Mensagens natalinas e de Ano Novo.

 

Caro

Queremos, eu e minha esposa Jacira, externar nossos votos de um Feliz Natal e um maravilhoso Ano Novo repleto da saúde, paz e alegrias para ti e a todos os que te são caros.

Deus os abençõe!!

Um forte abraço!!

ALFEU FREITAS MOREIRA – Coronel QOEM
Subcomandante-Geral da Brigada Militar

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Feliz Natal e próspero Ano Novo

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Feliz Natal e próspero Ano Novo

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OBRIGADA PELO RECADO E PELOS VOTOS, QUERIDO AMIGO!

FOI BOM O NOSSO ENCONTRO PARA A ELEIÇÃO: POUCAS PESSOAS, MAS EM NÚMERO SUFICIENTE PARA O NOSSO OBJETIVO.

A BRINCADEIRA DO "AMIGO SECRETO" TAMBÉM FUNCIONOU BEM E O COQUETEL ESTAVA DELICIOSO!

PODERIA TER SIDO MELHOR, NÃO FOSSE SUA AUSÊNCIA, MAS TODOS ENTENDEMOS MUITO BEM SEUS COMPROMISSOS!

UM GRANDE ABRAÇO.

Poetisa Lúcia Barcelos – Presidente da ALVI – Associação Literária de Viamão

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Amigo(a)s:

A ternura existe.

A beleza sublime existe.

Ela se reflete nas coisas simples que nos cercam.

O jeito gracioso das crianças, (imagem das minhas netas), por exemplo, reflete uma realidade superior, possível de ser interpretada como algo espelhado no Criador de todas as benesses.

Que tenhamos sempre discernimento e bom senso para combater as forças contraditórias e refletir o bem, a verdade e o belo, em contrapartida ao mal e ao erro.

Que o espírito do Natal permaneça e que nossos pensamentos sejam elevados, pois “por cima das nuvens o céu é sempre azul”!

Paz, Luz, Felicidade!

Com carinho desta amiga poetisa!

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DESEJO,

PAZ

HARMONIA

COMPREENSÃO

CARINHO

AFETO

RISOS

BRIGAS

SIM BRIGAS, POIS

A VIDA NÃO É FEITA SÓ DE FATOS

MARAVILHOSOS,

AS MARAVILHAS,

SOMAMOS

DIVIDIMOS

AS QUE NÃO SÃO MARAVILHOSA

DIMINUÍMOS, E JOGAMOS

BEM LONGE ONDE NÃO ATINJA NINGUÉM,

POIS O ESPIRITO NATALINO

TUDO NOS FAZ BEM………………… por Dina Alano – Escritora

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Amigo Edson, obrigado pela lembrança e pelos votos natalinos. Um FELIZ NATAL extensivos à Família e amigos. Meu abraço especial, com minha modesta trova.

Eu só queria que o amor

No Natal matasse a guerra,

Que as armas virassem flor

Em cada canto da terra! …

(Fraga Cirne) – Escritor da ALVI

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Parabéns Dr. Edson!!!

O senhor pode se considerar um grande escritor nato de nosso torrão que se chama de Viamão, onde estas crônicas deve ser de conhecimento de muitos viamonenses que não imaginam e desconhece a historia de Viamão e até mesmo estes políticos importados de nossa cidade que não o sabem da historia.

Meu amigo o senhor se tornara um grande legado que estará e esta fazendo parte de nossa historia.

Um abraço e fique certo de minha admiração pelo sua inteligência e criatividade de contar a historia de Viamão.

Gilberto Ernani Grandini Guimarães

CEO da Tecniservice e Viamonense da gema

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Boa tarde Edson, muito bacana a historia, estarei lendo com mais calma, e voltamos a falar.

UM ABRAÇO, E UM FELIZ NATAL E UM NOVO ANO COM MUITA SAUDE E PAZ, PARA TOD A FAMILIA.

FRANCISCO FRAGA

WALBER: Circuito Impresso.

