“Relaxa e goza” – “Estuprou, mas não matou” – Roubou, mas fez”! Edson Olimpio Oliveira. Crônicas & Agudas. Jornal Opinião. 08 de maio 2018.

 

“Relaxa e goza!”

“Estuprou, mas não matou!”

“Roubou, mas fez!”

Nas minhas viagens para locais distantes do torrão setembrina, da lendária Viamão Primeira Capital de Todos os Gaúchos, cultivo o hábito de locomover-me muito de táxi, ou de metrô, quando disponível. Conversar com taxista tem algo de especial pela sua visão de uma cidade e de um povo diverso na sua essência. É uma forma de comparar a bronca em que vivemos com a bronca dos outros. Parece, para uns, que o traseiro dos outros está mais sujo que o nosso e que os nossos problemas são até menores. A conversa de pacientes em sala de espera é mais ou menos assim, muitas vezes. Havia uma frase simbólica de Paulo Maluf e associados-postes: – Rouba, mas faz! Ouse perguntar: – Como assim? Mas não é ladrão? O taxista esboça aquele sorriso de autoridade pública, de quem sabe avaliar e dar nota para aquilo que os demais mortais não enxergam. Coloca a bola na marca do pênalti e enche o pé, digo, a boca: – É tudo gato, ladrão da pior espécie, mas tem aquele que faz alguma coisa e outros que só roubam e nada fazem. Assim sendo, estaria desculpado e indicado para uma nova eleição. E na soberba o “motora do táxi” ia mostrando os feitos do seu ladrão predileto: – Tem esse viaduto. Aquela elevada. Essa escola. Etc.

Crônicas & Agudas

Já numa esticada de táxi na Argentina, o castelhano foi mais radical: – Tenemos que matar-los todos! Algo assim. A pátria da jabuticaba deve ser diferente do resto do mundo. O nosso comunista tem a fórmula para que o comunismo que não deu certo em nenhum lugar da Terra, aqui será a solução de todos os velhos problemas. E até daqueles do porvir. O socialismo tupiniquim do FHC, esgrimido na crescente de Mensalão e Petrolão do Lula, estuporou-se na obtusa mente da Dilma e corre como cachorro cego em tiroteio com o Temer. E a canalha se candidata. Pior, se elege e uma tropa de parasitas e aproveitadores lhe acompanha nos holofotes do cargo e nas sombras da ladroagem e da corrupção desenfreada. É malufiana (de Paulo Maluf) a frase: – Estupra, mas não mata! Outros a atribuem a conhecida defensora da bandidagem. Pense na situação em sua família (“Quem tem, teme”!) em que haja um estupro! Contam que durante uma defesa do seu cliente um causídico: – Fulano até matou, mas em defesa própria e sem requintes de crueldade como os outros…”

Cr & Ag

A Marta, do sobrenome Suplicy como grife (?), é mencionada como a autora da orientação: – Relaxa e goza! O socialista brasileiro é o cara em que a pimenta só arde no dele, nos olhos dos outros é pura festa, regozijo e direito humano dele. Como alerta o Pastor Silas Malafaia, essa turma não descansa até a destruição da família. Um jornalista da Guaíba, contra-ponto do Mendelski, protagoniza a defensoria da liberação das drogas como solução para diminuir a violência e a criminalidade. E cita países numa ideação que seria maluca se não fosse mau intencionada e safada. Alerta: – tem que tentar fazer diferente do que se faz e não deu certo. O mesmo não vale para a liberação de armas para o cidadão tentar sair do corredor da morte, num país com mais de 60 mil mortes por ano. Onde desde 2003, o governo Lula decretou, contra vontade popular, a pena de morte para os cidadãos honestos, impedindo a defesa natural da vida e da propriedade ameaçadas elos criminosos. Observe como defensor de bandido, adulador e protetor de criminoso, ativista de direitos humanos, é contra o cidadão honesto, sua família e aquilo que adquiriu com o seu trabalho. Pense! Entenda! É necessário, pois a história nos mostra que estamos escolhendo piores políticos a cada nova eleição. Infelizmente!

2018 – 05 – 08 maio – Rouba mas faz – EDS OLIMPIO – Crônicas & Agudas – Jornal Opinião de Viamão

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P27 - Gauchão

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“Trupiquei no Toco”! Edson Olimpio Oliveira. Crônicas & Agudas. Jornal Opinião de Viamão. 24 maio 2018.

