Para voar alto e ser feliz – Jornalista Elfuni Zaniol – 25 Junho 2017.

 

PARA  VOAR  ALTO E  SER  FELIZ

Percebo,  agora,  que já fui novo

Já  passei dos quarenta

Fiz, empiricamente, poesia e  poema

Porém hoje beiro os setenta

Catáfora

A partir de  agora voltarei a usar, cientificamente,

Na  poesia e  no poema

A metáfora

Por imposição divina

Entre estas três palavras

Poesia, Poema e Soneto, tudo se  afina

Anafórico, já era, catafórico serei

E no alçar voo

Voltarei  a  ser…novo

ELFUNI ZANIOL

 

Lenda afirma que a água renasce depois de velha! (foto: Reprodução/Facebook)

O Caro Jornalista Elfuni Zaniol foi premiado com a Medalha de Mérito Literário no Concurso Literário de 2017 do Sport Club Internacional, Porto Alegre, FECI (Fundação Educação e Cultura do SC Internacional) e CAPOLAT (Casa do Poeta Latino-Americano).

Nosso Mundo – A Vida 26 – Guerreira Colorada 28 – Mãos que falam 16 – 24 Junho 2017

CORINGA - 2016

Nosso mundo? Vamos mudar!

Vida 26 - 2017

Série – A Vida 26!

Tradicional corrida de noivas na Tailândia. Onde estarão os desejados noivos?

Inter 28 - Guerreira Colorada - 2017

Série – Meu Sangue é Vermelho; Meu Coração é Colorado!

A Guerreira Colorada estampa toda a apreensão com o destino traçado erroneamente para o SC Internacional.

Mãos 16 - 2017

Série – Mãos que falam! 16

Olhe! Veja! Sinta! Interprete você.

“Deus e o Diabo na Terra do Sol!” – Edson Olimpio Oliveira. Crônicas & Agudas. Jornal Opinião. 20 Junho 2017.

 

2017 – 06 – 20 Junho – Deus e o Diabo na Terra do Sol – EDS OLIMPIO – Crônicas & Agudas – Jornal Opinião

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“Deus e o Diabo na Terra do Sol!” – Uma versão atual.

Q

uando te oferecem algo muito bom, recheado de vantagens, até bom demais, desconfie. É do Diabo, ou do mal, se não agora, é lá adiante. Deus não vem te oferecer mundos e fundos, riqueza, glória ou poder. A música alerta que “quando o santo vê muita esmola na sacola, desconfia”. Deus te oferece desafios, testes para a tua Luz interior se tornar exterior. Deus te pede sacrifícios, disciplina e humildade. Deus pediu que o homem (Abraão) imolasse seu único filho no lugar do cordeiro, livrando-o no último minuto. Foi um teste supremo da sua obediência e da sua fé. Veja Cristo! De menino com propriedades únicas, de adolescente a adulto jovem. Um magrão cabeludo e de barba sedutora. Um cara bonito e cativante, por natureza. E um operário nascido na pobreza duma estrebaria, mas que conquistava pessoas e elas o seguiam. O carpinteiro curava um cego aqui e levantava um morto acolá, fazia vinho da água… Certamente uma tropa de garotas o seguiam e lhe ofereciam as suas habilidades, tal qual as marias-chuteiras. O homem que era deveria experimentar os prazeres da carne pela sua vida. Ele seguia em busca de seu caminho fazendo suas pregações e cativando, mas alguma coisa dentro dele o deixava inseguro da sua jornada de vida.

