Arrotador! Edson Olimpio Oliveira – Crônicas & Agudas – Jornal Opinião – 14 Fevereiro 2017.

 

2017 – 02 – 14 Fevereiro – Arrotador – EDS OLIMPIO – Crônicas & Agudas – Jornal Opinião de Viamão

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Arrotador!

Semana passada em conversa com o amigo e ilustre Cirurgião-dentista Dr. Bruno, estávamos a pealar emoções guardadas nos escaninhos da história viamonense. Dr. Bruno coleciona e garimpa imagens da velha Setembrina dos Farrapos e transforma-as em belos quadros com sua habilidade peculiar. Eis que enveredamos por uma estrada de terra com poeira, buracos e atoleiros – como as estradas de Viamão – dos relacionamentos entre antigos colegas de escola, faculdade e outros assemelhados. Esbarramos numa situação comum. Para muitos a idade deve ser um fardo deveras pesado e ao olhar para seu passado há mais sombras que luzes, pois vários tem o nervo do siso quase exposto e ofendem ou atacam com a naturalidade de escaneado pela Lava Jato. Pior, muito pior, são aqueles que chamamos de ‘arrotadores’. O arrotador é uma criatura que se enaltece abusivamente. Também conhecido como ‘garganta’. Exemplo? Falamos de comer um cachorro quente em Ipanema e o estropício vem assim: – Vocês precisavam estar lá na Times Square na noite da passagem de ano, a neve caindo,… e o cachorro quente do Bob é mais que especial e … Desenrola uma lista de celebridades que comem o ‘dog do Bob e acaba com o clima.

Crônicas & Agudas

O arrotador sempre tem o melhor, faz melhor e tudo que provém dele é fantástico. Quando ele te pergunta como estão teus filhos, prepare-se, pois contará odisseias dos dele. Sendo homem, é o maior garanhão do planeta.  Sendo mulher, é melhor sucedida que a Gisele. Havendo outro arrotador no ambiente ocorrem duas alternativas, ou se juntam para sapatear nos outros ou desafiam-se num duelo que somente a qualidade da amizade perde. Corrijo – arrotador não tem amizade, não tem amigos, ele deseja uma plateia. Um colega médico, outro dia, dizia de seu desgosto e nenhuma necessidade em ir a encontros de sua turma, pois lá estavam ‘cuspidores’ ou ‘guspidores’ prontos e afiados para o enaltecimento abusivo de suas ‘conquistas e qualidades’. Eles conhecem o melhor vinho (na cantina de amigo italiano em alguma região da França ou numa ruela de Veneza), a melhor carne (da churrascaria do Texas que serve Bruce Willis, etc).

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Em rede social explodem dezenas de imagens como do antigo Brocoió nas figurinhas das balas quebra-queixo. Na praia encantada, na piscina idílica, cada degrau do avião, chegando em Paris, saindo do Cairo e com a inspiração do Jack Estripador pretende lá no seu pobre íntimo apunhalar os humanos abaixo de sua suposta posição na pirâmide. A necessidade brutal de arrotar as maravilhas que faz ou vive é sintomático. Lembram da imortal Elis Regina numa de suas músicas: – O homem que diz sou não é, porque ninguém é quando diz… Não generalizamos. Jamais! Uma pessoa posta estar acampado em Itapuã curtindo uma Polar e um churrasquinho de tonel. Outra criatura arremessa sua imagem numa mansão, mega lancha, champanhe e tudo isso que vocês imaginam. As criaturas não conseguem ser ‘felizes’ convivendo com suas intimidades, não se bastam, tem que mostrar ao mundo e muitas vezes com o alvo definido a sua ‘felicidade’.

