A Negra e a Cobra – uma lenda de Viamão – Edson Olimpio Oliveira – Crônicas & Agudas

M E M Ó R I A – uma lenda de Viamão

A Negra e a Cobra!

                                                                              O caso relatado a seguir pode ser considerado mais uma dessas histórias fantásticas que preenchem os vazios das conversas entre avós e netos. Ou que faz as horas dolentes de noites quentes terem muito mais conteúdo. E que o suor não seja apenas do calor, seja aquele suor frio que vão fazer, ou já fizeram as pessoas espiarem os cantos do quarto e, com o coração aos sobressaltos, horrorizar-se com qualquer sombra sob a cama ou a mover-se sorrateiramente.

                                  

 A vida era muito dura, para todos naquela fazenda. E seus trabalhadores e proprietários traziam no corpo e na alma as suas cicatrizes. Tanto da labuta sem férias ou qualquer descanso, quanto das feridas que teimavam em não cicatrizar pela Revolução de ‘23.  Ali trabalhava e vivia desde seu nascimento uma negra de nome Domiciana.

Domiciana! Ao balanço de seus 20 anos, tornara-se uma mulher de poucas e necessárias palavras. Isso desde o trágico acidente que matara seu marido. Contam que durante uma doma, o bagual xucro como o vento pampeano, empinara e caíra de lombo, prensando o cavaleiro debaixo de si. Com a bacia quebrada e hemorragia interna, morrera lentamente com a cabeça no colo daquela mulher. Nunca a viram derramar uma lágrima. Diziam que as lágrimas tinham sido enterradas junto com o finado. Mas ele havia depositado em seu jovem ventre a semente daquele amor aquecido nos pelegos, nas noites em que o vento minuano era o milongueiro mais escutado nas revessas daquele pampa.

Ninguém engomava uma camisa como ela e os beijus que fazia na velha tafona eram inigualáveis.  Também era de suas mãos que saía um churrasco de charque com aipim assado nas brasas do fogo de chão, o prato predileta da Vó Quita, a matriarca da estância. 

O Parto! Ganhara o filho:

solita, mas com Deus – completava fazendo o sinal da cruz com os dedos da mão unidos num toque final nos lábios e os olhos virados para algum ponto do céu.

Partejara no casebre de madeira no meio do laranjal. E com o sal da gamela e a água do poço, abençoou e banhou o filho. Assim como sempre escutara da falecida mãe que havia feito consigo. Da mesma forma a sua avó… Uma tradição familiar dessas mulheres acostumadas a lidar com a dor e a solidão. A solidão essa companheira inseparável de corpos e corações.

Sebastião! O negrinho, forte e vivo, chamou-se Sebastião, em homenagem ao seu pai. Mas logo ganhou o carinhoso apelido de Gorgulho pela esposa e filhas do estancieiro, onde disputava o colo e a atenção mais que potrilho de campeão.

Domiciana, sempre após o café dos patrões, tomava o seu canecão de café com leite e canela, onde mergulhava sete pregos enferrujados – uma simpatia da Vó Quita – para o leite ficar mais forte. E o Gorgulho estalava os beicinhos ao mamar e espremer aqueles formidáveis seios.

Lá por volta do 6º mês de idade, o negrinho parou de ganhar peso e ficou meio “murcho”. Domiciana amanhecia com os peitos quase vazios. De início achavam que estava “secando o leite”. Ela não sabia o porque, pois ele até:

— mamava de madrugada! – sustentava com olhar espantado.

Realmente, escutavam o negrinho chorar e após acalmar-se em certo período da noite.

A família estava preocupada, tinham tentado benzimentos, chás, simpatias e… Nada dava certo. Só faltava chamar o “doutor do povo”. Uma noite, Domiciana recolheu-se ao seu rancho meio febril.  O patrão ordenou ao peão Crescêncio que se ouvisse algo que fosse acudi-la.

Na madrugada, Gorgulho chorava sem parar. Crescêncio, que já havia dormido com o pala por cima, saiu à rua e espiando por uma fresta da janela de correr do casebre, sentiu o seu vivido coração quase explodir de pânico.  Acordou o patrão e foram todos, sob sua orientação, pé ante pé, espiar o que se sucedia.