Crônicas & Agudas

Duma feita dando umas bandas pelo Mar da Galileia, não era uma Garopaba no deserto, uma galera que quando escasseava o peixe surfavam nas ondas se afinou com o carpinteiro e lhe seguiram os passos, hábitos e atitudes. As criaturas pediam cada vez mais seu auxílio para um rango legal, enxotar a lepra, se dar bem com Herodes e com os romanos e levantar um money. Aí fizeram um megaencontro com música, peixe e pão que ele multiplicou. E lhe escutaram. Ele também se ouviu e largou aquela galera e foi para a montanha mais alta para curtir uma solidão e pensar na sua vida e o que fazer dela com o monte de opções disponíveis. Lá no topo da montanha bebendo sereno e comendo raiz de arbusto ele meditou e orou. Eis que surgiu uma gata espetacular e altamente sedutora lhe oferendo prazeres dignos de imortais. Ele refugou. Surgiram outros em série lhe oferendo vantagens. Ele recusava. Surgiu uma galera de empreiteiros de pirâmides, jardins suspensos, arenas e lhe ofereceram até um camelo voador e lhe pagariam regiamente as suas pregações em prol deles nas viagens. Recusou. Vieram generais lhe oferendo os maiores e mais poderosos exércitos, imperadores lhe ofereceram reinos riquíssimos. Movimentos sociais e sindicatos gritavam seu nome e sacudiam bandeiras. Recusou. E as noites rolavam sobre os dias. Quando conseguia dormir, rolavam sonhos de poder e de glória pessoal.

Cr & Ag

Então veio o Diabo pessoalmente! “Eu era o filho mais inteligente, bonito e amoroso e o Pai me desdenhou pelo meu irmão Miguel. Não me aceitavam por ser bom demais e me expulsaram do Céu e me mandaram para prisão domiciliar no Inferno. Mas não conseguiram me dominar, pois sou mais eu. Ainda fazem campanha contra mim”. Cristo ouvia e raciocinava. O Diabo lhe ofereceu todos os reinos da terra, todo o poder abaixo dele, mulheres mais gostosas e hábeis, enfim o possível e o impossível. Cristo refugou tudo e enxotou o Diabo dali – “Vade Retro!” Em quarenta dias e quarenta noites, Deus não foi lá negociar com o carpinteiro, sequer lhe oferecer um copo d’ água ou um BigMac. Nada! Deixou-o a sua vontade para traçar a sua vida e o seu destino pelo seu livre arbítrio. O íntimo de toda a pessoa sabe o que é certo ou errado, o bem e o mal, o caminho da direita ou da esquerda, a passagem segura pelo mar ou o afogamento pelo poder e pela degradação da moral. E o Pai não interferiu na decisão do Filho.

O carpinteiro que atraía o povo, curava as pessoas, pregava o Amor, a Disciplina e a Humildade e as leis das tábuas de Moisés encontrou-se com Cristo Jesus e o equilíbrio de todos os momentos foi melhor encontrado pelo homem, ou pelo Deus que se fez homem por Amor à humanidade. Daí em diante todo mundo sabe o que rolou. As tentações jamais deixarão de existir e nos assolar para nos conquistar, mas nunca serão coisas de Deus e nossa Luz interior sempre saberá aquilo que nos move e cativa, o Bem ou o Mal.

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O Amor do seu Aldo Cabeleira. Meu Sangue é Vermelho; Meu Coração é Colorado. Histórias do Internacional. Medalha de Prata no Concurso Cultural do S.C. Internacional–FECI. 2017.

 

Histórias do Internacional

O Amor do seu Aldo Cabeleira!

Meu Sangue é Vermelho. Meu Coração é Colorado!

Por Tainha Jordans (Pseudônimo)

 

Acredito que em 1917, ano em que nasceu seu Aldo Cabeleira, o Colorado era ainda um garoto de futuro incerto que aos oito anos de idade lutava pela sua sobrevivência embalado pelo amor de seus fundadores e acalentado pelos torcedores do Povo que fluíam a sua volta. Foi no fundão da denominada Estância Grande, na zona rural de Viamão, penúltimo filho da dona Celina e do seu Olympio Carneiro, apelido que quase virou sobrenome, numa família em que mais de uma dezena de irmãos “nenhum degenerou, são todos Colorados”. Eu nasci no ano de 1951, também em Viamão, e assim começamos uma cavalgada de lutas e de inúmeras emoções, eu sempre na sua garupa nos campos em que o Colorado peleava.

