O raio não cai no mesmo lugar duas vezes! – Edson Olimpio Oliveira. Crônicas & Agudas. Jornal Opinião. 18 abril 2017.

 

2017 – 04 – 18 abril – O raio não cai no mesmo lugar duas vezes – EDS OLIMPIO – Crônicas & Agudas – Jornal Opinião

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“O raio não cai no mesmo lugar duas vezes”!

U

ma das nossas habilidades é dizer e repetir à exaustão alguma frase ou até mesmo qualquer bobagem e “acreditar” naquilo que dizemos. Observe! É da natureza humana a necessidade de acreditar, principalmente naquilo envolto na névoa da ignorância ou da idolatria. Eis que há sempre alguém que associará o nome de Deus ou de alguma santidade para revestir e blindar a sua expressão ou a sua frase. Aqui a situação se complica, pois a incredulidade supostamente despertará a fúria divina e a via do inferno estará pavimentada para a criatura crédula ou subnutrida da racionalidade. Outra forma de afirmar e fazer com que o crédulo ‘se convença’ é o poder do grupo ou o espírito de boiada. A juventude é um campo fértil e adubado pela estupidez refratária e desculpável. A absolvição terá a certeza de que “quando jovem se faz e se acredita nessas bobagens”.

Crônicas & Agudas!

“Deus não joga, mas fiscaliza”! – repetem os amantes do esporte bretão. Um jogador forrado de razão exterioriza a certeza de que “mais adiante Deus vai corrigir isso aí…” Essas três derradeiras palavras externam a sua fé ou a sua simploriedade, ao que outro ataca: – Com tanta coisa para se preocupar, com tanta criancinha para salvar e curar Deus vai perder tempo com um jogo de futebol. Outro vai no atalho: – Se mandinga, saravá, batuque, reza e promessa braba desse resultado, o campeonato baiano terminava em empate. Nas trovoadas dizem que “São Pedro está jogando bocha” e que o raio “é um mandado” divino ou do chifrudo de pés de bode. O raio ainda pode ser Thor, que não o filho do Eike Batista e semideus do sucesso petista, esmagando a sua bigorna, moldando o aço para as batalhas no Valhala.

Cr & Ag

De analogia em analogia, semelhança em pseudo-semelhança vamos engatinhando nos refrãos que nos soam como verdades. Também é do espírito brasileiro buscar “um salvador da pátria”. Sem golpe! Precisamos de algum espantalho que afaste as pragas e os predadores da nossa lavoura, nossa amada lavourinha chamada Brasil. Ou Rio Grande do Sul! Ou Viamão City! Pensaste em estupidez? Ou falta de melhor educação? Ambos? “Devagar se vai ao longe”, dizia um atolado na faxina com os urubus dando rasantes a sua volta. Coisas do Brasil em que os partidos comunistas são democráticos e “lei é o malido da lainha”. Medonha como “briga de foice no escuro”. “Na época do Lula não tinha essa crise toda, a culpa é do golpe”! Escutou essa?

Cr & Ag

Tudo que está aí para cegos enxergarem, surdos escutarem e mudos falarem aconteceu num raio que caiu ou pelo “gorpe deles”? Ou as consequências do maior esquema criminoso de ladroagem rapinado em qualquer país civilizado (ou que esgravate para ser!) escancarou as comportas da crise e das dezenas de milhões de desempregados? Sem amores ao Sartori et all, mas os salários não são pagos por absoluta má vontade do Governador? Se o “homem mais honesto que Cristo” fosse uma real e inabalável verdade, também não seria o maior incompetente (ou imbecil?) da história, com tudo que aconteceu a sua volta e várias vezes provado e comprovado e nada (Nada!) sabia? Sendo que ao mesmo se atribui uma inteligência superior.

Repetir e repetir o erro. Votar e novamente votar. Eleger e reeleger as mesmas biscas e às pencas em todas as esferas da vida pública. Ou as criaturas que tanto condenamos estão em seus cargos por um raio que caiu no mesmo parlamento e no mesmo palácio? Errar e aprender é da nossa alçada e até necessidade. Viciar-se no erro é doentio do corpo e da alma, quando pessoal destrói um lar e uma família e quando coletivo arrasa um país e sacrifica gerações.

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Dar nomes aos bois! Edson Olimpio Oliveira. Crônicas & Agudas. Jornal Opinião. 11 abril 2017.

