Um homem sem mulher… Edson Olimpio Oliveira. Crônicas & Agudas. 09 Fevereiro 2016.

 

2016 – 02 – 09 Fevereiro – Um homem sem mulher – Edson Olimpio Oliveira – Crônicas & Agudas – Jornal Opinião

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Um homem sem mulher…

 

N

ão enveredemos necessariamente pela conotação da sexualidade. Uma amiga idosa dizia-se “esgotada, sem mais forças” para cuidar do seu esposo. Também idoso sofrera um acidente com fraturas de perna e braço entre outros sofrimentos. Ele “necessita de mim para tudo, dar banho, fazer as necessidades, ajudar a comer,..”, dizia-me. No entanto, apesar de sua condição econômica permitir contratar alguém para auxiliar ou até que as filhas se dividam na “luta” ela entende que não. Observe como isso é frequente no universo humano dos relacionamentos e do afeto. Há o compromisso matrimonial de uma era em que “na dor e na alegria” ou “até que a morte os separe” não era somente uma figura de retórica. Era um mandamento de honra interior, da dignidade da vida entre quem deveria repartir o bom e o ruim. Muitos dirão que isso acabou. Realidades dispersivas em que cada um cuida do seu.

 

Crônicas & Agudas – Cr & Ag

 

Teixeirinha, o célebre gaúcho imortalizado pela sua poesia vertida em páginas musicais e pela sua voz apaixonada exteriorizava suas lágrimas ferventes de homem abandonado. Sabia-se de homem de muitas mulheres, mas somente uma musa ao seu lado na parceria da música e do leito, Essa musa, para ele como uma deusa encantada, trocou seus braços e sua poesia por um místico ou enganador. Daí a doença do corpo e da alma. Uma alma estilhaçada busca e até anseia pelo descanso eterno. Certo ou errado? Não existe aparelho nesse ou em outro mundo para dimensionar, medir, pesar ou avaliar os sentimentos de uma criatura. Sem enveredar também pelo atalho do machismo ferido. É da natureza do homem a sua dependência feminina. Nasce de uma mulher. O primeiro alimento do corpo é o leite de uma mulher. Assim como o colo protetor e aconchegante. Cresce cuidado pela mãe, com irmãs talvez. Logo é gerenciado por professora. Uma namoradinha desponta no primeiro alvor da testosterona.

 

Cr & Ag

 

A balada vital segue com a namorada. Uma noiva com anel e tudo de direito para os nostálgicos ou mais tradicionais. E desponta uma esposa. E filhas. Sobrinhas. Netas. Ufa! Mulheres por todos os lados e sempre alguma ou algumas para lhe dar ordem, gerenciar sua vida e lamentar-se por ter que lhe cuidar. Prantear-se por sua dedicação e sacrifício. Acha que sou irônico? Realidade. Mas ai de surgir no horizonte, despontar na esquina do shopping ou dos mercados, numa balada, numa praia, uma nova sacerdotisa, uma cuidadora ou qualquer outra denominação ou alcunha da fêmea presente. Quem está não quer abrir a mão e outras anatomias entregando de bandeja seu “sacrifício” para outra. E tão certo quanto um dia se segue de uma noite, vice-versa, outra mulher estará interessada naquele homem. Apesar de seus defeitos do corpo, da mente ou do espírito, uma criatura estrogênica e dotada das qualidades humanas de amor e de dedicação estará no horizonte. Todas sabem disso. Nenhuma mulher duvida com a coragem da inteligência.

 

Cr & Ag

 

Dupla via. E pela via das dúvidas jamais se duvide. O contrário é verdadeiro. É da vida. E até da morte. É da essência humana. Um amigo cirurgião-dentista diz-se em “stand-by e a fila anda”. Desde a criação inicial, no barro primordial que Ele moldou e logo com a costela brilhantemente esculpida. Um do outro. Um pelo outro. Um através do outro. As dificuldades de um se completam e corrigem nas facilidades e qualidades do outro. Lamentar-se é humano. Tentar se compreender, analisar-se, refletir e corrigir rotas e mais humano ainda. É buscar a iluminação.