FONE: 51 9986-3262

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Escola Veiga de TRT–Mensagem

 

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PREZADO (A) COLEGA

 

No apagar das luzes de mais um ano, o INSTITUTO DE PSΨCOLOGIA E PESQUISA NO DESENVOLVIMENTO HUMANO LTDA, entidade mantenedora da ESCOLA VEIGA DE TRT, inaugurada em março de 2013, lhe envia os melhores votos de saúde, prosperidade, sucesso profissional, harmonia na família e ampliação de consciência a níveis infinitos.

Que 2015 seja um bardo de Disciplina, Amor e Humildade, e que todos sejam poderosos, pois: somente os poderosos de Disciplina, sabem os caminhos do bem; somente os poderosos de Amor sabem perdoar; somente os poderosos de Humildade sabem aceitar; somente os poderosos de Gratidão sabem agradecer; somente os poderosos de Desapego sabem compreender; somente os poderosos de Sabedoria sabem reconhecer a própria ignorância; somente os poderosos de Consciência sabem dar sem receber.

A família TRT está estruturada e sólida, com avanços filosóficos e metodológicos como nunca esteve em seus 21 anos de existência.

2015 promete ser um divisor de águas entre um passado de treinamento e de sistematização, e um futuro que se desenha promissor em direção ao seu único destino: aliviar a dor humana e ampliar a consciência de todos para um mundo melhor.

 

BOAS FESTAS!!!

                                                                      Antônio Veiga

                                                                      Diretor do IPPDH

Imagens da edição especial de Natal e Ano Novo–gentilmente cedidas por Glauce Petry.

Igreja Viamão - Tota pulcra 3 - Glauce Petry

Estas imagens usadas na publicação do Especial de Natal e Ano Novo –

“Tota pulcra es, Maria, et maculo originalis non est in Te!”

foram-me gentilmente cedidas pela senhora GLAUCE PETRY DUTRA a quem agradeço de coração.

Igreja Viamão

Tota pulcra es, Maria, et macula originalis non est in Te! – Edson Olimpio Oliveira – Crônicas & Agudas – Especial de Natal e Ano Novo – 2014

 

2014 – 12 – “Tota Pulcra es, Maria, et macula originalis non est in Te!” – Edson Olimpio Oliveira – Crônicas & Agudas – Jornal Opinião – http://www.edsonolimpio.com.br

 clip_image002Evadidos, fugidos ou literalmente corridos pelas forças militares castelhanas comandadas pelo General Pedro Ceballos, governador de Buenos Aires, que miravam a Vila e as fortificações de Jesus, Maria e José da antiga cidade de Rio Grande refugiaram-se nos Campos do Viamão buscando acolhida, refúgio e apoio para o enfrentamento dos invasores. O representante do império buscava cativar e apoiar-se nos estancieiros e boiadeiros dispersos numa terra fustigada pelo clima inclemente e disputada por dois impérios. Assim a Viamão que hoje conhecemos e amamos tornou-se a “primeira capital real de todos os rio-grandenses (gaúchos)”. Ali viviam guerreiros acostumados a defender a vida e a respeitar a morte no dia a dia. Muitos deserdados do império, outros buscando a fortuna, todos a viver até o dia seguinte. Em cada cobertura de couro cru, em cada casebre, um homem e uma mulher, alguém disposto a lutar. Morrer ou matar são as consequências naturais do combate. E a guerrilha organizou-se e criou o embrião de uma nova estirpe que seriam os brasileiros por opção.

 

O sangue dos combatentes e de suas montarias fervia no solo disputado. As crianças logo homens precoces se tornavam e na dor da ausência de seus pais ou familiares engrossavam outra espécie de lutadores buscando reconstruir um lar e acalmar um coração no calor do afeto de outro ser. O catolicismo era o bálsamo espiritual e a tentativa de resposta ao clamor da alma sofrida e quantas vezes dilacerada. Alguns oravam antes das contendas pela sua alma e de seus amigos e companheiros. Outros oravam pelas almas dos inimigos. Muitos para que os portões do Inferno estivessem escancarados para recebê-los. Nas guerras não há bons ou maus, há perdedores e vitoriosos.

