Naquele Dia dos Namorados! Série: Moto! Paixão Eterna. Crônica 14

 

NAQUELE DIA DOS NAMORADOS

 

“Que outro motivo melhor para viver do que viver para amar?”

 

As motocicletas estão estacionadas a poucos metros de nós. Um boteco. Humilde e rústico bolicho escondido numa curva de uma estrada qualquer nesse sofrido Rio Grande. Uma pequena varanda com duas mesas vermelhas, enferrujadas, onde ainda se vê um logotipo de cerveja. Cadeiras de ferro acomodam nossas costas em longa jornada. Jogamos os pés sobre a cadeira à frente. O sol também tenta se acomodar atrás de um cerro.

 

O bolicheiro oferece pastel feito na hora. Aceitamos. Os companheiros pedem cerveja. Contento-me com um café com leite. O hotel nos aguarda logo ao lado do posto de gasolina. Ali vamos passar a noite. Eis que um dos companheiros vê na mesa de ferro vermelha um coração. Sabes, desses corações riscados com ponta de faca ou de um estilete ou chave? Ali estava um coração com uma flecha que o transfixava. “Maria! Continuo te amando. Zé C.S.” – assim estava gravado.

 

Enche o copo e toma de um só gole – Glunc. Sentimos algo por acontecer. Ele sempre foi um homem sentimental. Um romântico que ao escutar a melodia de um chorinho, rolam maresias de lágrimas de seus olhos.

 

Terceiro copo de cerveja – glunc! Nos preocupamos. Não é do seu hábito beber assim. Joga-se para trás na cadeira e dá um grande suspiro erguendo os braços aos céus. Como numa súplica. Há um enorme silêncio em volta. Até o cachorro do bolicheiro ergue a cabeça para assistir e aguardar o desfecho. Chegam rápidos os pratos com pastéis e após passar um pano manchado para limpar a mesa, coloca-os ali. Com o mesmo pano, limpa as mãos e a fronte. Aquele homem rude sente a presença de tormenta no ar.

 

As respirações tornam-se densas. As motos estão ali e seus faróis, como olhos arregalados, nos espreitam como cavalos sentindo o espírito do dono. Outro suspiro soluçado e joga a cabeça sobre os braços cruzados sobre a mesa. Um choro que logo se torna convulsivo. O espanto cede passagem ao “que foi companheiro”, “que que é, meu”, “que é isso, cara”. Um braço por cima do amigo. Apreensão. Nunca o vimos assim. É um emotivo, mas assim já é demais para o nosso conhecimento.

 

Tantos quilômetros de estrada, de repente seus olhos se cravam num coração riscado numa mesa vermelha de ferro e o homem desaba. Pior do que rodada de moto andando numa curva da BR 101 a 160 km/h.

 

“Ah, que saudade dela! (soluços). Que falta ela me faz. (choro). Vejo os seus olhos refletidos na viseira do meu capacete. Vejo aqueles cílios em que eu passava os dedos e após os beijava, lhe dizendo: os olhos que eu beijo com todo meu amor jamais terão vistas para outro homem. Ela sorria. Ela sorria de um jeito que fazia meu coração parecer pandeiro na avenida, cara. Minha respiração engasgava como carburador desregulado. Eu tremia perto dela. Sério, cara. Essa mulher ajeitou e bagunçou a minha vida. Nos encontramos por acaso. Foi numa festa de fim de ano. Namoro rápido e fomos morar juntos. Uma paixão me explodia as entranhas dia e noite. Era direto, entende. Enfiei a moto na garagem. Não pensava em mais nada além Dela. Era como se a esperasse a vida toda. Era como se a conhecesse de outras vidas”.

 

As palavras saiam aos borbotões de seus lábios. Frases atropeladas. Todos ali mudos na platéia.

 

“Então lhe comprei um presente para o Dia dos Namorados. Estranhei ela não estar em casa quando cheguei. E não chegou mais. Nunca mais. Procurei, telefonei. Hospital. Polícia. IML. Nada. Sabe? Nada de nada. Quase morri. Dá para entender o que é morrer de amor ou por amor, companheiros? E até hoje continuo procurando-a, aguardando que ela abra a porta… que a encontre em alguma estrada da vida em que passo com a minha moto”.