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Um toque oriental!

Jejum Eletrônico – Edson Olimpio Oliveira – Crônicas & Agudas – 02 Fevereiro 2016.

 

2016 – 02 – 02 Fevereiro – Jejum Eletrônico – Edson Olimpio Oliveira – Crônicas & Agudas – Jornal Opinião

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Jejum Eletrônico!

 

O

 arguto e-leitor pergunta-se: – jejum ou abstinência? Abstinência pode desencadear uma conotação sexual e lembremo-nos do português que em “abstinência eletrônica” ficou traumatizado no seu tórrido amor por uma “secretária eletrônica” de olhinhos puxados, a Toshiba. Segue o baile. E jejum me parece mais religioso ou médico, talvez um ‘j’ de místico. Estamos mergulhados, imersos ou afogados em ondas invisíveis que nos trespassam de lado a lado e desencadeiam algum tipo de alteração. Outro se sente como ‘uma libélula 0800 no bosque encantado do carnaval’. Outros alegam que essas influências criam hordas de alterados, híbridos ou mutantes por tipo um zika vírus eletrônico. ‘Não levemos à ponta de faca’. ‘Nem tanto ao céu, nem tanto ao mar’. ‘Talvez entre San Juan e Mendoza’. Gosto dessas expressões ‘englobativas e abarcantes’. O certo é que a overdose está aí. Há quem não viva a vida real estando afogada/o no mundo virtual, enredada como um golfinho numa rede social. Alegrando-se e rindo virtualmente enquanto esquece até do filho dentro do veículo.

 

Cr & Ag – Crônicas & Agudas

 

Há quem entre numa academia, num ginásio ou estúdio e inicie seus exercícios. Inicialmente muito dolorosos e sofridos. Uma hora por dia ‘out’ da parafernália eletrônica. Talvez na hora do sexo real se você ainda lembrar,  acreditar e for adepto disso. Segure a bronca. Talvez um rivotril para as primeiras crises de pânico. Seja gente! De carne, osso e gordura. Talvez com um ‘personal trainner’. Uma autoajuda, certamente. Criar-se-ão grupos de terapia restritiva e de jejum eletrônico coletivo ou tribal. Radicais estarão de mãos dadas em volta de fogueiras orando pelo renascimento enquanto as chamas devoram tablets e smartphones. Pegue leve! A criatura está viciada na via digital. E por via das dúvidas tente-se a salvação. Ou a melhora do enfermo e obsidiado. Os primeiros dias são terríveis. Coloque telas nas janelas do apartamento e não deixe corda ou navalha a jeito. Nem certos sertanejos. Vencida a primeira semana de sua nova vida ou da vida que você esqueceu no umbral dos mortos-vivos, aumente as horas. Outra hora durante a refeição. Ou quem sabe durante a hora do passear com o cão ou de brincar com as crianças? Lembra que crianças existem e até brincam? Outra alternativa: abraçar ao vivo com cores e odores outro ser humano e conversarem uma hora sem nada eletrônico conectado. Claro que é difícil! Dá um trabalhão encontrar outra criatura como você agora.

 

Cr & Ag

 

