Mocotó Dançante! – Edson Olimpio Oliveira – Crônicas & Agudas – 31 Maio 2016

 

2016 – 05 – 31 Maio – Mocotó dançante – Edson Olimpio Oliveira – Crônicas & Agudas – Jornal Opinião

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Mocotó dançante!

 

H

á quem olhe o médico e enxergue somente o médico, outros, entretanto, sabem que ali dentro daquele jaleco branco também tem uma criatura afeita às humanidades da vida (a esse contorcionismo do vernáculo até chamavam de ‘licença poética’, hoje muitos chamam de ‘licença lulista’). E gosto de desafios. De motocicleta numa noite com chuva torrencial e neblina descendo a Régis Bitencourt entre Sampa e Curitiba com jamantas tombadas e cadáveres estendidos no asfalto numa estrada assassina frequenta meus sonhos em que ainda acordo com sudorese. Eu e a esposa e os anjos de guarda tocamos até a cidade de Registro e aí realizamos um curto pernoite para na manhã seguinte, ainda com chuva e neblina, tocar a moto Morgana para o querido Rio Grande.

 

Crônicas & Agudas!

 

Em trinta anos no lombo de uma moto com a esposa de copiloto e o horizonte a ser conquistado trouxe-nos uma bagagem de circunstâncias e episódios fantásticos e eventualmente assustadores. Alguns estão nas páginas de Crônicas & Agudas – O Livro! Noutra época estive vivenciando o gauchismo dos fandangos, rodeios e curtindo CTGs. Eventual folga para a Morgana recuperar a suspensão e a carburação intoxicada pela péssima gasolina nacional de tantos postos sem controle e comerciantes desonestos, agora equipados pela característica pilcha, sem o capacete, mas com o chapéu e um arsenal com várias botas, bombachas e outros ‘tches’ com a mesma parceria buscávamos um fandango. As distâncias não eram problemas. Escolhíamos o local, a cidade e especialmente o conjunto musical. Sair para um baile com Os Serranos é tudo de bom e do melhor, por exemplo, entre vários outros.

 

Cr & Ag!

 

Alguns eram bailes gauchescos no clube local e outros eram patrocinados nos CTGs. O conforto nos clubes sempre rivalizava com a comida campeira e o acolhimento festivo da gauchada. Uma vez em São Gabriel, a Terra dos Marechais, juntamos um encontro de moto com o gauchismo que pulsa em nós. Na manhã seguinte, um domingo, fomos perambular pelo centro da cidade. Caminhar desintoxica os músculos da dança e da comida. Admirávamos um belo e antigo prédio – a prefeitura, quando se chegou um cidadão e pôs-se a conversar conosco. E logo sacou do bolso uma chave e abriu o prédio da Prefeitura e foi mostrar-nos seu interior perfeitamente restaurado. Era o Prefeito da cidade! Essa foi mais uma das tantas e soberbas experiências que trouxemos na garupa.

 

Cr & Ag!

 

– E o mocotó? – impacienta-se o leitor e o ouvinte. Durante os tempos da pós-graduação em Sampa, espantava-me com as criaturas atoladas num prato fundo de mocotó, de pé ao lado do balcão, com as costas ardendo ao sol e mandando um vinho tinto direto. E logo após essa performance gastronômica, comia um abacaxi descascado na hora do vendedor da esquina e lavava as mãos com água de garrafa. Tudo sem tirar o casaco ou a gravata! Em mais de um CTG vivenciamos o ‘mocotó dançante’. A gauchada vai se chegando com os piás levando alguma ‘putiada’ pelas estrepolices, outros estacionam o pingo no gancho da figueira, as prendas cada qual mais vistosa e bonita, botas para todos os gostos e desgostos de algum ciumento. E vão se acampando com as amizades pelos bancos de madeira. Eis que o conjunto sapeca uma valsita para despertar o coração apaixonado e logo manda uma rancheira e o limpa-banco de um vanerão de perder o taco da bota. E já colocam a mesa comprida como esperança de pobre e os panelões de mocotó com pão, ovo picado, tempero verde e outros acompanhamentos. E o vinho sacado de garrafões e entornado pelo ombro. Beleza! E se come de amarelar o bigode com a gordura. E lá pelas três da madrugada ainda se come outras cositas para aliviar o desgaste do fandango. E alguns dos mais valentes ainda comem o saldo do mocotó de canecão com vinho também de canecão. E nem o gaiteiro se mixa, dando um refresco na acordeona enfia colheradas de mocotó. E depois tem gente que duvida que o gaúcho seja realmente um sobrevivente!

