Epítetos Infames! Edson Olimpio Oliveira. Crônicas & Agudas. Jornal Opinião. 25 abril 2017.

 

2017 – 04 – 25 abril – Epítetos Infames! – EDS OLIMPIO – Crônicas & Agudas – Jornal Opinião

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Epítetos Infames!

Até poderemos concordar, mas jamais gostaremos de ouvir’! Escutou essa frase antes? Provavelmente nessa ou em outras versões. Veja quando uma professora chama a mãe à escola e desenrola um rosário de queixas e reclamações sobre seu filhote amado. Qualquer um de nós que esteja centrado na racionalidade (isso não vale para os obsidiados na defesa de criminosos da Lava Jato) verá os defeitos e as faltas de melhores qualidades mesmo em nossos filhos, mas daí que um estranho ao ninho nos aponte… Na realidade, estamos vendo nossos defeitos serem expostos à luz da execração parcial ou completa. Seguindo essa trilha de entendimento verificamos que vemos e comentamos (entre nós) os defeitos (até graves) da nossa cidade. E como têm!

Crônicas & Agudas!

Meu saudoso tio Carlinhos, que também foi taxista viamonense, carregava um passageiro para Porto Alegre. Desde a tomada do carro sob os ancestrais cinamomos que delineavam a “praça de autos” ali onde hoje está a Caixa D’ Água, a criatura desancou a falar mal de Viamão. Seu Carlinhos fazia um silêncio reprovador. Não adiantava, pois o homem estava ensandecido como o pessoal nas tribunas da Assembleia Legislativa gaúcha. E lá pela Lagoa da Lomba do Sabão, antes do acesso à Vila Santa Izabel, a criatura disparou a bomba atômica final: – Viamão é o cu do mundo! Seu Carlinhos não mais se conteve. Parou o “carro de praça”, desceu, abriu a porta do passageiro e pegou o homem pelo pescoço tirando-o do carro. E gritou: – E tu é a merda que esse cu cagou! Observação do Cronista – o realismo das palavras se impõe em respeito ao ocorrido, à história e seus atores verídicos.

Cr & Ag!

Oooo Carteira de Viamão! Viamão ganhou a fama de ter os piores motoristas. Em qualquer situação que geraria uma ofensa, o mais rápido gatilho (ou a mais rápida e afiada língua) disparava – Carteira de Viamão. Baita desaforo! A inundação de motoristas ruins de todos os lados e muitos sem lado amainou essa agressão. Um amigo filosofava olhando a destruição da nossa Igreja Matriz. Aquela que foi um dos mais belos templos católicos e orgulho de nossa cidade, estampa das melhores fotos e imagens, sofreu uma destruição sem par. Incompetência dos padres, dos gestores, do Patrimônio Histórico ou do próprio povo viamonense? Dizia ele: – Essa gente não se ajuda! Enquanto duas mulheres estacionam seus corpos na faixa de segurança para trocarem ósculos (sempre esperei usar essa palavra!) e atualizarem a agenda, enquanto os motoristas, com o sinal livre, não podiam avançar.

Crônicas & Agudas!

E não se ajuda mesmo! “A Pátria dos Pichadores” segue essa toada macabra. Hordas de delinquentes, criminosos travestidos de arte urbana, destroem impunemente o patrimônio público e privado, além de destruir qualquer beleza. “O Esgoto da Cidade” ou a “Lagoa de Decantação do Estrume” – outro patrimônio da beleza da cidade, o Lago da Tarumã, tem recebido criminosa e impunemente os esgotos da cidade. Que sina! Tentam maquiar, fazendo alguma retirada de aguapés sem ir à causa da desgraça. Piora com a delinquência crescente a sua volta – talvez seja da turma da “justiça social” que acha ser um bairro nobre, abastado, rico e deve aguentar a revolta do proletariado. O “Inferno do Som”! – Ahaaa, tu mora lá no Inferno do Som! – Dizia um pouco alegreportense. Os “estrangeiros” não acreditam que aguentamos, suportamos esse inferno de som abusivo e criminoso nas lojas e carros de som. E carros com som esquizoide. Certamente nossos vereadores, administração da Prefeitura e autoridades devem achar algo belo. Insólito, mas belo! Bizarro, mas belo! Pelo menos, podemos eliminar, jamais comprar desses comerciantes que não nos respeita. E o resto? Apelidos, alcunhas, cognomes podem marcar com ferro em brasa. Como os codinomes Latino, Amante e dezenas de outros na Lava Jato.

