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As vastidões do Rio Grande do Sul! Edson Olimpio Oliveira. Crônica 8 – Série Moto! Paixão Eterna.

 

 

 

As vastidões do Rio Grande do Sul.

 

Crônica 8 – Série Moto! Paixão Eterna.

 

Há vários tipos de motociclistas conforme a forma ou o jeito de pilotar a sua máquina. E pelo comportamento e afinidades podem se reunir em grupos, tribos ou motoclubes. Quero tratar de um tipo específico, o motociclista de longos percursos e que prefere a vastidão de estradas e as regiões pelas quais elas atravessam rasgando a epiderme da terra. Absolutamente nada contra o indivíduo que prefere acelerar fundo numa BR 101 congestionada ou fazer uma serra “deitando o cabelo” ou riscando o asfalto com as pedaleiras da moto. São opções. Naturezas diferentes? E a beleza da natureza não está exatamente na sua biodiversidade? Assim é o universo motociclístico. Uma miríade de seres bordando fitas desenroladas no dorso do planeta Terra.

 

 

Imortalizada no cinema a imagem de uma motocicleta varando uma reta sem fim do deserto do Arizona ou de Nevada. Ou também do vaqueiro em seu cavalo sobre o cume de uma colina. Ou como nós aqui no calcanhar do Brasil – o gaúcho solitário e a vastidão do pampa. Aqui, como exemplo, as rodovias da região de Carazinho a Uruguaiana, de Cruz Alta a Ijuí. Ou ainda na região sul do Estado como a região de Pelotas – Arroio Grande/Herval do Sul ou Jaguarão. São Gabriel a Bagé. Alegrete a Livramento. Enfim, tantos percursos. Desde as imensas plantações de soja e trigo dessa fração missioneira aos arrozais do sul. Com o horário de verão, o dia nasce mais cedo para todos. Principalmente para o motociclista que assim terá um dia mais longo para rodar com a sua deusa.

 

 

O odor da manhã. É um frescor todo especial. Aromas que se alternam. Um cheiro de café e a fumaça da chaminé de um fogão a lenha revelando um traço da civilização. Os animais que após passarem a noite reunidos, agrupados pelo espírito de defesa, começam a procurar seus alimentos numa melhor pastagem. São as aves solitárias como os motociclistas ou em bandos. Diminui-se a velocidade para poder apreciar, saborear, curtir odores e imagens que marcarão eternamente o nosso espírito.

 

 

Os quero-queros esticam seus pescoços para verificar quem é esse possível invasor de seu território. Logo adiante está uma lagoa ou um açude tal qual um manto de prata adornando a magnífica cena, sendo um espelho a refletir os raios de uma bola de fogo que rapidamente vai crescendo no céu. O sol vem nos cumprimentar e dizer que nos acompanhará na viagem. O enorme farol da motocicleta pisca para o rei-sol fazendo reverência luminosa. Do alto de uma coxilha e da serrinha de Herval extasiamo-nos com a imensidão dos campos do Rio Grande.

 

Da cabine de um automóvel tu observas a natureza. Numa motocicleta, tu fazes parte dessa natureza. Aqui estão enormes extensões de terra conquistadas e mantidas com os sangues de nossos antepassados. E é como se os campos falassem conosco tentando contar-nos a sua história. Ali adiante uma sanga serpenteia mansa coroada por águas-pé que se esforçam para abrirem suas flores enquanto servem de tapete para aves aquáticas e curiosas galinholas. Numa barranca está uma família de capivaras já buscando se aquecer ao sol. Os filhotes estão aderidos em suas mães. Nossos olhos fotografam o máximo de detalhes. Pensamos nas maravilhas já destruídas pelo maior dos predadores – o homem.

 

 

A estrada, como um imenso tapete desenrolado, mostra-se como o portal que nos levará, motociclistas, a desvendar em cada quilometro um novo mundo!

 

1ª.

