Santo de casa FAZ milagres – Perico, El Bailarin – Edson Olimpio Oliveira – Crônicas & Agudas – 16, 23 e 3- Junho 2015

 

2015 – 06 – 16 Junho – Santo de casa FAZ milagres – Perico, El Bailarin – Edson Olimpio Oliveira – Crônicas & Agudas – Jornal Opinião

 

Santo de casa FAZ milagres

Perico, El Bailarin 1/III

 

Há que pregue “que a voz do povo é a voz de Deus” e nessa mesma trilha da suposta sabedoria popular está que “o santo de casa não faz milagres”. Não temos feito milagres na acepção mística do termo, mas esse médico e escritor têm desbravado territórios obscuros da história viamonense e trazido à tona seus personagens desconhecidos, seus fatos e lendas.

 

Reproduzimos texto do escritor, jornalista e historiador emérito Walter Spalding.

 

Pedro José Vieira – Perico, El Bailarin – por Walter Spalding

 

   Livro Construtores do Rio Grande – Livraria Editora Sulina, 1969.

Difícil é dizer algo de mais ou menos definitivo sobre o alegre e distorcido gaúcho Pedro José Vieira, apelidado, no Uruguai, de Perico, El Bailarin, pois poucas são as notas e referências sobre ele e sua atuação social. Sabe-se que Perico, El Bailarin, ou seja, o brasileiro natural de Viamão, Pedro José Vieira, desempenhou importante e arrojado papel no Uruguai, quando ainda Província Cisplatina, ao lado de Venâncio Benavides. "EI último dia de febrero (de 1811), Pedro Vieira e Venâncio Benavides, incitados por el comandante militar de la región, D. Ramón Fernández, daban el grito de libertad a orillas del arroyuelo de Ascencio (Dep. de Sorriano) y se levantaban en anuas, contra los españoles. Tal fué el llamado "Grito de Ascencio" (H.D. – Ensayo de história Pátria" – Montevidéo, 1929 – 61 ed. – págs. 289/290).

O Prof. Flávio A. Garcia, historiador uruguaio, em sua obra "Una Historia de los Orientales" (Tomo II – pág. 278) repete o feito sem muito entusiasmo. Aliás, nota-se em grande parte dos historiadores uruguaios a pouca importância dada ao "Grito de Ascencio", para mais salientar a atuação de Artigas, a partir de 1811: "El alma del pueblo uruguayo es la "Orientalidad", es decir la fuerza, el genio colectivo, superior a la misma voluntad de los próceres…” (… ) la aparición de la personalidad colectiva de nuestro pueblo, comienza con el levantamiento de 1811" (José Salgado – "El Federalismo de Artigas – Génesis de Ia Orientalidad" – Montevidéo 1945 – pág. 4 e sgts.). Entretanto, Eduardo Gauna Vélez, em seu "Afio Argentino" (Buenos Aires, s/d. pág. 31) declara: "El cabo de milicias Venancio Benavides y el capataz de estância Pedro José Vieira dan, al frente de cien hombres, el grito de libertad en Mercedes (?), Banda Oriental, iniciando el movimiento revolucionário en ese país".

Pedro José Vieira era natural de Viamão, onde nasceu no último quartel do século XVIII. Mocinho ainda, saíra de casa perambulando, ora como peão, ora como ajudante de tropeiro, ora como capataz de estância, entre Arroio Grande, Piratini, Jaguarão, radicando-se afinal, após a conquista das Missões (1801), no Uruguai que percorreu em todos os sentidos, até a Argentina. Ativo, inteligente, bom conversador e irrequieto, bom "sapateador" nas festas galponeiras, Pedro José Vieira logo se distinguiu por seu espírito lhano, liberal e atitudes másculas de bondade e justiça. Aurélio Porto assim o descreveu: – "um autêntico herói internacional, que jornadeava com Artigas, que deu o grito de Asêncio, que erguera, com Bolívar a San Martin, a bandeira da unidade sul-americana…(Processo dos Farrapos, vol. XXXIII. pág. 498), que a Revolução Farroupilha atraiu como atraíra a todo o espírito liberal, a ela -, e incorporando de corpo e alma, com o posto de coronel, que já trazia das lutas ao lado de Artigas, Bolívar e San Martin.

Acompanhem-nos na saga desse viamonense que se tornou um herói reconhecido por estrangeiros e um quase nada por seus patrícios.

 

 

2015 – 06 – 23 Junho – Pedro José Vieira – Perico, El Bailarin – Edson Olimpio Oliveira – Crônicas & Agudas – Jornal Opinião

Pedro José Vieira – Perico, El Bailarin 2/III

Um viamonense esquecido por sua terra natal

 

Continuamos com o texto do historiador Walter Spalding sobre esse desconhecido herói viamonense que gravou seu nome a ferro e fogo na história brasileira e nas independências dos países castelhanos e irmãos.

