“O tempo muda a pessoa”! Edson Olimpio Oliveira. Crônicas & Agudas. Jornal Opinião. 17 Outubro 2017.

 

“O tempo muda a pessoa”!

Para o melhor e para o pior.

Certamente você já escutou essa observação, que geralmente vem carregada de um franzir de sobrancelhas e uma leve tração no ângulo dos lábios. Carrega uma desaprovação, um espanto ou outro sentimento que colide com aquilo que esperaria ou que mantivesse o formato daquilo arquivado em nossos discos rígidos de memória. Realmente, nossa memória tem muito disso! É arquivada em “discos rígidos” moldados a fogo e gelo pelo galopear dos anos e as experiências digeridas e outras expelidas. Passados anos sem a presença daquele amigo ou daquela amiga que em outra época da vida tanto nos encantaram ou para quem sentíamos todos os fluidos de aproximação e afeto, descobrimos que estão diferentes. Diferentes!

Crônicas & Agudas

Todos mudam. Inclusive você e eu. O sábio já ensinava que num mesmo ponto de um rio a água jamais é a mesma. Sempre será outra água. Uma água diferente daquela que saciamos a nossa sede de amizade e de compreensão. O tempo deveria melhorar, aperfeiçoar, evoluir e aparar arestas pontiagudas como lapidando a brutalidade ainda muito bela do diamante que é todo ser humano – há exceções! Muitas. No entanto, para muitos de nós as dores são acumuladas e incrustadas em nossas almas e não nos permitem brilhar ou receber mais luzes. Crostas espessas, como couraças, com as defesas elevadas, quando não de arma em riste. Tendemos a evitar novas dores ou que antigas feridas ou chagas se abram ou que pontaços de adaga renovem velhos sentimentos que se luta para sublimar.

Cr & Ag

Revise sua lista de companheiros e companheiras de jornada, antigos colegas de escola ou de faculdade, companheiros do futebol ou dos chás da tarde, empinadores de copo de cerveja, bailantes de rosto colado ou vagantes na pista de dança, membros do mesmo Lions ou Rotary, trabalhando na mesma empresa ou local, enfim desnude seus caminhos e observe aquelas criaturas que formaram seu universo de pessoas humanas ou quase. Quantos ainda podem se afinar contigo hoje? Você estaria no rol de pessoas que eles gostariam de conviver ainda? Uma amiga, que convidei para se reunir com antigos colegas de escola, foi rápida e aguda: -“Não tenho mais nada a ver com essa gente”! Decisiva como uma katana samurai.

Cr & Ag

Há uma máxima “que durante uma existência teremos tantos amigos quantos os dedos de uma das mãos”. Cinco amigos! Ou menos. Palocci seria o exemplo ou uma hiena jamais é amiga de outra hiena, ou um abutre jamais é amigo de outro abutre? Ou uma jararaca de outra? A vida ensina, apesar da nossa dificuldade de aprender, mesmo com a repetição. Somos seres impelidos ao convívio com outros seres que nos completem e nos protejam. Mas somos seres dominantes e dominados e a tribo não pode ter vários caciques. Ou pior, mais caciques que índios. A humanidade convive e busca o entendimento e harmonia com o mundo espiritual, seja por necessidade ou por temor. Não há seres tangentes, sólidos, palpáveis ou sempre ao nosso alcance e disposição. Eis que reinventamos esses amigos espirituais com os amigos do mundo virtual ao alcance do dedo que digita ou da mensagem sonora.

Cr & Ag

Não ter uma convivência diária ou constante é o grande segredo dessa modalidade crescente e viral de amizade. Não há compromissos formais e “nem ter que aturar”, logo “a fila anda”. E como anda. Um amigo, experiente e versado em vários casamentos e incontáveis e “eternos” (enquanto durarem) relacionamentos aplica essa verdade crua e tantas vezes nas nuas: – “a fila anda”! Para os dois lados. Não enveredaremos nosso GPS para ser bom ou ruim, mas para a vida como ela ainda é e como está se tornando. E “pau no burro Seberiano”!