 

O negro do violino

Um negrinho manco aproximou-se do velho estancieiro que ao tocar seu violino fazia a natureza abrir-se no sorriso de suas flores e o gado arredio encostar-se docemente no alambrado das taipas de pedras. O menino era mais um dos desgarrados que acompanhavam os tropeiros que subiam a serra para Lages com Sorocaba na alça de mira. Talvez o defeito físico de nascença tenha o tornado um órfão de pais vivos. E o velho gostou do negrinho. Os dias engatinhavam em anos que se arrastavam e o negrinho aprendeu a tocar violino com o velho que se tornou seu protetor. Seus dois netos desenvolveram-se junto com aquele negrinho, que protegido por um amor nascido em alguma vida esquecida, fez-se parte da família. Logo o violino era escutado e sentido nas alegrias e nas tristezas, como quando do velório e do sepultamento do seu benfeitor. Já homem, um negro atarracado, de constituição sólida, de invulgar destreza e agilidade tanto no trato do gado, das montarias quanto nas peleias necessárias. Assemelhava-se a habilidade com o arco do instrumento em divinas notas musicais quanto com o punhal mouro presenteado pelo seu benfeitor. Pendia em seu pescoço uma medalha de Nossa Senhora da Conceição de origem desconhecida para todos, inclusive para ele. Teria sua mãe natural a colocado ali para que a Santa fizesse o que ela não seria capaz de fazer criando-o e protegendo-o?

 

A guerra

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A falta de exércitos regulares faz com que a Junta Governativa do Rio de Janeiro determine: – “A guerra contra os invasores será feita com pequenas patrulhas atuando dispersas, localizadas em matos e nos passos dos rios e arroios. Destes locais sairão ao encontro dos invasores para surpreendê-los, arruinar-lhes cavalhadas, gados, suprimentos e mantê-los ainda em contínua e persistente inquietação.” (Arquivos Históricos do Exército Brasileiro)

 

Rafael, filho do feroz Francisco Pinto Bandeira, buscava os melhores cavalos nas estâncias do Viamão para sua Cavalaria Ligeira. Rafael Pinto Bandeira já era um símbolo vivo e temido pelos castelhanos. Muitos enchiam as botas de urina ao som de seu nome. Os dois irmãos, a contragosto de sua mãe e num misto de orgulho e dor do pai que acedeu ao desejo dos filhos de combater aos castelhanos. Não iriam sós. Estariam sempre acompanhados do irmão de amor que como anjo protetor sempre esteve ao lado deles protegendo-os e amparando-os como o avô teria feito e desejado. Os três despediram-se da família e dos amigos no altar da igreja encastoada no topete da coxilha do Viamão. Depois da bênção dos pais, agora a benção da Santa protetora.

 

Dias de dor e de angústia. Notícias boas eram escassas. Sabia-se que continuavam lutando inclusive com os Dragões do Império na Tranqueira Invencível, hoje cidade de Rio Pardo que pela posição estratégica dominava os acessos por água da região. Falavam de um negro manco que tocava um violino nas noites mal dormidas e após os sangrentos combates e que conquistara o respeito de seu comandante e dos companheiros. E de dois irmãos de voraz destreza nas armas brancas e pontaria mortal que estavam sempre juntos.

 

 Outro intrépido combatente fazia sua fama, um paulista de nome Cypriano Cardoso de Barros Lemes que entre seus guerrilheiros tinha uma negra dotada de estranho poder com aranhas (1). Suas tropas cruzaram-se num acampamento nas barrancas do Camaquã. Contam que os dois negros se olharam por quase um quarto de hora, o mundo parou ali naquele momento, como se nenhum guerrilheiro ousasse balbuciar, tossir o mover-se com ruído. Nem os animais pareciam respirar. O negro com a mão direita na medalha em seu peito arfava movimentando as narinas e a negra com os olhos faiscantes vibrava com as longas unhas enterradas nas palmas das mãos já sangradas. Olhos esbugalhados acompanhavam o desenlace. Algum combate além do entendimento da plateia aconteceu e terminou quando a negra desapareceu nos matos. Naquela noite o violino era ouvido a léguas de distância num lamento mortal como numa época em que deuses andavam sobre essa terra.