 

Então, limpou as lágrimas com o lenço retirado do pescoço. Pegou um pastel frio e gorduroso e deu ao cão que estava sentado ao seu lado escutando-lhe. O cão refugou o pastel e saiu esgueirando-se entre as cadeiras. Outro companheiro ergueu o copo num brinde silencioso. Talvez numa prece. Comi aquele pastel de charque. Salgado como a vida. Pagamos a conta e fomos buscar o hotel. Amanhã será um novo dia. Estradas. E que sabe o anjo protetor dos motociclistas traga a sua amada algum dia.

Moto - Paixão Eterna - 14 - 2017 - Sons of Anarchy

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A Gratidão da jovem Médica Marcelle! Edson Olimpio Oliveira. Crônicas & Agudas. Jornal Opinião de Viamão. 26 Dezembro 2017.

 

A Gratidão da jovem Médica Marcelle!

 

A

 poucos dias comparecemos à cerimônia de formatura em Medicina da Marcelle. Há rotinas e protocolos nas entregas de diplomas e geralmente são similares nas alegrias dos formandos e no júbilo orgulhoso dos pais. Após ocorreu a bela festa da recepção aos seus convidados em salão e local belamente adornados. Dias depois, recebo uma mensagem da jovem médica Marcelle agradecendo a nossa presença e o singelo presente que lhe ofertamos. Você talvez não sinta a grandeza do acontecimento nos moldes que eu senti. Veja! Há uns dias passados, minha secretária recebia um telefonema perguntando-lhe sobre as minhas aptidões ou especialidades e requeria um “especialista” de certa área. Ela indicou-lhe um colega local. Ao fim do telefonema, comentava comigo que esse mesmo colega tem recebido meus pacientes há mais de vinte anos e jamais se dignou a um telefonema ou qualquer mensagem sobre o paciente encaminhado e muito menos como um agradecimento. A soberba e a ausência de gratidão explícita são comuns na Medicina. Sou de uma época em que te apresentavas aos colegas mais velhos do local para abrir um canal de sintonia e respeito.

Crônicas & Agudas

A maioria dos pacientes que encaminho levam uma carta com meu receituário e de próprio punho em letra sempre legível e em envelope pessoal e identificado, um padrão profissional e pessoal. São poucos, senão raros, os colegas que retornam agradecendo a indicação, informando seu diagnóstico e conduta e eventualmente com um telefonema ou uma mensagem. Creio que muitos se sentem gratificados e lisonjeados, até orgulhosos, por serem escolhidos, mas não se manifestam explicitamente. Não é da sua rotina profissional e talvez da sua vida pessoal. Há quem reclame ser o paciente um mal-agradecido. Entendo que o médico deve também ser grato ao paciente que lhe entrega o santuário de seu ser e abre-lhe a sua casa. Demonstrações de gratidão real e desinteressada nos iluminam, fico agradecido e acreditando num mundo melhor. Tive a honra de ser amigo pessoal do Padre Jesuíta Rafael Ignácio Valle, sepultado em Santa Maria, criador da Romaria da Medianeira e contribuído para tornar Nossa Senhora a Padroeira do Rio Grande do Sul – um Homem Santo! O Padre Ignácio me ensinou que nem Roma, no ápice do poder absoluto sobre todos os povos ou no apogeu da devassidão, criou qualquer divindade para a Ingratidão. Creio que nenhum povo primitivo ou evoluído tenha criado o culto à Ingratidão.