 

“Trupiquei no Toco”!

 

A

 palavra do homem retrata a sua experiência contada e acumulada em prosa ou verso. Daí também se entenda “o homem”, ser humano, como o coletivo, a humanidade ou a comunidade. Somos embalados e assediados por esse tipo de conhecimento, essa forma de percepção dos fatos e das pessoas e somos instigados a usar e abusar desse entendimento ou dessa visualização. E o vocabulário das pessoas no dia a dia pela batalha da existência não é dourado pelos vocábulos ou palavras ornamentadas dos eruditos de plantão ou pelo preciosismo como de membros do Olimpo do judiciário brasileiro. Dar topadas ou tropeçar vem sem engasgos ou brancos de memória como “trupicar” e todas as derivações desse verbo popular e bem acolhido na nossa linguagem de se fazer entender e evoluir. Caminhe pelas calçadas e passeios de Viamão City e trupicar não será somente uma figura da linguagem cotidiana, será um exercício de sobrevivência. Evitar detonar o megalomaníaco dedão do pé, solenemente chamado de hálux, que poderia ser nome de filho de político. Assim como evitar as quedas e as consequente filas do SUS para quem não é aquinhoado, abençoado com as maravilhas da Medicina do Hospital Sírio Libanês, tão distante da imensa maioria dos mortais.

Crônicas & Agudas

Todos já trupicaram, tropeçaram e deram topadas. Até de arrancar a unha magna. O Torneio Roberto Gomes Pedrosa era um campeonato de futebol que precedeu o Brasileirão. Inter e Grêmio disputavam seus jogos no abandonado Estádio Olímpico. Lá estava eu na longínqua juventude. Havia um degrau e uma valeta rente ao alambrado da arquibancada popular e o pessoal do sarro ou da gozação tinha um rito: gritava algum nome (Zeca, por exemplo) e sempre alguém virava automaticamente a cabeça para a direção do berro, mesmo que não fosse seu nome. E assim trupicava e caia, derrubava outros ou saía “tastavilhando” (outra formosura da linguagem). O pessoal se divertia mais do que com o jogo. É quase uma regra que exploda a risada quando alguém dá uma topada em qualquer coisa.

Cr & Ag

No corte do mato, o trabalhador deixa aqueles tocos apontados para o céu, como a orar pela dor de sua morte. Alguns pela morte temporária, pois iriam brotar e renascer. Ao menos até novo corte. Muitos tocos eram incendiados, queimados. Outros seriam arrancados pela força dos braços ou pelo poder do trator. Frequente, aos menos atentos ou aqueles em que os olhos até deixaram de apreciar as belezas da vida, trupicarem nos tocos. Trouxemos o tropeçar real para as formas mais simbólicas. Tropeça-se nas palavras. Trupica-se em atos e atitudes. As dificuldades fazem as topadas serem mais frequentes e dolorosas. Um amigo trupicou numa mulher linda por demais e deu-se o crime do padre Ermengardo. A paixão anabolizada pela testosterona sacode o coração e cresce na cueca. Coisa medonha para uns, especial para outros. E a trupicada se repetiu num aquecido embate nos lençóis. O resto será tema de alguma outra crônica.

Cr & Ag

O Supremo Tribunal comandado pelo histriônico Gilmar Mendes tem trupicado abusivamente na ética e na moral pretendida e tem sido um exemplo vergonhoso daquilo que um Supremo tribunal de qualquer país democrático e civilizado jamais deve ser. Essa gente trupica no povo, como se nós fôssemos somente um toco a atrapalhar sua caminhada onírica (pesadelo para nós que não somos obsidiados ou mamadores). E nós eleitores que continuamos trupicando em tocos que até em postes se transformam (vide Dilma para os mais alheios). Trupicamos elegendo e perpetuando essa escória corrupta (palavra leve para o pior ladrão).

2018 – 04 – 24 abril – Trupiquei no Toco – EDS OLIMPIO – Crônicas & Agudas – Jornal Opinião de Viamão

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P26 - Nosferatu

Dormindo nas Palhas! Edson Olimpio Oliveira. Crônicas & Agudas. Jornal Opinião de Viamão. 17 abril 2018.

 

Dormindo nas Palhas!