 

O derradeiro combate

 

Tropas castelhanas aglomeravam-se na região de Encruzilhada do Sul. A guerrilha fustigava seus flancos e espreitava emboscando patrulhas no terreno rochoso. Comandantes rio-grandenses trocavam mensagens e aguardavam reforços para frear a investida. Planos feitos e estratégia concluída. O sol da tarde cedia seu trono para nuvens de tempestade. Logo com coriscos rasgando o manto celeste. Trovoadas ao longe avisam que nas coxilhas distantes alguma batalha já começara. E a peleia iniciou. Os guerreiros de Rafael Pinto Bandeira romperam a parede castelhana e o aço cintilava no céu cinzento espalhando aquilo que um dia fora a vida escarlate e agora era a morte rubra e borbulhante nos esguichos fatais e logo em coágulos negros. Eis que os flancos castelhanos não receberam a mesma carga de combate que fora combinada e logo a desproporção numérica tornou-se avassaladora contra Rafael e seus combatentes. E viram-se cercados num garrote esgorjado. Mas a noite e a tempestade tornaram-se aliados e os sobreviventes abriram seus caminhos sobre corpos de amigos tombados e de inimigos.

                    

clip_image006   Dia seguinte, reagrupados na encosta de um cerro, cauterizaram as feridas com ferro em brasa e abandonaram frangalhos de carne dilacerada na lama ensanguentada. A chuva fina e o vento sul gelavam as feridas. Um dos irmãos estava com o olhar perdido, embaçado como de peixe morto após acordar com ferimento de projétil em sua cabeça rasgando o couro cabeludo e deslizando nos ossos. Dado como morto foi resgatado nas costas do amigo negro, que com o braço direito dilacerado por um golpe de espada que evitara a decapitação de seu outro irmão. O branco do osso descarnado ria como bocarra aberta das dores dos homens num contraste com sua pele negra e seu sangue coagulado pelo fogo. Queriam amputar-lhe o braço. Não permitiu. Ancoraram as bordas da ferida com grampos de metal. Logo marchavam para algum refúgio seguro para escapar das patrulhas castelhanas. Mal sabiam eles que as baixas do inimigo tinham sido colossais e não teriam recursos nem homens para novos combates tão cedo.

 

O retorno

Uma energia poderosa persistia em brotar do coração do negro através da envelhecida medalha da Imaculada Conceição. Sua mãe celestial que nunca o abandonara estava ali amparando-o e aos seus companheiros. Uma prece silenciosa com a medalha mergulhada na água que todos bebiam e lavavam os ferimentos dividia a luz de seu coração. Após desembarcarem da barcaça no pontal de Itapoã, a terra natal estaria logo ali a poucas léguas de distância. Somente os três retornaram para Viamão. Seu pai e conterrâneos encontraram-nos a meio caminho. A primeira casa a entrarem foi a última que pisaram, a velha igreja. A ancestral igreja onde pediram bênçãos de batalha para a vida e descanso para a morte. Um irmão com a mente perdida, outro lutando contra a febre das infecções e o terceiro com um membro mutilado.

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Aquele negro manco trazia essa luminosidade dentro de si que o levava ao altar da Virgem todos os dias e ali reaprendeu a tocar o violino empunhando o arco com a mão esquerda e acomodando-o no ombro direito num divino quanto incrível malabarismo. A cidade escutava aquele som que a muitos fazia rolar lágrimas e que a todos trazia um enorme respeito e admiração. Voltava com uma jarra de água abençoada para seus irmãos. Alguns começaram a sentir um formidável perfume de rosas no templo nos momentos de preces. Os singelos vasos, no entanto, mal mostravam algumas flores do campo e de doloridos jardins. – O perfume aumentava principalmente quando o negro solava o violino. – dizia-se. E a saúde retornou aos corpos enfermos. A febre dissipara-se e a mente resplandecia. Ficaram as cicatrizes de batalha e… a fé renovada.

Como a água dos rios e riachos, a vida tende a voltar ao seu leito natural e escorrer no seu tempo.

                         Nosso tempo!