Cr & Ag

Que a jovem Médica Marcelle seja a protagonista de uma nova espécie de médicos e de médicas que além do conhecimento científico e da entronização cibernética seja promotora de qualidades humanas que nos iluminem e nos engrandeçam em nossa arte e ofícios sagrados. Há filhos não gratos aos seus pais e reconhecidos a quem caminhou consigo. Há alunos que não respeitam e não levam nenhuma gratidão aos professores em sua vida escolar. Assim roda a existência como se nenhuma conta tivéssemos a acertar e um maligno Gilmar Mendes que os libertassem de seus compromissos e dívidas. Somos seres que precisamos sempre uns dos outros e que necessitamos estabelecer fortes conexões baseadas no respeito mútuo, na disciplina, na humildade e no amor com gratidão. Qualquer criatura que abdicar do seu compromisso com a Gratidão é um ser defeituoso, carente, incompleto e fadado a colher aquilo que ousou e insistiu em plantar. Geralmente esses seres vivem na crença de que o mundo está para lhes servir, a natureza e a vida de todos os seres são para sua utilidade, Deus deve estar de plantão permanente para lhe amparar e sua gratidão é tão seletiva quanto seu interesse. Jamais generalizamos! Continuaremos a exortar a evolução e o entendimento, para mim e para todos, e a prática do louvável e digno.

2017 – 12 – 26 Dezembro – A Gratidão da jovem Médica Marcelle – EDS OLIMPIO – Crônicas & Agudas – Jornal Opinião – http://www.edsonolimpio.com.br

Campanha Continuada pelo Voto Consciente e Responsável.

P10 - Metralhas 2

Sob as luzes do Natal! Lúcia Barcelos, Poetisa. Natal 2017.

 

Sob as luzes do Natal

 

Sob as luzes do Natal,

que possa a humanidade,

investir-se do amor fraternal

para os gestos de bondade!

Sob as luzes do Natal,

eis o grande sonho de paz:

torná-la cotidiana e real,

que cada um seja capaz!

Sob as luzes do Natal,

desapareça esse abismo

onde impera todo o mal:

práticas injustas, egoísmo…

Pois sob as luzes do Natal

uma energia divina flutua,

que navegue no firmamento

e derrame-se sobre a rua!

 

E que as almas possam vestir-se das mais suntuosas cores.

E que os olhos possam vislumbrar cenas de paz e alegria.

Que os corações possam agasalhar somente amores.

E que os gestos sejam de doação, altruísmo e simpatia.

E que os rostos das pessoas tenham os traços da esperança.

E que seus passos sejam firmes na direção das certezas.

E que todas as intenções tenham a inocência da criança.

Que não falte fé, e nem o pão de cada dia sobre as mesas!

 

Lúcia Barcelos

Singular Poetisa e Presidente da ALVI.

ALVI – Associação Literária de Viamão

ALVI - 2016

Feliz Natal e um Ano Novo de Prosperidade e Saúde.

Aos Colorados e amigos de todas as cores clubisticas.

Enviado do meu smartphone Sony Xperia™

O Negrinho do Altar! Edson Olimpio Oliveira. Crônicas & Agudas. Jornal Opinião. 12 e 19 Dezembro 2017. Especial de Natal.

 

O Negrinho do Altar! – Primeira parte.

O que está olhando Pedro?

– É o altar manhê.

– Presta atenção na missa guri. É pecado se distrair na Igreja.

– Mas o menino… manhê! Olha lá!

– Psiuuuu!

A

 missa terminou e as pessoas se encaminharam para a gigantesca e sólida porta principal que se abre para uma escadaria semicircular e logo desliza para a praça fronteira. A Igreja Matriz de Nossa Senhora da Conceição é a segunda igreja mais antiga do Rio Grande do Sul. Nasceu como uma singela capela, que com a fé dos seus fiéis foi crescendo com enormes paredes de quase dois metros soldadas com as conchas do oceano Atlântico distante uns 100 km e amalgamadas com o sangue e o suor dos trabalhadores, possuía magníficos afrescos e altares ricamente adornados. Caminha célere para os seus trezentos anos de vida sendo a testemunha da vida e da morte, hoje sofrendo o descaso e o abandono. Foi o abrigo dos desesperados e dos covardes nas revoluções. Foi palco de importantes líderes e de mesquinhos políticos. Ainda atrai noivos apaixonados em muitos fugazes casamentos e a benção e graça do batismo não recebe a singular e devida importância. O que jamais deixou de ser – a casa da Mãe Celestial, que suas torres lembram braços amorosos aguardando seus filhos amados e que receberão o amor do Filho que carrega em seu colo.