Estou numa fotografia no colo de atletas com o time do Internacional que visitavam Viamão, trazidos por ele, como fez em várias outras vezes. Eu tinha algo como dois a três anos de idade. O casamento do seu Aldo Cabeleira com o Internacional foi anterior ao casamento com minha mãe Dora, mas nenhum ciúme irritava seu coração pois ela também o acompanhava no mesmo e intenso sentimento. Seu Aldo recitava em verso e prosa escalações não somente do Rolo Compressor, mas outros grandes times daquele clube que albergava em seu coração todo um universo de pessoas de todos os credos, gente de toda cor, criaturas das mais humildes aos mais abastados. Ele se orgulhava profundamente de estar no Time do Povo do Rio Grande do Sul e ali estar em casa, numa casa que não distinguia e separava seus filhos.

Talvez em 1954 tenha-se sentido um pouco em paz para aquele outro Campeão do Estado gaúcho. O time do Renner sagrou-se Campeão e ele ganhava o sustento para si e sua família ali nas Indústrias Renner, onde trabalhou quase quarenta anos, somente parando a atividade quando a doença venceu o corpo do guerreiro. No entanto, jamais vencerá à alma que sempre foi e será nos campos de Luz celestiais uma Alma Colorada e lá estará com seus ídolos e amigos. Minha mãe Dora o acompanhava aos jogos até que numa noite de intenso calor o Inter jogava com o Botafogo do Rio de Janeiro (creio) no glorioso Estádio dos Eucaliptos. Estádio mais que lotado. Torcida em ebulição. Partida acirrada. Eis que a torcida explode com os gritos de que “a arquibancada estava desabando” e as pessoas se jogam para dentro do campo. Derrubam-se os alambrados de tela. A partida se interrompe com a massa humana em desespero. Pessoas sendo pisoteadas. Dezenas de feridos. Minha mãe amada sempre recordava que “quando tudo cessou, estava dentro do gramado, comigo entre as pernas, deitada” e muito machucada. Eu, criança pequena, sem nenhum arranhão. Seu Aldo também bastante machucado ajudou a nos proteger com seu corpo sólido. Fora um alarme falso de uma pilha enorme de engradados de bebidas que havia desabado sob a arquibancada e o eco, o estrondo motivou o berro inicial de desespero de algum torcedor. Dona Dora agradecia sempre as suas protetoras, Santa Terezinha e Nossa Senhora da Conceição, padroeira de Viamão. Durante sua curta vida não retornou mais aos campos de futebol, mas o rádio estava sempre ligado e girando o dial buscando os derradeiros comentários e informações do Colorado.

A característica do rádio ligado no Colorado foi e é de nosso sangue vermelho. Quando surgiram os primeiros rádios de pilha, meu pai me presenteou com um da marca Marvel que durante muito tempo gastou-se nas minhas orelhas. Lembro-me ainda um moleque estarmos na fila esperando o Estádio dos Eucaliptos abrir seu portão, rádio ao ouvido e deliciando-me com um pastel de balaio e um guaraná gelado e o seu Aldo apontando-me os dirigentes e antigos jogadores que ali circulavam.

O Internacional alçava novos e grandiosos voos. E um projeto “impossível” foi lançado – um novo estádio de futebol. Um gigantesco estádio de futebol. Muitos tripudiavam ser delírios do povo pobre e ainda mais num lugar que somente havia… água. “Um estádio de futebol dentro de um rio, do rio Guaíba”. Talvez esse povo sofrido tenha sonhado com algo como a terra prometida dos hebreus e um Moisés abrindo as águas para seu povo. Ninguém duvidaria da Bíblia, mas do sonho Colorado… E seu Aldo fez a sua parte, aquilo que lhe era possível dentro do necessário. Lembro de uma imagem que ele tinha em casa – “A bóia cativa”. E as dragas trabalharam e a terra em montes afastando as águas do rio. As campanhas se multiplicavam e quanto maior a dificuldade, mais a solidariedade aproximava, reunia e avolumavam-se as forças Coloradas. Assisti todos os jogos do amado Colorado durante os dois primeiros Robertões no estádio Olímpico, seguindo os caminhos que o seu Aldo me ensinara viajando nos ônibus de Viamão e nas longas caminhadas gastando o tênis.