CAPITAL EQUIPE

SAGA

"SAIBAM TODOS QUE LEREM ESTAS CRÔNICAS QUE EXISTIU UMA ESPÉCIE FANTÁSTICA DE HOMENS QUE PILOTAVAM MÁQUINAS MARAVILHOSAS CHAMADAS MOTOCICLETAS QUE RASGAVAM ESTE PLANETA COMO COMETAS RASGANDO O MANTO NEGRO DO CÉU”!

Moto - Paixão Eterna - 8 - 2017 - The Great Escape

“O tempo muda a pessoa”! Edson Olimpio Oliveira. Crônicas & Agudas. Jornal Opinião. 17 Outubro 2017.

 

“O tempo muda a pessoa”!

Para o melhor e para o pior.

Certamente você já escutou essa observação, que geralmente vem carregada de um franzir de sobrancelhas e uma leve tração no ângulo dos lábios. Carrega uma desaprovação, um espanto ou outro sentimento que colide com aquilo que esperaria ou que mantivesse o formato daquilo arquivado em nossos discos rígidos de memória. Realmente, nossa memória tem muito disso! É arquivada em “discos rígidos” moldados a fogo e gelo pelo galopear dos anos e as experiências digeridas e outras expelidas. Passados anos sem a presença daquele amigo ou daquela amiga que em outra época da vida tanto nos encantaram ou para quem sentíamos todos os fluidos de aproximação e afeto, descobrimos que estão diferentes. Diferentes!

Crônicas & Agudas

Todos mudam. Inclusive você e eu. O sábio já ensinava que num mesmo ponto de um rio a água jamais é a mesma. Sempre será outra água. Uma água diferente daquela que saciamos a nossa sede de amizade e de compreensão. O tempo deveria melhorar, aperfeiçoar, evoluir e aparar arestas pontiagudas como lapidando a brutalidade ainda muito bela do diamante que é todo ser humano – há exceções! Muitas. No entanto, para muitos de nós as dores são acumuladas e incrustadas em nossas almas e não nos permitem brilhar ou receber mais luzes. Crostas espessas, como couraças, com as defesas elevadas, quando não de arma em riste. Tendemos a evitar novas dores ou que antigas feridas ou chagas se abram ou que pontaços de adaga renovem velhos sentimentos que se luta para sublimar.

Cr & Ag

Revise sua lista de companheiros e companheiras de jornada, antigos colegas de escola ou de faculdade, companheiros do futebol ou dos chás da tarde, empinadores de copo de cerveja, bailantes de rosto colado ou vagantes na pista de dança, membros do mesmo Lions ou Rotary, trabalhando na mesma empresa ou local, enfim desnude seus caminhos e observe aquelas criaturas que formaram seu universo de pessoas humanas ou quase. Quantos ainda podem se afinar contigo hoje? Você estaria no rol de pessoas que eles gostariam de conviver ainda? Uma amiga, que convidei para se reunir com antigos colegas de escola, foi rápida e aguda: -“Não tenho mais nada a ver com essa gente”! Decisiva como uma katana samurai.

Cr & Ag

Há uma máxima “que durante uma existência teremos tantos amigos quantos os dedos de uma das mãos”. Cinco amigos! Ou menos. Palocci seria o exemplo ou uma hiena jamais é amiga de outra hiena, ou um abutre jamais é amigo de outro abutre? Ou uma jararaca de outra? A vida ensina, apesar da nossa dificuldade de aprender, mesmo com a repetição. Somos seres impelidos ao convívio com outros seres que nos completem e nos protejam. Mas somos seres dominantes e dominados e a tribo não pode ter vários caciques. Ou pior, mais caciques que índios. A humanidade convive e busca o entendimento e harmonia com o mundo espiritual, seja por necessidade ou por temor. Não há seres tangentes, sólidos, palpáveis ou sempre ao nosso alcance e disposição. Eis que reinventamos esses amigos espirituais com os amigos do mundo virtual ao alcance do dedo que digita ou da mensagem sonora.

Cr & Ag

Não ter uma convivência diária ou constante é o grande segredo dessa modalidade crescente e viral de amizade. Não há compromissos formais e “nem ter que aturar”, logo “a fila anda”. E como anda. Um amigo, experiente e versado em vários casamentos e incontáveis e “eternos” (enquanto durarem) relacionamentos aplica essa verdade crua e tantas vezes nas nuas: – “a fila anda”! Para os dois lados. Não enveredaremos nosso GPS para ser bom ou ruim, mas para a vida como ela ainda é e como está se tornando. E “pau no burro Seberiano”!