À noite, Pedrinho larga as espigas de milho transformadas em boizinhos com as bolas de gude no assoalho da humilde casa na descida da Lomba do Mendanha e puxando o vestido da mãe entretida mexendo a panela de sopa no velho e fumarento fogão de rabo:

Ô manhê, qué que o negrinho igualzinho a mim fazia com as flores no altar da Nossa Senhora. Maria freou a colher e retirou os olhos da panela de sopa. Sua mente tentava buscar a imagem do menino em alguma cena.

Que negrinho? Não vi nenhum negrinho no altar. E nunca tem muito negrinho como tu ou eu.

Ele tava com um balde de flores colocando no altar quando chegamos e ali ficou depois ajoelhado na missa. O padre passou do lado dele quando foi fazer o sermão e…

Logo todos estavam se deliciando com a sopa quente sem se preocupar com as lambidas do vento Minuano varando as frestas da parede de tábuas carcomidas.

 

Manhã de sábado A idosa mulher abre a bolsa surrada e saca um antigo relógio de bolso que pertencera ao seu pai e antes dele ao seu avô. Olha para irmã e diz: – Quase 8 horas. O negrinho aprontou o altar da Nossa Senhora. Ele trocou as toalhas e colocou umas flores tão bonitas quanto cheirosas. O perfume vem até nós. Sinta mana, – fechando as pálpebras numa respiração profunda. A irmã elevou lentamente os olhos marejados de lágrimas, levou o alvo lenço e assoou delicadamente o nariz. Arrumou o rosário enrolado na mão esquerda e seu olhar caminhou pelos altares e cochichou:

Que perfume maravilhoso. Lembra as flores da casa da mamãe em dias de festa ou quando ela trazia suas flores do jardim. Quem é esse negrinho? Nunca vi ele antes aqui na igreja. De quem será filho? Por que ele está de pés descalços? Será algum coroinha novo do padre? Notou se ele subiu no altar, mas tem flores tão lindas até lá em cima. Seu olhar acomodou-se no topo do altar de vários metros de altura e voltou às suas orações arrumando o véu sobre os cabelos. E logo a igreja recebia o povo e o padre entrava com seus sacristãos em solene ladainha para a esperada missa de Finados. – Nota: Leia a parte final na próxima semana.

2017 – 12 – 12 Dezembro – O Negrinho do Altar – EDS OLIMPIO – Crônicas & Agudas – Jornal Opinião

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O Negrinho do Altar! – 2ª. Parte. Conclusão.

O

s jovens pais sorriam da enorme felicidade de ali estar com a filha tão amada e desejada estreitada amorosamente em seus braços. Fora a primeira gravidez daquela jovem mãe. Sofrera muito com dores e sangramentos. Família humilde da Lomba da Tarumã. Sua casinha, aos fundos da casa paterna, beirava o local sagrado das ancestrais trincheiras farroupilhas. Ali naquela terra outrora tinta de sangue tombaram pessoas pelo aço e pelo fogo de irmãos contra irmãos na Guerra dos Farrapos. Pela vidraça da janela ao lado da sua cama, os dias troteavam de marcha arrastada e sofrida e seus olhos encovados e densos imaginavam o filho, que carregava dentro de si, brincando com outras crianças em efusiva alegria. Assim se nutria das forças da alma pelo amor alimentando o corpo fragilizado pela difícil gestação. Certo dia, o ventre latejando de dor, o suor pegajoso vertendo de sua fronte e rolando pelo seu corpo magro, as mãos crispadas no velho cobertor de lã, e o campinho vazio das crianças da vizinhança. Dia invernoso, nuvens plúmbeas engalfinhavam-se numa luta pelo melhor campo do céu. Eis que um negrinho de pés descalços e calças curtas, extremamente brancas como alvejadas e quaradas no anil em algum gramado, arrumou o suspensório e veio até sua janela.