Dia Mundial de Combate ao Fumo

EDSON OLIMPIO – Crônicas & Agudas
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Ronald Reagan e o Aborto! Fonte ConsultaPrima

 

"Percebi que todos os que são favoráveis ao aborto já nasceram."

Ronald Reagan
Ex-presidente dos EUA
(1911-2004)

Adivinhe o país!

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Menopausa ou Climatério!–Fonte SnifDoctor. Maio 2016.

 

Atenção: Essas informações jamais dispensam os cuidados e a consulta com um bom médico ou médica!

Menopausa ou climatério? As principais características e diferenças de cada um

Períodos constituem fase natural da vida. Em ambos os casos é fundamental que se tenha acolhimento, acompanhamento e tratamento imediato das alterações.
O climatério representa um período natural biológico feminino que marca a transição gradual do estado reprodutivo para o não reprodutivo. Este momento de transição, porém, ainda traz muita insegurança para mulheres, principalmente em relação aos seus sintomas e o que isso significa para sua vida e saúde. Menopausa é a data da última menstruação na vida de uma mulher. Os termos menopausa e climatério muitas vezes aparecem como tendo o mesmo significado.

Por isso, a Profa. Dra. Sônia Maria Rolim Rosa Lima, ginecologista e obstetra do Hospital e Maternidade São Luiz Itaim/SP, e professora da Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo, irá explicar um pouco mais sobre esse momento na vida de toda a mulher:

1.O que é climatério e menopausa?

O Climatério representa a transição gradual do estado reprodutivo para o não reprodutivo. Podemos também entender como uma fase de evolução da mulher onde seu organismo, até então direcionado a gerar vida, dirige-se livremente a outros fins, possibilitando que ela desenvolva todas suas potencialidades. A Menopausa é um ponto no tempo que marca a data da última menstruação na vida de uma mulher.

Esse período constitui uma fase natural da vida, e muitas mulheres passam por ela sem queixas ou necessidade de medicamentos. Outras têm sintomas que variam na sua diversidade e intensidade. No entanto, em ambos os casos, é fundamental que se tenha acolhimento e acompanhamento sistemático que promova a saúde, a abordagem adequada, o diagnóstico precoce e o tratamento imediato das alterações diagnosticadas para que se possam prevenir futuras complicações.

2.Existe uma transformação na vida da mulher?

A passagem do período reprodutivo para o não reprodutivo ocorre de maneira gradual. Nesta fase, é possível observar sintomas e sinais que podem ocorrer no climatério. Isto envolve não apenas alterações hormonais, mas também mudanças psicológicas e sociais.

3.Quais são seus sinais e sintomas?

Ondas de calor acompanhadas por sudorese intensa são características desse período, ocorrendo com frequência durante a noite e resultando em piora da qualidade do sono. Podem, ainda, ocorrer palpitações, enxaqueca e cansaço fácil. Mais tardiamente, existem sintomas urinários e ressecamento e desconforto vaginal, podendo levar à dor nas relações sexuais que, acompanhada na diminuição da libido, costumam conduzir a uma piora da qualidade de vida sexual.

4.A saúde pode ser afetada?

Nesta fase, identificam-se sintomas decorrentes da queda da produção de estrogênio na grande maioria das mulheres, o que pode provocar, inicialmente, irregularidades menstruais, hemorragias disfuncionais e diminuição da fertilidade; podendo ser acompanhado das instabilidades vasomotoras (ondas de calor e suores noturnos), alterações emocionais (destacando-se a depressão, a ansiedade e a insônia), decréscimo da libido, dor durante o ato sexual e distúrbios urinários; e, no longo prazo, osteoporose, aumento do risco de doenças cardiovasculares e cerebrais.

5.Como atenuar os sintomas e evitar riscos à saúde?

Existem diversos esquemas de terapia hormonal (TH) que tratam os sintomas vasomotores durante este período. O sucesso no emprego da terapia hormonal está intimamente ligado ao conhecimento adequado do médico, dos diferentes tipos de hormônios que podem ser utilizados, assim como as doses, as vias de administração e os esquemas terapêuticos, procurando identificar as necessidades de cada mulher. Outros medicamentos também podem ser indicados naquelas com contra indicação a terapia hormonal, e o uso de fitomedicamentos também tem sua indicação.Além disso, é fundamental ter uma mudança do estilo de vida, adotando a prática regular de exercícios e alimentação balanceada. A acupuntura, yoga e técnicas de relaxamento como terapia complementar, também são indicadas

 

Influências!–Entre crenças e disciplina. Edson Olimpio Oliveira – Crônicas & Agudas – 24 Maio 2016

 

2016 – 05 – 24 Maio – Influências – Entre crenças e disciplina – Edson Olimpio Oliveira – Crônicas & Agudas – Jornal Opinião

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Influências! – Entre crenças e disciplina.