                       2017 – 10 – 17 Outubro – O tempo muda a pessoa – EDS OLIMPIO – Crônicas & Agudas – Jornal Opinião de Viamão

www.edsonolimpio.com.br

P3 - Dragão do voto 2 - 2016-09

A Viagem. Fênix – um retorno à Vida! Crônica 7. Edson Olimpio Oliveira. Crônicas & Agudas.

 

 

A Viagem.

 

Fênix – Um retorno à Vida!

 

Estavam aposentados após uma vida de trabalho duro e contínuo. Quase 60 anos, suas vidas estavam paradas. Objetivo maior – cuidar dos netos e arengar um com o outro para se distraírem. Desiludidos com os políticos. Poupança em baixa. Greve do gás. Só restava o saco… Cheio!  Então numa tarde morna de sábado, ele com o gato no colo e ela enchendo o chimarrão, lembraram de uma crônica da 1ª Capital Equipe – grupo de fantásticos motociclistas. Como se voltassem no tempo, seus olhos se iluminaram. E disse para a esposa que se esforçava para desentupir a bomba do mate:

 

                        — Te lembra do primeiro beijo?

                        — Lembro meu amor!

 

                        Com os olhos fixados em algum lugar do passado, aquela palavra AMOR fazia anos não acariciava seus lábios.  Cerca de 40 anos estavam abraçados no banco de uma BSA que o pai lhe emprestava nos finais de semana. Eram jovens com sonhos e enamorados.  As belas recordações inundaram seus olhos enrugados. A lembrança da moto fê-los navegar de novo no seu leito de amor. A redescoberta da vida e do amor, decidiram comprar uma motocicleta.

 

                        Os dias seguintes sucederam-se frenéticos – contar aos filhos a decisão, somar as contas de poupança, vender alguns bens, fazer exames médicos e solicitar o apoio logístico da 1a. Capital Equipe.  E veio a máquina. Era uma Honda Sahara 1991.  Foi uma festa em Viamão, quase como se a terrinha voltasse a ser a Capital dos gaúchos.  Batizada pelo padre – FÊNIX.

 

                         Família muito religiosa. Os preparativos para a viagem continuavam apesar das opiniões negativistas. Adquiriram roupas de couro, capacetes, viseiras sobressalentes, mapas, bússola, medicamentos de urgência, curso de mecânica, primeiros socorros, e sabe-lá-Deus o que mais.

 

                         Certa noite, a esposa-co-piloto acordou-se. Após tatear a cama procurando seu príncipe-cavaleiro, foi encontrá-lo na garagem dormindo ao lado da Sahara.  Outra feita estavam os dois lavando a FÊNIX com xampu da Mônica e limpando-a com cotonetes.

 

                        E o grande dia finalmente chegou.  O povo aglomerou-se na Praça. Banda Marcial do Colégio Farroupilha. Os jornalistas do Opinião, Correio Rural e A Tribuna disputavam no cotovelaço as últimas entrevistas. Representantes dos CTGs faziam a segurança. Os políticos colocavam-se ao lado do casal para aparecerem nas fotos. Os motoclubes da grande Viamão estavam representados. A criançada corria atrás de balões fujões. Era um delírio geral. Envolvida pela fumaça do foguetório a FÊNIX relampejava suas sinaleiras. 

                     

O ronco do motor dois cilindros era um brado farroupilha Um grito de liberdade.  Desmaios de despedidas.   Tudo pronto.  Derradeira salva de tiros da Brigada, partiram rumo a Torres.  O "nosso" casal foi escoltado pela 1ª Capital Equipe até a divisa de Gravataí. 

 

A FÊNIX voava serena carregando em seu dorso o AMOR, A LIBERDADE e o retorno à VIDA.    

Moto - Paixão Eterna - 7 - 2017 - O Selvagem Marlon Brando

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