Um colega mui macho dizia-se estar na pior TPM ininterrupta. Estabelecer esse mesmo plano de sobrevivência em todos os membros da família é quase como a paz entre judeus e palestinos. Não é impossível, mas é dureza. Principalmente tendo jovens na casa que aspira voltar a ser sentida como lar. Com o seu cão é bem mais fácil negociar. – Te corto a ração Corrupto! – ameaçou um amigo para seu pitbull. Outro amigo ganhou um canário belga do sogro, chamou-o de Alberto Youssef, não por ter custado em dólares, mas a criaturinha cantava na gaiola durante o Jornal Nacional ou quando recebia a visita de seus amigos advogados. Até num bichinho da paz a eletrônica invade seu ser. ‘Antes que a vaca tussa’ voltemos ao tema crucial de sobrevivência da espécie humana. E para seu jejum nunca use o alarme eletrônico do telefone. Uma amiga poetisa usa o por do sol para meditar e ausentar-se ou escapar das malhas da rede social. Outro colega abre e-mail uma vez por semana e somente abre o celular uma hora pela manhã e outra à noite. Alternativas. Caminhos para um mesmo destino.

 

Você vai descobrir que durante esse tempo de jejum eletrônico o sol continuou indiferente aos humanos e à Terra em sua jornada. A lua idem. A natureza estoicamente luta para sobreviver aos humanos e ao seu lixo, mas toca a vida. Aperceba-se – você continua vivo! V-i-v-o! Vi-vo! Somente jejuar. Controlar. Controlar-se.

 

Deusa

Manuais e Mandamentos! – Edson Olimpio Oliveira – Crônicas & Agudas – 26 Janeiro 2016

 

2016 – 01 – 26 Janeiro – Manuais e Mandamentos – Edson Olimpio Oliveira – Crônicas & Agudas – Jornal Opinião

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Manuais e Mandamentos!

Série: Ria enquanto não cobram CPMF do riso

 

V

erdades passageiras em realidades virtuais. Nada é o que parece. O que parece não é. Jogo de palavras. Palavras em jogos de respostas e afirmativas capazes de resolver as mais intrincadas dificuldades, de desanuviar mentes ensombrecidas, de iluminar caminhos e principalmente de melhor realizar-se, ser mais ‘o cara’, e o finalmente – poder e sexo! Há “solucionática” para qualquer “problemática”. Passei trocentos invernos e outros verões conhecendo somente o original – Os Dez Mandamentos (até com Charlton Heston) ou a Saga de Moisés e do povo judeu. Quase todo dia aparece algum ‘sábio’ gerando novos e ‘aprimorados’ mandamentos. Os dez mandamentos do beijo perfeito; os dez mandamentos do sexo casual; do vestir-se bem – e do desnudar-se; da balada perfeita; e vai: manual do sacanear o corrupto; de desmascarar o Lula; do tirar o Brasil do Atoleiro; do comprar a casa certa; do sair vivo do campo de futebol; de livrar-se dos falsos amigos e verdadeiros inimigos; e segue…

 

Cr & Ag

 

Eis que alguns ganham multidões de ‘walkingdead’, seguidores babando em glória ao ídolo. Precisamos ardentemente de ídolos e do exercício da idolatria? Ops – sem generalizar! Nunca generalizo. Essa propaganda cruel, essa habilidade em criar auréolas luminosas transforma pessoas e usam para manipular multidões. Um conhecido contou-me de seu sucesso – “uma nota 9 em 10” – nos relacionamentos orais. Bucais? Simplificando – beijos! Lembram da crônica do “Bafo” em que apresento a saga sofrida de outro amigo? Está no site. Pois esse atual tinha uma fixação oral, uma apreciação despropositada para os singelos mortais do esporte olímpico do beijo. Não bastava beijar. Há que beijar com direito a recordes e medalhas de ouro. Beijo cinco estrelas. Daqueles cinematográficos (Burt Lancaster e Deborah Kerr em A um passo da eternidade). Onde a mocinha ficará extasiada, com sonhos idílicos repetidos, uivando na lua cheia, suspirando com o olhar perdido ou achado numa cena incapaz de ser retratada num ‘facedavida’ ou num ‘uatscoelhinho’. Pois o homem encontrou-se numa dessas páginas soltas no vento virtual e agarrou-se a ela com todos os pixels possíveis de sua alma sedenta, de sua língua ansiosa e de sua salivação borbulhante.