A cobra! Uma cena capaz de arrepiar ao mais valente. A luz bruxuleante e fugidia do candeeiro de querosene fazia o réptil visível. Uma cobra. Uma cobra preta. Enorme. Enrolada num canto do travesseiro de palha. A mãe em sono febril. Delirante. O animal mamando na teta da negra agitada. Ao choro do negrinho, a cobra colocava o rabo em sua boca. Ele chupava a cauda parando de chorar. Depois de certo tempo, ao não sair nada, voltava a chorar.

Nas sombras malignas, o horror aumentava.

Arrombem a porta! – berrou o patrão a plenos pulmões.

Invadiram o rancho, matando a cobra. Após, em alarido, a peonada se reuniu na frente da mangueira vendo aquele enorme réptil pendurado nos varais do alambrado. Escorria sangue, pouco E leite, muito, de sua cabeça parcialmente esmagada.

Daí, em diante, a saúde voltou para Domiciana e Gorgulho.

A lenda. O causo. E o acontecido mais uma estória se tornou. Para muitos, somente uma lenda. Para quem viveu aqueles momentos, uma marca eterna, como a vida e os mistérios da natureza. Ainda hoje está enterrado na figueira secular daquela estância um facão com Gorgulho gravado no chifre da sua empunhadura. A árvore cresceu e abocanhou a lâmina profundamente. Ali está proteger todas as crianças e suas mães das serpentes.

Republicada em Dezembro de 2006 no Jornal Opinião e publicada na Coletânea Escritos III da Academia de Letras de Porto Alegre organizada por Benedito Saldanha em 2010.

2010 - Escritos III

Entre cães e cavalos – as lições esquecidas! 2a. parte/2 – Edson Olimpio Oliveira – Crônicas & Agudas –

 

2014 – 06 – 03 Junho – Entre cães e cavalos – as lições esquecidas! – 2 – Edson Olimpio Oliveira – Crônicas & Agudas – Jornal Opinião

 

Entre cães e cavalos – as lições esquecidas! – 2ª. Parte/2

 

T

alvez herdando de ancestrais, alguns dos antigos habitantes dos pampas deixavam ao cavalo a escolha do local onde construir sua habitação por mais singela e humilde que fosse, assim como as melhores casas dos mais abonados. Onde o cavalo escolhesse para pastar com apreciável sossego ou onde por primeiro fosse comer a ração que seu dono deixasse, ali seria o melhor local para se morar e criar raízes com a família. O desavisado ou descrente poderia escolher a margem da lagoa serena ou à proximidade da frondosa figueira, no entanto se ali o cavalo não tivesse a sua preferência, nem para descansar ou amamentar seu potrilho o lugar seria inadequado. Curioso? Não para aquele cavaleiro e seu formidável companheiro.

 

Cr & Ag

 

Também a tradição ensinou a construir moradias como o sábio pássaro joão-de-barro – com a frente para o norte ou as costas viradas para a inclemência do vento e do frio vindos da Antártida, como o vento Minuano. O cão escolhe o seu dono. Numa família numerosa o cão persiste e mantém a sua escolha individual. Até o filhote escolhe aquele que será para sempre o seu amigo. A sabedoria dos antigos deixava o cão do homem escolher o local do seu quarto que até poderia ser diferente daquele que foi construído com tal finalidade. O cão aceitando dormir, comer e viver com tranquilidade naquele cômodo, selava a propriedade e no seu local predileto ficaria a cama de seu amigo/dono. Caso o cão renegasse aquele ambiente, alguma desgraça anunciada se sucederia caso seu dono ali fizesse seu quarto. O cão do homem teria acesso sempre ao seu quarto, tanto para sua segurança quanto a potenciais inimigos quanto às ameaças invisíveis. Nesse aspecto os gatos são considerados em muitas culturas, como a egípcia, seres com visão e abertura para o mundo espiritual.