                                Pertenceu às hostes farroupilhas dirigidas pelo General Domingos Crescêncio de Carvalho e de seu irmão, ao que tudo indica, Coronel Félix Vieira que também andou lutando pelo Uruguai. Félix Vieira, diz Alfredo Varela (História da Grande Revolução – Porto Alegre, 1933 – Vol. 5.’ – págs. 309/310) " não foi um homem mas sim um leão do Atlas que, de serrania mauritana, fora dar, ameaçativo, nas campinas da Pampa continentista" "Um dos oficiais mais empreendedores da força de Crescêncio e de valor demarcado..". Devia, entretanto, ser pouco mais moço que Perico, El Bailarin.

Fernando Luís Osório (filho) em belo estudo – "Um Gaúcho Brasileiro – Promotor do Prólogo da Independência do Uruguai”… (RIHGRGS – III,//, lV trim. de 1930 – págs. 557 e sgts.), declarou: "Pedro Vieira, filho de Viamão e domiciliado no vale do Rio Negro (…) irradiou o espírito rio-grandense na América, a cujo patrimônio comum pertence." – E continua, mais adiante: "Na terra do pericón e das vidalitas tinha o nosso herói romanesco o apelido de "Perico, el Bailarin" porque, personagem modesto de nossa linha fronteiriça, filho da terra do amor e da hospitalidade, que era o antigo Rio Grande das tiranas e das chimarritas, tomava parte nos bailes "criollos", ao som da guitarra tradicional e romântica, com a sua força de presença, a fascinação da sua irradiante figura, popularizando-se "por su destreza en bailar sobre zancos, lo que le atrajo el mote de "Perico, el Bailarin" (História Política y MWtar de Ias Republicas del Plata – de Antonio Diaz, – cit. por Fernando Osório (Filho), ob. cit.).

Pedro José Vieira, era, como já dissemos, um tipo alegre, conversador, folgazão, enérgico, justiceiro e sempre disposto a tomar iniciativas, o que fez o historiador uruguaio Santiago Bolso (citado por Fernando Luís Osório (filho) – ob. cit.), dizer: – "Viera con su genial travesura -.e adelantó hasta el pueblo con algunes gauchos e intimo el comandante Fernández (… "" (Manual da Historia de Ia Republica Oriental del Uruguay), e proclamou a independência uruguaia, apossando-se de Mercedes e Sorriano e entregando depois, sua obra a Artigas. Corre entre nossos tradicionalistas que Pedro José Vieira teria criado ou levado do Rio Grande do Sul para o Uruguai a hoje "dança nacional uruguaia – "EI Perleón" – e que por isso recebera o apelido de "Perico, el Bailarin".

Ao que pese a esses tradicionalistas, podemos afirmar que o apelido não lhe proveio, na íntegra, por ser dançador, sapateador e "periconero", mas sim pelo conjunto de seu caráter alegre e conversador, trocista e amigo de bailados.

Os primeiros predicados deram-lhe o cognome de "Perico" que significava, na antiga linguagem de nossas fronteiras e que ainda consta de alguns de nossos dicionários – caturrita, papagaio conversador – e o último, sapateador e periconero, – o de "bailarin". Assim, seu apelido galponeiro – Perico, el Bailarin, – se traduziria por "caturrita" (barulhento ao falar), ou "papagaio (verde e vermelho) dançador". Vieira, aliás, muito se orgulhava desse cognome.

O "pericón", com versos improvisados na hora, ou especialmente preparados antes, hoje bailado nacional uruguaio, não é de origem lusa e nem foi criação de Pedro José Vieira, se bem possa ter ele introduzido partes novas, como a dos lenços azuis e brancos, e, mesmo, partes de outras danças populares. Disso, entretanto, não existe constância alguma ao que sabemos, mas apenas suposições.

El Pericón tem seu fundamento nos "Cielitos", "del cual conserva intacto el valseado, el requiebro arrorcso y Ia donosura gaucha", declara o especialista em danças platinas D. Lázaro Flury (Danzas Folklóricas Argentinas – Coleción Ceibo, Buenos Aires, 1947 – pág. 27).

2015 – 06 – 30 Junho – Perico, El Bailarin – um herói viamonense – Edson Olimpio Oliveira – Crônicas & Agudas – Jornal Opinião

Perico, El Bailarin – Um herói viamonense 3/III

Apresentamos o texto final do historiador Walter Spalding.