O Diabo tem todas essas qualidades (ou defeitos) não é somente por ser Diabo, mas é também porque ele é muito velho. Está aqui desde antes do começo do mundo”, é outra dessas pérolas da sabedoria popular. Muitos de nós desconhece, não sabe ou nem imagina o que significa o título acima – Dormindo nas Palhas. Alguns pela idade avançada, seres longevos, outros pela exploração continuada das páginas dos livros perscrutando mundos sonhados e imaginados, ainda aquele que nos bancos escolares se apaixonaram pela história e vararam o conhecimento humano conhecem-na. Está a palha em suas mais variadas origens e apresentações acompanhando o homem na sua caminhada no planeta. No vestuário, como os chapéus de palha. Na proteção e embalagens de alimentos – a velha rapadura de melaço. No ritual do fumante ao sorver seu palheiro ou cigarro de palha. E nas moradias do homem e de seus animais – móveis e revestimentos dos pisos.

Crônicas & Agudas

Certos mosteiros ofereciam salas coletivas para o sono, descanso e alguma sopa para os viajantes e alguns abandonados. Raramente o piso não era somente de terra, que recebia uma camada de palha seca para o singelo conforto das criaturas. Camas? Luxo dos abonados e dos nobres de berço ou de espada. Ao amanhecer a palha era recolhida e amontoada próxima ao permanente fogão aceso ou em algum estrado de madeira. As casas eram de chão, de terra nua. Inclusive as paredes – pau-a-pique ou de tapumes. Nas vilas as pedras custavam muito caro, assim como os tijolos de barro com estrume e palha, etc. As pessoas dormiam amontoadas nas suas humildes casas, inclusive com os animais. A necessidade do calor aproximava os corpos. E a palha ali sempre esteve. Inclusive nas masmorras, muitas abaixo do nível do solo, paredes de rochas, ausência de luz natural e muita humidade. A ausência da palha e a sua substituição trazia um maior e mais penoso pesadelo ao encarcerado que devia sobreviver com seus dejetos e a água com o frio e logo as doenças.

Cr & Ag

O homem, em contínuo aperfeiçoamento, aprisionou a palha em sacos que deram origem aos colchões. Aos dominantes, os colchões eram das mais macias plumas. Os estrados se transformaram em camas e berços com a técnica dos artesãos para o maior encantamento. Dormir num colchão de palha seca era tudo de bom. O gaúcho trouxe o pelego que aquecia e protegia seus glúteos sobre o espinhaço do cavalo para a sua cama de todo lugar. Para dormir, relaxar e amar! Um couro bovino curtido poderia ser usado por baixo do colchão para protege-lo da humidade. Era comum aqui em Viamão City ou na área rural que nos dias de bom sol, os colchões fossem colocados ao sol e vento para secarem da urina escapada, como de outros fluidos corporais. Os índios americanos aproveitavam os formigueiros para ali colocarem suas roupas e usos de cama, assim as formigas “limpavam” das pulgas, piolhos, muquiranas, etc.

Cr & Ag

Dormir nas palhas” também significa bobear, passar do ponto, perder a jogada. O juiz Moro determinou que o Lula condenado tenha as melhores condições de encarceramento que os 99,99% dos apenados do Brasil em condescendência ao seu cargo de ex-Presidente do Brasil. Essa benevolência hoje parece legal pelo perfil da humanidade atual, no entanto, quantos milhares de brasileiros definham em leitos de pedra, cadeiras de rodas, filas intermináveis sob as intempéries ou sepultos em cova rasa em algum cemitério de periferia pela omissão e deliberada cegueira (se fosse somente isso) pela roubalheira mafiosa, articulada e executada a sua volta? Ou aos bilhões de dinheiro “doados” para seus “governos amigos” que também fazem falta da mesa à cama dos brasileiros? Certamente ele não dormiu nas palhas e nem dormirá!

2018 – 04 – 17 abril – Dormir nas palhas – EDS OLIMPIO – Crônicas & Agudas – Jornal Opinião

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P25 - Coringa

A Tarrafa! Edson Olimpio Oliveira. Crônicas & Agudas. Jornal Opinião de Viamão. 10 abril 2018.

 

A Tarrafa!

