Sintonias! – Edson Olimpio Oliveira. Crônicas & Agudas. Jornal Opinião de Viamão. 28 Março 2017.

 

2017 – 03 – 28 Março – Sintonias – EDS OLIMPIO – Crônicas & Agudas – Jornal Opinião de Viamão

http://www.edsonolimpio.com.br

Sintonias!

Eu sintonizo com ela! – dizia-me um amigo de jornada.

Felizes são aqueles que encontram outros seres que vibram em afinação numa música escutada, sentida, acariciada pela nossa alma imortal. Quantos passam por toda uma existência sem encontrar outras pessoas que lhes sejam compatíveis, que não vibram com elas ou que, como a busca de uma melhor recepção pelo dial do rádio, não encontram uma melhor sintonia? E nem precisaria ser perfeita. As pessoas se atraem por uma série imensa de motivos, fatores ou sentimentos, como a ideação de vida, de religião ou de filosofia, até de política. Outros pelo tipo físico ou singelos detalhes corporais. Quantos pela música?

Crônicas & Agudas!

Prefiro as morenas com o cabelo bem encaracolado e de lábios generosos, com olhos grandes e cintilantes, a cintura deve ser pequena e… que fale o necessário! – Ops, talvez o amigo tenha pisado na bola e escorregado na vaselina nessa derradeira afinidade. Há quem preconize que nunca se fala demais ou de menos, somente o necessário de cada um. Observe que inicialmente os componentes do retrato traçado no íntimo desse homem configura um modelo de pessoa que lhe serve para iniciar e acalentar a busca de novas afinidades.

Cr & Ag

Sabemos que na natureza tudo vibra. Até uma rocha ou uma barra de metal mantém uma vibração oculta para nossos mais visíveis sentidos. Opostos se atraem. Iguais se repelem! Lembra alguma aula de física? Serve para os humanos? Você, como a maioria das pessoas, sentiu-se muito bem em algum lugar, num ambiente, na presença de alguém. E o contrário? Há criaturas e ambientes que nos causam dor, sofrimento físico, mental e espiritual. Ali nos sentimos mal. Talvez até comece por um bocejar inadequado, uma cefaleia ou uma náusea. Lembra de algo assim? Alguma pessoa que em nossa presença e até pode ser algum parente que “damos graças a Deus” quando nos afastamos. Podemos misturar ou acoplar as leis da física, da quântica ou da espiritualidade para explicarmos essas inúmeras situações reais.

Cr & Ag

Observe como os animais estão em sincronia com os humanos. E os vegetais? A tradição ensina que certas pedras, como cristais, e plantas tem atividades para mudar a vibração e afinar a sintonia de ambientes e de pessoas. Uma paciente relatou que sua cunhada, principalmente quando lhe visitava, era um problema. Estragavam-se eletrodomésticos, no fogão entupiam os bicos, a geladeira aquecia, o cardeal caía crista, o cachorro ficava irritado e por vezes adoecia, alguma criança tinha febre e vai por esse caudal de dissabores. A conversa da criatura já era ruim, pois apetecia falar dos outros parentes ou conhecidos, dar palpites na casa dela, enfim uma conversa adversa e tóxica.

Cr & Ag

Muitas pessoas sofrem dolorosamente quando não se sintonizam com familiares, como entre irmãos. Custa-lhes entender ou minimamente aceitar que nascer da mesma mãe, não os faz afetivos e de vida feliz. Custa-lhes relembrar do primeiro par de irmãos da Bíblia e o final de suas jornadas. Pelos caminhos e entendimentos da espiritualidade vê-se que vezes somos colocados lado a lado para que aceitemos o diferente de nós, que compreendamos, que aparemos nossas arestas pela humildade, que se evolua com amor nas diferenças. Amar o semelhante é para muitos. No entanto, amar o diferente é sempre mais difícil e até sofrido, principalmente quando o sentimento não ecoa. Sintonia é a Luz que baliza nosso caminho na evolução com disciplina, amor e humildade!

http://www.edsonolimpio.com.br

Anúncios

Campanha antipixo 3

Enviado do meu smartphone Sony Xperia™

Série A Vida! 7

Enviado do meu smartphone Sony Xperia™

Série A Vida! – 2 –

 

Vida 2 - 2017

Herói e Vilão! – Renascimento da Consciência. Parte 1. Edson Olimpio Oliveira. Crônicas & Agudas. 14 Março 2017.

 

2017 – 03 – 14 Março – Herói e Vilão – EDS OLIMPIO – Crônicas & Agudas – Jornal Opinião de Viamão

http://www.edsonolimpio.com.br

Herói e Vilão! – O Renascimento da Consciência. Parte 1.