Cr & Ag

Uma amiga citando essas criaturas que andam em carros de chinelão, suspensão arriada ou rebaixada, descarga aberta, som de trocentos decibéis, latas de cerveja rolando pelo interior e sua arrotação é essa forma doentia de mostrar-se para atrair outros da mesma subespécie (homideo oligos). Ao infernizar a vida alheia demonstra-se, incivilizado, primitivo, dono do maior tambor (?), é revelador de seu íntimo. O Brasil está doente. A ausência da polícia nas ruas do Espírito Santo revelou feras contidas pela polícia militar que atacaram comércios, pessoas, bens alheios, etc. A bestialidade reprimida tomou forma a atitude. Há pessoas que não precisam estar internados num ‘nauseocômio’ para serem ‘enfermas’. Outros sintomas revelam doenças do corpo e da alma.

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Xampu! Edson Olimpio Silva de Oliveira–Crônicas & Agudas. Jornal Opinião. 07 Fevereiro 2017.

 

2017- 02 – 07 Fevereiro – Xampu – EDS OLIMPIO – Crônicas & Agudas – Jornal Opinião de Viamão

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Xampu!

Olha a cabeleira do Zezé, será que ele é…” E assim troteava-se no salão de carnaval em voltas e mais voltas, como parafuso que perdeu a rosca. E numa época fatídica do politicamente correto, não se falaria que alguns realmente perderam a rosca. Mas isso são outras novelas. Essa coluna, que não é machista, envereda pelos caminhos conhecidos até demais pelas mulheres – xampu ou shampoo! É do homem pegar o primeiro pote ao alcance da mão e derramar na cabeça. Marca, tipo, modelo? Isso o homem conhece de carros, mas xampu ainda é um caminho obscuro para muitos. Sabe-se que o “gaúcho macho barbaridade não usa essas frescuras, pois o cabelo do guasca leva banha de ovelha”. Mas se o taura continuar na coluna, serve para saber “como anda o mundo da banda de lá”. E há um arsenal de produtos da espécie xampu. Para todos os gostos e desgostos, necessidades e afetividades, odores e fedores. Uma amiga do ramo da estética faz cursos de imersão em finais de semana para homens que necessitam sutilmente usufruírem dos novos benefícios cosméticos. Alguns se afogam.

Crônicas & Agudas

Há palestras, filmes, experimentações e orientações psicológicas. “No meu curso armário não tem porta”, gaba-se com a experiência de monge libertino. Xampu para cabelos oleosos e outros para cabelos secos, em vários graus de oleosidade e secura. Xampu para hidratação superficial e profunda. Xampu com os mais variados perfumes, alguns para cativar subliminarmente – dizem (eles dizem, conto, mas não fui lá ver) que vem com fragrâncias orientais, indianas que quando já é bom fica aperfeiçoado e se já tem o fogo que arde sem queimar, o sexo tântrico explode. Um colega tem esmagado, triturado e colocado aquele comprimidinho azul e seus parentes dentro do xampu, vitamina D, catuaba com nó de cachorro. Ele relata que tem causado furor. Há xampu para que perde os escassos cabelos, que falam maravilhas como transformar bola de sinuca em bola de tênis. Há que proteger outras áreas para não escorrer o xampu e ficar com excesso capilar. Coisa de louco, meu. Um adolescente com as mãos cabeludas refere ter usado o xampu paterno.

Cr & Ag

Tem coisa tão fantástica nesse ramo que os xampus manipulados trazem fórmulas que dariam um nó na cabeça do Paracelso. Fazia muito sucesso o “xampu do Eike Batista”, agora que está engaiolado, talvez faça sucesso a vaselina – que passa nos carros. Há xampus de todas as famosidades nacionais. Todos querem o segredo do Lula e da sua maravilhosa prole, não há delação que abra essa caixa preta e o “xampu do metalúrgico” é segredo. Em mês carnavalesco em que pierrôs, arlequins e colombinas se amarão ludicamente e seguirão seus caminhos, o brilho labial e o xampu fluorescente estarão descobrindo os amantes sob a luz negra. Que lindo! Poético. “tanto riso, quanta alegria, mais de mil palhaços no salão” e milhões pagando a conta. Mas é carnaval. Antes disso – é Brasil. “Ame-o ou Deixe-o” – lembra?