E continua Flury – "Pero el criollo necesitó algo mád, y mezcló en el Pericón figuras de otros bailes que lo hacen algo asi como un "pot pouri" de danzas vernáculas. EI nombre "pericón" viene del apelativo "pericón" con que se designaba al que dirigia el baile, o sea el actual bastonero". Por sua vez o "Cielito" provém, em parte, da "Jota" espanhola, popular em Aragon, Valencia e outros pontos de Espanha, que, no geral, "parecen mas bien el de un fandango castellano" (Eduardo Lopez Chavarri – "Música Popular Espaflola" Barcelona, 1927 – pág. 112 e outras). Os instrumentos para a "jota" são guitarras de diversos tipos: "guitarrón" (quitarra más pequeila que ya se usa muy poco), tiples (guitarra todavia más pequena)", além da guitarra comum (ob. cit.).

O "Celito", esclarece Martiniano Leguizamón (EI Primer Poeta Criollo del Rio de La Plata – Paraná, Rep. Arg. – 1944), origina-se de "cielo": – "La danza, la música y la palabra aunadas en las reuniones populares, desde los tiempos más remotos, tienem entre nosotros el nombre sinpatico de "eielo". De onde "Cielito" (pág. 8).

Ricardo Escuder, entretanto, em seu estudo "EI Pericón – Baile Nacional del Uruguay" (Montevidéo, 1936 – pág. 7), escreveu: – "Aunque el origen rudimentário del Pericón és imposible de fijar con exactitud cronologica, puede afirmarse retundamente, que és rioplatense genuino. Algunos lo ubican en Ia Argentina y otros en el Uruguay". Quanto à data do aparecimento do "pericón", Ricardo Eseuder não acredita en sua antiguidade, contrariando até documentos, e diz que o poeta Carlos Roxol fantasiou ao aludir "a sua ejecución junto a los fogones de los campamento de Artigas". E declara que "El Pericón" somente começara a ser citado depois de 1870! Refere-se, naturalmente, a referências de estrangeiros, viajantes… E o que ficou nos relatos da batalha de Chacabuco, em 1817, como a seguir diremos, será fantasia?

É possível que não tivesse ainda o nome e a popularidade que depois o consagrou, definitivamente. Mas que foi, sempre, "baile del pericón", não há dúvida.

O Pericón não é apenas popular na República Oriental do Uruguai, mas também na Argentina de onde foi para o Chile, levado, em 1817, conforme nos conta a história, por D. José de San Martin, cujos soldados ali o dançaram três dias após a batalha de Chacabuco (12-2-1817) em regozijo da vitória. E lá esteve com San Martin, nosso coprovinciano Coronel Pedro José Vieira que, por certo, foi o dirigente da festa e da dança, que bailava como ninguém, sendo dele, ao que supõem alguns poucos, a introdução, ali improvisada, da coreografia com "panuelos azueles y blancos, las cores nacionales argentinas", e que hoje faz parte integrante do Pericón.

Esta parte final do bailado fez com que, num transporte patriótico, cantassem, a seguir, o Hino Argentino, agitando os lenços ali, em pleno território chileno, sob os aplausos de San Martin e seu Estado Maior e autoridades outras .

Vemos, portanto, que nosso herói farroupilha, o viamonense Pedro José Vieira, recebeu o apodo de "Perico, el Bailarin" não apenas por ser grande bailarino, inclusive do Pericón, mas também por ser autêntico "perico" – isto é: periquito barulhento e alegre, conversador e "travesso" como um papagaio amestrado, sem maldade na paz, mas terrível na guerra.

 

                Estas três últimas colunas publicadas no Jornal Opinião deve ser guardadas como patrimônio dessa terra e usadas para o resgate desse homem simples e alegre, mas um guerreiro destemido que participou da independências de países irmãos, combateu com os mais famosos generais e quase desconhecido na sua terra natal.

1Igreja Nossa Senhora da Conceição.Nº36546

Fotografia histórica

Comidas inesquecíveis – Edson Olimpio Oliveira – Crônicas & Agudas – 09 Junho 2015

 

2015 – 06 – 09 Junho – Comidas inesquecíveis – Edson Olimpio Oliveira – Crônicas & Agudas – Jornal Opinião

 

Comidas Inesquecíveis

 

V

amos falar de flores e de comidas, estiando, aliviando a bolsa escrotal do leitor acossado por governos desgovernados, inflação feroz e vagabundagem crescente. Hoje excluímos as comidas da família e de amigos, como daquela criatura política do PT que deu dezenas de medalhas públicas para os familiares. Nem sempre nos melhores restaurantes ou nos momentos mais cálidos quando o bruxulear das velas acompanha a música ambiente, a comida é realmente magnífica. A companhia poderá ser! Quantas vezes nos mais singelos, nos mais simples e até humildes encontram-se artes culinárias de enriquecer a nossa passagem nessa vida e nos iluminar e acelerar o coração. E salivarmos recordando de imagens, odores e sabores. Por indicação de amigos motociclistas, encostamos a Morgana, nossa deusa e moto, e retiramos os capacetes. Uma construção semicircular de costaneiras e a maioria das janelas de báscula. Costaneiras são as sobras das faces de eucaliptos ou pinus retiradas pela serra. A maresia da Lagoa dos Patos, o imenso mar de dentro, lambia sua parede leste deixando a espuma em suas farpas. Simples. Muito simples! Um pequeno restaurante na costa verde.