 

Cr & Ag

 

O Criador dotou-nos de duas linguagens absolutamente universais com as quais nos comunicaremos com seres deste planeta ou de outros sistemas. E para conter os apressados – nada a ver com o inglês, com o esperanto ou com o mandarim. A música que com apenas sete letras articula infindáveis melodias agradáveis ou não aos nossos sentidos é uma das linguagens. Há animais em que se identificam várias dezenas de sons de comunicação, desde um humilde grilo à beleza e arte de um golfinho. Sabe-se que a primeira comunicação com seres extraterrestres será por música. A outra linguagem é a corporal, desde os mais simples e simbólicos gestos de aceitação ou de fome até aos mínimos trejeitos que identificam as necessidades de um recém-nascido ou os subterfúgios da canalhice de um político.

 

Cr & Ag

 

O mesmo Criador deu-nos um Mestre que nos acompanha e ensina em nossa existência – nosso corpo. Nosso corpo não é somente o casulo, a casca ou a moradia de uma alma imortal. Nosso corpo é nosso mestre e felizes e sábios são aqueles que desnudam a suas informações e ensinamentos. Quando se diz que “a dor ensina a gemer” para demonstrar a forma de aprender pela via do sofrimento e da dificuldade, poucos nos atemos que a dor será algo etéreo sem um corpo em que possa se manifestar e que esse corpo tem as nuances de identidade com outros seres vivos como tem solenes particularidades com o espírito que dele desfruta. Nessa pequena caminhada de duas simples crônicas caminhamos juntos com magníficos amigos e descobrimos ou reafirmamos o universo contido em cada um de nós separados desde o Éden, mas caminhando e buscando a Luz da unidade primordial com o Pai e Criador Universal. Assim concluímos esse espaço com as duas leis básicas, primordiais, iniciais de tudo e do nada – a Lei da Unidade e a Lei da Dispersão! (Nota do Edson: sigam-nos em http://www.edsonolimpio.com.br)

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Entre cães e cavalos – as lições esquecidas! 1a. parte/2 – Edson Olimpio Oliveira – Crônicas & Agudas – 27 Maio 2014

 

2014 – 05 – 27 Maio – Entre cães e cavalos – as lições esquecidas! – 1 – Edson Olimpio Oliveira – Crônicas & Agudas – Jornal Opinião

 

Entre cães e cavalos – as lições esquecidas! – 1ª. Parte/2

 

A

 tradição oral, as conversas à beira de uma fogueira desde tempos imemoráveis, os ensinamentos passados dos mais velhos e veteranos aos mais novos, dos mestres aos alunos têm seus tempos contados e nas grandes comunidades caminha a passos largos para o descrédito e ao esquecimento. Jamais se escreveu tanto e publicou-se tamanha montanha de livros e revistas, no entanto o aproveitamento desses enormes conteúdos se volatilizam na transitoriedade da internet. A frugalidade dos relacionamentos se espelha no desdém dos milenares ensinamentos. Numa aula de ilustre mestre e pesquisador, a turma de médico, cirurgiã-dentista e psicólogos tratavam das escolhas das pessoas em relação as suas casas ou moradias. Complementando trouxemos a tradição daqueles homens que desbravaram o território rigoroso da antiga província de São Pedro, atual Rio Grande do Sul e de suas habilidades quase esquecidas e as relações com os cães e os cavalos.

 

Cr & Ag

 

Achados arqueológicos sugerem que o gato está 10 mil anos atrasado em seu contato com os humanos. Quando o gato aproximou-se do homem primitivo encontrou o cão como seu amigo e companheiro e que não aceitou essa intromissão e o ciúme tornou-os inimigos. Ao gato coube a casa e… os ratos, o afago das mulheres e o sono descompromissado com a guarda e com a caça. O cavalo é em todas as etnias um companheiro do homem. Os índios da América logo conquistaram e cultivaram um relacionamento magnífico com o cavalo, dos comanches do Norte aos charruas do Sul. Das distâncias vencidas com maior agilidade e rapidez, dos novos territórios de caça à guerra, ali cavalo e cão são os parceiros do homem e a história é pródiga em narrar os feitos épicos. Cavalo e cão nunca disputaram o espaço nas terras, na casa ou no coração do homem. É fantástica a cena do homem trotando o corcel com o cão abrigando-se do sol ou da chuva na sombra do cavalo, inclusive entre suas pernas numa incrível harmonia de movimentos.