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Reflita!

 

ET - 2016-08

O raio não cai no mesmo lugar duas vezes! – Edson Olimpio Oliveira. Crônicas & Agudas. Jornal Opinião. 18 abril 2017.

 

2017 – 04 – 18 abril – O raio não cai no mesmo lugar duas vezes – EDS OLIMPIO – Crônicas & Agudas – Jornal Opinião

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“O raio não cai no mesmo lugar duas vezes”!

U

ma das nossas habilidades é dizer e repetir à exaustão alguma frase ou até mesmo qualquer bobagem e “acreditar” naquilo que dizemos. Observe! É da natureza humana a necessidade de acreditar, principalmente naquilo envolto na névoa da ignorância ou da idolatria. Eis que há sempre alguém que associará o nome de Deus ou de alguma santidade para revestir e blindar a sua expressão ou a sua frase. Aqui a situação se complica, pois a incredulidade supostamente despertará a fúria divina e a via do inferno estará pavimentada para a criatura crédula ou subnutrida da racionalidade. Outra forma de afirmar e fazer com que o crédulo ‘se convença’ é o poder do grupo ou o espírito de boiada. A juventude é um campo fértil e adubado pela estupidez refratária e desculpável. A absolvição terá a certeza de que “quando jovem se faz e se acredita nessas bobagens”.

Crônicas & Agudas!

“Deus não joga, mas fiscaliza”! – repetem os amantes do esporte bretão. Um jogador forrado de razão exterioriza a certeza de que “mais adiante Deus vai corrigir isso aí…” Essas três derradeiras palavras externam a sua fé ou a sua simploriedade, ao que outro ataca: – Com tanta coisa para se preocupar, com tanta criancinha para salvar e curar Deus vai perder tempo com um jogo de futebol. Outro vai no atalho: – Se mandinga, saravá, batuque, reza e promessa braba desse resultado, o campeonato baiano terminava em empate. Nas trovoadas dizem que “São Pedro está jogando bocha” e que o raio “é um mandado” divino ou do chifrudo de pés de bode. O raio ainda pode ser Thor, que não o filho do Eike Batista e semideus do sucesso petista, esmagando a sua bigorna, moldando o aço para as batalhas no Valhala.

Cr & Ag

De analogia em analogia, semelhança em pseudo-semelhança vamos engatinhando nos refrãos que nos soam como verdades. Também é do espírito brasileiro buscar “um salvador da pátria”. Sem golpe! Precisamos de algum espantalho que afaste as pragas e os predadores da nossa lavoura, nossa amada lavourinha chamada Brasil. Ou Rio Grande do Sul! Ou Viamão City! Pensaste em estupidez? Ou falta de melhor educação? Ambos? “Devagar se vai ao longe”, dizia um atolado na faxina com os urubus dando rasantes a sua volta. Coisas do Brasil em que os partidos comunistas são democráticos e “lei é o malido da lainha”. Medonha como “briga de foice no escuro”. “Na época do Lula não tinha essa crise toda, a culpa é do golpe”! Escutou essa?

Cr & Ag

Tudo que está aí para cegos enxergarem, surdos escutarem e mudos falarem aconteceu num raio que caiu ou pelo “gorpe deles”? Ou as consequências do maior esquema criminoso de ladroagem rapinado em qualquer país civilizado (ou que esgravate para ser!) escancarou as comportas da crise e das dezenas de milhões de desempregados? Sem amores ao Sartori et all, mas os salários não são pagos por absoluta má vontade do Governador? Se o “homem mais honesto que Cristo” fosse uma real e inabalável verdade, também não seria o maior incompetente (ou imbecil?) da história, com tudo que aconteceu a sua volta e várias vezes provado e comprovado e nada (Nada!) sabia? Sendo que ao mesmo se atribui uma inteligência superior.

Repetir e repetir o erro. Votar e novamente votar. Eleger e reeleger as mesmas biscas e às pencas em todas as esferas da vida pública. Ou as criaturas que tanto condenamos estão em seus cargos por um raio que caiu no mesmo parlamento e no mesmo palácio? Errar e aprender é da nossa alçada e até necessidade. Viciar-se no erro é doentio do corpo e da alma, quando pessoal destrói um lar e uma família e quando coletivo arrasa um país e sacrifica gerações.

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Série A Vida! –5-

 

Vida 5 - 2017

Dar nomes aos bois! Edson Olimpio Oliveira. Crônicas & Agudas. Jornal Opinião. 11 abril 2017.