 

Cr & Ag

 

O gaúcho realista entende que o Rio Grande do Sul tem litoral, beira de mar, mas as praias começam em Santa Catarina. Pois foi aqui sendo açoitado pelo vento Nordestão, a água chocolatão, a areia guasquiando as partes insones e uma internet mais enrolada que discurso da Dilma que a criatura descobriu “Os dez mandamentos do beijo perfeito”. Treinamento teórico tipo banco 36 horas. Parecia o Caratê Kid treinando com as gaivotas entre os lixões dos ‘verãonistas’. Súbito, caiu a ficha – como iniciar a treino prático? Sua mente zunia – quem? Eis que a Brigite se roçou nele. Era a cadelinha poodle da vizinha exuberante como amante de presidente brasileiro (ops! Há controvérsias.). E com a vizinha na alça de mira, enlaçou-a em seus magros e tatuados braços e tascou-lhe um “beijo a fuzel”. – Edinho! A cadela virou os olhos e desmaiou”, – disse-me. Já de pronto coloquei a vizinha na marca do pênalti e bati com a classe do Messi. A coroa é meia mística e chegada no astral afrouxou as pernas e deu uma tremedeira e quase se urinou. Disse-me que quase teve uma experiência extracorpórea. Sei lá o que é isso. Cara, to mais matador que o Zé Dirceu, – ria mostrando dentes luminosos com as novas lentes de porcelana importadas. – Agora estou treinando: Os 10 mandamentos do sexo tântrico. Quem tem para cuidar, que cuide. “Quem tem, teme!” – ensina T. Jordans, o Filósofo do Apocalipse. Ah, durante o treinamento avançado na posição de “garça sinistra” caiu do roupeiro de cabeça na parceira-cúmplice e os dois tiveram que ser atendidos pelo 192 e conduzidos ao “nauseocômio da municipalidade praiana”.

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Era uma vez… – Edson Olimpio Oliveira – Crônicas & Agudas – 19 Janeiro 2016

 

2016 – 01 – 19 Janeiro – Era uma vez – Edson Olimpio Oliveira – Crônicas & Agudas – Jornal Opinião

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Era uma vez…

 

D

iz a sabedoria popular que “recordar é viver novamente”. Para o bem e para o mal. Para a alegria e para a dor. Há a necessidade de transformar a dor de vivências passadas em ensinamentos evolutivos – aprender com a dor! O tempo é uma morfina poderosa e quantas dores físicas tornam-se alegrias esplêndidas? Usamos na linguagem coloquial, do dia a dia, do jogar a conversa fora, do bater papo e do gastar o português a expressão “é um parto” ou “é uma dor de parto”. A simbologia do parto como dor e sofrimento embala os inconscientes como algo que… somente uma mulher para aguentar! Quantas me diziam nos plantões varando as madrugadas no ancestral Hospital de Caridade de Viamão: – Com esse eu fechei a fábrica! Chegou pra mim! No entanto, lá estava ela novamente comigo em um novo plantão e o choro magnífico em sua vitalidade e beleza de um novo ser para o universo.

 

Crônicas & Agudas

 