 

Cr & Ag

 

Em condições adversas como numa noite em breu absoluto, numa tormenta, cavaleiro ferido ou perdido, evitando uma tocaia criminosa ou de um animal, encontrando água no deserto está o cavalo conduzindo seu cavaleiro à segurança. O cavalo árabe com mais de 5 mil anos de intensa vivência com o homem é um soberbo exemplo. A mística confunde-o com o Bem no cavalo de São Jorge contra o demoníaco dragão. Ou com o Mal nos Quatro Cavaleiros do Apocalipse. Acredita-se que o garboso cavalo montado por Bento Gonçalves na estátua defronte o Colégio Júlio de Castilhos em Porto Alegre, seja um árabe. A cauda elevada e a cabeça pequena em aparência elegante e nobre remetem ao cavalo árabe, mas documentos históricos datam da segunda década do século passado os primeiros registros do cavalo árabe no Rio Grande do Sul. Uma curiosidade: a bela cauda erguida como a batuta de solene maestro deve-se a ausência de uma das vértebras de sua coluna espinhal.

 

Cr & Ag

 

Creditam-se aos germânicos grandes desenvolvimentos em novas raças caninas, assim como na preservação da pureza de outras raças. O maior poeta italiano de todos os tempos e um dos maiores da humanidade, Dante Alighieri em sua célebre obra A Divina Comédia em que trata de sua viagem ao Inferno, Purgatório e Paraíso acompanhado do poeta romano Virgílio e de sua amada platonicamente Beatriz menciona os cães guardiões dos portões do Hades ou Inferno. Esses cães seriam os Rottweiler, nome devido terem sido encontrados ainda puros na região alemã de Rottweil. Esses cães eram usados pelas legiões romanas em seus três portes diferentes. Os pequenos para alerta e manter os acampamentos limpos, principalmente de outros animais invasores. Os cães de porte avantajado eram usados como animais de carga e os de porte médio para guarda pessoal e para os combates nas ferozes batalhas. (Nota do Edson: o tema continua na próxima semana, na coluna seguinte. Aguardem!)

Qual a origem deste cão ou de seu dono?

O causo da “Furiosa” – Edson Olimpio Oliveira – Coluna Tribuna Viva – 2a. publicação em 16 Abril 1998.

M E M Ó R I A

Coluna TRIBUNA VIVA. Jornal A Tribuna.

Dr. Edson Olímpio D’ Oliveira

O CAUSO DA ‘FURIOSA’ !

Diversos heróicos e amigos leitores tem solicitado a apresentação dos causos viamonenses. Esse que estamos apresentando, com pequenas diferenças conforme seu relator, é verídico. Lamentavelmente, as testemunhas estão falecidas.

Nosso conterrâneo estava em caçada de marrecões com alguns amigos acampados à beira da Lagoa dos Patos, no fundo do campo dos Abreu. O inverno estava pavoroso. Era frio e água. Chuva que Deus mandava. E assim enfiou uma semana e nada do tempo aliviar. A barraca cercada por drenos de tudo que é lado. Já não havia mais roupa seca. Lenha no fim. A comida terminando. Resolveram acabar o drama, voltando para casa. A várzea estava um mar. Emendava com a lagoa. Alguns albardões teimavam em manter a cabeça de fora, dando ilha para os quero-queros e alguma outra ave teimosa. Reuniram os badulaques e arrumaram dentro da camioneta. A máquina era uma Ford Modelo A Special (mais especial ainda pelas reformas feitas por ele) e chamada carinhosamente de Furiosa. Acorrentaram as rodas e a Furiosa veio rasgando várzea a fora. As correntes nas rodas jogavam leivas, grama e barro, a vários metros de altura. Os limpadores de pára-brisa não davam conta. Parecia um dilúvio. Os homens em silêncio se indagavam o que São Pedro tinha contra o Rio Grande, pois nunca tinham visto uma enchente como aquela. Seus corações pensavam que o pior ainda não tinham atravessado. Uma sanga, que em condições normais de inverno nunca passava de meia paleta no cavalo, agora deveria estar um rio, um amazonas. E dito e feito. Pararam no chap-chap mais alto. A água franzia correntezas com redemoinhos traiçoeiros. A maresia lambia uma pinguela de eucalipto, como a querer levá-lo para algum lugar, afogando-o. Ou como um franzino palito de dentes na boca feroz da inundação. Era um momento em que até os mais valentes poderiam suar(?) nos fundilhos. Mas ele não se desesperou.