Cr & Ag

Gosto de um xampu com cafeína para não dormir quando quero e não consigo escrever. Há que aprecie a soma de xampu com creme rinse ou leite de cabrita. Outros querem cabelos esvoaçantes ao vento como a capa do Superman. Há quem goste de associar um fixador de penteado, principalmente nos dois extremos – muito e pouco cabelo, para traçar curvas arquitetônicas tipo Niemayer. Outro é “síndrome de libélula cintilante pra lá de Bagdá”. Nada contra. Que coisa, como tem gente com preconceito contra esses importantes e insubstituíveis amigos capilares, mesmo sabendo “que é dos carecas que elas gostam mais” – estou em plena veia carnavalesca. O Moro soltou o Momo!

Ficamos assim, xampu não lhe garante “uma cabeça boa”, mas pode e deve melhorar  seus fios e fiapos do topo do mastro.

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A Honra no Vaso Sanitário! Edson Olimpio Oliveira – Crônicas & Agudas. Jornal Opinião. 31 Janeiro 2017.

 

2017 – 01 – 31 Janeiro – A Honra no Vaso Sanitário – EDS OLIMPIO – Crônicas & Agudas – Jornal Opinião de Viamão

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A Honra no Vaso Sanitário!

U

m casal fazendo seu check-in no balcão do aeroporto, na atribulação a senhora esquece sua carteira com documentos e alguma quantia em euros para sua viagem à Espanha. O casal seguinte, uma funcionária pública e um médico (sic) embarcariam para dez dias de turismo em Paris, França. Essa mulher-funcionária pública apercebe-se da carteira esquecida. O que a dignidade exige – chamar a dona da carteira, entregá-la ao atendente, ao serviço de achados e perdidos ou às autoridades. Não fez nada disso. Criminosamente adonou-se e escondeu-a. Logo na área de embarque foi ao sanitário onde abocanhou o dinheiro e descartou os documentos no vaso sanitário. E leve e solta saiu na tranquilidade dos criminosos não identificados.

A senhora que perdera a sua carteira buscou as autoridades do aeroporto que pelas câmeras de segurança identificaram a ladra. O perfil desse criminoso é de pegar o dinheiro e abandonar os documentos da vítima. A ladra viajante para Paris possuída de ódio mortal contra a outra mulher ou aquilo que ela significa, assassinou-a e enterrou-a na cova com estrume e urina do vaso sanitário com o restava de sua dignidade. É uma leitura possível da sua obra criminosa. Como é rotina e praxe nacional, alegou inocência. Diante do vídeo revelador de seu crime, confessou. Como também é praxe nacional, o delegado de polícia ou a autoridade lhe aplicou uma simplória e ridícula fiança e novamente está flanando leve e solta apta para novos crimes, inclusive na função pública. Ladrão é ladrão – 24 horas do dia.

Crônicas & Agudas

Um ‘informador’ (talvez jornalista lúdico) disse que o delegado ou a autoridade complacente executou a lei. Que lei? A famosa ou famigerada ‘letra fria da lei’? Sendo essa, talvez esteja morta e fedendo nas narinas (vaso sanitário?) e nos sentimentos de quem é honesto. É a lei que ele interpreta e professa – da sua cabeça e vontade. Ah não? Não fosse assim não haveriam tribunais, debates entre acusação e defesa, várias instâncias judiciais e ao chegar ao maior colegiado, “o Supremo do Brasil”, todos votariam com igual e irretocável entendimento. Ou talvez essa mulher funcionária pública e ladra esteja no percentual dos que “não oferecem risco à sociedade”, logo leve e solta. Voando como gavião faminto. Regozijando-se na impunidade. A mídia não informa se o acompanhante é marido ou genérico. E que o acompanhante não ingresse no rol, que também é praxe nacional, do “não sei, não vi nada” ou alegar perseguição.

