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Estupro! Parte 3–Conclusão. Edson Olimpio oliveira. Crônicas & Agudas. 21 Junho 2016.

 

2016 – 06 – 21 Junho – Estupro – Parte 3 Conclusão – Edson Olimpio Oliveira – Crônicas & Agudas – Jornal Opinião

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Estupro! Culpas e/ou Responsabilidade.

Parte 3 – Conclusão

“Nada do que é humano me é estranho”. A frase é de autoria de Publio Terêncio Afro, dramaturgo e poeta romano (195-159 a.C.).

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“Preciso sempre invocá-la toda vez que tomo conhecimento de certas desumanidades cometidas pela nossa espécie. Estupro, pedofilia e canibalismo estão entre as principais barbáries que me são difíceis de compreender como ações do homo sapiens “civilizado”. O seu caráter bestial, primitivo, bárbaro e incivilizado nos provoca imensa repulsa por percebermos que os piores aspectos dos nossos antepassados simiescos ainda estão presentes entre nós em pleno terceiro milênio. Tanto quanto estão nas regiões mais obscuras da mente de cada indivíduo, ou seja, nas nossas piores emoções, em nossos mais graves temores e nos mais terríveis pesadelos. Na real impossibilidade de oferecer a todas as pessoas o crescimento ideal em um ambiente de pleno bem-estar que gerasse apenas pessoas sem males, torna adaptativo a nossa preservação organizada, uma forte reprovação social, a repressão e punição destes crimes para que a permissividade não passe a vigorar e estabelecer o avesso do processo civilizatório. ”

Dr. Luiz Gustavo Guilhermano é Médico Psiquiatra e Professor Universitário.

 

Crônicas & Agudas

 

clip_image004“Somos o resultado do que nos ensinaram, do que vivenciamos e vislumbramos, mas nos tornamos mesmo o que escolhemos ser. Não somos nossos pais e nossos filhos não se tornarão nós mesmos. Não. Mas para que nossa escolha seja legítima, deve ser garantido nosso direito – sejamos ele ou ela – de ter voz. Além disso, toda voz deve receber igual atenção, não importa de que gênero ela emane. Somos diferentes, mas não podemos ter nossa liberdade de escolha hierarquizada por nosso sexo. O homem que estupra uma mulher fez uma escolha. À mulher que sofre violência sexual, ao contrário, não foi dado o direito de escolher.

Chega facilmente aos nossos ouvidos o grito cruel da violência praticada pelo criminoso, mas é nosso dever perceber também os sussurros da discordância da vítima. No Brasil, uma em cada duas mulheres já sofreu algum tipo de violência física, sexual ou abuso praticado por um homem. O estupro é responsabilidade do delinquente, mas a prática só se mantém por culpa de todos que se fazem de surdos ou preferem não falar sobre isso. ”

Sabrina Nunes Dalbelo, mulher, escritora, servidora pública do Ministério Público Federal, que fala e escuta. Você me ouve?

 

Crônicas & Agudas

 

            “Acredito que o termo adequado não seja “culpa”, tampouco “responsabilidade”, mas quando a mulher se coloca, conscientemente, em situação de extremo risco e vulnerabilidade, não há que se negar que a mesma esteja criando condições favoráveis para que o agressor aja. Usar roupas curtas ou que evidenciem seus atributos físicos, portar-se de maneira sensual ou mesmo “sexual” (muito divulgado nos famosos bailes “funks”, por exemplo), frequentar locais onde sabidamente existe maior perigo (baladas, bares masculinos, festas de traficantes, lugares “abandonados”, e etc.), drogar-se e alcoolizar-se, de modo algum “dá direito” a alguém violar seu corpo, muito menos trinta pessoas, no entanto há que se admitir que todas as condições favoráveis foram criadas e que dificilmente você sairá ileso se insistir em colocar sua mão sobre uma fogueira.