Olho para o céu e vejo uma nuvem preta que vai passando, olho pra terra e vejo...” uma horda de ‘walking dead’ com fardamento típico: bermudão, camiseta do Barcelona ou outro time de futebol, tênis, boné e atitude de predador. Onde? Perímetro central de Viamão. No feriado de Carnaval foi mais que assustador. Andam farejando vítimas e atacando. Na região do mercado Bianchi e praça da igreja Matriz fazem o horror de quem vai às compras. “Dá cinquentinha aí tio (tia, vô, etc). Legal teu carro. Sei aonde tu mora!” Há relatos de serem vistos realmente na região das potenciais vítimas. As pessoas ficam intimidadas e há quem entregue aquilo que “pedem”. Desconheço quem “tirou um tempo” para fazer ocorrência na Delegacia. Ninguém acredita que isso vai dar em algo bom para o cidadão. A maioria já tem a consciência de que nem a polícia pode (ou quer?) enfrentar esses “excluídos sociais” (jargão da esquerda e dos direitos humanos de bandidos). Há uma catequização maligna de que criminoso é “coitadinho” e seu “trabalho” ou está nessa vida “por sua causa”.

Crônicas & Agudas

Educação, saúde e segurança – é plataforma de todo político candidato. Na educação você troca de escola pública ou busca uma escola particular trabalhando mais. Na saúde, você vai aqui e ali, posto ou emergência, um cubano talvez ou até um vendedor de picolé com uniforme branco te atende ou você sangra trabalhando mais e faz um plano de saúde. E na segurança? Aí não tem jeito. Há autoridades deformadas pela ideologia esquerdista? Estariam parcelas do judiciário sofrendo do mesmo mal? E a formação pessoal de certas autoridades que vivem num mundo diferente daquele que nós meros sobreviventes e acossados mortais vivemos? Leiam o artigo do emérito Professor e Promotor de Justiça Dr. Felker no site Espaço Vital. Jamais generalizamos, mas vejam quanto tempo esperamos para surgir um juiz tipo Sérgio Moro e os demais participantes do Ministério Público e Polícia Federal entre escassos outros. Há outros nesse mesmo caminho, como andorinhas querendo verão num céu de tormenta?

Cr & Ag

Muito do que estamos hoje sobrevivendo foi gestado, partejado ou abortado por FHC, assim como continua com declarações e opiniões que constrangem quem nele votou. No governo do Lula Paz e Amor, em 2003 a nação escolheu a possibilidade de ter uma arma de fogo para sua defesa pessoal e da sua família. Venceu, mas não levou! Criaram tantas chicanes safadas que ter uma arma legalizada é quase impossível para o cidadão. O bandido tem porte e uso livre de arma de fogo e para ele é liberada a pena de morte do cidadão honesto. A polícia e o cidadão devem estar do mesmo lado e na mesma trincheira e jamais perseguir-se o cidadão que se defende. A nossa realidade – a polícia e a justiça são insuficientes para dar a segurança que o Estado deve pela constituição, pela moral e pela ética do bem ao cidadão honesto.

Cr & Ag

Na lógica da bandidagem – “prefiro ver a mãe deles chorando do que a minha, daí passo fogo”. Qualquer policial conhece isso. E você leitor e eleitor, prefere ver a sua mãe chorando e lamentando-se? A mentalidade do cidadão honesto precisa mudar antes da sua extinção. O cidadão precisa ter clareza em identificar quem quer a sua desgraça ou a desgraça de quem ama e tenta proteger. Isso passa pelo jornalista, empresa de mídia, polícia, judiciário, políticos e até na sua casa. Calcula-se mais de 70 mil dizimados nessa guerra anualmente. Entendo e aceito que pessoas tenham ojeriza por arma de fogo. Mas não aceito que essas pessoas decidam que não temos o direito da autodefesa. E você? Nem o governo e suas instituições, quando são absolutamente incompetentes ou insuficientes para me dar a Segurança constitucional, podem impedir a minha sobrevivência ou privilegiar o criminoso (ou seria algum direito adquirido do facínora?). Jamais agredimos ou pregamos a desgraça de outro ser, mas queremos a Lei protegendo o cidadão e as instituições e nunca que a democracia sirva de abrigo ou salvaguarda para criminosos. “Em dúvida, pró cidadão honesto e sua autodefesa”, dizia-me um amigo.

www.edsonolimpio.com.br

Rescaldo do Arroto!–Lendas e Realidade. Edson Olimpio Oliveira, Crônicas & Agudas. 28 Fevereiro 2017.