 

Cr & Ag

 

Escolhemos a mesa ao lado da lagoa e sentíamos como se a água tentasse tocar nossos pés e a música das marolas afastava ruídos interiores. Garrafas pet parcialmente cheias de água pendiam dos caibros roliços. É uma “técnica” antimoscas que acusam de poderosa. “Se tu mosca aparecer por aqui e incomodar os clientes eu te afogo!” – faltou esse letreiro ou foi retirado por algum surfista ecológico ou ecocrica. Com a brisa da lagoa… jamais moscas. Um garçom em roupa civil com um indefectível pano no braço achegou-se. Passou o pano na mesa e depositou pratos de colorex e talheres. Educado. Sabíamos que podíamos escolher entre peixe e… peixes. Explico: um prato de peixe ou pratos diversos de peixes e congêneres.

 

Cr & Ag

 

Saímos de casa mirando no rodízio de peixes. E começou a festa! Bolinhos de peixe com limão e cremes e molhos da casa. Iscas fritas… e peixe a dar com um pau e de comer com a boca toda. Zero espinhas nos filés. Postas de traíra reveladas pelas espinhas em forquilha, mas de tamanho do parque dos dinossauros. Ensopados com S. Cubas ao nosso lado com água e sumo de limão para lavarmos os dedos. Um arroz branco soltinho – contrariando os “unidos venceremos” da maioria – e com o tempero verde adornando a pintura. Camarões de academia de musculação. Salada civilizada. Gradação de pimenta e outros temperos sem jamais tirar o prazer do peixe. Suspiros de satisfação. À falta das harpas celestiais, a lagoa ali ao nosso lado, quase que ao passar o braço pela janela a nossa mão pudesse tocá-la. Uma orgia culinária bordada com doces caseiros e café certamente tirado no saco e no bule. – E o preço? – de normal para baixo. Jamais aquele custo de entregar o carro e a mulher ficar dois meses lavando louça para pagar a conta hemorrágica. Depois de toda essa maravilha, uma soneca num gramado com a mais bela das lagoas por cenário e duas damas ao lado. Já contei uma comida inesquecível. Conte a sua! Ou pelo menos, reviva momentos de rara felicidade que esses vigaristas e safados que devoram o Brasil ainda não podem nos tirar.

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Terceirização – Emprego e Trabalho – Edson Olimpio Oliveira – Crônicas & Agudas – 02 Junho 2015

 

2015 – 06 – 02 Junho – Terceirização – Emprego & Trabalho – Edson Olimpio Oliveira – Crônicas & Agudas – Jornal Opinião

 

Terceirização – Emprego & Trabalho

 

Estranhamente muitos dos mais ferrenhos opositores da nova lei da terceirização, vivem, convivem, estimulam e sonegam que a terceirização na saúde do brasileiro atingiu o seu maior e mais nefasto grau. A maciça maioria dos hospitais, santas casas e clínicas diversas, como de hemodiálise, são terceirizadas pelos governos. “Contratos de dupla via” replicam com a remela ideológica tisnando a visão. Como “dupla via” quando um dos lados paga o que quer, quando quer e exige fidelidade leonina? Historicamente governos “credenciam” (metaforicamente contratam) os médicos para atender INPS, INAMPS e outras siglas diferentes de letras, mas de igual conteúdo. E novamente leonino. Veja “Mais Médicos” do governo que renega um plano de carreira e concurso público em prol da politicagem, da libertinagem do voto e do carreamento de divisas e do sangue do brasileiro para os cofres castristas e cubanos com a “terceirização estrangeira”? Em quantos Estados e cidades os governos forçam a criação de “cooperativas médicas” para se eximir das responsabilidades legais numa identificação de qualquer bandeira?

 

Cr & Ag

 

Há instituições nesse modelo safado de gestão de saúde em que os profissionais têm muitas obrigações e zero direitos. O modelo escravagista na saúde do Brasil é visível, jamais risível. Veja a sua volta! Veja o modelo de assistência ao funcionalismo público estadual nos institutos de previdência, há médicos, clínicas e hospitais “credenciados” para a imensa maioria dos atendimentos. Novamente os profissionais sem mínimos direitos do trabalhador. E sempre vige o modelo em que o “contratante” paga o que quiser, se quiser e quando quiser sem respeito aos profissionais ou aos inúmeros TACs. Desconheço um líder trabalhista ou sindical não médico sequer envergonhado com essa situação. Ao contrário, muitos exigem atendimento padrão “Fifa” enquanto os profissionais que os atendem não têm nenhum direito trabalhista. Discutem “fim” e “meio” numa vergonhosa desfaçatez. Um país jamais evoluirá sendo justo e bom para alguns e ter lideranças com a filosofia de “eu livro meu pescoço e os outros que se virem”. Quantos que se safam, mas persistem safados?