—Para tudo há uma solução. Pensou. Pensou. Sempre aparece alguma idéia. E apareceu. Desceu sua fiel companheira com a caixa de ferramentas. Pegou uma câmara de ar. Uma taquara longa teve seus nós rompidos e transformada num cano. Uma lata de massa de tomate da marca Sicca, serviria. Blindagem na distribuição e no carburador. Taquara acoplada no cano de descarga e apontada para o céu. Na ponta da taquara, a lata de massa de tomate. Amarrou e fixou o volante da Furiosa. Bagagem amarrada. Engatou uma primeira com reduzida e apontou para a barranca da sanga, do outro lado. Acelerou e largou. A Furiosa embicou e afundou na água profunda. Somente se enxergava a lata na ponta da taquara. Toc, toc, toc, toc, era o barulho da descarga. Eles atravessaram pela pinguela e esperaram a Furiosa apontar na barranca. Ainda patinou muito para sair da correnteza. Mas venceu. Eles venceram. Pois depois o resto da viagem seria muito mais fácil. Esvaziaram o excesso de água do interior da viatura (!) e vieram abrindo água pela várzea.

“Apaixonamentos” e outras hipocrisias – Edson Olimpio Oliveira – Crônicas & Agudas – Jornal Opinião – 20 Maio 2014

 

2014 – 05 – 20 Maio – “Apaixonamentos” e outras hipocrisias – Edson Olimpio Oliveira – Crônicas & Agudas – Jornal Opinião

“Apaixonamentos” e outras hipocrisias.

 

V

ocê deve ficar extasiado quando assiste aos advogados de defesa dos assassinos confessos do menino Bernardo. Ou seria melhor – enojado! Dizia uma mãe: – eu entendo que devem ter defesa em qualquer processo, mas fico feliz pelo meu filho que é advogado mas jamais defenderia assassinos desse tipo! Realmente causa um sentimento de aberração quando o defensor parece vestir demasiadamente a camiseta do assassino. Certo dia, pela TV, quase cheguei a pensar que o menino tivesse cometido suicídio e se autossepultado. Onde está o limite da defesa e da justiça diante da mentira, do acobertamento e da busca da impunidade? Todos sabem que vivemos num mundo, num momento, numa situação em que a moral, a ética, a justiça e a verdade têm o valor de uma mosca num prato de sopa. Lembrem que sempre alerto que “a generalização é a filha bastarda da burrice e do corporativismo”. Somente as moscas se ofenderão ao lhes tirarem o prato de sopa.

 

Cr & Ag

 

O deputado Paulo Maluf está na TV fazendo propaganda eleitoral enquanto o noticiário estampa a briga da justiça tentando repatriar parte de sua fortuna acumulada fraudulentamente em bancos estrangeiros. O deputado Maluf é um dos ungidos, pois é eleito “sempre” sem que se conheçam seus eleitores e Lula pediu sua bênção e apoio para eleger Haddad e outros. Eis que aí outro dia escutei novamente algo que sempre dói: – o problema do Brasil é o seu povo! Dói-me porque sou um dos que votaram errado. Escrevi aqui neste celestial espaço que Tarso era o homem certo, para o local certo na hora certa e a turma do fogo cruzado quer o meu escalpo por essa bobagem. Eis porque o mesmo Criador que nos deu o cérebro e o coração nos deu o ânus.

 

Cr & Ag

 

A propaganda política da Dilma está apaixonante. É o Brasil que pedimos à Deus e onde ele mora, recebe bolsa alguma coisa e alguma cota. É crescimento, educação, infraestrutura, saúde, petróleo, segurança, produção que se não foi criado por ela, certamente foi mantido e aumentado exponencialmente. E o que não está melhor é por culpa dos outros, genericamente chamada de “elite”. Claro que não da elite dos privilegiados da Papuda e do enriquecimento com e sem cueca ou dos unidos pela governabilidade com e sem quase 40 ministérios. Meses atrás toda uma balaca nacional que “abaixou as contas de luz”, no entanto, agora somos cravados em cerca de 30% e após a eleição “vamos pro pau”. Em 2006 o Lula propagou aos quatro ventos que estávamos autossuficientes em petróleo. De lá até aqui a conta petróleo (a diferença entre o que o país importa e exporta – compra e vende) acusa déficit de mais de 53 bilhões. As refinarias doadas para a Bolívia, a sociedade com a Venezuela, a compra do pepino de Pasadena e outros “desvios” não estão nessa conta.