 

2017 – 02 – 28 Fevereiro – Rescaldo do arroto – EDS OLIMPIO – Crônicas & Agudas – Jornal Opinião de Viamão

http://www.edsonolimpio.com.br

Rescaldo do Arroto! Lendas e realidades.

Conta-se que durante um evento importante, um magrão com perfil de hippie de esquerda perguntou ao emérito escritor Ariano Suassuna se ele também considerava o rock um som universal. O escritor encarou a criatura e a plateia fez silêncio: – Meu filho, som universal só conheço três: o espirro, o peido e o arroto! Foi para a história. Na eructante coluna anterior ficou claro que o nosso competidor venceu com folga o embate do maior arroto e somente não está no livro dos recordes porque o viamonense é uma criatura modesta, humilde nas suas glórias. O Ivécio casou e ficou cunhado do maior motociclista dessa terra sangrenta, menos pelas batalhas e mais pela carneação e churrasco de vala, o Luizinho Zavarize. Infelizmente Ivécio morreu jovem e hoje está no firmamento.

Crônicas & Agudas

Onde termina o homem e onde começa a lenda. Voltamos a ser uma terra de sangue, o sangue dos cidadãos caçados pela bandidagem. Era uma época que cada casa tinha uma arma. Era uma espingarda calibre 12, 16 ou 20 que também usada para as caçadas de marrecão e de marrecas, “enquanto aves”. Vários tinham revólveres e muitos portavam no dia a dia como o saudoso amigo Fraguinha, tio da doutora Varlete. Bom uma barbaridade, mas não se arredava duma escaramuça e não carregava desaforos para casa. Bandido não criava raiz aqui, desde os tempos do enérgico Capitão Ozório, Mércio, Alcione e passou pelo delegado Carivalli. Vagabundo temia a polícia. Viamão teve presídio onde hoje é o Banco do Brasil, depois às margens do Lago Tarumã (sem poluição) e aqui na rua 2 de Novembro, nas franjas do cemitério. Os presos até jogavam futebol e vôlei na mesma pracinha que eu e a gurizada.

Cr & Ag

Hoje criminoso é “vítima da sociedade capitalista e invasor é deserdado do campo”. Havia assaltos e crimes de todo o tipo, mas quem não morria pela mão da vítima e de sua família, nem da polícia, acabava no cadeião do Gasômetro. E muitos não voltavam de lá. Há quem respeite o que teme. Sentava-se nas noites de calor sufocante nas praças e com as casas abertas. Namorava-se na praça. Ia-se e voltava-se com toda a tranquilidade dos bailes no Clube dos Casados, hoje Juvenil (?). Brincadeira da gurizada era arrotar, soltar pião, jogar taco, nadar no riacho Fiuza, pescar no Lago da Tarumã, jogar futebol no matadouro dos Pinto, na descida da rua Pinto Bandeira ou do Darci da Cachaça. Mordida de cobra? Tinha soro na pecuária do Abidu Flores, hoje a criatura rola pelos plantões e pelos cubanos que ninguém provou que são médicos.

Cr & Ag

Arroto também era sinal de valentia. Numa bola dividida, as criaturas se encaravam e o que arrotasse primeiro e maior geralmente levava vantagem, sem cuspir no chão e passar o pé. Tinha uma velha na Lomba da Tarumã que arrotava carniça. Entende? Podia comer a comida do Lula e do doutor Khalil, ou do FHC, arrotava de espantar a cachorrada. E olha que cachorro aguenta até mendigo bêbado. Morava solita no topo da lomba. Nenhuma casa numas 50 braças. E ali sempre ventou muito. Um guri muito genial que ainda troteia por aí (não conto o nome para preservar os feitos) “comprava” o arroto engarrafado da velha. Sim, a velha arrotava numa garrafa de vidro e colocava uma rolha de cortiça. Quando ele estava renegado para aula, abria umas garrafas nos banheiros do Setembrina. Davam férias forçadas até desinfetar. A coitada até fazia gargarejos com creolina e malva-cheirosa depois de quase sufocar o grande doutor Emílio dentista. Nada adiantou. O desfecho foi cruel. Contam que o Elmo lacrou o caixão e internou três ajudantes intoxicados depois do velório de corpo presente e público ausente. Chega de arroto, por enquanto.

http://www.edsonolimpio.com.br

Um arrotador viamonense!–Fábula e Realidade. Edson Olimpio Oliveira. Crônicas & Agudas. 21 Fevereiro 2017.

 

2017 – 02 – 21 Fevereiro – Um arroto viamonense – EDS OLIMPIO – Crônicas & Agudas – Jornal Opinião de Viamão

http://www.edsonolimpio.com.br

Um arrotador viamonense!   fábula e realidade.