 

S

em saudosismo e pieguices tão comuns em ‘falar do meu tempo’, hoje ao acordar ainda digerindo um sonho, lembrei-me dessas cristalizações da minha infância, como de muitos meninos e meninas da distante Viamão onde quase todos se conheciam. “Nunca conte o sonho (ruim) antes de comer ou beber alguma coisa. Até um gole de água serve. Senão pode se realizar!” vaticinavam os mais experientes e sofridos. Geralmente depois de completamente acordado e com um bom café com pão caseiro e manteiga que ajudávamos a fazer, uma chimia de lamber os dedos e o aroma que tomava toda a casa com café passado pelo saco de pano no bule, o medo, o pavor ou as angústias diminuíam ou até desapareciam com o espírito aguçado para brincar ou ter que ir para o Grupo Escolar Setembrina sacudindo o cartapácio de brim listrado.

 

Crônicas & Agudas

 

Jamais fique olhando um enterro desaparecer na esquina” – outro alerta. O risco de ficar olhando para o defunto e seu cortejo esconder-se na curva trazia o risco fatal “da mãe morrer”. “Caminhar de costas” pode “matar a mãe”. Impossível uma dor maior do que viver sem a mãe e sendo o causador de sua morte. Acredito que o ‘caminhar de costas’ e o temor seriam para afastar acidentes, mas e o cortejo fúnebre? A ofensa mais grave era “filho da p.”, mas um dia um órfão disse-nos: – “Melhor ser filho da p. e ter mãe do que não ter mãe como eu!”. Imaginem a vergonha e a dor solidária dos colegas. Dizer “nome feio” (palavrão, impropério) além de ser pecado trazia a imagem de ‘sangue ruim’ ou endemoniado. O nome mais feio deveria ser do Diabo, Lúcifer ou Satanás. Pessoas foram excomungadas e queimadas por isso em outras eras. A interpretação de trecho bíblico de “fale na coisa ruim que ele te acompanhará", trazia o temor e a sombra do pecado. Estendia-se o entendimento para ‘nomes feios’ de muitas ordens.

 

Cr & Ag

 

Se o que vais ouvir te causará dor, então não me pergunte!” Mentir jamais. Por pior que seja o ato, mentir nunca. A mentira aumenta a culpa e estende a punição. Durante uma aula numa universidade do outro lado do mundo, a professora brasileira (e carioca), residindo e trabalhando com o esposo naquele país há vários anos, ensinava-nos a nos portar e comportar. “Esse povo odeia a mentira. Se envolveu num acidente de trânsito ou em outra coisa, quando o policial te perguntar conta tudo sem mentir!” – alertava gravemente. O jeitinho safado do brasileiro que ‘leva vantagem em tudo’ sempre foi incorreto ou até criminoso. Nossos pais ensinavam a não mentir nunca. Viam-se coleguinhas de escola com as bocas queimadas, ardidas de pimenta por mentir ou com os joelhos cascudos de castigos?

 

Cr & Ag

 

O catolicismo predominava oficialmente na nossa vida. Padres iam a velórios e encomendavam as almas rotineiramente nas igrejas e nas casas. Jamais se escutava música ou comia-se carne na sexta-feira santa. O sinal da cruz era evidente nas mãos e nas faces e até a pouco tempo nos atletas antes da competição. E ninguém desdenhava ou tripudiava. Essa ‘coragem’ acontece contra os católicos principalmente que dão “a outra face”. Ninguém ousa tripudiar ou afrontar a fé de um muçulmano, por exemplo. Temia-se o pecado que parecia tão fatal quanto um tiro de carabina. Não se moldavam santos, mas acreditava-se que seriam menos tortos na idade adulta, principalmente. E os erros, crimes e pecados teriam punição real aqui e depois, jamais essa canalhice de que facínora é “o produto da luta de classes”, sendo o assassino contumaz e o estuprador uma “vítima da sociedade de consumo”, nessa visão deformada e perversa.

Crônicas & Agudas! Aquecendo mentes e corações.

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