 

2017 – 04 – 11 Abril – Dar nomes aos bois – EDS OLIMPIO – Crônicas & Agudas – Jornal Opinião

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Dar nomes aos bois!

S

eria o cronista mais um carreteiro de letras que cangadas formam palavras, que se encarreram em frases? Talvez. Muito eu gostava de andar de carreta puxada por uma junta de bois na estrada que dava acesso ao campo dos Guimarães (Alcides, Lídio e o Orozimbo, de apelido Bebeca), no fundão da Boa Vista, zona rural de Viamão City. Sentado com os pés balançando e por vezes arrastando-os pela água que inundava ou cruzava a precária estrada ladeada pelo campo e noutros momentos pelas lavouras de arroz. Quase tudo para uma criança é motivo de festa e andar de carreta só tinha beleza e magia. Os bois sempre tinham nomes e tenho quase certeza de que cada um sabia e entendia as ordens (ou súplicas?) do carreteiro. Uma longa vara de algum tipo de madeira com um prego em sua ponta – a aguilhada – tinha seu cabo ou empunhadura lustrosa das mãos do homem e servia para guiá-los. A carreta andava numa marcha e num balanço em que o tempo quase parava. Talvez até parasse um pouco para desfrutar dessa maravilha sem a pressa que hoje nos ataca e acomete.

Crônicas & Agudas!

Ao rangido das imensas rodas cortando o solo arenoso ou barrento com a moldura da grama verde, eu escutava a voz do carreteiro: – Jaguuunço! Oooooo! Encarnado! Oooooo! A aguilhada cutucava alguma parte do corpo do animal ou batia ritmada nas aspas do bicho. A rédea devia servir para mais alguma coisa, mas os bois entendiam o sotaque do homem e seguiam a sua sina. Um dos bois era o ‘chefe’ e o outro o vice, também eleitos pelas suas aptidões. “Eles não conhecem a sua força, se soubessem não puxavam carreta”, dizia o seu Aldo Cabeleira, meu pai. Outras juntas de bois e outros nomes e outra harmonia naqueles imensos animais, dóceis quando cangados e ariscos ou perigosos quando soltos a campo. O Jeep Willys do seu Aldo gemia com tração nas quatro rodas e marcha reduzida engatada para vencer os atoleiros e eventualmente perdia a batalha contra o barro viscoso. Se era muito gostoso ver o jipe lutando com os atoleiros e com a água entrando pelas portas, era fantástico vê-lo “atolado até o gargalo”. Era aqui que a festa iniciava. Iriam pedir socorro para um dos três irmãos e logo estariam com uma junta de bois rebocando o jipe ou a carreta para nos levar ao acampamento para caçar e pescar. E os bois faziam aquilo que não havia tratores confiáveis à época para fazer.

Cr & Ag

Tinhoso, Ooooo”! – como escolhiam os nomes? Acho que o sujeito ali no campo, na natureza, onde o tempo também se arrasta no rangido da carreta e que nenhuma “graxa patente” faz andar mais rápido… Sabe-se lá como a imaginação e as associações e analogias penetram e varam a mente do homem, no entanto parece que o nome está exatamente adequado ao animal, ao seu gênio ou temperamento, ao seu tamanho e disposição, a sua liderança ou submissão. Uma orquestra em há um maestro e seus músicos da natureza, companheiros numa sinfonia em que a vida segue sua estrada e o tempo alheio as necessidades e vontades desdenha da pressa ou da preguiça.

Cr & Ag

É da natureza humana “dar nome aos bois”, para o bem e para o mal. O mundo assiste aquilo que começou com uma investigação num posto de gasolina resultar na maior operação de caça e punição aos criminosos encastelados na política brasileira e nas empresas. Ostentam pomposos nomes e obscuras alcunhas nas listas da roubalheira desenfreada. Apelidos traduzem a personalidade das criaturas que os possuem. Há dúvida? Teste com o desapego da ideologia que põe a canga e faz a submissão asquerosa e putrefata da criminalidade com lustro imperial. E a boiada é grande, muito, muito maior que as quase duas centenas de condenados pela justiça federal do Paraná e para a vergonha e o descrédito de outras justiças que tardam, retardam, prescrevem e absolvem. “Tinhoso, Oooooo”!

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PREDATOR COLORADO!

Enviado do meu smartphone Sony Xperia™

FELIZ PÁSCOA!

Páscoa AD 76 e 7720 - 2017

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