Ele sempre foi Sócio e mostrava sua carteirinha com alegria, mas agora dera o maior salto – adquirira duas cadeiras perpétuas e remidas “dentro de um rio”. Logo o rio deu espaço ao concreto e o gigante crescia e jamais o por do sol mais belo seria o mesmo. Seria muito mais belo! E glorioso. Caminhávamos durante a construção entre colunas e ferros. Levou-me para ver os canos de drenagem que estavam sendo colocados onde logo seria o gramado, e “nenhuma enchente como a de 41 vai nos alagar”! E um dia subimos as rampas e sentamos para admirar e cair numa realidade plena de amor. E como sempre ele apontava e mostrava – “aquele é o doutor Tedesco”. Craques e ídolos cruzavam conosco e Larry (Pinto de Faria) era uma dessas pessoas de amor e carinho sem par, entre outras.

Jamais assisti ou soube do seu Aldo “tocar flauta” ou desmerecer de qualquer forma outro time de futebol. “Se não falo pro bem, nunca vou falar pro mal”! – dizia com a convicção dos justos. E lá estávamos nós na inauguração do Gigante da Beira Rio. Torcendo. Vibrando. Chorando e rindo. Agradecendo aos homens de brio que lideraram uma caminhada grandiosa que começara no distante ano de 1909 e aos que tornaram possível o “impossível”. A primeira vez que o Hino Nacional, o Hino Riograndense e o amado Hino Colorado ecoaram nas vozes e nos corações do povo dentro do Gigante! E certamente nos campos de Luz com anjos que aqui nos trouxeram. Gratidão! E lá nas Cadeiras Perpétuas ele me mostrava – “aquele é o doutor Ephraim (Pinheiro Cabral), aquele é o doutor Balvé (Arnaldo)” e assim puxava seus feitos, como dos nossos craques e deliciosas histórias ele recordava. Creio que se sentia mais que um privilegiado, um humilde trabalhador e eterno torcedor estar ali no local mais nobre, junto à Tribuna de Honra” do templo Colorado. Como um pescador no Olimpo? Dona Dora, com o seu rádio de plantão, vibrava e torcia e nos aguardava na outra casa depois de cada jogo no Gigante.

Quando a Cledi se tornou a primeira namorada oficial e titular, hoje esposa, o seu Aldo lutou e buscou uma cadeira locada para si e para que a Cledi me acompanhasse aos jogos. Juntos! Em algum recanto de seu espírito estaria plantando uma semente de que viesse um neto que continuasse a sua “senda de vitórias”. E o neto foi nosso primeiro filho, o Duda (Eduardo) que se tornou seu companheiro de todas as jornadas. Nessa época um deputado federal de origem indígena, o Juruna, era tema na mídia. O cabelo do neto Duda “parecia com o do Juruna” e lá ia o seu Aldo Cabeleira e o neto Duda Juruninha tomar o ônibus para os jogos do Inter. Inverno ou verão, noites ou dias, o neto ia “acampar com o avô” no Beira Rio. Sempre foi costume do seu Aldo levar “um fiambre” para comer enquanto os portões não abriam.

A roda da vida ou uma roda viva nos conduz por caminhos que somente o Criador conhece. O seu Aldo teve que se desfazer de suas cadeiras e outros bens por “algo maior” – pagar meus estudos, logo nos dois anos iniciais da década de 1970. Mesmo por pouco tempo, ajudou seu clube e deliciou-se com seus encantos. Jamais se afastou do nosso Colorado. Depois do falecimento da minha mãe Dora, constituiu outra família e outros filhos, mas sempre indo aos jogos, sempre ao nosso templo mais sagrado. E depois no Parque Gigante, outro sonho realizado no Inter. E ao final da década de 1980 a doença tornava sua batalha pela vida uma epopeia. Nos leitos de hospital, nas internações de UTI vertia uma lágrima silenciosa ao escutar as notícias das vitórias do amado Colorado. E quando alguma voz vertia de sua garganta, vinha “a saudade do guaraná com pastel” e o grito pelo Inter. As enfermidades podem vencer aos homens e obrigá-los a cruzar o portal da morte, jamais sepultam seus sonhos, seus amores e as sementes que plantaram.