Tenho três primos de nome Sílvio. Tem o Sílvio Boca, o Sílvio Tibirro ou Negrinho e o saudoso Sílvio Penico, precocemente falecido. É uma redundância afetiva, pois sempre será cedo demais alguém que amamos sair de nosso convívio. Essa semana um argentino esqueceu a mulher num posto de gasolina na estrada de Uruguaiana. Somente deu pela falta após uns 100 km rodados, com a polícia no seu encalço. Não me perguntem “onde fica o Alegrete” para saber o que deu na telha desse castelhano. Foi aí que lembrei do meu primo Sílvio Penico e uma de suas viagens para a praia no verão gaudério. A ERS (Estrada Ruim Sacanagem) 040 era um pouco pior do que agora com seu piso de terra e poeira de cuspir tijolos. Ficava-se costumeiramente ali onde hoje é a Padaria do Bianchi, chamava-se o ‘ponto de figueira’ da Petisqueira do Idalino negaceando uma carona. O ônibus Palmares era caro e… muito caro. A viagem durava umas 4 horas se a viatura aguentasse. Então o Penico e outro colega sudorento conseguiram carona numa chimbica (N.do C.: denominação genérica de camionete pré-sucata; fumbica, etc.) de um vendedor de bolachas e sua esposa inquieta e conversadeira. Idosos. O velho grudou o pé no assoalho e a camioneta pulava e saracoteava na buraqueira. Os dois rolando entre os sacos de bolachas. A velha querendo todo assunto e o velho já azedo com a mulher. Eis que ela começou a perguntar: – Que bicho é aquele marido?Garça, respondeu pelo rabo do olho. Depois da terceira “garça”, qualquer pergunta da mulher ele respondia de soco; – Garça! E assim foi essa balada até descerem na rodoviária do Calixto Allem, em Pinhal Beach. A interpretação teatral do Penico era algo que desbancaria o Cuoco na Globo. Ria-se de chorar!

 

Cr & Ag

 

Era um tempo em que se piscava o olho para ensaiar um namoro. E geralmente da piscadela d’ olhos ao contingenciamento (fui fundo nessa!) matrimonial era uma estrada longa. Muito longa! Uma viagem. O interlúdio dos lençóis exigia “até que a morte os separe”. Alegrias e dores. Dificuldades e realizações. Era uma época em que as mães sabiam quem eram os pais de seus filhos sem o teste de DNA e que droga era uma chimbica velha numa estrada poeirenta e sacolejante, mas com final feliz. E a Dilma era uma moça educadíssima, colega de minha irmã Shirley, e irmã do Delmar Fim-Fim.

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Os Arigós e o Verão! – Edson Olimpio Oliveira – Crônicas & Agudas – 12 Janeiro 2016.

 

Mantendo a tradição de embalar as férias e o verão com bom humor e pitadas de ironia, continuamos a saga da família Arigó. Busque no site: O Arigó e as Guampas e a Família Arigó.

2016 – 01 – 12 Janeiro – Os Arigós e o Verão – Edson Olimpio Oliveira – Crônicas & Agudas – Jornal Opinião

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Os Arigós e o Verão!

Saga Arigó: O Arigó e as Guampas e a Família Arigó – Vide Site

 

O

s heroicos leitores dessa impávida coluna (seria uma falange romana ou uma guerrilha farrapa do Pinto Bandeira?) sentem saudades dos interinos que aqui se locupletam na doce arte de misturar palavras e muitas vezes não sair nada entendível. Os amigos Arigós estão nessa ordem, sempre por cima da carne seca. Os Arigós nunca serão “eles” ou “os outros” do Lula-Brahma. São os próprios! Lisos como muçuns ensaboados. Ladinos de dar nó em pingo d’ água. O cacique-mor dos arigós continua escapando do doutor Moro. E arigó “apreceia” muito o jornalismo, alguns são favoráveis dissimulados ao “controle social da mídia”, mistura de safadeza ideológica com censura. Há representante em Brasília – o Arigó Emissário Cloacal. Pois alguns desses amigos continuarão alimentando a voracidade dos nossos e-leitores no verão gaudério.

 

Cr & Ag – Arigó da Faxina

 