 

Cr & Ag

 

Governantes são eleitos para resolverem problemas recebidos de outras administrações, novos problemas e anteciparem-se às futuras dificuldades. Até minha gata Neve sai da sala quando escuta alguém falar que a fétida ERS 118 que está em construção há uns 16 anos e não tem um único quilômetro realmente pronto é “problema dos outros” (assim como saúde e segurança). Alguém sadicamente incorporou o “E” antes das estradas gaúchas, o que era RS ficou ERS, piorando as estradas, mas certamente trazendo felicidade para quem fez novas placas, sinalizações, papéis, etc., para se adequar ao novo nome com velhos problemas. “Apaixonamento” talvez seja um neologismo, mas creio estar bem inserida na poesia gauchesca e na situação nacional. E “bola pra frente” que a Copa está lambendo as chuteiras nacionais.

 

Empresa para retirada de Entulhos em Boa Vista/Roraima. Encontram-se diversos desses containers e caminhões dessa firma.

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Sexualidade no Climatério — Qualidade de vida — Fonte SnifDoctor–Maio 2014

 

Qualidade de vida da mulher madura: sexualidade no climatério

O climatério representa uma etapa da vida da mulher, quando ela passa da fase reprodutiva para a não reprodutiva. A menopausa, que se confirma após a ausência do fluxo menstrual por 12 meses consecutivos, constitui um marco, delimitando o climatério e a pós-menopausa. Nesse período, ocorre uma variação dos níveis dos hormônios sexuais (estrógeno e testosterona), que pode comprometer o desempenho sexual por afetar o desejo, a excitação e o orgasmo. Mas com orientação adequada, é possível levar uma vida sexual saudável, também nesta fase.
Segundo a dra. Carmita Abdo, psiquiatra e especialista em Medicina Sexual, que palestrará no 8º Congresso Brasileiro de Climatério e Menopausa, que acontecerá de 15 a 17 de maio, em São Paulo, a diminuição progressiva da produção de estrógenos e a consequente atrofia da mucosa vaginal são responsáveis pela dificuldade de lubrificação da vagina e falta de relaxamento pélvico. “Para evitar que a mulher sinta dor durante a relação, são necessárias preliminares mais trabalhadas antes da penetração”.
Os níveis menores de testosterona, que caracterizam a pós-menopausa, prejudicam o interesse por sexo e a frequência sexual, explica a especialista. “Algumas mulheres se ressentem mais diante dessas mudanças, enquanto outras se incomodam menos. Isso está relacionado a diversos fatores, como perfil psicológico, antecedentes de doenças, qualidade de vida atual, entre outros.”
Ainda no evento, estarão em debate as doenças que prejudicam o sistema circulatório (tais como as cardiovasculares, diabetes e hipertensão), dificultando a irrigação sanguínea da região genital e prejudicando a excitação, lubrificação vaginal e o intumescimento dos genitais femininos.
Tratamento
De acordo com a especialista, a reposição dos hormônios sexuais é uma das opções de tratamento para os distúrbios sexuais no climatério.
“A reposição estrogênica alivia a dor na relação e recupera a mucosa vaginal e a lubrificação. A reposição de testosterona pode ser cogitada, mas com cautela. São elegíveis mulheres pós-menopausadas, pós-ooforectomia, pós-quimio e radioterapia nos ovários, desde que sob tratamento estrogênico. Nesse último tratamento, devem ser observadas as contraindicações: doenças cardiovasculares e hepáticas, cânceres de mama e de útero”.
“Vale lembrar que, nesse período, a mulher é mais vulnerável a depressão, que exerce impacto negativo sobre o desejo. Antidepressivos também podem induzir disfunção sexual, o que interfere na adesão ao tratamento da depressão. Interromper o tratamento da depressão cronifica o quadro, bem como a falta de interesse pelo sexo. Deve-se discutir estes aspectos com o médico, para esclarecimento e escolha de medicamento, caso a caso”, alerta a dra. Carmita.
Caso a disfunção esteja relacionada a conflitos com o parceiro, falta de habilidade sexual, imaturidade emocional ou quadros depressivos, a terapia sexual está indicada