 

2017 – 04 – 11 Abril – Dar nomes aos bois – EDS OLIMPIO – Crônicas & Agudas – Jornal Opinião

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Dar nomes aos bois!

S

eria o cronista mais um carreteiro de letras que cangadas formam palavras, que se encarreram em frases? Talvez. Muito eu gostava de andar de carreta puxada por uma junta de bois na estrada que dava acesso ao campo dos Guimarães (Alcides, Lídio e o Orozimbo, de apelido Bebeca), no fundão da Boa Vista, zona rural de Viamão City. Sentado com os pés balançando e por vezes arrastando-os pela água que inundava ou cruzava a precária estrada ladeada pelo campo e noutros momentos pelas lavouras de arroz. Quase tudo para uma criança é motivo de festa e andar de carreta só tinha beleza e magia. Os bois sempre tinham nomes e tenho quase certeza de que cada um sabia e entendia as ordens (ou súplicas?) do carreteiro. Uma longa vara de algum tipo de madeira com um prego em sua ponta – a aguilhada – tinha seu cabo ou empunhadura lustrosa das mãos do homem e servia para guiá-los. A carreta andava numa marcha e num balanço em que o tempo quase parava. Talvez até parasse um pouco para desfrutar dessa maravilha sem a pressa que hoje nos ataca e acomete.

Crônicas & Agudas!

Ao rangido das imensas rodas cortando o solo arenoso ou barrento com a moldura da grama verde, eu escutava a voz do carreteiro: – Jaguuunço! Oooooo! Encarnado! Oooooo! A aguilhada cutucava alguma parte do corpo do animal ou batia ritmada nas aspas do bicho. A rédea devia servir para mais alguma coisa, mas os bois entendiam o sotaque do homem e seguiam a sua sina. Um dos bois era o ‘chefe’ e o outro o vice, também eleitos pelas suas aptidões. “Eles não conhecem a sua força, se soubessem não puxavam carreta”, dizia o seu Aldo Cabeleira, meu pai. Outras juntas de bois e outros nomes e outra harmonia naqueles imensos animais, dóceis quando cangados e ariscos ou perigosos quando soltos a campo. O Jeep Willys do seu Aldo gemia com tração nas quatro rodas e marcha reduzida engatada para vencer os atoleiros e eventualmente perdia a batalha contra o barro viscoso. Se era muito gostoso ver o jipe lutando com os atoleiros e com a água entrando pelas portas, era fantástico vê-lo “atolado até o gargalo”. Era aqui que a festa iniciava. Iriam pedir socorro para um dos três irmãos e logo estariam com uma junta de bois rebocando o jipe ou a carreta para nos levar ao acampamento para caçar e pescar. E os bois faziam aquilo que não havia tratores confiáveis à época para fazer.

Cr & Ag

Tinhoso, Ooooo”! – como escolhiam os nomes? Acho que o sujeito ali no campo, na natureza, onde o tempo também se arrasta no rangido da carreta e que nenhuma “graxa patente” faz andar mais rápido… Sabe-se lá como a imaginação e as associações e analogias penetram e varam a mente do homem, no entanto parece que o nome está exatamente adequado ao animal, ao seu gênio ou temperamento, ao seu tamanho e disposição, a sua liderança ou submissão. Uma orquestra em há um maestro e seus músicos da natureza, companheiros numa sinfonia em que a vida segue sua estrada e o tempo alheio as necessidades e vontades desdenha da pressa ou da preguiça.

Cr & Ag

É da natureza humana “dar nome aos bois”, para o bem e para o mal. O mundo assiste aquilo que começou com uma investigação num posto de gasolina resultar na maior operação de caça e punição aos criminosos encastelados na política brasileira e nas empresas. Ostentam pomposos nomes e obscuras alcunhas nas listas da roubalheira desenfreada. Apelidos traduzem a personalidade das criaturas que os possuem. Há dúvida? Teste com o desapego da ideologia que põe a canga e faz a submissão asquerosa e putrefata da criminalidade com lustro imperial. E a boiada é grande, muito, muito maior que as quase duas centenas de condenados pela justiça federal do Paraná e para a vergonha e o descrédito de outras justiças que tardam, retardam, prescrevem e absolvem. “Tinhoso, Oooooo”!

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Voltar para contar! Edson Olimpio Oliveira. Crônicas & Agudas. Jornal Opinião. 04 Abril 2017.