 

Cr & Ag

 

Não generalizo, mas lugar para homizidiar safado e vagabundo é sindicato. E sua vertente ideológica é de ganhar com o trabalho dos outros, principalmente promovendo discórdia. Poucos querem empregos com trabalho. Querem empregos com vantagens, direitos adquiridos e obrigações de toda ordem da galinha que dizem botar ovos de ouro. Considera-se um débil mental o empregado, pois é incapaz de promover sua própria poupança (daí criaram o fundo de garantia para o empregador fazer a poupança dos outros) e inventaram o ano com mais de doze meses e uma infinidade de artifícios chamados simbolicamente de direitos trabalhistas (alguém já viu ou ouviu “obrigações trabalhistas”?) para obter mais ganho. Na mesma corrente está a semana com menos dias e os dias com menos horas. Quem já fez cinco dias de plantão médico por semana por anos e sem nenhum direito trabalhista, mas com dever “juramentado” de trabalhar e jamais reclamar entende um pouco disso.

 

Cr & Ag

 

  O Brasil precisará de gerações para se aperfeiçoar e expurgar o fascismo impregnado no emprego sem trabalho. Ou com muito pouco trabalho. Mas com muitos direitos. Qualquer empregador poderia ter muitos trabalhadores mais caso não sangrasse absurdamente dobrando sua folha de encargos pela vampirização desses governos mentirosos e perdulários. Ou “incapazes” de constatar a roubalheira a sua volta. Quem não sabe que ao entregar a direção de uma estatal para sindicatos e partidos políticos o resultado é a degradação do patrimônio público e maus serviços? A sabedoria popular ensina que quanto mais lixo, mais sujeiras e mais vermes.

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Bucha na garganta – Edson Olimpio Oliveira – Crônicas & Agudas – 19 Maio 2015

 

2015 – 05 – 19 Maio – Bucha na garganta – Edson Olimpio Oliveira – Crônicas & Agudas – Jornal Opinião

 

Bucha na garganta

 

A maioria de nós já teve esse sintoma. Vários perambulam pelos consultórios médicos buscando uma cura, outros sofrem em intermináveis exames e engolem cobras vivas pela tecnologia que perscruta o interior do corpo na busca de uma causa da bucha. Alguns recebem o diagnóstico de doença psicossomática, numa enfermidade mista entre coisas do corpo e da mente. Soluções? Há sintomas que somem espontaneamente. Outros buscam auxílio espiritual ou de curadores diversos. Vários carregam esse fardo doloroso na estrada da existência. Há a bucha na garganta coletiva. Quando uma família açoitada pelo comportamento ou enfermidade de um ou mais de seus membros sente esse nó na goela que em muitas ocasiões deriva para o pranto, para o choro que transborda da alma sofrida e do corpo magoado.

 

Cr & Ag

 

Uma nação, um povo pode sentir esse sintoma quando a enfermidade torna-se visível ou se alastra. Justificar-se pelos erros alheios além de covardia explícita é o pior referendum de que vai continuar repetindo os mesmos ou piores erros. O socialismo/comunismo é uma ideologia em que a pessoa existe para servir ao estado ou ao todo idealizado pelos seus executores. É quando o mundo se torna cinzento, das cores dos prédios e roupas ao coração das pessoas. Não há felicidade e realização pessoal disponível para as pessoas comuns e ninguém pode aspirar mais do que o estado permite. Planta-se a desconfiança e o amor entre as pessoas sempre menor que a devoção ao estado e seus líderes. Executa-se o domínio e a posse de outros povos para jamais secar a fonte de extrair o sangue alheio em benefício falso de todos. Não há país comunista livre, onde o povo tenha liberdade, que as armas não imperem e mantenham suas fronteiras fechadas ao amplo ir e vir de seu povo. Não há coiotes para entrar em Cuba ou na Coreia do Norte. Aspira-se viver no Canadá, na Austrália, na comunidade europeia, mas nos regimes comunistas…

 

Cr & Ag

 

Ninguém, do mais cético ao mais séptico, consegue imaginar a absoluta isenção de Lula e Dilma no cataclismo da corrupção e da roubalheira que tanto nos envergonha e nos dá uma bucha na garganta de rasgarem nossas esperanças e nossas crenças numa legenda que tanto pregou ética e moralidade e que se travestiu no monstro voraz do poder pelo poder. Não há nenhuma generalização, pois se houvesse seria o absurdo. Ainda há trigo no meio do joio. A idolatria que vinga na ideologia é a remela ou a cegueira que impede de ver erros e corrigir-se. Até os gregos e romanos viam os defeitos nos seus deuses e semideuses. A esquerda radical, principalmente, prefere apontar outros ou culpar aos outros pelas desgraças. Antes era o FMI, o neoliberalismo e outros demonizados. A idolatria impede que qualquer outra pessoa lidere realmente. Em mais de três décadas de PT, todos que estavam subindo ao altar da glória tombaram, mas estão no panteão dos supostos injustiçados. Injustiçados pelo próprio partido em prol da estratégia de poder e da preservação do ídolo. Qualquer partido esgota-se assim.