 

Nosso formidável templo denota um doloroso abandono e uma deprimente e mal feita restauração, principalmente para quem nasceu e mora nessa cidade há mais de meio século. Suas imponentes paredes de dois metros de largura, solidificadas com argamassa de conchas trazidas do oceano a 100 km. Altares barrocos de madeira habilmente entalhada. E um arco gigantesco que serve de portal ao altar mor trazia a frase em latim “Tota Pulcra es, Maria, et macula originalis non est in Te” que seria “Toda pura sois Maria! A mancha do pecado original não há em Ti!”. No altar mor está a bela imagem da Mãe de Cristo sobre um globo terrestre com anjos aos seus pés e o manto celestial bordado de estrelas, chamada de Nossa Senhora da Conceição emprestou parte de seu nome para nomear as crianças de pais devotos e Edsondar-lhes a proteção e o amparo necessário. O belo forro azul celeste com tão bela quanto imensa pintura espelhando amor e fé deu lugar às tábuas nuas e simplórias.

 clip_image010Católicos e outros cristãos, assim como extraviados da fé e desencontrados de qualquer religião vem buscar consolo à luz da Virgem milagrosa. Conta-se que pessoas ao entregarem-se a Deus pelas mãos de Nossa Senhora sentiram as suaves fragrâncias de rosas na solidão física do enorme templo. Alguns já ouviram sons de violino sem saberem ou desconfiarem que algum negro manco em dias perdidos na imensidão dos tempos fizesse ali a sua melodia. Esses certamente serão merecedores das dádivas luminosas da Mãe magnífica. Céticos sempre existirão vagueando nas sombras do amor e da fé. Negam-se a acreditar na Luz, mas a Luz persiste em acreditar neles e em algum tempo, em algum momento eles serão tocados e talvez escutem um violino empunhado por um negro mutilado nas batalhas do pampa, com uma medalha pendente no peito largo e olhos que trazem a luz do amor e do respeito.

 

 

Nota do autor.

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Imagem gentilmente cedida por

Glauce Petry Dutra

 

Viamão – hoje a primeira capital de todos os gaúchos que se uniram contra um adversário poderoso e tornaram-se brasileiros por sua vontade. Algo que se repetiu na opção na legendária Guerra dos Farrapos. Viamão tem a segunda igreja desse Estado. Viamão tem seu nome envolto numa bruma de mistério ainda insolúvel na certeza pretendida, traz suas histórias, estórias e lendas. Já dizia o filósofo – Lenda é aquilo que os outros contaram, história é aquilo que os nossos contaram e nós aceitamos confiar. Assim heróis e figuras legendárias da nossa tradição trazem mitos ou verdades nas suas malas de garupa. (1 – Leia A Negra das Aranhas – uma saga magnífica de amor e de maldição). Uma homenagem para minha irmã Shirley Celina, católica fervorosa, minha mãe Dora, costureira e hábil no crochê que fazia as toalhas dos altares e outras obras magníficas e ao querido amigo Padre Ignácio Rafael Valle, jesuíta que criou a Romaria da Medianeira tornando-a nossa Padroeira no Estado.

 

Um Feliz Natal e maravilhoso Ano Novo!

Felipe Jaeger de Belli–Formatura Medicina 2014–PUC RS

Formatura Felipe de Belli - 19 dez 14 II

E o número de Médicos em nossa família continua a aumentar. Ainda falta na foto a imagem da minha filha Dra. Cynthia Cunha de Oliveira – Capitão Médico e Cirurgiã do Exército Brasileiro.

E tudo começou num 04 de Dezembro de 1976.

43 Anos de Medicina - Estrelas

Dayde Zavarize

 

Querido Dr. Édson, esposa; filhos e netos,

O meu desejo nesse Natal e Novo Ano que se aproxima é pedir para Cristo brilhar como a Estrela maior verdadeiramente e intensamente no interior de cada um. Cristo simbolizado pelo Sol; Maria mãe e Mãe Rainha e Vencedora Três Vezes Admirável simbolizada pela Lua. Que o equilíbrio entre a doação do Amor de ambos faça nascer um renovado mundo.

Fé, Esperança, Paz, Amor, Saúde.

Vale a pena sonhar.

“Não diminua teus sonhos, aumente tua Fé”.

Com amor,

Adelaide (Dayde). Natal _2014.