 

2017 – 04 – 04 Abril – Voltar para contar – EDS OLIMPIO – Crônicas & Agudas – Jornal Opinião

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Voltar para contar!

E

stava trabalhando uma imagem de “Ghost, Do outro lado da Vida” em que Demi Moore trabalha a argila, girando-a e moldando-a com seus dedos e mãos e logo atrás dela, abraçando-a, Patrick Swaize. A trilha sonora envolve-os, como em raros momentos do cinema. Lembra? Se não assistiu, busque numa locadora ou no Netflix e deixe-se surpreender ou reafirmar o amor dentro de você. Dentro de cada um de nós. O filme é surpreendente e de uma beleza com sensualidade que transcende e eleva. É uma forma de captar, sentir, sensibilizar-se com o amor e o poder que dele emana. Um poder que rompe com as barreiras do tempo e principalmente da vida e da morte. Principalmente com a morte que a tantos assombra, que induz insegurança, que limita e está sempre à espreita numa enfermidade ou num assassino nas sombras. Apesar de que todo o ser vivo tem uma única e inarredável certeza depois do seu nascimento – um dia isso acaba, essa forma ou essa modalidade de vida termina com aquilo que se conveniou denominar de Morte!

Crônicas & Agudas

Estamos todos, de alguma forma, atrelados a dogmas, ensinamentos, repetições e tudo aquilo que se torna ou habita o “desconhecido”, traz e mobiliza marés de insegurança. Brutal insegurança, por vezes. Quantos repetem a frase – “quem foi não voltou para contar, então não dá para saber”? Muitos transitam por “sua fé” que repete o eco de uma casca dura e quase impenetrável. Outros intitulam-se religiosos ou espiritualizados, mas o temor persiste e o desapego da materialidade torna-se sofrido. “Até acredito em Deus, mas ninguém sabe o que tem do outro lado”, dizia-me um amigo. Aqui já há um “outro lado”. E para quem não crê no Criador? Mesmo assim o Criador continuará crendo nele e lhe permitindo e auxiliando a evoluir.

Cr & Ag

Outros apegam-se às crostas refratárias e espoliam a todos e a sua vida numa existência banhada em fluidos sombrios e corrosivos. Firmemente encastoados, brutalmente empedernidos na volúpia do poder para mais e sempre mais poder, no acúmulo de riquezas à custa do sofrimento de outros seres, glutões ou criaturas vorazes que devoram qualquer luz a sua volta. E tantos com seres sombrios como eles, mas que se sentem atraídos pela similaridade do lado negro. Em Ghost ou Espírito do Amor, o elo entre Molly e Sam mostra a sua intensidade e eternidade. Um casal pleno de amor, iniciando uma vida no novo apartamento. Um assassino contratado pelo seu melhor amigo para que ele não evoluísse a descoberta de falcatruas na empresa. Uma ex-presidiária Oda Mae (Whoopi Golberg) encontra uma profissão de “médium”, farsante e temerosa. Não, não contarei mais. Assista. E como num bom livro e num ótimo filme, assista outras vezes.

Cr & Ag

Uma voz interior, creio que uma Luz interior, nos mostra e indica caminhos. Muitas outras trazem as dúvidas, insatisfações, temores, avolumam egoísmos, cultivam ervas daninhas e até venenosas para si e para aquilo que deveria ser o jardim de sua existência. Não importa quanto tempo ficares ao lado de alguém, ninguém sabe o minuto seguinte, mas se ame, amando intensamente quem está ao seu lado, consigo, numa confluência, numa sinfonia audível ao espírito do amor e jamais cairá no fosso escuro do esquecimento. O ciclo do amor é contínuo e inexorável. Sempre os círculos se fecharão e novamente se abrirão para o renascer eterno. A escolha é tua. E minha. Cultiva-se e aduba-se aquilo que queremos.

É difícil? Muito. A jornada nessa Terra tem essa finalidade – evoluir pelo entendimento. Insistimos em tentar aprender e conscientizar com a Dor. É a mesma energia que se gasta em fazer o certo ou o errado? Dispende-se muito mais nos erros e principalmente na persistência abusiva do erro.

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Sintonias! – Edson Olimpio Oliveira. Crônicas & Agudas. Jornal Opinião de Viamão. 28 Março 2017.