Da mesma forma que protegemos um bem valioso, como um colar de diamantes, por exemplo, que obviamente não usaríamos em um baile funk, por razões óbviaclip_image006s (sem falso moralismo, nem preconceito), devemos orientar nossas jovens a resguardarem da mesma forma seu bem mais precioso. Fazendo isso elas estarão imunes à violência sexual? Não, mas certamente estarão menos expostas. Em uma sociedade onde o estupro é sabidamente um dos crimes mais presentes, continuar defendendo que as mulheres podem usar o que quiserem e portarem-se da maneira que bem entenderem devendo ser “respeitadas” de qualquer forma, não apenas é uma ingênua ilusão, como chega a soar pouco inteligente, para não dizer irresponsável. ”

Dra. Cynthia Cunha de Oliveira é Médica, Cirurgiã-Geral, mãe e mulher.

Crônicas & Agudas

Os leitores de Crônicas & Agudas nos acompanharam nessas três semanas em que homens e mulheres, cidadãos e cidadãs de locais e profissões diferentes, mas todos com sentimentos, opiniões e com mensagens de seus corações para todos nós. Instigamos sempre o raciocínio ancorado na dignidade de corpo, mente e alma, assim como na disciplina, no amor e na humildade a serem cultivados e amparados. Formem suas próprias opiniões e estimulem a proteção de quem vocês amam. E a punição exemplar dos criminosos, sem o ranço de ideologias nefastas.

Na ordem das possibilidades, continuaremos publicando textos assinados por colaboradores especialmente convidados. Sugira temas.

Estupro! Culpa e/ou Responsabilidade. Edson Olimpio Oliveira. Crônicas & Agudas. 14 Junho 2016.

2016-06-14 Junho - Estupro Parte 2 - Denise - Lúcia e Varlete

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A sexualidade do brasileiro. Fonte Univadis. Junho 2016

 

“Brasileiros têm uma média de 3 relações sexuais por semana”

Segundo pesquisa, brasileiros têm 3 relações sexuais por semana em média

“Segundo pesquisa, a média é baixa para homens, que gostariam da média de 7 relações por semana”

“Pesquisa mostra que brasileiros afirmam ter, em média, 2,9 relações sexuais por semana – mas que desejam ter 5,5 relações por semana. Os números fazem parte da pesquisa intitulada Mosaico 2.0, realizada pela psiquiatra Carmita Abdo, coordenadora do Projeto Sexualidade (ProSex), do Instituto de Psiquiatria do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da USP.

O levantamento é uma atualização da pesquisa Mosaico Brasil, de 2008, e ouviu 3 mil brasileiros de sete regiões metropolitanas do país: São Paulo, Belo Horizonte, Rio de Janeiro, Salvador, Belém, Porto Alegre e Distrito Federal. A média dos entrevistados, 49% de mulheres e 51% de homens, tinham entre 18 e 70 anos, com média de 35,5 anos.

Já adultos em relações estáveis são acometidos pelo excesso de trabalho, preocupações com as finanças e filhos pequenos. “E quando esses filhos crescem, o que atrapalha é que a mulher entra em climatério, onde a disponibilidade sexual é menor. Isso justifica inclusive que a frequência sexual do homem é maior do que a da mulher na média”, diz a especialista.

Segundo a pesquisa, homens têm 3,15 relações por semana, contra 2,65 que as mulheres têm. Enquanto expectativa, eles gostariam de ter a média de 6,48 relações por semanas e elas, 4,58. Segundo Carmita, enquanto jovens têm mais disponibilidade de tempo, muitos não têm um local adequado ou as condições econômicas necessárias – por isso a disparidade nos dados. O estudo revelou também que 9% dos brasileiros entre 18 e 70 anos não fazem sexo: 7% das mulheres e 2% dos homens.”

Raiva em excesso faz mal ao corpo e à alma. Fonte SnifDoctor.

 

Fonte SnifDoctor.