Na minha infância, havia dois negros muito humildes em Viamão. Irmãos e engraxates – Biúda e Saravá. Pessoas de amor na dureza de sua existência e que também tinham o rádio de pilha como fiel parceiro. Minha mãe e hoje a esposa ainda usam a mesma expressão, as mesmas palavras, a mesma frase: – “Não desliga o rádio enquanto não ouve o comentário do Biúda”! Tropeamos as estações com a facilidade de captação do som, até o “Biúda ou o Saravá darem a última palavra”. Os mesmos caminhos da vida nos atrelaram ao rádio e à TV. Outro ano fomos assistir à Juventude e Inter e agora neste 2017 da Graça, assistimos Criciúma e Internacional, sempre na casa do co-irmão. Um projeto estava emergindo dentro de nós, não com a grandiosidade do Gigante que nasceu das águas, mas voltar ao Beira Rio nas cadeiras que o seu Aldo Cabeleira sonhou e realizou. Uma homenagem de quem foi e sempre será um gigante com sua mais fiel companheira em nossas vidas – retornar! E adquirimos duas cadeiras no mesmo espaço sagrado, as Perpétuas. E nosso amado filho Duda e nosso neto Lucas, bisneto, estarão torcendo, vibrando e amando numa saga de Luz e Amor ao Sangue Vermelho e Coração Colorado. Dona Dora e seu Aldo estão felizes que finalmente após um logo tempo estarão retornando e renovando votos de Amor ao Colorado.

Estarei exatamente com 66 anos de idade no dia 23 de junho de 2017 e eu como tantos Colorados temos histórias para contar. Lições de vida para outras vidas. E lembro que certa vez assisti a um filme sobre um homem da Nova Zelândia que sonhara escalar o Everest, a mais alta montanha do planeta. Diziam ser um sonho impossível, pois sua condição simples, até humilde, jamais permitiria ousar tal empreendimento. Ele perseverou, planejou, abdicou daquilo que é importante para tantos e vencendo cada passo das incontáveis dificuldades, ele atingiu ao topo do mundo. Jamais fez isso para seu engrandecimento ou por alguma glória almejada, mas fez pela sua alma imortal e pelo seu amor à vida. E novamente retornou à montanha. Em 2006 estávamos no Beira Rio, meu filho e eu e um casal de amigos próximos. E milhares de outros amigos próximos de nossos corações. E o Internacional retornou do Japão fazendo novamente o “impossível”.

Este é um ano de 2017 traz dor e sofrimento, desilusão e até revoltas, e principalmente devemos ter entendimento para aprender com as dificuldades, valorizar aquilo que conquistamos e temos e jamais desistir de nossos sonhos. E lutar para o retorno. Seu Aldo Cabeleira, pai-avô-bisavô, estará retornando às suas cadeiras no Beira Rio junto com cada um de nós que tanto lhe amamos e minha mãe estará ainda com o rádio sempre ligado no Colorado até o derradeiro comentário do saudoso Biúda. E ali o nosso sangue vermelho e o nosso coração colorado terão mais Luz!

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Observação: Recebi ontem dia 16 de Junho a mensagem de que o texto em homenagem ao meu pai Aldo Flores de Oliveira, o Cabeleira, tinha sido distinguido no Concurso. Curiosamente a cerimônia de premiação ocorrerá no dia do aniversário de minha mãe Dora (Dorilda Silva de Oliveira) e meu aniversário também. Nasci no aniversário da minha mãe. Eles estão mais felizes torcendo pelo nosso Inter e por nós nos Campos de Luz celestiais. Obrigado.

 

2017 – Concurso Cultural do S. C. Internacional – FECI. 2o. Lugar em Histórias do Inter com O Amor do seu Aldo Cabeleira. Convite e Resultado.

Convite Inter

Resultado do Concurso do Inter 2017

Concurso de 2015–S.C. Internacional–2o. Lugar em Contos – “Corisco, Prego e Rosa..” leiam abaixo no site.

Diploma da Premiação 2015 IMG_1055IMG_1056

Formigas! Outras revelações. – Edson Olimpio Oliveira. Crônicas & Agudas. Jornal Opinião. 13 Junho 2017.