 

2017 – 03 – 28 Março – Sintonias – EDS OLIMPIO – Crônicas & Agudas – Jornal Opinião de Viamão

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Sintonias!

Eu sintonizo com ela! – dizia-me um amigo de jornada.

Felizes são aqueles que encontram outros seres que vibram em afinação numa música escutada, sentida, acariciada pela nossa alma imortal. Quantos passam por toda uma existência sem encontrar outras pessoas que lhes sejam compatíveis, que não vibram com elas ou que, como a busca de uma melhor recepção pelo dial do rádio, não encontram uma melhor sintonia? E nem precisaria ser perfeita. As pessoas se atraem por uma série imensa de motivos, fatores ou sentimentos, como a ideação de vida, de religião ou de filosofia, até de política. Outros pelo tipo físico ou singelos detalhes corporais. Quantos pela música?

Crônicas & Agudas!

Prefiro as morenas com o cabelo bem encaracolado e de lábios generosos, com olhos grandes e cintilantes, a cintura deve ser pequena e… que fale o necessário! – Ops, talvez o amigo tenha pisado na bola e escorregado na vaselina nessa derradeira afinidade. Há quem preconize que nunca se fala demais ou de menos, somente o necessário de cada um. Observe que inicialmente os componentes do retrato traçado no íntimo desse homem configura um modelo de pessoa que lhe serve para iniciar e acalentar a busca de novas afinidades.

Cr & Ag

Sabemos que na natureza tudo vibra. Até uma rocha ou uma barra de metal mantém uma vibração oculta para nossos mais visíveis sentidos. Opostos se atraem. Iguais se repelem! Lembra alguma aula de física? Serve para os humanos? Você, como a maioria das pessoas, sentiu-se muito bem em algum lugar, num ambiente, na presença de alguém. E o contrário? Há criaturas e ambientes que nos causam dor, sofrimento físico, mental e espiritual. Ali nos sentimos mal. Talvez até comece por um bocejar inadequado, uma cefaleia ou uma náusea. Lembra de algo assim? Alguma pessoa que em nossa presença e até pode ser algum parente que “damos graças a Deus” quando nos afastamos. Podemos misturar ou acoplar as leis da física, da quântica ou da espiritualidade para explicarmos essas inúmeras situações reais.

Cr & Ag

Observe como os animais estão em sincronia com os humanos. E os vegetais? A tradição ensina que certas pedras, como cristais, e plantas tem atividades para mudar a vibração e afinar a sintonia de ambientes e de pessoas. Uma paciente relatou que sua cunhada, principalmente quando lhe visitava, era um problema. Estragavam-se eletrodomésticos, no fogão entupiam os bicos, a geladeira aquecia, o cardeal caía crista, o cachorro ficava irritado e por vezes adoecia, alguma criança tinha febre e vai por esse caudal de dissabores. A conversa da criatura já era ruim, pois apetecia falar dos outros parentes ou conhecidos, dar palpites na casa dela, enfim uma conversa adversa e tóxica.

Cr & Ag

Muitas pessoas sofrem dolorosamente quando não se sintonizam com familiares, como entre irmãos. Custa-lhes entender ou minimamente aceitar que nascer da mesma mãe, não os faz afetivos e de vida feliz. Custa-lhes relembrar do primeiro par de irmãos da Bíblia e o final de suas jornadas. Pelos caminhos e entendimentos da espiritualidade vê-se que vezes somos colocados lado a lado para que aceitemos o diferente de nós, que compreendamos, que aparemos nossas arestas pela humildade, que se evolua com amor nas diferenças. Amar o semelhante é para muitos. No entanto, amar o diferente é sempre mais difícil e até sofrido, principalmente quando o sentimento não ecoa. Sintonia é a Luz que baliza nosso caminho na evolução com disciplina, amor e humildade!

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Herói e Vilão! – Renascimento da Consciência. Parte 1. Edson Olimpio Oliveira. Crônicas & Agudas. 14 Março 2017.

 

2017 – 03 – 14 Março – Herói e Vilão – EDS OLIMPIO – Crônicas & Agudas – Jornal Opinião de Viamão

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Herói e Vilão! – O Renascimento da Consciência. Parte 1.