[“Há dias em que a gente se sente como quem partiu ou morreu…]

S

entia-me deslumbrado e um tanto apaixonado ao vislumbrar uma cadência mágica do pescador arremessar a sua tarrafa que se abre como um véu de noiva (outra designação popular da tarrafa) ao vento e cai sem estrépito na água indo num mergulho suave juntar seus braços vertebrados pelo chumbo com a prisão dos peixes e de outros seres aquáticos. Tanto do homem solitário e silencioso numa margem quanto de vários que se alternam num bailado som a luz do luar ou ao cintilar da espuma cravejada pelo sol. Há Oliveiras caçadores e/ou pescadores. Todos Colorados! Seu Aldo era um desses modelos de Oliveira que mesclava a disciplina do velho Olympio com a doçura da vó Celina. Pescava em rios, lagoas e no mar. Cada época com seus peixes e seus instrumentos – caniços, carretilhas, redes das mais variadas, arrastões, espinheis, fisgas e… tudo que a imaginação cativasse. Nunca foi um tarrafeador de sua predileção. Eu já enveredei por esse meandro e jogava uma tarrafa nota seis. Na minha rua havia o Seu Jorge, o Jorge do Armazém, que jogava uma tarrafa sem igual. Tarrafa grande, de profissional e dos bons, nota 10. Abria a rede num círculo perfeito – ensinou-me no gramado – ou ao comprido num rio, num valo ou em alguma água povoada de tocos de árvores.

Crônicas & Agudas! – Cr & Ag

Nas barras, como em Imbé, Torres e Laguna, sentava-me em alguma pedra ou simplesmente me deixava encantar com essa arte que enobrece o seu ofício e eleva o pescador ao doutorado como tarrafador ou tarrafeador. Admirável. O que a tarrafa recolhe no seu amplexo? Desde as algas e restos locais aos mais variados seres das águas – siri, mariscos, peixes com e sem escamas, invertebrados. “Caiu na rede é peixe” – diz uma expressão popular. O bom pescador escolhe a malha adequada da rede para livrar os filhotes e sempre retorna à água aqueles seres que não servirão de alimento. A pescaria jamais deve ser para ostentação ou regozijo pueril. No entanto, a pescaria traz surpresas enroladas e emaranhadas e assim foi quando os pescadores retiraram das águas a Nossa Senhora Aparecida. Os exemplos se somam e iluminam nossa fé e nossas crenças de que o Pai Celestial pode tocar aquele véu ou aquele entrelaçado de fios em rede.

Crônicas & Agudas! – Cr & Ag

Tarrafear ou tarrafar! Metáforas e analogias! Um amigo dono de farmácia me ensinava: – “A tarrafa está sempre me pegando. Eles até sabem que eu sei. Só trocar de empregados não tem resolvido. Descobri que a tarrafa pode pegar, mas não pode acabar com a pescaria. Se me quebrarem é ruim pra todo mundo”. Um amigo, namorador de dar inveja ao Don Juan, colocava um Correio do Povo (jornal que nos áureos tempos era de mega tamanho) na axila esquerda e saia para tarrafear a noite nas sombras do litoral de Cidreira. Certo manhã, meio desconsolado, assim como quem recebe uma intimação de pensão alimentícia, se lamuriava: – “Tarrafeei toda a noite uma morena tomada de belas curvas, com os peitos batendo continência pro general e terminei com uma amiga dela, meia petiça e quase anoa nos cômoros atrás do Beira Mar (hotel)”.

Crônicas & Agudas! – Cr & Ag

Assim todos somos pescadores. Ele, o Cristo, foi um “pescador de homens”. A polícia pesca o tempo todo. Lança anzóis, arma redes. Estende espinhéis e arremessa tarrafas. Numa dessas tarrafeadas da polícia veio um doleiro enredado e outras criaturas perigosas. E as tarrafas continuaram a serem jogadas e veio finalmente uma lula. Na natureza a lula é um ser das profundezas, emerge das sombras, é um predador terrível. Eu já acredite, escrevi, elogiei e admirei Lula-homem e torci pela sua cura do câncer e da enfermidade moral que se exteriorizava virulentamente. Infelizmente perdi. Nós perdemos. As pessoas, ao morrer, podem doar seus órgãos para a saúde de outros. As criaturas nobres doam dignidade e exemplos de Luz e Amor para a humanidade e atos que mudam a história e nos elevam no patamar civilizatório. Lula-homem enredado na tarrafa da lei e da honra nos deixará a dor de sermos traídos e traídos constantemente sem a dignidade de reconhecer seus erros e pedir o perdão envergonhado. É triste demais!

2018 – 04 – 10 abril – A Tarrafa – EDS Olimpio – Crônicas & Agudas – Jornal Opinião

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P24 - Poderoso Chefão

Coceira no Lombo! Edson Olimpio Oliveira. Crônicas & Agudas. Jornal Opinião de Viamão. 03 abril 2018.