Cr & Ag

Crise ou estado de imoralidade? Indicam que ex-presidente alegou que “achado não é roubado” quando uma quantidade de dinheiro foi encontrada e devolvida por um humilde e honesto trabalhador. Há criaturas que se acham acima do bem e do mal, impolutos. Semideuses – “sempre foi assim”. Como se o Cabral que está na cadeia carioca fosse o mesmo que aportou no Brasil. E a gente honesta, digna, honrada e que faz do serviço um trabalho respeitável e da vida a busca da retidão? Não se espantem se logo um causídico bradar em sua defesa que estava ‘fora da sua melhor razão pelas dificuldades do funcionalismo público’ e se tiver algum viés político logo surgirão “movimentos sociais” em sua defesa e lincharão os policiais eficientes do aeroporto por “abuso de autoridade” – é a verborreia purulenta do gênero.

Cr & Ag

O Vaso Sanitário deveria ser uma bandeira dessa espécie. Um estandarte gigantesco tremulando leve e solto na desfaçatez, canalhice e ausência de honra que grassa no Brasil. Apequena os cérebros de muitos numa infecção que se espraia, mas felizmente vemos flashes libertadores como na Lava Jato, por exemplo. Informa-se que a ladra presa e logo liberada é reincidente. Mesmo leve e solta (entenda a repetição!) não se regenerou. E isso que não passou nem perto das “faculdades do crime”. E nem vai. Alguns meses no Presídio Feminino Madre Peletier fariam bem a ela e à sociedade? “Pobre é ladrão, rico é cleptomaníaco”! Um ditado gaúcho diz que “cão comedor de ovelha, só para depois de morto”. Vaso Sanitário!

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Pensar Dói! Edson Olimpio Oliveira – Crônicas & Agudas – Jornal Opinião – 24 Janeiro 2017

 

2017 – 01 – 24 Janeiro – Pensar dói – EDS OLIMPIO – Crônicas & Agudas – Jornal Opinião de Viamão

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Pensar dói!

E dói muito! E dilacera a alma essa passagem quando assumimos a consciência real. A maioria necessita vestir-se com mantos quase impenetráveis, com os coletes de segurança em que o kevlar é substituído pela negação simples ou absoluta, negação muda ou feroz com as armas corporais ou instrumentadas que vão das faixas, panelaços à destruição do patrimônio alheio. Somos seres seletivos da realidade, nada daquilo ‘ruim’ que racionalmente enxergamos nos outros aparece com a mesma pujança em nós. Discorda? Quantas mães lutam incansavelmente na defesa do filho, que é e está no que é pelas ‘más companhias, porque os outros o desencaminharam, porque a justiça é cruel com os desfavorecidos, porque as escolas são ruins e o governo não dá chances iguais para todos’, numa cantilena interminável para o coração de mãe. Mesmo que as imagens mostrem seu ‘menino e membro da comunidade’ esquartejando nos piores rituais macabros como aqueles que se espalham pela internet ocorridos nas prisões.

Crônicas & Agudas

É da nossa natureza e está ancorada no livre arbítrio a necessidade de uns e a fuga dos outros em escapar pela tangente, pelo atalho da negação sintomática – “todos fazem isso”, “sempre foi assim” – e refúgio da covardia. Ou não se necessita de indobrável coragem para enfrentar e assumir as dores da realidade? Dizia um professor de psiquiatria: – O corno é o primeiro a saber, mas o último a reconhecer! E articulava-se mostrando à classe que pensar significar assumir novos entendimentos, romper barreiras internas, desafiar medos e na catarse marejada pelo choro convulsivo encontrar-se com mais Luz e Verdade. Evolução e dor. O conforto de estar numa casa superprotegida, alimentado e tranquilo, eis que o feto precisa romper as barreiras e pelo parto encontrar-se com a luz na continuação da existência, da passagem por mais uma das fases da vida. Nascer e renascer!