Tereza empurrou a janela pela corrediça de madeira. A luz dos olhos do menino penetrava nos seus e como se entrasse em seu corpo e no seu espírito O negrinho lhe sorriu e uma rosa branca surgiu em suas mãos. O perfume lhe fez fechar os olhos alguns instantes para absorver profundamente a sensação de paz e alívio. Sua barriga acalmou-se e sentia como se seu bebê recebesse o carinho do negrinho. O menino sorria em silêncio. Não respondeu suas perguntas. Virou-se para o banco ao lado da cama, ali dormiu um pedaço de bolo com abacaxi que tanto adorava e seu mãe lhe deixou com afeto antes de sair para suas faxinas no centro da vila. Ao voltar-se à janela, o menino sumira. Não sentia angústia ou dor, sentia uma imensa necessidade de ajoelhar-se e orar para a Padroeira, Nossa Senhora da Conceição. Ainda temendo sangrar saiu do leito e ajoelhou-se e orou e prometeu. A promessa seria cumprida durante toda a sua vida e começaria no batizado de Maria. Sim, ela receberia o nome da Mãe de Jesus Cristo!

Os padrinhos e avós abraçavam-se e à Maria. O padre cumpria o solene ritual. Eis que Tereza saiu rapidamente da sua posição na pia batismal e indo ao altar da santa dobrou-se como num abraço. O espanto geral interrompeu a cerimônia. Voltou com os olhos vertendo as lágrimas de felicidade que somente uma mãe amorosa pode verter. Ao fim do batismo, perguntaram-lhe por que fizera aquilo – “é pecado interromper o batismo, o padre não deve ter gostado”, – disseram-lhe. Tereza sorriu e disse-lhes: – O negrinho que lhes contei estava com um balde de flores no altar de Nossa Senhora e meu coração precisava agradecer. Fui e lhe dei um abraço e quando olhei pra cima acho que Nossa Senhora sorriu.

 

Lendas são as histórias que não vivenciamos ou insistimos em desacreditar. Da fé nascem milagres. Do amor nascem e multiplicam-se os milagres. Olhamos e não enxergamos. Se enxergarmos, tendemos a duvidar ou simplesmente deixar no acostamento da estrada da existência. Raros ousam contar aquilo que somente eles experimentaram pelo risco de serem considerados loucos ou mentirosos. Buscamos explicar e racionalizar. A dor e o sofrimento tende a nos fazer mais humildes e ansiar por ajuda. Quantas vezes a ajuda passa ou está ao nosso lado e não a utilizamos ou a negamos. Quando vemos ou sentimos algo que os outros não sentem ou não vêm, optamos pelo silêncio temeroso. Um negrinho! Um menino negro visto por sabe-se lá quantos numa igreja centenária. Um negrinho humilde de calças brancas e curtas, muitas vezes, de suspensório com a faina de adornar o altar de Nossa Senhora e que visita pessoas no extremo do sofrimento e lhe traz conforto. Alguns sentem um perfume divino no altar hoje desnudo e quase abandonado, mas poucos sabem ou se apercebem que há algo de luminoso ali. Aparições são visualizações somente para alguns encampados pela dor ou abençoados pelo privilégio. Os padres se multiplicaram no tropel dos decênios e viram ou também silenciaram.

Os anjos existem e nos acompanham. Um negrinho pleno de amor é um desses anjos que acompanha e vela pela Mãe de Cristo e ilumina e perfuma, além do altar da Virgem, até corações e espíritos empedernidos quando se abrem para a humildade e para o amor divino.

2017 – 12 – 19 Dezembro – O Negrinho do Altar – EDS OLIMPIO – Crônicas & Agudas – Jornal Opinião

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12 - Natal 2018

12 - Natal AD 76 - 2017

O que eu fiz e o que eu deixei de fazer! Edson Olimpio Oliveira. Crônicas & Agudas. Jornal Opinião de Viamão. 05 Dezembro 2017.

 

O que eu fiz e o que eu deixei de fazer!