 

Coceira no Lombo!

 

N

a minha infância, eu acompanhava meu pai Aldo nas caçadas de marrecão e nas pescarias. Gostava de observar a natureza e a vida dos animais. Era curioso como o gado se acotovelava em algum lugar do campo e, particularmente, nos prenúncios de tormentas, a boiada se comprimia paleta contra paleta e buscava algum tipo de refúgio como num capão de mato ou na revessa de uma malha de taquareiras. Sentia a apreensão nos mugidos e no olhar dos bois, das vacas e, principalmente, o abrigo que os bezerros buscavam dentro do grupo e jamais ficavam pela periferia. Também apreciava os bois e cavalos se coçarem num moirão de cerca ou contra alguma árvore. As árvores ficavam descascadas, marcadas, indicando que ali era um bom local para se coçar. Até alguma ponta de arame de alambrado, de aço, servia para algum animal se esfregar. Eles me avisavam para passar longe das aroeiras, pois poderia dar alergia. E alergia da braba! E me imaginava se seria bom coçar a alergia da aroeira em algum tronco de eucalipto, por exemplo.

Crônicas & Agudas!

Meu pai me dizia que os bugios, na época haviam em grande quantidade em Itapuã, se coçavam como os bois e os cavalos e também um coçava ao outro. Por vezes fazendo uma fila de bugios se coçando. Confirmei isso ao vivo no Zoológico e pelas imagens da TV. Tive um tio especial, gente boa uma barbaridade, daqueles de tirar a roupa do corpo para ajudar alguém, do tipo pau para toda a obra, mas tinha um problema com o comprimento dos braços. Eram meio curtos como de motorista de Kombi. E suava muito. E gostava de encostar-se num marco de porta e ali se esfregar. Coçava-se de rir de satisfação. E realmente experimentando, mesmo sem coceira, era algo bem legal. Com coceira era melhor ainda. Experimente! Muito tempo depois passaram a vender uma varinha com uma mão de plástico numa das pontas para evoluir a “coçação”.

Cr & Ag

Contam que o gaúcho observando essa sinfonia de coçar dos animais, que naquele ritual escapavam do controle, resolveu colocá-los na linha dando-lhes uns laçaços ou umas lambidas com o relho. Isso se estendeu e se propagou para aquelas criaturas que “se coçando” mereciam umas relhadas, um corretivo. Daí, creio eu, veio a “coça de laço” ou a “sumanta de laço”. Um antigo delegado de polícia de Viamão (que falta faz nesses dias de hoje!), do alto de seu cavalo de batalha, usava o rabo-de-tatu no lombo dos bandidos. O rebenque ou o rabo-de-tatu, também chamado de mango, foi uma das primeiras “armas” disciplinadoras do gaúcho. Numa coluna passada lembrei da coragem e da valentia de brigadianos contra os gaúchos que protestavam contra o Lula e sua caravana da discórdia e que a mesma disposição deveria ser para os dois lados. Isso reverberou. As imagens mostraram alguns gaúchos com um relho na mão para se defenderem. Nos idos de fevereiro de 2004, o MST invadiu o Banco do Brasil em Bagé e atacou os brigadianos que apanharam com seus próprios cassetetes e teve o capitão com o braço quebrado entre outros feridos. Isso foi capa da Zero Hora e do Correio do Povo. Há notícias de comandante da Brigada com boné do MST. Será verdade ou lenda?

Gilmar Mendes e seus súditos tem demonstrado uma enorme dissintonia com a razão e o bom senso na ética e na repulsa ao crime organizado que devastou o país. Coceira no lombo? O povo tem demonstrado verbalmente sua inconformidade e repugnância por suas decisões e “donos da verdade”. Em aeroportos e outros locais públicos eles têm sido vaiados pela sua prepotência e absolutismo. Riscos? Infelizmente são os riscos para a nossa democracia a falta de controle real sobre a criminalidade.

2018 – 04 – 03 abril – Coceira no Lombo – EDS OLIMPIO – Crônicas & Agudas – Jornal Opinião – http://www.edsonolimpio.com.br

 P23 - Coringa de gravata azul

Reflexões Outonais! Edson Olimpio Oliveira. Crônicas & Agudas. Jornal Opinião. 27 março 2018.

 

 

Reflexões Outonais!