Fibromialgia — Fonte SnifDoctor — Maio 2014

 

Fibromialgia: procurar o médico é o melhor remédio

Considerada o quinto sinal vital do corpo humano, a dor pode ser um forte indício do aparecimento da fibromialgia, síndrome que acomete 2,5% da população brasileira. Uma dor crônica, difusa e generalizada por todo o corpo é um dos principais sintomas. Como ela pode indicar também várias outras doenças, é indispensável o acompanhamento médico para uma investigação detalhada, a fim de afastar outras hipóteses e iniciar o tratamento adequado, o quanto antes, para melhorar a dor e também manter a qualidade de vida do paciente.
Por não existir um método específico para a identificação da fibromialgia, o médico geralmente se direciona pelas queixas de dor dos pacientes e pelo exame físico realizado em consultório. Também são aliados no diagnóstico os exames complementares de sangue e de imagem, que auxiliam o raciocínio clínico para excluir outras doenças.
Estudos mais recentes demonstram que a termografia por infravermelho, uma fotografia térmica em que o paciente é fotografado sem roupa com infravermelho, pode colaborar na identificação da síndrome. O procedimento permite quantificar a temperatura de partes do corpo e destaca o paciente com fibromialgia, uma vez que este possui regiões corporais, como tronco alto e ombro, mais quentes do que as pessoas que não têm esta síndrome.
Também existem outros exames de diagnóstico que podem auxiliar o médico na avaliação clínica, como a estimulação magnética transcraniana, que verifica a transferência de informação que ocorre nas células nervosas que estão no córtex cerebral. “Esses procedimentos, assim como as tomografias, ressonâncias e raios X não formam o diagnóstico, mas dão um suporte ao médico, documentando o estado do paciente”, explica a fisiatra Lin Yeng, Coordenadora do Grupo de Dor do Instituto de Ortopedia e Traumatologia do HCFMUSP.
Depois do diagnóstico correto, que normalmente é feito pelo clínico geral, fisiatra, reumatologista e neurologista, o paciente precisa entender sua condição e colaborar ativamente com os tratamentos. “Esse indivíduo necessitará de um programa de reabilitação físico e metal e o médico tem um papel importante no gerenciamento dos tratamentos como um todo”, aponta Lin.
A médica alerta para a necessidade de uma investigação detalhada da vida dos pacientes, que permita avaliar o indivíduo como um todo: rotinas, hábitos, postura, ambiente de trabalho, alimentação, hidratação e sono. “A análise de todos esses fatores podem contribuir para um diagnóstico mais preciso dos fatores de melhora, piora e perpetuante das dores”, pondera.
O tratamento farmacológico associado ao não farmacológico (exercícios, hidroterapia, massagens, relaxamentos, entre outros) pode apresentar os melhores resultados. “Quanto menos exercícios o paciente fizer, pior será a qualidade de vida dele”, conclui.
Tratamento farmacológico
De acordo com Lin, hoje as pessoas com fibromialgia podem ser tratadas por uma vasta gama de medicamentos como os antidepressivos (tricíclicos e duais), que atuam melhorando a utilização da serotonina e noradrenalina pelo sistema nervoso central; miorelaxante de ação central; agonistas dopaminérgicos; analgésicos do grupo opiólde; analgésicos simples; anticonvulsivantes, entre outros. “O tratamento farmacológico varia de acordo com os sintomas e a tolerância do paciente, podendo ter associação de fármacos de diferentes classes”.
Na classe dos neuromoduladores anticonvulsivantes, encontra-se a pregabalina, que diminui a liberação de neurotransmissores que pioram a dor, reduzindo o excesso de mensagens de dor transmitidas dos nervos para o cérebro. Além disso, como efeitos adicionais, reduz a ansiedade e melhora a qualidade do sono dos pacientes

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