Cr & Ag

É a perda do primeiro direito adquirido. Pensaria o feto depois bebê: – Eu não pedi para estar aqui, mas estou pelo tempo, pela lei eu tenho direito a ficar com o que é melhor para mim e não lá fora com risco de fome, frio, inflação e desemprego. E muitos parecem encruados e não querem realmente sair para as adversidades do mundo exterior. Cada um verá o seu umbigo e tenderá a menosprezar as necessidades alheias que lhes possam confrontar. A Lei do Rabo em que cada um protege o seu. Quantas verdades que atritam as córneas, fedem nas narinas, como fel na boca e dor anal são negadas. Compulsivamente! Há sempre uma culpa alheia, perseguição, ciúme, disputa rancorosa ou qualquer epíteto que se use, mas a negação está ali. Homens velhos, pessoas vividas, quantos com cultura acadêmica premiada que mentem e repetem exaustivamente a mentira, talvez até passem a acreditar nela, para jamais reconhecerem seus erros, que erraram nesse ou naquele caminho, nas decisões tomadas, nas idolatrias suportadas e na carga que todos carregam pelos seus descaminhos.

Cr & Ag

Pelas vertentes de várias formações espiritualistas, alguns ou a maioria dos seres que aqui estão terão que ir e vir, nascer ou renascer e morrer, descer e subir, mas que nessa existência serão irrecuperáveis por suas vontades e atitudes. Queremos acreditar que sempre há um remédio e uma cura, mas sabemos que certas curas demandam várias gerações. Quanto do que nos impingem e somos incitados a crer é absolutamente falso, improvável e irreal? No entanto, nossa natureza aprecia ser enganada e iludida na pretensão do ‘eu resolvo’ ou ‘Deus resolve’, nas leis do menor esforço e da mínima dor. E você observa que pensar e assumir o entendimento causa dor?

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Consciência: Algozes da nossa Vida! Edson Olimpio Oliveira. Crônicas & Agudas. 17 Janairo 2017

 

2017 – 01 – 17 Janeiro – Consciência Algozes da nossa Vida – EDS OLIMPIO – Crônicas & Agudas – Jornal Opinião

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Consciência: Algozes da nossa Vida!

Os números de vida e de morte no Brasil de sobreviventes são aterradores e nos mostram verdades e mentiras. Há cerca de 450 mil estupros por ano, 37.500 por mês, ou 8.750 por semana, ou 1.250 por dia, 58 por hora – agora alguma mulher ou alguma criança está sendo estuprada, violentada, tendo sua honra assassinada e sua alma eternamente marcada. Quer mais números? Cerca de 60 mil mortes pela violência estampada na criminalidade com porte de arma liberado e direito de matar, principalmente se a vítima cometer o crime de reagir – 5.000 mortes por mês, ou 1.250 por semana, ou 178 por dia, ou 8 mortes por hora. Alguém próximo a você, no seu bairro, até amigo ou familiar está sendo esfaqueado ou simplesmente está na frente da arma assassina. E quantas vezes de um menor de idade? Vamos para mais números? Cerca de 70 mil morre no trânsito cruel por motoristas assassinos e administradores que mantém estradas em péssimas condições – quase 6.000 por mês, 1.450 por semana, mais de 200 por dia ou 9 mortes por hora. Sempre os números do governo contra o cidadão serão menores para atenuar a incompetência e a desfaçatez.