Ô Viamão – Edson Olimpio Oliveira – Crônicas & Agudas – 16 Dezembro 2014

 

2014 – 12 – 16 Dezembro – Ô Viamão – Edson Olimpio Oliveira – Crônicas & Agudas – Jornal Opinião

 

Ô Viamão

 

I

nterpelaram-me: – Existe algum lugar com motoristas tão ruins quanto Viamão? – veio de supetão. Há uma crença ou uma lenda de que “os médicos e os padres são as pessoas que mais estudam” e assim sabem de quase tudo. Talvez algo ancestral, de uma época em que as profissões eram reservadas para poucos e que poucos detinham o maior conhecimento. E sempre os conventos e mosteiros reuniam grande parte da cultura humana. Tempos mudam. E motoristas? Tenho diversos motoristas profissionais na minha família, inclusive esse cronista. Fiz carteira de motorista profissional para ônibus, pois as viagens de turismo davam ótimo rendimento econômico em certa época da vida. E passei em todas as provas sem nenhum “auxílio” externo ou por “baixo dos papeis” como tantos.

 

Cr & Ag

 

É tradicional que em qualquer cidade, principalmente Porto Alegre – essa filha desnaturada que nos critica, em mínimas barbeiragens alguém grite aos quatro pulmões: – Ô Viamão! Ou: – Ô carteira de Viamão! Lembra? Sabe? Pois isso é antigo e uma herança maldita, não como a Petrobrás para o governo, ou um fantasma que teima em assombrar os motoristas viamonenses. Nós viamonenses da gema, isto é, aqueles que aqui foram paridos e por opção teimam e persistem em trabalhar, morar e investir aqui acreditamos que essa “falha de habilidade” ou má habilitação seja causada pelos inimigos na trincheira, pelo fogo amigo ou pela horda de alienígenas que aqui se estabeleceu justamente para nos punir. E não é paranoia coletiva.

 

Cr & Ag

 

Apliquei um ibope para verificar se o sentimento era universal ou mocozado em algum gueto viamonense. O resultado é assustador, principalmente no relato choroso dos sobreviventes. – Tenta atravessar na faixa defronte do Itaú pra ver se tu é macho e ligeiro! – de dedo em riste um bombachudo me desafiou. Mas como não levo pesquisa a ponta de faca, escutei outros relatos. – Cara levei mais de duas horas da Agronomia até o Cantegril e não havia nenhum acidente e nem bandeiraço do PT. Os caras não andam, grudados no celular, Facebook e trancando as sinaleiras… – dizia-me outro na sala de estresse agudo e ataque de pânico no nauseocômio da municipalidade já no terceiro Rivotril. Uma velhinha de muletas e colar cervical (gravata de pobre) contava suas quedas ao subir e descer dos coletivos. Coisa medonha e de doer no coração até de quem não é parente da estropiada criatura.

 

Cr & Ag

 

Sempre é falha humana, do avião que despenca até do atropelado!” – dizia-me um vereador. Corrijo – aspirante a vereador, mas que pelo largo número de campanhas eleitorais já poderia ser diplomado que não faria nenhuma diferença. Realmente é sempre falha humana, principalmente se não tivesse gente não teria acidente e esses eteceteras. O governo que nada vê, pouco faz e quase nada sabe diz que a culpa é do motorista. E do pedestre! E do engenheiro e construtora que fazem estradas e ruas pensando na economia e nos aditivos? E do governante que prefere a caixa dois e as contas em paraísos fiscais e não na saúde do eleitor? Se bem que eleitor é um ente descartável na estrutura nacional. Do mesmo lugar que vem um, virão centenas, basta acenar com alguma bolsa ou cota nas costas de quem paga a festa.

 

Cr & Ag

 

E a conclusão do teu ibope Edinho? – pois, escapando dos brigadianos que quando recebem um brinquedinho (“radarzinho”) novo escondem-se atrás de árvores e placas para multar/arrecadar e jamais educar o trânsito, chegamos à conclusão de que não são piores ou melhores do que o resto. Apenas estão no nosso quintal e convivemos com eles diariamente, daí sentir na carne e no bolso…

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