Raiva em excesso faz mal ao corpo e à alma

Há dias em que nada está ao seu favor. Os faróis no trânsito estão vermelhos. Todos esbarram em você. Tudo é mais lento e demorado. Você se atrasa. Leva bronca do chefe, da mãe, do pai e até do seu bichinho de estimação. Mesmo levantando da cama com o pé direito, o mundo desabou nas suas costas e é inevitável: a raiva aparece acompanhada de um turbilhão de emoções. Em pequenas doses é inofensiva, até nos ajuda a mobilizarmo-nos para uma ação; em excesso, esse sentimento é prejudicial e pode colocar sua saúde em risco.
De acordo com a dra. Sonia Brucki, membro do Departamento Científico de Neurologia Cognitiva da Academia Brasileira de Neurologia (ABN), vários neurotransmissores são envolvidos, como noradrenalina, serotonina, acetilcolina e substancia P, cuja ação em diferentes receptores cerebrais provocam ações distintas nos locais do circuito envolvido na geração e controle da raiva. “As estruturas são o hipotálamo, amígdala e os lobos frontais. Estas áreas são ligadas à sobrevivência das espécies, responsáveis pelos comportamentos de defesa e ataque”, explica.
O problema começa quando sentimos raiva demais, prejudicando o convívio social e a saúde, acarretando em sintomas mentais, como depressão, e até físico. De forma constante, os males ao indivíduo podem surgir ao longo do tempo em manifestações como cansaço, falta de memória e até problemas gastrointestinais. “Em geral, as situações geram estresse crônico, afetando a imunidade e, em casos agudos, pode reativar herpes labial, por exemplo. Inclusive queda da imunidade pode ser secundária a alterações no corticoide endógeno do próprio organismo”, informa a especialista.
Aliás, a expressão popular “o sangue subiu” é verdadeira, como afirma a neurologista: “Temos uma vasodilatação periférica, deixando a pele mais rosada e quente. Ocorre, ainda, descarga de adrenalina e aumento da frequência cardíaca, que dilatam as pupilas”.

Abrace a raiva
O primeiro passo para lidar bem com esse sentimento é não negá-lo. Já que está raivoso, procure entender e avaliar claramente suas razões, prestando atenção aos pensamentos que o levam a desenvolver esta emoção. Identificar o que estamos sentindo e se o motivo é real é a chave para o sucesso – sobretudo, precisamos ser conscientes para enxergar quando demonstramos reações desproporcionais aos eventos.
Sabemos que é difícil, mas respire fundo e olhe o cenário de vários ângulos, não somente o seu. Se não conseguir sozinho, consulte um terapeuta, que ensinará a lidar melhor com a raiva e a reconhecer o que desencadeia essa animosidade em você. Agir impulsivamente, por exemplo, pode levar a excessos desnecessários e a diminuir a assertividade das ações da vida

Estupro! – Culpa e/ou Responsabilidade. Parte 2–Edson Olimpio Oliveira e Colaboradores–14 Junho 2016.

 

2016 – 06 – 14 Junho – Estupro – Parte 2 – Edson Olimpio Oliveira – Crônicas & Agudas – Jornal Opinião

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Estupro! Culpa e / ou Responsabilidade. Parte 2

Continuamos a série especial com visões, com sentimentos e com as opiniões de diferentes cidadãos sobre Estupro. Forme a sua opinião. Nota do Editor

clip_image002[4] “Estamos imersos em uma Cultura do Estupro, e isso precisa acabar. A desigualdade de gêneros, aprendida desde a infância, – onde o menino que chora é chamado de “mulherzinha”- ensina que o ser humano feminino é inferior ao masculino. O jovem em formação aprende a ver a mulher como alguém que existe para a satisfação de seus instintos sexuais. Meninas são moldadas para serem objetos de desejo por uma sociedade sexista que, utilizando a mídia, veicula imagens de mulheres que se insinuam com roupas apelativas, tornando-as suscetíveis a esse tipo de abuso. Músicas e danças do tipo funk completam o quadro. Como reflexo desse problema cultural, existe uma tolerância ao estupro como sendo crime, quando comparado ao homicídio, por exemplo. Além disso, as vítimas são frequentemente responsabilizadas, mesmo por outras mulheres, por terem sofrido a agressão sexual. A maioria dos casos de estupro ocorre por parte de pessoas conhecidas da vítima. Grande parte desses abusos acontece de forma continuada, sem denúncia, por medo do agressor ou vergonha da exposição. A cada onze minutos, uma mulher é estuprada no Brasil, segundo estatística recente.