Olho para o céu e vejo uma nuvem preta que vai passando, olho pra terra e vejo...” uma horda de ‘walking dead’ com fardamento típico: bermudão, camiseta do Barcelona ou outro time de futebol, tênis, boné e atitude de predador. Onde? Perímetro central de Viamão. No feriado de Carnaval foi mais que assustador. Andam farejando vítimas e atacando. Na região do mercado Bianchi e praça da igreja Matriz fazem o horror de quem vai às compras. “Dá cinquentinha aí tio (tia, vô, etc). Legal teu carro. Sei aonde tu mora!” Há relatos de serem vistos realmente na região das potenciais vítimas. As pessoas ficam intimidadas e há quem entregue aquilo que “pedem”. Desconheço quem “tirou um tempo” para fazer ocorrência na Delegacia. Ninguém acredita que isso vai dar em algo bom para o cidadão. A maioria já tem a consciência de que nem a polícia pode (ou quer?) enfrentar esses “excluídos sociais” (jargão da esquerda e dos direitos humanos de bandidos). Há uma catequização maligna de que criminoso é “coitadinho” e seu “trabalho” ou está nessa vida “por sua causa”.

Crônicas & Agudas

Educação, saúde e segurança – é plataforma de todo político candidato. Na educação você troca de escola pública ou busca uma escola particular trabalhando mais. Na saúde, você vai aqui e ali, posto ou emergência, um cubano talvez ou até um vendedor de picolé com uniforme branco te atende ou você sangra trabalhando mais e faz um plano de saúde. E na segurança? Aí não tem jeito. Há autoridades deformadas pela ideologia esquerdista? Estariam parcelas do judiciário sofrendo do mesmo mal? E a formação pessoal de certas autoridades que vivem num mundo diferente daquele que nós meros sobreviventes e acossados mortais vivemos? Leiam o artigo do emérito Professor e Promotor de Justiça Dr. Felker no site Espaço Vital. Jamais generalizamos, mas vejam quanto tempo esperamos para surgir um juiz tipo Sérgio Moro e os demais participantes do Ministério Público e Polícia Federal entre escassos outros. Há outros nesse mesmo caminho, como andorinhas querendo verão num céu de tormenta?

Cr & Ag

Muito do que estamos hoje sobrevivendo foi gestado, partejado ou abortado por FHC, assim como continua com declarações e opiniões que constrangem quem nele votou. No governo do Lula Paz e Amor, em 2003 a nação escolheu a possibilidade de ter uma arma de fogo para sua defesa pessoal e da sua família. Venceu, mas não levou! Criaram tantas chicanes safadas que ter uma arma legalizada é quase impossível para o cidadão. O bandido tem porte e uso livre de arma de fogo e para ele é liberada a pena de morte do cidadão honesto. A polícia e o cidadão devem estar do mesmo lado e na mesma trincheira e jamais perseguir-se o cidadão que se defende. A nossa realidade – a polícia e a justiça são insuficientes para dar a segurança que o Estado deve pela constituição, pela moral e pela ética do bem ao cidadão honesto.

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Na lógica da bandidagem – “prefiro ver a mãe deles chorando do que a minha, daí passo fogo”. Qualquer policial conhece isso. E você leitor e eleitor, prefere ver a sua mãe chorando e lamentando-se? A mentalidade do cidadão honesto precisa mudar antes da sua extinção. O cidadão precisa ter clareza em identificar quem quer a sua desgraça ou a desgraça de quem ama e tenta proteger. Isso passa pelo jornalista, empresa de mídia, polícia, judiciário, políticos e até na sua casa. Calcula-se mais de 70 mil dizimados nessa guerra anualmente. Entendo e aceito que pessoas tenham ojeriza por arma de fogo. Mas não aceito que essas pessoas decidam que não temos o direito da autodefesa. E você? Nem o governo e suas instituições, quando são absolutamente incompetentes ou insuficientes para me dar a Segurança constitucional, podem impedir a minha sobrevivência ou privilegiar o criminoso (ou seria algum direito adquirido do facínora?). Jamais agredimos ou pregamos a desgraça de outro ser, mas queremos a Lei protegendo o cidadão e as instituições e nunca que a democracia sirva de abrigo ou salvaguarda para criminosos. “Em dúvida, pró cidadão honesto e sua autodefesa”, dizia-me um amigo.

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Rescaldo do Arroto!–Lendas e Realidade. Edson Olimpio Oliveira, Crônicas & Agudas. 28 Fevereiro 2017.