 

Cr & Ag

 

Há que ter muita coragem, destemor e amor no coração para enfrentar seus erros e olhar no olho de seus piores fantasmas. Assim pode ser no casamento entre duas pessoas, numa empresa, num partido, numa ideologia e numa nação. A criatura tende a buscar sua zona de conforto e marcar seu domínio num impulso humano, mas também do animal que nos habita. O capitalismo tão odiado pelos obsidiados não é uma ideologia de governo, mas uma modalidade econômica que se irradia permitindo a evolução da individualidade em prol do todo. E países como a China comunista adotaram-no para arrancar da miséria mais de trezentos milhões de pessoas. E como Lula manteve para crescer a classe média e poder oferecer bolsas e cotas sustentadas pela vontade de viver melhor, aspirar e realizar os sonhos dos trabalhadores reais do Brasil. E não pelos encarapitados nas direções de estatais e nos sindicatos onde o trabalho de milhares sustenta a riqueza e o ódio de poucos. Nada que se ampara e sustenta-se no semear o ódio e a discórdia entre pessoas e empurrá-las para alguma arena dividindo-os entre nós e eles será benéfico.

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Safados e Safadezas – Edson Olimpio Oliveira – Crônicas & Agudas – 05 Maio 2015

 

2015 – 05 – 05 Maio – Safados e Safadezas– Edson Olimpio Oliveira – Crônicas & Agudas – Jornal Opinião

 

Safados e Safadezas

 

Brigadiano safado” – escutava na mesa ao lado no restaurante, cidadãos falando de um policial rodoviário escondido na vegetação e com radar portátil multando para os dois lados da rodovia em local ermo. Sem escolas, por exemplo. Não entendi como uma generalização.

Governo safado” – agitando a conta de luz de valores absurdos para o mesmo consumo, um comerciante e outras pessoas aludiam à roubalheira escancarada “sem saber de nada” dos últimos governantes. Mesmo por negligência ou imprudência.

Jogador safado” – torcedor encolerizado com as manifestações de jogador de futebol ofendendo explicitamente a torcida e ao clube que lhe paga monumentais salários.

 

Poderíamos aumentar a lista das vezes em que nos últimos tempos o cronista ouve o termo “safado”. É a verbalização do asco, nojo e revolta das pessoas. Concordar ou discordar? Chamar ladrão de ladrão é ofensa? Não. É uma constatação. E as atitudes das pessoas, principalmente no exercício profissional, pode ser uma constatação. Atitudes de um safado? Atitudes safadas? A ofensa é natural e reacional às criaturas pegas e surpreendidas com a boca na botija. Isso não invalida que sua conduta é desprezível ou que deveria ser diferente, sempre mirando na defesa e educação do cidadão e jamais espoliando, vampirizando, sugando o suor do seu trabalho para fechar ou amortizar os buracos das contas públicas ou como ódio espraiado. Buracos originários de má gestão, por incompetência, negligência ou real safadeza.

 

Cr & Ag

 

Há uma cultura nacional em que ser “esperto” é um qualificativo. O vendedor que lhe vende um carro com defeitos escondidos, quer ser visto como “bom vendedor” e “esperto”. Rejeita a denominação de “picareta”, no entanto é um safado. Nos meus áureos tempos de motociclista assistia, principalmente nos eventos motociclísticos, pessoas saindo do restaurante sem pagar a sua conta, levando um talher como “recordação”. Outros, uma xícara, uma toalha do hotel, enfim, “troféus” no seu adulterado raciocínio. São os espertos e nós que pagamos religiosamente nossas contas e nos portamos com civilidade, somos “bobos”? E não pensem que eles perderão o sono por isso. Talvez até durmam melhor nos orgasmos de sua safadeza. O Presidente Lula no escândalo do mensalão disse que “sempre foi assim e que todos fazem”. Isso absolve ou piora? No seu entendimento de “levar vantagem em tudo”, como na lei de Gerson, isso é “normal”. E anormal é ser honesto e viver do trabalho do seu corpo?