 

2017 – 06 – 13 JUNHO – FORMIGAS! OUTRAS REVELAÇÕES – EDS OLIMPIO – Crônicas & Agudas – Jornal Opinião

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Formigas! Outras revelações.

Observe a formiga preguiçoso, reflita nos caminhos dela e seja sábio! Ela não tem chefe, nem supervisor, nem governante, e ainda assim armazena suas provisões no verão e na época da colheita ajunta o seu alimento. Até quando você vai ficar deitado, preguiçoso? Quando se levantará do seu sono?” – Provérbios 6.6-9

O

s ensinamentos que nos mostram a formiga como modelo estão em todos os ares respirados pela humanidade. Vejam acima essa parte do Antigo Testamento e reflitam nos ensinamentos, como do rei Salomão. Há árabes que ao nascerem um filho, colocam em sua mão uma formiga e fazem os votos de trabalho e prosperidade. Nosso grande Olavo Bilac traz bela poesia sobre a formiga, assim como muitos escritores. O cinema nos encanta e emociona com essas criaturas exemplares em dedicação e organização à coletividade. Seriam as formigas worhaholics?

Crônicas & Agudas

O grande ator Castro Gonzaga, dublador de Popeye, interpretou Zico Rosado ou o Formiguento na novela cult Saramandaia em 1976. Obra de Dias Gomes e dirigida por Walter Avancini, o Formiguento era um rígido dono de engenho de açúcar e quando em ebulição de ideias e sentimentos sentia formigar seu nariz. Escarafunchava as ventas com um lenço vermelho e ali brotavam formigas. Muitas formigas. Essa obra de realismo fantástico tentou driblar as tesouras da censura mostrando uma série magnifica de personagens na cidade de Bole-Bole ou Saramandaia. Recorde-se!

Cr & Ag

O genial Simões Lopes Neto galopeou emoções e tropeou ensinamentos com o imortal Negrinho do Pastoreio. Um Negrinho, esse seu único nome, sem eira nem beira, sofria nas mãos do rico e poderoso estancieiro e que desgostoso das lidas do guri, depois de várias surras, amarrou-o sobre um enorme formigueiro. Depois de três dias retornou ao lugar da sua suprema maldade e encontrou o Negrinho de pé e altaneiro sobre o formigueiro, com a pele lisa e sem qualquer lesão e acompanhada da sua mãe celestial, a Nossa Senhora, e nunca mais deixou de pastorear nos campos celestiais e trazer fé e esperança aos humildes e sacrificados pelo poder.

Cr & Ag

Tribos brasileiras de antanho traziam seus jovens para uma prova de fogo de sua maturidade. Onde o menino se tornaria um homem num ritual em que formigas-de-fogo seriam atiçadas em seu corpo e ele deveria resistir à dor e ao sofrimento das picadas. Os rituais com formigas estão em todos os horizontes como em ameríndios do norte e africanos em que as vítimas eram palanqueadas entre quatro estacas e amarradas com cintas de couro cru para serem devorados pelas formigas. Inimigos e pessoas “descartáveis” de tribos das selvas da América Central e do Sul eram lançadas no caminho das formigas-em-correição, em que um exército avassalador dificilmente seria contido.

Cr & Ag

 Ou o Brasil acaba com a saúva, ou a saúva acaba com o Brasil”! Frase atribuída ao advogado e escritor Monteiro Lobato, mas na verdade teria sido cunhada pelo naturalista e botânico francês Auguste de Saint-Hilaire. Há carta de Monteiro Lobato à uma prima agradecendo uma farofa de içá – abdomens de saúvas em época de vôo, fritas com farinha de mandioca e outros temperos, uma especiaria antiga no Vale do Paraíba ou na região de Taubaté, em São Paulo, onde nasceu. “Já escondidos atrás do foro privilegiado, os políticos querem se esconder de novo atrás de listas fechadas, anular provas de delação da Odebrecht, enfim, voltar aos velhos tempos. Não vão acabar com o Brasil. As saúvas não acabaram”. O jornalista Fernando Gabeira atualizou o sentimento para os tempos infernais de corrupção e insanidade moral e infeciosa que se alastrou vorazmente e que somente o antibiótico da Lava Jato será insuficiente para salvar o paciente Brasil.

 

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