“Olá Edinho Cabeleira! Aqui é o Arigó da Faxina diretamente da maior praia de pelados do hemisfério sul, via WhatsApp. Estou escalando um Everest de lixo acumulado desde a entrada de ano (não confundir com ânus) do prefeito para entrevistar a mais bela veranista dessa orla aquática. Ela faz um selfie com o salva-vidas. Liçenca. Licença, orra! Sou da imprensa meu. Desafoga. Outro  salva vidas salva um coroa se afogando no chocolatão e a velha surtou e tá dando uma beribéri. Tudo bem. Estão rebocando o barrigudo pra cima da pilha de cascas de melancias. Olá lindeza, your name? – Caraca meu, tu é argentino? Sou ligadona em castelhano. Teu nome gatinha? – Dieneffer com dois efes, um ‘f’ de fantástica e outro de… faceira, sabe né sou quentérrima nas areias. Curtindo um sol maneiro aí mina? – Pô cara tu é argentino mesmo, que sol? Chove pacas há mais de duas ‘seismanas’, to até entendendo língua de sapo, hoje é que deu uma aliviada nesse caldo caindo no lombo das criaturas. Beleza conversar contigo. A faixa assim dependurada no pescoço não dá coceira? – Que coceira meu, sou de primeira, não como essas mocreias aí cheias de micoses e perebas. Beleza Di-e-ne-f-fer e aí quem essa anoa tatuada embaixo da tua bunda. Bah mina que anoa bombada! – Nãooo é anoa não, é o Viktor, com ka. É meu guarda costas, bunda e o resto. O Negão do Humaitá é o meu love e ele não dá refresco pro patrimônio dele. Conhece o perigo que me ronda – deslizando as munhecas cheias de anéis e pulseiras pelo corpito suntuoso. Ele é muito possessivo, mas chefe é assim, ninguém vai esgravatá no terreiro dele.” Nota do Editor: informam-nos que o Arigó deu entrada na UPA pela ambulância do Samu, pois num ato reflexo de intimidade, ousou na troca de beijinhos de despedida dar um amasso nos airbags da Dieneffer. Eis que o Viktor com Ka aplicou-lhe um rabo de arraia e golpes da arte marcial Wem Kieu Dou.

 

Crônicas & Agudas – Arigó da Tarumã

 

“Edinho, Edinho, alô, alô, alonso! Aqui é o Arigó da Tarumã em pleno protesto contra a despoluição do Lago. Eis que um povaréu encardido como fundilho de político e cansado de promessa como veterana encalhada sem macho, trocou de lado e impede que as caçambas da Prefeitura encostem às margens pantanosas do lago e o mosquital… O prefeito tentou discursar e negociar com a turma: – Povo da minha terra (queria encarnar o tio Brizola?)… Não avançou no papo furado como fundilho de funcionário do Sartori, pois recebeu uma chuva de dejetos que boiavam no lago e de cabeça e roupa emerdeada, saiu pela tangente como explicação da Fundação Lula. Sabe o vereador, cara bom barbaridade é um apaziguador nato assim como secretário da ONU veio manimenis assim: – Pô pessoal, vamo baixar a bola! Não prosseguiu. Manja o Zecão Boludo, aquele gringão da fruteira? Pegou o vereador pelos pezes e ameaçou jogar no meio do lago. A Brigada fugiu da raia por “falta de efetivo e viatura para deslocar”. Acusam superfaturamento e chamaram o japonês da Federal. Fui, mais eu vorto!rsrsrsrs”

Dizem as boas e afiadas línguas que “de médico, poeta e louco, cada um tem um pouco”…

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O Fio de Ariadne! – Edson Olimpio Oliveira – Crônicas & Agudas – 05 Janeiro 2016

 

2016 – 01 – 05 Janeiro – O fio de Ariadne – Edson Olimpio Oliveira – Crônicas & Agudas – Jornal Opinião

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O Fio de Ariadne!