 

Cr & Ag

 

A safadeza que é o ato gosmento do safado está no dia a dia. Em todos os momentos da vida. Temos que nos policiar constantemente para não incorrer em algo que nossa defesa tentará justificar. Ser “honrado” com medalhas, títulos, nomes de obras públicas não deveria invalidar que a criatura foi um safado. Não há quem não erre. Escorrega-se até com frequência. A qualidade está na consciência de reconhecer seus erros, antes de apontar aos erros dos outros, corrigir-se e persistir no esforço de errar menos e principalmente naquilo que irá prejudicar aos outros. A caixa preta da Petrobrás escancara a safadeza institucionalizada. Com nome, sobrenome e bandeiras. O juiz Sergio Moro certamente não está na caixa preta do Judiciário nacional em que o famigerado Lalau talvez tenha sido um mero “boi de piranhas” entre aposentados preliminarmente.

 

Jamais poderemos prescindir da indignação. Apontar “safado” é responsabilidade em ver os rabos alheios sem esconder os seus. Apêndice histórico: acredito que a palavra safado origina-se de “Safo”. Considerada a maior poetisa grega ou “A Poetisa”, que viveu a cerca de 600 AC, na época do general e governador Pitaco (outro termo do cotidiano) e caracterizada pelo erotismo em suas poesias.

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Cabelo no sovaco – Edson Olimpio Oliveira – Crônicas & Agudas – 12 Maio 2015

 

2015 – 05 – 12 Maio – Cabelo no sovaco – Edson Olimpio Oliveira Crônicas & Agudas – Jornal Opinião

 

Cabelo no sovaco

 

S

inal dos tempos? Há quem acredite e até jure que estamos no final dos tempos – 50 minutos do segundo tempo – e que logo ali depois do engarrafamento diário na Lomba do Sabão espreita-nos o apocalipse. Alguns dizem que o apocalipse tem nome e sobrenome e bandeira com estrela. Os céticos de plantão dizem que o “mundo acaba todos os dias para quem bate as botas”. Os valentes e destemidos rilham os dentes e abrem as ventas enquanto a adrenalina incendeia os músculos. “Quem tem teme” diz a sabedoria popular lembrando que a anatomia da saída de uns é a entrada de outros. Sou duma época em que os viamonenses, machos uma barbaridade, ao menor entusiasmo dos adversários e inimigos cuspiam no chão, arrotavam e coçavam o saco escrotal. E deixando a camisa aberta, como bandeira a meio pau, mostravam o peito cabeludo. Homens tinham peito cabeludo. Sapos não! E pernas e braços também. Juro que já foi assim. Até as mulheres tinham cabelo e muito cabelo não somente na cabeça, mas nas partes íntimas e nas axilas. Sério! Verdade verdadeira!

 

Cr & Ag

 

Se alguém contasse que o PT e seus associados quebrariam a Petrobras um tempo atrás, seria colocado em camisa de força e internado no isolamento do hospício mais remoto. Há coisas que a nossa vã sabedoria duvida. A realidade é cabeluda ou já foi. Eis que os cabelos, não só masculinos, foram sumindo do cocuruto cefálico como de outras regiões visíveis e nem tanto do corpo das criaturas. A valentia deixou de cuspir e coçar… ainda há bolas testiculares. Incrivelmente! A cabeludagem persistiu nos hippies e nos crentes de algumas doutrinas. O advento de poderosos desodorantes inibiu a espuma e o odor axilar na sudorese profusa. Jamais extinguiu. Aos tempos das “camisas volta ao mundo” ou camisas de nylon a transpiração abundava. E lá também!

 

Cr & Ag

 

A macheza das criaturas foi sumindo como as ideias que criaram o PT e quem nunca foi súdito de falsos ídolos e reis de pés de barro e cuecas recheadas do dólar capitalista descobriu que sempre precisa parecer e realmente ser. A sexualidade desabrochou, com e sem Viagra. Sair do armário deixou de ser atitude de marceneiro. Os cabelos sumiram dos corpos femininos e masculinos. Exceto dos refratários e empedernidos ou daqueles assoberbados pela ecologia corporal. Atletas ganharam milionésimos de segundos evitando o atrito do ar com seus cabelos. Felipe Massa tentou. Tentou! Mas o problema estava abaixo das raízes dos cabelos da moringa craniana. Jogadores de futebol estampam corpos absolutamente depilados e cobertos pelo modismo avassalador das tatuagens.