Crônicas & Agudas

Os números da morte por desassistência à saúde são infernais. No entanto, você observa a imprensa e a OAB, por exemplo, surtarem? E as famigeradas entidades de direitos humanos? Sem generalizar sempre! São as mesmas criaturas dessas entidades que crucificam a polícia, que denunciam para a ONU, OEA, Ibama (?), etc. “A violência policial” – sempre começam assim. E as mortes na Polícia? Os dados são escamoteados pelo governo e pela falta de entidades de direitos humanos do policial e do cidadão? Vejam alguns: Em 2014, São Paulo morreram 4 vezes mais policiais e 9 vezes no Rio de Janeiro do que a população geral. No Rio de Janeiro cerca de 7 % da tropa morrerá antes de aposentar-se aos 25 anos de serviço. Nos Estados Unidos corresponde a 1/6 de São Paulo e 37 vezes menos que o Rio. Cerca de 40 vezes menos na Inglaterra e Alemanha. Alguém lembra de Obama e acólitos contra as armas? Pois 64 % dos óbitos de bandidos na “sua profissão” são em legítima defesa por cidadãos privados. Aqui falam e acusam a violência policial e lá seria a “violência da legítima defesa”? No Rio de Janeiro ter o mais cruel câncer, o melanoma, tem a mesma incidência de morte de um PM. Também morrem 6 vezes mais PM do que câncer de próstata e 3 vezes mais que câncer de tireoide.

Cr & Ag

A preservação da vida deve ser sempre a prioridade primeira, mas quando a alternativa seja escolher sem alternativas viáveis, a vida do policial deve ser prioridade. A dor e o sofrimento da OAB, mídia e afins deve ser a mesma quando um policial morre, ou fica inutilizado, ou sua família desprotegida. O resto é cumplicidade com o crime. As razões além de éticas e morais também são econômicas. Como recrutar pessoas de melhor qualidade para serem estigmatizadas e lançadas à morte agravada pela ausência de equipamento superior ao criminoso e apoio e compreensão da sociedade a qual defende com seu corpo e sua vida. Precisamos urgentemente mudar essa situação cruel para a polícia e para os cidadãos que trabalham e pagam as contas até para sustentar o insustentável e irrecuperável. O cidadão foge e refugia-se num plano de saúde para escapar da desassistência do SUS e vai suar sangue para tentar cobrir esse dispêndio. O cidadão busca as escolas privadas para estudar ou colocar seus filhos para escapar da péssima qualidade do ensino público brasileiro onde o aumento geométrico de verbas não se traduz em qualidade se comparada consigo mesmo ou com marcadores de qualidade internacional. Mas e a segurança? Apesar de votarmos para podermos ter armas de defesa pessoal, fomos safadamente embretados pelas autoridades irresponsáveis e entregues a sanha demoníaca do crime. A segurança deveria ser feita pelo Estado e apoiada por OAB, Imprensa, ONGs, e qualquer genérico, mas vemos e sentimos e morremos como?

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Flagelados de Verão em Viamão City! Edson Olimpio Oliveira – Crônicas & Agudas. Jornal Opinião de Viamão. 0 Janeiro 2017.

 

2017 – 01 – 10 Janeiro – Flagelados de Verão em Viamão City – EDS OLIMPIO – Crônicas & Agudas – Jornal Opinião

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Flagelados de Verão em Viamão City

Na estrepitosa coluna anterior com mais uma lenda urbana sendo devassada, explodiram mensagens de leitores que “viram” o Bonatto de trenó, conforme descoberta do Arigó do Tamoio. Eleitores da Grande Viamão histórica, que é o território que ao norte se limita com Laguna, ao sul com Colônia do Sacramento, a oeste com as Missões argentinas e ao leste com o Atlântico, organizam-se para aumentar a frota de trenós do Noel nessa embatucada região de balas, mulheres e maridos perdidos. Alguns bem achados! E estava esse cronista ladeado por imagens da barbárie de Manaus e com imagens da barbárie de todo tempo nos hospitais, emergências, estradas, ruas e sabe Deus tudo que o cidadão passa e morre… Escrever sobre dor? Repetidas dores. Intermináveis! Eis que chega o Arigó da Enchente. Informo aos desprevenidos que a família Arigó é imensa e prolífica. Origens? Versados já encontraram até o Arigó de Neandertal. – Edinho do Bisturi (me chama assim desde uma emergência que…) tô flagelado meu. O arroio subiu e levou tudo. Lá em casa só escapo a Nega Véia e a sogra. Essa nem o demo leva. Até meu cusco tá sumido. Não lacrimejei, pois conheço a figura de muitos carnavais.