 

A

dentramos os portais de um novo ano, esse artifício engenhoso que o homem construiu para situar-se, localizar-se e até “dominar” o indominável – o tempo. Está na insegurança de um novo dia, de um novo ano e de um novo tempo a nossa necessidade de buscar uma luneta ou um telescópio que nos permita esquadrinhar o futuro. Tememos o que não conhecemos. Tememos muito mais aquilo que não dominamos. Singelamente apostamos em superstições – jamais comer galinha ou bichos que cavam para trás; coma porco que cava para frente; frutas significam a renovação da vida; claras de ovos vertidas num recipiente com água e deixadas ao relento na virada do ano tornam-se igrejas aos olhos de quem anseia casar-se; tinta derramada entre folhas de papel e colocadas sob o travesseiro ajudam a revelar o futuro; cartas à mesa e sua leitura esperta desnudam corações sofridos; linhas das mãos revelam o passado e os novos tempos; pretensos místicos nos assolam com suas previsões num horóscopo abrangente dos pinguins da Antártida aos atentados de Paris. “A verdade está lá fora” – interpreta a série ficcional Arquivo X. Infantilmente atribuímos ao ‘externo’ os nossos tropeços e descaminhos.

 

Crônicas & Agudas

 

Talvez Ariadne continuasse amando Teseu mesmo após sua traição. Buscamos ídolos e divindades que nos mostrem o melhor caminho, que nos orientem a sair dos labirintos que nos instalamos ou que penetramos. Alguns minotauros estão escondidos e outros visíveis aos olhos de quem se permite ver. O minotauro faminto e insaciável transmuta-se de desemprego, violência, saúde enferma, educação ridícula, corporações famintas por direitos com escassos deveres, privilégios, família doente, moral putrefata, idolatria compulsiva e cega, vassalagem, dinheiro e poder! Ao contrário do slogan do Arquivo X, a verdade está aqui dentro. Dentro de cada um de nós. Alguns possuem a habilidade inata outros necessitam dos terapeutas, muitos da religiosidade de luz, tantos do absoluto afastamento das sombras em constante vigília. O futuro somente pertence a Deus, mas nossa alma pode possuir a habilidade de quem está numa posição mais elevada e observar o desenrolar na planície ou ser mais equipada de outras vivências, como os atuais meteorologistas preveem o tempo. Pressentimentos e premonições estão nesse ambiente.

 

Cr & Ag

 

Há cegos que dependem muito de seus cães ou de alguém que lhes leve pelas mãos. Outros revelam uma visão que poucos compreendem e suas habilidades transcendem a maioria dos singelos humanos. E quantos com perfeita visão dos olhos, não enxergam? Como entender? A história ou as lendas revelam atos por sonâmbulos que a Medicina ortodoxa tenta desvendar e enrola-se frequentemente no fio de Ariadne. A espiritualidade entende como as manifestações da alma humana com ou sem assessoramentos. Jogamos a moeda para o ar e como cair nos dará a face de nossa sorte… ou azar! Soubéssemos realmente do futuro e esse estivesse solidamente definido, não seríamos feitos com a essência do Criador, pois não teríamos a capacidade, a possibilidade e construir habilidades para decidir por si mesmo. A fé que nos alimenta e nos nutre nessa jornada é também a que nos intoxica e embaralha as cartas da nossa visão e buscamos sempre algum bezerro de ouro para depositar as nossas preces e as nossas esperanças. Seria uma alegoria histórica da realidade de Moisés e do bezerro de ouro? Humanos nômades, gregos primitivos e ainda hoje pessoas continuam esperando que alguma ‘divindade’ ou até um semideus venha engravidar suas filhas, proteger sua plantação ou ser escudo de exércitos enquanto anos novos se repetem na estrada do tempo sem retorno e que mantem seu fluxo e sua velocidade alheios aos desejos humanos de culpas e verdades externas.

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ESPIRITUAL

De barraca armada – Edson Olimpio Oliveira – Crônicas & Agudas – 29 Dezembro 2015

 

2015 – 12 – 29 dezembro – De barraca armada – Edson Olimpio Oliveira – Crônicas & Agudas – Jornal Opinião

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De barraca armada!

 

Série: O humor não tira férias.