Em coluna passada afloramos uma lástima dos relacionamentos humanos – o arrotador, cuspidor, guspidor, o abusivo proclamador de suas ‘qualidades’. E lembramos do ótimo entrevero de imagens e cenas de uma Viamão esvanecida nas poeiras da história. E lembrei-me de um arrotador real. Os dicionários classificam arroto como eructação ou ventosidade expelida com estrépito pela boca e oriunda do tubo digestivo. Vamos por essa picada. A moda se repete. As belas voltaram a encantar-nos com as calças boca-de-sino, as ‘pantallonas’. Muitas com a cintura baixa – Saint Tropez. Era um Brasil que fervilhava com a Jovem Guarda e os jovens curtiam os ‘embalos de sábado à noite’ nas garagens das suas casas, nos avarandados praianos ou no Buraco do Padre. Como? Não sabe o que é o Buraco do Padre? Tudo bem, nem todos nascem simultaneamente ou curtem o Colorado. Na construção da Igreja da Viamópolis, após concluídas as fundações e a chapa de concreto que seria o piso da igreja, aquele imenso porão era usado pelo padre para festas, quermesses e reuniões dançantes. Há quem viu o padre cantando que “Vá tudo (de ruim) pro inferno”. Eu não vi. Ali lasquei umas cordas de guitarra enganando. Essa é outra lenda.

Crônicas & Agudas

Voltamos ao arroto. Sabe-se que arrotar após a refeição em certas culturas significa ter apreciado muito a comida e elogiar ao dono da casa e à cozinheira. Quanto maior o arroto, maior a satisfação. Um candidato escapou um arroto durante almoço na casa de um Goulart na Faxina. Isso foi ofensa. E da braba. O velho pegou o mango pendurado na guarda da cadeira e saiu lasqueando a criatura até a porteira. E quem quis apartar apanhou junto. Lenda? Não se elegeu. A gurizada entremeava um grito de Tarzan, o rei dos macacos, com um arroto saltando de um cipó ou de uma corda no ‘caudaloso’ rio Fiuza. Imitar Johnny Weismuller não era nada fácil, mas arrotar já era mais leve. E a coisa cresceu enquanto durou a ‘onda’. Outros mais ‘taludos’ esnobavam os menores.

Cr & Ag

O colega Zé Dubin foi um emérito negociante de gibis na praça da Borracheira e nas matinês do Cine Ideal, que pertenceu aos Toffoli, família do doutor Bruno, dentista. Sabe-se que ganhou uma sacola de gibis apostando no melhor e maior arrotador. Sim, até havia competição. O cara ganhava fama na Lomba da Tarumã e já desafiava o arrotador do campo do Tamoio. Meu primo Silmar era temido. Havia o Pelé dos arrotadores – Ivécio era o nome que embalava a temível criatura. Era um magrão das costas arqueadas que morava ali na descida do Tamoio. Um apoio elucidativo – Tamoio é um vitorioso e inconquistável time de futebol da Primeira Capital de Todos os Gaúchos. Uma lenda no esporte bretão, que por ciúme e temor da dupla da Grenal, foi caçado quase à extinção. O Ivécio fez fama e quase fortuna. Há uma lenda urbana que atribui ao Ivécio acordar o povo do Centro da cidade pela madrugada e correrem para a praça, pois algum gaiato propagou que seria terremoto.

Cr & Ag

Outra dessas inúmeras estórias sobre o maior arroto da grande Viamão (outra explicação: a grande Viamão compreende um território marcado ao norte por Laguna no Tratado de Tordesilhas, ao sul por Colônia do Sacramento, a oeste pelas missões castelhanas e ao leste pelo oceano Atlântico até aonde a vista não toca). Então “historiemo o causo”. O jornal Correio do Povo e as rádios Farroupilha e Guaíba mandaram repórteres. Escalaram de juiz do embate ao experiente e arguto Passarinho. O mostardeiro Panca foi observador internacional da Mostardas Press. E o povo se reuniu na praça Júlio de Castilhos, ali onde implantaram a Prefeitura mais tarde aproveitando o deslocamento de terra do combate. E de Carazinho, das corridas de cancha reta do Tio Brizola, veio um xiru, meio índio, meio castelhano, com cruza de bagual chileno. E na melhor de três (arrotos) do Ivécio derrubou o sino da torre da Igreja e deixou a centenária borracheira sem nenhuma folha. Duvidam? Ver ao vivo eu não vi, mas conto pela boca dos outros e tá aí o primo Haroldo que não me deixa mentir sozinho. E o Passarinho cantou a parada!

http://www.edsonolimpio.com.br

Entradas Mais Antigas Anteriores