V

ários amigos que nos acompanham nesse formidável espaço fizeram coro às críticas do Linguarudo e da degradante situação brasileira com o dedo do social-comunismo manipulando. As manifestações sacodem diversas cidades do Brasil, como agora aqui no “sul do meu país”. A mídia “tudo pelo social” “deles” estanca as notícias, sonega as informações daquilo que acontece a contragosto do pessoal acossado pela Justiça da Lava Jato e pelos descaminhos da omissão legalizada do “foro privilegiado”. Os contraventores e toda a sorte de bandidagem emplumada, peluda e até felpuda sonha e busca o porto seguro do supremo tribunal.

 

A Brigada na defesa de seus algozes!

 

O Soldado Valdeci deve rugir na sepultura! Refrescando a memória dos esquecidos e expondo mais essa chaga da história. Em 08 de agosto de 1990, o soldado Valdeci de Abreu Lopes, aos 27 anos de idade, foi cercado e assassinado pela degola com uma foice por um grupo de 5 a 6 membros do MST na hoje conhecida Esquina Democrática, esquina da Avenida Borges de Medeiros com rua dos Andradas, em Porto Alegre. Na época o ilustre Vereador João Dib acusou publicamente o prefeito Olívio Dutra de homiziar os assassinos na Prefeitura e favorecer a sua cinematográfica fuga. É fato – brigadianos já foram surrados pelos “sem terra” e via campesina. E a reação? Há quem alegue que são “ordens superiores” e “medo da mídia esquerdista”. A Brigada se “arripia” para interceder qualquer passeata e protesto desses mal chamados “movimentos sociais”? “Tapa na cara e cuspida no rosto”, dizem que até líquido amarelo com odor de amônia (seria urina?) já receberam nos intermináveis e repetidos protestos.

A caravana de Lula, PT e companheiros, aventurou-se continuar a campanha eleitoral no sul pelo solo gaúcho. Em Bagé receberam a primeira mostra que nem todo o gaúcho é grosso e burro. E os agricultores se organizaram em passeata pacífica com seu tratores, cavalos e famílias mostrando sua discordância  “dos mortadelas-cachaça”. Nas outras cidades onde a “caravana do ódio e da discórdia com afrontamento” esteve, o povo da cidade e principalmente o homem do campo repetiu sua repulsa ao ex-presidente já condenado. Igualmente a mais de uma centena de outros condenados pela corrupção cancerígena que dilapidou profundamente o Brasil, da economia, à dignidade e à família. Em Passo Fundo, o protesto foi de igual para maior. O direito de ir-vir de uns é superior aos dos cidadãos e contribuintes roubados pela maior máfia da história do Brasil.

As imagens viralizadas pelo WhatsApp e outros canais mostram brigadianos atacando as pessoas de bem. Parece que há brigadianos que confundiram inimigo com amigo. Ou quem assassina brigadiano e quem lhe bota a comida na mesa e roupa no corpo. Atiraram com balas de borracha. Jogaram “bombas de efeito moral” contra quem ainda luta para ter e manter a moral. O gás lacrimogênio queimando as pessoas (até mulheres?) que buscavam qualquer água para se lavar. Houve ameaça de queimar as máquinas agrícolas? Sim ou não? A mesma coragem carente no enfrentamento da guerrilha urbana e rural se fazia poderosa contra o gaúcho. Nenhum gaúcho portava foices degoladoras ou qualquer arma mortal. Salvo se bomba (que não é coquetel molotov) e cuia de chimarrão são armas mortais como aquela que matou o Soldado Valdeci. Os gaúchos “caloteiros”, segundo o ex-presidente Lula, foram impedidos de seus patrióticos protestos, ao contrário dos protestos de outros “movimentos sociais”. Há quem queira alcunhar os brigadianos de “soldados de Pilatos” também pela proximidade da Páscoa. Esse cronista que tantas vezes e em tantas crônicas elogiou a instituição Brigada Militar e seus homens se solidariza com os gaúchos aviltados, agredidos e até presos por serem democráticos no livre exercício de seus direitos contra a corrupção e o crime e sente profunda dor e protesta por essas atitudes. O bom e salutar humor de um amigo propõe uma campanha: “Óculos para os brigadianos” e curso de reciclagem: “Bandido e Mocinho – como identificar corretamente”!