 

2017 – 02 – 28 Fevereiro – Rescaldo do arroto – EDS OLIMPIO – Crônicas & Agudas – Jornal Opinião de Viamão

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Rescaldo do Arroto! Lendas e realidades.

Conta-se que durante um evento importante, um magrão com perfil de hippie de esquerda perguntou ao emérito escritor Ariano Suassuna se ele também considerava o rock um som universal. O escritor encarou a criatura e a plateia fez silêncio: – Meu filho, som universal só conheço três: o espirro, o peido e o arroto! Foi para a história. Na eructante coluna anterior ficou claro que o nosso competidor venceu com folga o embate do maior arroto e somente não está no livro dos recordes porque o viamonense é uma criatura modesta, humilde nas suas glórias. O Ivécio casou e ficou cunhado do maior motociclista dessa terra sangrenta, menos pelas batalhas e mais pela carneação e churrasco de vala, o Luizinho Zavarize. Infelizmente Ivécio morreu jovem e hoje está no firmamento.

Crônicas & Agudas

Onde termina o homem e onde começa a lenda. Voltamos a ser uma terra de sangue, o sangue dos cidadãos caçados pela bandidagem. Era uma época que cada casa tinha uma arma. Era uma espingarda calibre 12, 16 ou 20 que também usada para as caçadas de marrecão e de marrecas, “enquanto aves”. Vários tinham revólveres e muitos portavam no dia a dia como o saudoso amigo Fraguinha, tio da doutora Varlete. Bom uma barbaridade, mas não se arredava duma escaramuça e não carregava desaforos para casa. Bandido não criava raiz aqui, desde os tempos do enérgico Capitão Ozório, Mércio, Alcione e passou pelo delegado Carivalli. Vagabundo temia a polícia. Viamão teve presídio onde hoje é o Banco do Brasil, depois às margens do Lago Tarumã (sem poluição) e aqui na rua 2 de Novembro, nas franjas do cemitério. Os presos até jogavam futebol e vôlei na mesma pracinha que eu e a gurizada.

Cr & Ag

Hoje criminoso é “vítima da sociedade capitalista e invasor é deserdado do campo”. Havia assaltos e crimes de todo o tipo, mas quem não morria pela mão da vítima e de sua família, nem da polícia, acabava no cadeião do Gasômetro. E muitos não voltavam de lá. Há quem respeite o que teme. Sentava-se nas noites de calor sufocante nas praças e com as casas abertas. Namorava-se na praça. Ia-se e voltava-se com toda a tranquilidade dos bailes no Clube dos Casados, hoje Juvenil (?). Brincadeira da gurizada era arrotar, soltar pião, jogar taco, nadar no riacho Fiuza, pescar no Lago da Tarumã, jogar futebol no matadouro dos Pinto, na descida da rua Pinto Bandeira ou do Darci da Cachaça. Mordida de cobra? Tinha soro na pecuária do Abidu Flores, hoje a criatura rola pelos plantões e pelos cubanos que ninguém provou que são médicos.

Cr & Ag

Arroto também era sinal de valentia. Numa bola dividida, as criaturas se encaravam e o que arrotasse primeiro e maior geralmente levava vantagem, sem cuspir no chão e passar o pé. Tinha uma velha na Lomba da Tarumã que arrotava carniça. Entende? Podia comer a comida do Lula e do doutor Khalil, ou do FHC, arrotava de espantar a cachorrada. E olha que cachorro aguenta até mendigo bêbado. Morava solita no topo da lomba. Nenhuma casa numas 50 braças. E ali sempre ventou muito. Um guri muito genial que ainda troteia por aí (não conto o nome para preservar os feitos) “comprava” o arroto engarrafado da velha. Sim, a velha arrotava numa garrafa de vidro e colocava uma rolha de cortiça. Quando ele estava renegado para aula, abria umas garrafas nos banheiros do Setembrina. Davam férias forçadas até desinfetar. A coitada até fazia gargarejos com creolina e malva-cheirosa depois de quase sufocar o grande doutor Emílio dentista. Nada adiantou. O desfecho foi cruel. Contam que o Elmo lacrou o caixão e internou três ajudantes intoxicados depois do velório de corpo presente e público ausente. Chega de arroto, por enquanto.

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Arrotador! Edson Olimpio Oliveira – Crônicas & Agudas – Jornal Opinião – 14 Fevereiro 2017.