É preciso que se instale, imediatamente, a Cultura Anti-Estupro. A identificação do problema é o primeiro passo, seguido de uma campanha ativa nas escolas e meios de comunicação. O agressor deve ser denunciado, fazendo valer a legislação vigente: Artigos 213 e 217-A do Código Penal. Qualquer medida que viabilize a isenção da responsabilidade deve ser refutada pelos órgãos competentes. Não existe vítima culpada. Uma coisa invalida a outra.” Shirley Denise Jaeger de Belli – Médica Pediatra – CRM 14639

Crônicas & Agudas

Paradoxalmente, ao mesmo tempo em que o estupro tem status de violênciaclip_image004[4] e crime, se vê perpetuar na sociedade uma cultura que permite e, de certo modo, favorece os estupradores, quando discrimina a mulher, e quando minimiza o ato, se praticado contra mulheres consideradas “menos dignas” de respeito à sua integridade física e emocional. Sendo assim, o ponto central para conter essa aberração comportamental seria uniformizar o entendimento que se tem sobre o estupro, ou seja: O ESTUPRO É CRIME, sempre, independendo se é praticado contra crianças ou, aleatoriamente, contra qualquer mulher. Mas, isso posto, como combater os índices vergonhosos de estupro na sociedade brasileira? Certamente, interrompendo o processo de naturalização do machismo; mudando este perfil formativo de incentivo ao assédio, que na maioria das vezes se inicia no seio familiar e se estende para todos os meios sociais. E é importante que se diga que existem também mulheres que, justamente por esta cultura, contribuem para reproduzir estas ideias de que o homem pode transgredir, “porque seria da natureza dele” ter determinadas condutas, quando na verdade são agressivas e denotam desvios de caráter.

Temos que rechaçar os programas de TV ou cenas de novelas que incentivam o sexo agressivo, invasivo e/ou banal. Temos, ainda, que denunciar e penalizar todos os tipos de violadores, também àqueles que estão muito próximos (familiares e “amigos”), disfarçados de “cidadãos acima de qualquer suspeita”, e não somente o estuprador exposto. Pois, que fique bem claro: toda vez que o ímpeto sexual masculino se sobreponha à liberdade feminina, usando da força para subjugá-la, ou quando o mesmo ato é contra crianças (meninos ou meninas), configura-se o crime de estupro! Lúcia Barcelos, escritora eclética, presidente da ALVI-Associação Literária de Viamão/2016.

Crônicas & Agudas

clip_image006[4]“Assim como outros problemas percebidos diariamente, o estupro também pode ser considerado fruto das questões sociais que circundam o Brasil. Como desconsiderar a sociedade machista em que vivemos? Onde o julgamento sobre os atos das mulheres possui um peso absolutamente diferente quando comparado aos dos homens. Somado a isso, a educação brasileira não é capaz de dar o respaldo necessário para contornar comportamentos não éticos e direcionar os jovens cidadãos a um caminho em que os valores e os princípios sejam respeitados e devidamente valorizados. Tem-se ainda, a justiça brasileira, ou seria injustiça? Responsável pelo reconhecimento do mérito de alguém ou de algo, a justiça hoje não é capaz de cumprir com o seu dever, seja pela burocracia, pela incompetência ou incapacidade de simplesmente dar o exemplo. Quantos casos de estupro hoje são conhecidos sem que se tenha o desdobramento correto, punindo os responsáveis em busca de, no mínimo, proporcionar justiça seja para a vítima seja para a sociedade, que inegavelmente perde muito. Perde em valores, em respeito, em liberdade, em dignidade e o pior, a esperança.

Mas e então? O estupro é culpa de quem? Da vítima ou do agressor? Da sociedade despreparada ou da família que não educa? Possivelmente de todos. E por isso acredito que esse seja o resultado dos problemas sociais que hoje podemos perceber. Enquanto ignorarmos problemas como este o resultado será sempre o mesmo. Já dizia o autor: “Não há progresso sem mudança. E, quem não consegue mudar a si mesmo, acaba não mudando coisa alguma.” Varlete Caetano – Advogada

Honoré de Balzac – fonte ConsultaPrima

 

"Para os doentes, o mundo começa na cabeceira e acaba ao pé de sua cama."

Honoré de Balzac 
Escritor francês
(1799-1850)

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