Crônicas & Agudas

E seguiu o trote. – Pois tamo fazendo a rifa duma vaca pros consertos. O mínimo é 10 pau. O sorteio é com o Coelho da Páscoa. A criatura é mais ligeira que gato de rua, mas é boa gente. E dei uma nota para o amigo, pois depois de se casar com a irmã vesga e careca do Formigão Bala no Saco, chefe da ‘comunidade’ e aturar a Alcéia 1001, que além de bruxa é desdentada faltando as duas teclas do meio no piano e parece vampira, qualquer ser vivo merece uma atenção e ajuda. E contou-me: – Estava ali floreando uns espetos no tonel e curtindo uma loira suada entre uma olhada e outro pro céu que tava mais preto que umbigo de mendigo. O ventinho aumentou e começou a pingolear. Pingo macanudo do tamanho de um balde. Comecei a pensar em arrastar o tonel pra debaixo da meia água, do lado do Corcel. E logo desceu um caldo que já nem enxergava a véia Alcéia e a isipra dela na cadeira de praia. A Nega Véia tem pânico de raio e corria como cusco atrás do rabo. Eu que não perco a calma nem as cuecas me apreparei e me agarrei numa câmara de ar. Da outra feita arrebentou o represo do Janjão Cuiudo e afogou toda a porcada macau do Zezinho 3 Goles.

Cr & Ag

Num aiaiai e num uiuiui a água desceu e subiu e começaram a baixar primeiro o que a turma descarta no arroio. E baixou uma tropa com sofá, colchão, fogão, pneu, antena de TV e tudo que é tralha. Já comecei a me preocupar. Botei o cusco brazino no telheiro de Brasilit e o cardeal pendurei bem alto no poste da CEEE. Abracei o engradado de cerveja e amarrei na câmara. E a água subiu numa velocidade que logo passou uma égua nadando e fazendo glubglub. E descia de tudo. Até defunto sumido desencantou. A água tapou quase tudo. A véia Alcéia se agarrou num anão que foi salva-vidas no Quintão e saíram braceando num vamo que vamo. A veia é chegada num agarro e num vucovuco. A Nega pediu ajuda, mas não desamarrei ela do poste, pois vá que a enchente carregue e o cunhado se arrevolte. Tô ali boiando quando uma gorda me agarra pelo pé e queria minha bóia. Não livrei no cotovelo, mas enfiei uma garrafa na moranga dela, foi a sorte pois um brigadiano laçou a gorda e com uns cinco caras rebocaram ela pra fora da enchente.

Cr & Ag

E continuou: – Sou veterano de enchente, mas Edinho não se acredita nem desdenha do que passou por mim. A criançada nos telhados batia palmas pros bombeiros. A enchente arriou ligeiro e começamo vida nova. A cada caçamba que a prefeitura tira do arroio mais umas seis o povo descarta. Sempre foi assim desde que me conheço por gente. As professora da escola até querem ensinar pro povo, mas são corridas a grito e com a cachorrada na cola. Choveu dá nisso e mais um metro de barro. Vai com Deus que tô indo fazer uma frente com o André, pois sabe que vassoura nova e prefeito novo…

O trenó do Noel em Viamão City! Edson Olimpio Oliveira. Crônicas & Agudas. Jornal Opinião. 03 Janeiro 2017.

 

2017 – 01 – 03 Janeiro – O trenó do Noel em Viamão City – EDS OLIMPIO – Crônicas & Agudas – Jornal Opinião

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O trenó do Noel em Viamão City!