 

2017 – 02 – 14 Fevereiro – Arrotador – EDS OLIMPIO – Crônicas & Agudas – Jornal Opinião de Viamão

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Arrotador!

Semana passada em conversa com o amigo e ilustre Cirurgião-dentista Dr. Bruno, estávamos a pealar emoções guardadas nos escaninhos da história viamonense. Dr. Bruno coleciona e garimpa imagens da velha Setembrina dos Farrapos e transforma-as em belos quadros com sua habilidade peculiar. Eis que enveredamos por uma estrada de terra com poeira, buracos e atoleiros – como as estradas de Viamão – dos relacionamentos entre antigos colegas de escola, faculdade e outros assemelhados. Esbarramos numa situação comum. Para muitos a idade deve ser um fardo deveras pesado e ao olhar para seu passado há mais sombras que luzes, pois vários tem o nervo do siso quase exposto e ofendem ou atacam com a naturalidade de escaneado pela Lava Jato. Pior, muito pior, são aqueles que chamamos de ‘arrotadores’. O arrotador é uma criatura que se enaltece abusivamente. Também conhecido como ‘garganta’. Exemplo? Falamos de comer um cachorro quente em Ipanema e o estropício vem assim: – Vocês precisavam estar lá na Times Square na noite da passagem de ano, a neve caindo,… e o cachorro quente do Bob é mais que especial e … Desenrola uma lista de celebridades que comem o ‘dog do Bob e acaba com o clima.

Crônicas & Agudas

O arrotador sempre tem o melhor, faz melhor e tudo que provém dele é fantástico. Quando ele te pergunta como estão teus filhos, prepare-se, pois contará odisseias dos dele. Sendo homem, é o maior garanhão do planeta.  Sendo mulher, é melhor sucedida que a Gisele. Havendo outro arrotador no ambiente ocorrem duas alternativas, ou se juntam para sapatear nos outros ou desafiam-se num duelo que somente a qualidade da amizade perde. Corrijo – arrotador não tem amizade, não tem amigos, ele deseja uma plateia. Um colega médico, outro dia, dizia de seu desgosto e nenhuma necessidade em ir a encontros de sua turma, pois lá estavam ‘cuspidores’ ou ‘guspidores’ prontos e afiados para o enaltecimento abusivo de suas ‘conquistas e qualidades’. Eles conhecem o melhor vinho (na cantina de amigo italiano em alguma região da França ou numa ruela de Veneza), a melhor carne (da churrascaria do Texas que serve Bruce Willis, etc).

Cr & Ag

Em rede social explodem dezenas de imagens como do antigo Brocoió nas figurinhas das balas quebra-queixo. Na praia encantada, na piscina idílica, cada degrau do avião, chegando em Paris, saindo do Cairo e com a inspiração do Jack Estripador pretende lá no seu pobre íntimo apunhalar os humanos abaixo de sua suposta posição na pirâmide. A necessidade brutal de arrotar as maravilhas que faz ou vive é sintomático. Lembram da imortal Elis Regina numa de suas músicas: – O homem que diz sou não é, porque ninguém é quando diz… Não generalizamos. Jamais! Uma pessoa posta estar acampado em Itapuã curtindo uma Polar e um churrasquinho de tonel. Outra criatura arremessa sua imagem numa mansão, mega lancha, champanhe e tudo isso que vocês imaginam. As criaturas não conseguem ser ‘felizes’ convivendo com suas intimidades, não se bastam, tem que mostrar ao mundo e muitas vezes com o alvo definido a sua ‘felicidade’.

Cr & Ag

Uma amiga citando essas criaturas que andam em carros de chinelão, suspensão arriada ou rebaixada, descarga aberta, som de trocentos decibéis, latas de cerveja rolando pelo interior e sua arrotação é essa forma doentia de mostrar-se para atrair outros da mesma subespécie (homideo oligos). Ao infernizar a vida alheia demonstra-se, incivilizado, primitivo, dono do maior tambor (?), é revelador de seu íntimo. O Brasil está doente. A ausência da polícia nas ruas do Espírito Santo revelou feras contidas pela polícia militar que atacaram comércios, pessoas, bens alheios, etc. A bestialidade reprimida tomou forma a atitude. Há pessoas que não precisam estar internados num ‘nauseocômio’ para serem ‘enfermas’. Outros sintomas revelam doenças do corpo e da alma.

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