 

H

oteis caros e lotados. As opções para um descanso no corpito resumem-se em acampar na casa de algum parente, quase-parente e até fazer uma fé num de pouco afeto, pois sabe-se lá que a criatura não vira candidato um dia. E voto é ouro! E a derradeira para uns e a primeira para outros: a barraca. A barraca resgata nossa humanidade primordial, jurássica até. Talvez a primeira casa do casal Adão e Eva ao integrarem o MSP – Movimento dos Sem Paraíso – fosse uma idílica barraca no costado de um riacho gingando entre pedras e com as estrelas de plateia, encomendando o Caim e o Abel. Ou caindo uma tromba d’água com raios e trovões de arrepiar lombo de tartaruga e o Adão excomungando a Eva e a Cobra. Pois um amigo adepto do barraquismo evoluiu até chegar numa barraca com dois quartos, sala, cozinha, varanda, luz de gerador, chuveiro quente com bomba pressurizadora, ar condicionado e outros requintes. – Até o Lula se daria bem com a dona Marisa numa mansão dessas, dizia-me. Tudo carregado num reboque junto com seu barco. Toda essa tralha e essa evolução que faria cigano urinar no banheiro foi pensando nela. Ela! Sua amada! A mãe de sua prole! A dama da sua festa! A deusa dos seus devaneios!

 

Cr & Ag

 

Edinho de Deus, a gente que é macho nem precisa disso tudo, mas a mulher tem que tomar banho todos os dias e no chuveirinho quente. Pra nós no máximo uma vez por semana, não é? Mosquito nem pensar. Banheiro perfumado. Ela vai para não fazer nada, eu faço tudo. Mas a nega dá uma manobra e arranja um jeito de não ir. A sogra adoece de cara. É só falar em acampar e algo de ruim… algum empecilho surge. Meu pai avisava que mulher e cavalo xucro tem lado de montar. Então dou o desconto. E vamos se quarteando, dois ou três hotel e uma barraca. Pra hotel tenho que levar um estoque de Cialis e chego no acampamento e estou de barraca armada! (Risos)

 

Cr & Ag

 

Acredito que o cara do moto home anda nessa balada. Tudo para levar a nega véia com conforto para um ninho de amor e de alegrias com a natureza por testemunha. Nem sempre é assim. Outro casal de amigos iniciou-se curtindo barraca e camping. Como a maioria dos casamentos, no início é tudo festa. O sexo rola até sem deitar, mas com o passar do tempo… Voltavam contando maravilhas dos seus acampamentos e dos campings ‘melhores que a maioria desses hotéis por aí’. Não há barraca sempre armada. E logo: – Pô Edinho que feriadão do cão. Choveu pra cassetete. A sogra empanzinou-se com uma maionese e foi aquela correria, por cima e por baixo, do plantão do SUS para a farmácia. A velha já andava de fraldas. E afrouxava as pernas ameaçando desmaiar. E nega fazia um H junto e era uma muvuca só. Quando melhorou a velha, o cunhadão foi tirar uma onda com a gatinha dum baita negrão de camiseta do Colorado… só não apanhou mais porque chegou a turma do ‘deixa disso, esse magrão não vale um peido, pega leve que ele é bunda mole’… Eu? De longe só olhando, o cara podia ser segurança do Lula, meu!

 

Cr & Ag

 

Ficamos por aqui. Vou dar uma força para o assador. Acabou o pão com alho. Cerveja na baba. Acabou o salsichão. A camionete do compadre quebrou a laje do sumidouro e afundou a frente. A carne não vai dar nem para a metade dessa tropa que continua chegando. A nega grita: – Entupiu o banheiro! O aspirante a genro do quase primo armou outra barraca no cantinho da garagem e está mais de uma hora enfiado lá dentro com a rapariga gritona. O Zé da Bombacha chegou do banho de mar, com a bombacha arregaçada acima dos joelhos e com a carneadeira palitando os dentes. É praia! Ano Novo! Sobrevivemos ao Lula-Dilma e seus parasitas. Escapamos do Sartori. Tudo é lucro!

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