Ao leitor esfolado nas festividades de final de ano – ou seria de entrada? – Vamos esmiuçar mais uma dessas lendas urbanas da Primeira Capital de Todos os Gaúchos. Sem mais delongas, “historiemo o causo” e com a assessoria técnica do Arigó do Tamoio. O governo Bonatto asfaltou ruas e assemelhados, mas (a maldição do Mas!) deixou a buraqueira assolar e destruir as já asfaltadas. E sem procurar muito, basta ver e cair nos buracos do entorno da prefeitura e das praças centrais. Quatro anos de abandono e degradação do piso. Ali na esquina da sede do PTB, os degraus nos buracos derrubaram motoqueiros e destruíram carros. E como o Bonatto chegaria à prefeitura e não sentiria vergonha da ‘buracama’? Aí começa a lenda – Bonatto acessava a prefeitura por outras vias. Por água seria impossível, não tem água diariamente nem nos canos da Corsan. Pelo ar? Plantonistas de binóculos e drones revezavam-se procurando um helicóptero da BonaTam ou BonatoGol. Nada! Então – outras vias. E por via das dúvidas…

Crônicas & Agudas

Eis que esse veterano se encontra com o Arigó do Tamoio no passeio defronte à Câmara de Vereadores. Havia um protesto de mulheres que quebram os saltos dos sapatos nas crateras entre as placas de basalto pessimamente colocado. Há relatos cruentos da travessia dessa calçada acidentada, como um anão entrincheirado e quedas de pessoas com órteses, como muletas. Acessibilidade é exigido nos passeios ‘dos outros’. Há gente autuada por qualquer coisa, mas ali estão os recuerdos das velhas trincheiras setembrinas. – Fotografa e bota no Opinião! Gritou a loira batendo panela. Uma gordinha de sineta trazia uma sacola de sapatos com saltos arrancados. Um magrão tatuado e com vários piercings acampados na face atacou: – Aí gente, que ódio, que ódio! Eis que o Arigó do Tamoio, com seu peculiar destemor e inaudita coragem reveladora, puxou-me pelo braço: – Edinho, descobri o segredo do Bonatto. O cara vem na prefeitura uma vez que outra. Uma mais que outra. Ele veeem de trenó! Sim, sim, o trenó do Noel! Manja o Noel, aquele gordinho, barbudo e do saco grande e bem maior que o Colhudo da Faxina. Pois é cara. Dizem que o Ridi também contratou o Noel que locava a viatura, digo, o trenó. Sim, sim. Com renas e tudo e de lambuja ganhou o projeto do hospital no Ana Jobim e uns duendes.

Cr & Ag

Eu ali com os olhos saindo dos óculos. Ele cochichou: – Edinho de Deus, tinha nobre edil querendo CCs com o Noel e colocar no orçamento. Ué, não sabia que havia Noel Rent a Car? Pô meu, que mundo tu vive? Havia até uma verba especial da Petrobras para o combustível alternativo. Claro que o sigilo aqui é pra proteger o Noel da algum talibã do Moro. Então o Bonatto estava vindo de trenó, do Noel meu e presta atenção. E dava carona para vários vereadores. Sim-sim e está em alguma comissão o estudo de criar uma cota especial para as renas de narizes azuis em homenagem ao tricolor. É claro que isso só a NASA sabe pois cuida do espaço aérea e depois deles ninguém mais vê o trenó coberto pelo manto da invisibilidade. Então é fria a lenda do espírito do Bonatto viajar pelo astral de almeida. Sim, sim, o cara não anda na buraqueira. O cara despreza os buracos dele e ri dos buracos dos outros e vem no ar condicionado com um duende de motorista e outros vinte de segurança.

Cr & Ag

Perguntei-lhe: – O André vai locar o trenó do Noel? A resposta do Arigó foi mais rápida do que a do Instituto Lula: – Há controvérsias. E esperanças. A primeira é que o André feche os buracos alheios, inclusive algumas bocas brabas e famintas. Depois que a Câmara dê exemplo e indenize os acidentados no passeio da praça e proíba a pimenta que somente arde nos olhos dos outros. Está o mistério revelado e devassada mais essa lenda urbana? Vote!

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