforço. Todos tendem a escapar da dor do conhecimento e da verdade e o relacionamento que se abriga em vida tribal tende a dissipar, mesmo que parcialmente, atenuar, postergar, empurrar com a barriga um relacionamento ferido ou enfermo. Precisa-se de cenários e de teatros e muita maquiagem. A sociedade de consumo e que consome necessita dourar a existência, tornar palatável a vida do casal e persistir naquilo que “pode não estar bom, nem ser ideal, mas que poderia ser pior”.

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Cálice

Motivação – Edson Olimpio Oliveira – Crônicas & Agudas – 02 Abril 2014

 

2014 – 04 – 02 Abril – Motivação – Edson Olimpio Oliveira – Crônicas & Agudas – Jornal Opinião

 

Motivação

 

– Não tenho adrenalina para jogar aqui! – assim se manifestou o jogador de futebol argentino Scocco solicitando sair de Porto Alegre depois de ser contratado por vários milhares de dólares. Como traduzimos “adrenalina”? Seria a falta ou a carência do hormônio? Evidente que não. Traduzindo: motivação. E o que seria a motivação? A motivação é uma ou várias forças interiores da pessoa que o impelem numa certa direção. Poderia ser algo externo a motivação? Estímulos podem ser externos, mas a motivação é algo do interior de cada pessoa. Seria como a impressão digital de sua personalidade, de seu ego, de seu espírito ou outras denominações. Ou a pessoa tem ou não tem essa energia vital que alavanca a sua vida e até a vida da sociedade onde vive ou para onde se irradia. Confunde-se frequentemente com atitude. De novo no futebol, é comum jogadores explicarem insucessos pela “falta de atitude”. É correto quando significa que o modo de agir não foi adequado, mas em muitos falta a motivação que nem os elevados salários ativam ou acendem.

 

Cr & Ag

 

A motivação pode ser uma força positiva, ou melhor, direta ou ainda inversa ou indireta. No mesmo caso acima, o jogador Scocco sofreu e abalou-se com as manifestações do novo técnico do Internacional, mandando os ‘insatisfeitos’ embora e mostrando publicamente sua ‘paixão’ por outro jogador. Sua reação poderia ser: ‘vou mostrar para esse cara quem é o melhor e que eu me garanto’ ou abandonar o barco. Tomou o segundo caminho. Já o preferido que estava em crise existencial com a torcida e com seu futebol agiu diretamente com o prestígio: ‘sou guerreiro e vou mostrar que sou goleador aqui como já fui noutros clubes’.

 

Cr & Ag

 

A motivação também se manifesta de forma coletiva e pode ser ‘contagiosa’ ou impulsionadora de grupos ou da sociedade. Basta que estímulos sejam catalizadores dos mesmos sentimentos ou das mesmas emoções de outras pessoas. Lembra-se das Diretas Já? Uma reação em cadeia e direcionada. Em meados de 2013 novamente a sociedade brasileira buscou o palco das ruas para mostrar a face de jovens, de famílias, de todos os cidadãos que pacificamente numa bela liturgia democrática acendeu a chama da liberdade demonstrando a insatisfação e a revolta com a corrupção escancarada, com o mensalão, com a saúde enferma para quem não tem acesso ao primeiro mundo do Hospital Sírio Libanês, da justiça injusta e disseminadora da impunidade, da crescente insegurança pública e pessoal, da educação de má qualidade, dos impostos abusivos e mal aplicados e de tantas outras chagas que não aparecem com clareza na mídia governista ou nos ‘ibopes’ da vida brasileira de quase plena satisfação.

 

Cr & Ag

 

A motivação e a atitude do povo nas ruas não eram benéficas a quem? Reclamava-se de quem? Resposta direta: do governo, dos políticos e de certas instituições. Eis que surgiram os baderneiros, vândalos, black blocs que sem esse politicamente incorreto são criminosos. São bandidos. O povo ordeiro abandonou as ruas pela violência, a motivação foi sufocada pela violência consentida das autoridades e por segmentos da mídia. Agora é benéfico àqueles que foram alvo das manifestações – bom para o governo, políticos e outros. A impunidade é a marca registrada das instituições e governantes vassalos do poder. Haja motivação! Eis aí uma força de igual ou maior tamanho em sentido antagônico – a desmotivação. É o emparedamento da motivação justa, legal, ética e democrática. Pior! É o estrangulamento da esperança de dias melhores alicerçada na carência efetiva de lideranças que reflitam os anseios morais e éticos da sociedade consciente e a permanência da impunidade, da incompetência, da corrupção, da falsa governabilidade e das mentiras que se contestadas fazem dos contestadores seres antipatrióticos.

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Izabel Guerra – Monja espanhola

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Pintura de Izabel Guerra