 

Para muitas criaturas, talvez para a maioria, o final de ano se encarrega de esgotar as energias restantes nas baterias dos nossos corpos. Ansiamos por aliviar as cargas de um ano sofrido por salários atrasados, defasados e ausentes. Almejamos um período de festas natalinas de mais calor humano, alívio na desgraça da insegurança diuturna e esperamos que o 2018, que se avizinha, que se abre no horizonte, seja um período de mais graça e harmonia. Criminosos sejam trancafiados nas masmorras e cidadãos com liberdade de trabalhar e aproveitar as luzes do seu trabalho. Aspirar uma Justiça brasileira com mais dignidade e consciente de “direitos adquiridos” e “vantagens devidas” seria quase uma miragem no deserto gilmarmendesliano que opta por aliviar criminosos, amizades suspeitas, genialidade familiar e outras nuances ausentes do modelo moro. Jamais generalizamos e sentimos juízes corretos desautorizados pelos “divinos”. Criminosos são solidários entre si, até certos limites. Eleitor é solidário com persistir em eleger a escória nem sempre mascarada, mas sempre putrefata, sendo lacaio do corrupto-ladrão.

Crônicas & Agudas

Moribundos vêm o “filme da sua vida” descortinar-se aos seus olhos. As criaturas são mais reflexivas na desgraça ou nos estertores finais de suas energias. A ampliação da consciência e o deslindar da teia que construímos a nossa volta pode ser melhor vislumbrada nas festas de final de ano? Observa-se que a sintomatologia depressiva ou as dores daquilo que perdemos, daquilo que nos foi tirado e daquilo que não realizamos serão maiores agora. Muitos persistirão escondidos atrás de máscaras de riso, nocauteados pelo álcool ou no umbral infernal das drogas. Há quem veja o ser humano como algo iluminado e maravilhoso e degenera-se por culpa do sistema, dos maus amigos e… dos outros. Outros descortinam seres cruéis, mesquinhos e predadores que se espalham virulentamente destruindo o planeta e outras criaturas. Como você se enxerga? Há salvação?

Cr & Ag

O ensinamento de “dar a outra face” foi corrompido e nos exigem complacência e submissão completa e degradante. Quando uma autoridade policial ou judiciária atenua a culpa do criminoso alegando que “ele/ela reagiu”, transfere o ônus da culpa e da responsabilidade para alguém que é vítima. Seria uma atitude vil, infame ou canalha da autoridade? Ele deveria proclamar que “qualquer vítima” deveria ter e poder usar de todos as armas para defender sua vida e a sua família e que geralmente a polícia é insuficiente, negligente ou algemada pelas falanges dos “direitos humanos” e do famigerado ECA?

Cr & Ag

Se alguém quer continuar dando outras faces possíveis que sejam a sua e de sua família, mas ninguém tem o direito de exigir o mesmo dos outros. O juiz Moro continuou, com outros colegas da mesma idoneidade e personalidade, a punir os criminosos e escancarar ao mundo a devassidão da maior organização criminosa já descoberta no mundo dito mais civilizado e não nas ditaduras bolivarianas e da ferocidade tribal africana. A dignidade não inicia no congresso ou no submundo sindicalista, ela nasce no lar de cada família, cresce e evolui pela qualidade de seus princípios. A humanidade e a medicina viam o pus como algo necessário e saudável e acreditavam que as doenças tinham como causa absoluta os pecados (?) humanos. Os micróbios e seus tratamentos e curas são muito recentes e atrasadas em relação ao tempo. Hereges aqueles que insistiam em buscar a cura ou tratar as pessoas. Golpistas! Observe como há semelhanças no aqui e no agora!

2017 – 12 – 05 Dezembro – O que eu fiz e o que eu deixei de fazer – EDS OLIMPIO – Crônicas & Agudas – Jornal Opinião

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P9 - Galo-Gato - 2016-09

Adriano Dias – Volmar Freitas – Tadeu Vaz – Dezembro 2017.

 

Adriano Elgues Dias - Dez 2017

Amigo e leitor de Crônicas & Agudas Sr. Adriano Elgues Dias traz seu abraço pelas Festas Natalinas encerrando um brulhante jornada de trabalho em Viamão City.

Volmar Freitas e Tadeu Vaz - Dez 2017

Srs. Volmar Freitas e Tadeu Vaz – amigos e companheiros de jornada pela indústria farmacêutica e ética trazendo seus cumprimentos por mais um ano de trabalho.

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