2018 – 03 – 27 março – Reflexões outonais – EDS OLIMPIO – Crônicas & Agudas – Jornal Opinião de Viamão – http://www.edsonolimpio.com.br

P20 - PÁSSARO

Na Marca do Pênalti! 2. Edson Olimpio Oliveira. Crônicas & Agudas. Jornal Opinião. 20 março 2018.

 

Na Marca do Pênalti! 2

 

O

s desafios são diários, num comer para não morrer. Representa que o Prefeito André Pacheco está tentando e fazendo. Sempre será pouco para as necessidades, mas poderá ser muito diante das carências históricas assoladas por mentiras e a desolação ou o deserto de capacidades. Meu vizinho de jornal, o colunista Linguarudo, tem exercitado sua memória e exposto chagas de governos anteriores. Está correto! É necessário para um povo que esquece quem votou na eleição passada ou está camuflado para não ser identificado como eleitor da Dilma Golpe. Sem o banzé ou alarde de “Usina de Asfalto”, como no governo do Ridi, vai recuperando as ruas totalmente degradadas, como no entorno da Praça Júlio de Castilhos, Prefeitura e Câmara de Vereadores e cartão postal da cidade. A paisagem lunar, que derrubava motociclista, revelava que a administração pública deveria viver em algum outro lugar e jamais visitar ou circular em torno da praça principal. Essa face do malfadado descaso se corrigiu com meios-fios bem pintados, ruas recuperadas, melhora da sinalização (creio que as faixas de segurança logo estarão visíveis) e ainda uma pequena atuação da guarda de trânsito municipal.

Crônicas & Agudas

Certa mãe de numerosa prole foi acusada de “relaxada” e pouco arrumar a casa. Respondeu em tiro livre: “Dou banho e nenhum filho meu está de bunda suja!” Quando o problema é crônico e gigantesco, há necessidade de muito serviço e uma conscientização para que se possa evoluir e auxiliar. O mínimo seria cada criatura cuidar do seu próprio rabo e não sujar as ruas e abandonar seus terrenos ao lixo e ao matagal que invade as calçadas. Queremos uma Prefeitura que funcione no ritmo e na cadência da necessidade. Há muito se vê a necessidade de reformular métodos e criar metas de trabalho, produção e meritocracia para os funcionários. Os “Eles” querem a Prefeitura para se aboletar num cargo público sem os compromissos e obrigações da vida liberal. Há bons funcionários atravancados por algumas criaturas que desorganizam a vida do cidadão e contribuinte. Informatizar e reduzir burocracia. Ah! Os bons funcionários não sentirão dodói com a cutucada cidadã, pois relatam constrangimento pela atividade de alguns colegas.

Cr & Ag

O Linguarudo relembra o “171”, a falcatrua da campanha do Ridi e seus acólitos com o famigerado “Hospital Materno Infantil da Ana Jobim”. Essa turma é boa de enganação e de propaganda falsa e do convencimento alegando de que a “culpa é dos outros”. Eu estava ali no olho do furacão. Eu presenciei. Certa vez escrevi nesse luminoso espaço que “se Deus quisesse criaturas de direita ou de esquerda” os teria feito, aí conto com a imaginação do aguçado leitor. No entanto, Lula e seu pessoal martelam anos a fio de que há “eles e nós”. E dividiram as pessoas em grupos de cor, origem, castas e ideologias. E continuaram com a divisão por gênero, sendo acintosa ou “criminosa” a acepção de homem e de mulher. Nem a Bíblia estancou essa hemorragia ideológica de desestruturação do organismo social que falsamente brada por “igualdade”. Mas se resume em destruir as famílias e as estruturas para que das cinzas (ou do lixo) renasça o seu modelo de comunismo. Sabem que fracassará, mas querem se manter divindades acima do caos. Duvida? Ou a Lava Jato nada ensinou?

Gil Ferretti, também conhecido como o esposo da dona Zeli, pregava para ouvidos moucos durante a campanha eleitoral em que fui candidato que “o político está para servir ao povo durante seu mandato e jamais para ser servido”. Eu, como funcionário público e médico, sempre entendi assim também. Infelizmente, a formidável e acurada percepção do senhor Gil Ferretti é a grande e lamentável ausência na vida pública do cidadão brasileiro ungido pelo voto ou protegido pela eternização do cargo.

2018 – 03 – 20 março – Na Marca do Pênalti 2 – EDS OLIMPIO – Crônicas & Agudas – Jornal Opinião

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 P19 - Terror

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