 

Cr & Ag

 

Há mulheres que sofrem as dores do parto nas sessões de depilação com cera fervendo, lâminas vorazes e raios laser que assustariam Flash Gordon ou a turma da Guerra nas Estrelas. Uma corrente filosófica atribui maior coragem às mulheres que ao mais valente cafuncho, farrapo ou às gurias da Coligay. Algumas mulheres vassalas da estética íntima ainda traçam os mais incríveis panoramas para seus amados. Raros são os que observam esses traços capilares, mostram as pesquisas. Naqueles tempos ancestrais de uma Viamão, tirava-se o chapéu para alguma homenagem. Raros usam chapéus, muitos se escondem nas sombras dos moletons e nos bonés encardidos e fedorentos. Reverências escassearam como as vergonhas e inibições. Nada dói tanto como a escassez de honestidade ou a cegueira ideológica e as mentiras repetidas e assumidas cinicamente e vermos que um dia depositamos nossas esperanças numa urna falsa e que a honestidade e a decência avaliada até no fio de cabelo sumiram. Ninguém sabe ou ninguém viu e “até estarem julgados e condenados” em todas as seculares e inesgotáveis instâncias é tudo uma conspiração “deles” ou das “elites”. Haja cabelo no sovaco!

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Coitadismo – uma má formação nacional? – Edson Olimpio Oliveira – Crônicas & Agudas – 05 Maio 2015

 

2015 – 05 – Maio – Coitadismo – uma má formação nacional – Edson Olimpio Oliveira – Crônicas & Agudas – Jornal Opinião

 

Coitadismo – uma má formação nacional

 

O Jornal Nacional de 01 de Maio mostrava a situação persistente de um ponto de ônibus em que os criminosos agem ao longo dos anos atacando pessoas de qualquer idade, preferindo mulheres e idosos. Várias outras reportagens sobre o mesmo local, numa inclusive com a entrevistada sendo arrancado seu colar por um jovem. Hordas de menores, como cardume de piranhas, atacam, roubam e esfaqueiam. Dura a cena de idoso esfaqueado quatro vezes nas costas por menor ao tentar impedir ser roubado. E o policiamento? – Será reforçado dia tal! – na esteira das explicações de autoridades que sempre marcam pontos futuros para os problemas de qualquer etiologia serem resolvidos ou atenuados. Observem!

 

Cr & Ag

 

Debate-se a “redução da idade penal”. Debate-se “presídios ruins”. Os debates sempre visam a proteção dos criminosos de qualquer idade e principalmente se a ideologia for de esquerda. Recomendam uns e nega o governo o direito de defesa do cidadão atacado, agredido e ferido, muitas vezes de forma mortal. O povo decidiu nas urnas o direito à arma de proteção. O governo criou tantos empecilhos ditos legais que é quase impossível ter-se uma arma de defesa pessoal, da família e da propriedade. E é no viés de “propriedade” um dos motivos! Assim permite-se e legitima-se a invasão e destruição de propriedades particulares por hordas criminosos, algumas travestidas com a bandeira da reforma agrária, do orgânico e natural, ou do simples protesto.

 

Cr & Ag

 

Inverta-se a situação daquele ponto de ônibus em que os trabalhadores (e não é a tal elite alardeada pela esquerda retrógrada) buscam o sofrido retorno ao lar e o idoso esfaqueasse um menor em defesa própria. Haveria um linchamento na mídia, promotorias ensandecidas atacariam, estatutos seriam brandidos ao lar, ônibus incendiados, ruas obstruídas por barricadas, missas campais por um membro da comunidade estudante e bom filho foi espetado, lojas e vitrines quebradas. Talvez alguma central sindical e infernal defendesse seu súdito. O idoso estaria preso e sua família teria que se mudar. Imaginem um cenário de holocausto por um idoso que ainda precisa trabalhar para completar a sua renda de sobrevivência num país em que seus filhos são menos inteligentes do que jogadores de videogame de sucesso e não têm “habilidades” para enriquecer dando consultorias ou palestras multimilionárias, tem que pegar ônibus e desconhece jatinho de amigos empreiteiros e não tem nenhum partido que o indique para alguma diretoria de estatal. Está ferrado. Literalmente!

 

Cr & Ag

 

Hospital é para enfermos. Cadeia, penitenciária, prisão é para criminosos cumprirem penas. Pagarem pecados à sociedade. Essa estória que cadeia é para reeducar bandido é secundária. Cadeia é para punir. O resto até pode vir depois. Quando possível. A nossa presidenta preocupa-se e ofende-se com criminosos, traficantes de drogas, que são julgados e condenados à morte pelas leis de países livres após onze anos de cadeia. Deveria se preocupar com os milhares de brasileiros sendo assassinados todos os dias nas ruas do país que governa – calcula-se que morra um Vietnam de brasileiros por ano pela criminalidade e duas Argentinas no trânsito. Deveria chorar pelos milhares de brasileiros sem postos de saúde enquanto a maior empresa nacional vive o maior escândalo da nossa história, a mesma empresa dona de postos de gasolina. Deveria algo mais pelos milhões de brasileiros sem direito a hospitais e saúde com a qualidade parecida daquela que ela usa, sem segurança e sem escolas de qualidade e condenados a uma morte lenta e progressiva na ignorância, na má qualificação pessoal e profissional ou pendurados no gancho de açougue de alguma fantasia social criada com o feromônio do voto.

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