                       2017 – 10 – 17 Outubro – O tempo muda a pessoa – EDS OLIMPIO – Crônicas & Agudas – Jornal Opinião de Viamão

www.edsonolimpio.com.br

P3 - Dragão do voto 2 - 2016-09

Anúncios

Bananalização & Banalização! Edson Olimpio Oliveira. Crônicas & Agudas. Jornal Opinião de Viamão. 10 Outubro 2017.

 

Bananalização & Banalização!

M

uitos tristemente nos rotulam e outros nos entendem como outra “republiqueta bananeira da américa latrina”, de corrupção, ladroagem e incompetência viral, sistêmica e de seitas políticas e messianismo ideológico. O emérito jornalista Rogério Mendelski, viamonense, usa o termo “bananão” para esse Brasil tão espoliado, roubado, surrado e apropriado pelo sindicalismo dito socialista e pelas corporações alojadas nas empresas que usam o teu e o meu dinheiro em seu proveito – vide Mensalão, Petrolão e Lava Jato, etc. Gritam contra os administradores públicos, desde que não sejam de sua ideologia, apesar de eleitos com o mesmo voto embananado de todos. A primeira opção de qualquer empregado descontente com o patrão ou com seu salário é negociar, a segunda e derradeira opção é trocar de emprego ou trocar de patrão – ouvi isso incontáveis vezes nas quase quatro décadas de plantonista de emergência do SUS, IPERGS, etc. Esse é o caminho de todos os simples mortais, exceto do pessoal que berra com a possibilidade de estatais se tornarem privadas. Contrassenso? Como plantonista nunca tive, como outros colegas médicos, direito às férias remuneradas, 13º. salário, insalubridade, adicional noturno, etc. Médico é diferente pois “fez juramento”!

Crônicas & Agudas

Eu cidadão não quero ser “dono” de postes ou de canos de água. Eu cidadão não quero ser “dono” de posto de gasolina nem da Petrobrás. Eu cidadão preciso de postos de saúde e postos policiais. Eu cidadão não preciso ser dono de banco (Banrisul e assemelhados). Eu cidadão necessito de bancos de sangue, bancos de transplante de órgãos e singelos bancos nas praças? Essa novela que as empresas privadas não funcionam como as estatais é demagogia e proteção dos privilégios dessas corporações. Greves e mais greves! Sem limites ou punições pelo abuso do “direito”. Existem greves assim na Ipiranga, na Shell, no Magazine Luiza, nas Lojas Renner, na Gerdau? Ou nas empresas dos Batistas ladrões, Wesley, Joesley e do Eike, Golden Boy do PT? A empresa tende a se equalizar com a saída dos descontentes e maus trabalhadores e incentivar e premiar os bons trabalhadores.

Cr & Ag

Sartori parcela os salários num estado que muitos ajudaram a falir. Devem reclamar. Mas aceitam que os outros poderes do Estado não sejam igualmente atingidos pela penúria gaúcha. A mídia informa que a tentativa de Sartori em aprovar a “lei do duodécimo” para que o Estado repassasse aos outros poderes na mesma proporção da arrecadação estadual foi tiroteada e derrubada pelos mesmos socialistas que incentivam as greves e o conflito. Escondem-se atrás de rótulos de “falta de transparência” e outras falsidades. Por que não envolver todos nas mesmas dificuldades de uns e na busca de solução geral? O cidadão um pouco atento “não entende”.

Cr & Ag

Piquetes bloqueavam o livre acesso dos doentes ao Hospital de Pronto Socorro de Porto Alegre. Um sindicalista “explicou”: “os piquetes são para orientar os pacientes”. “Orientar os pacientes” é a forma safada e criminosa de impedir ou dificultar que eu cidadão consulte ou salve a vida de filhos ou familiares. Eu cidadão não preciso ser dono de ônibus, preciso de saúde de qualidade, boas escolas e segurança para ir e vir e trabalhar. Sim, pois os cidadãos simples mortais não têm os privilégios, chamados de “direitos adquiridos”, dessa turma. O Estado grande e poderoso é útil para quadrilhas como a que ocupou e ocupa muito do Brasil nessas últimas duas décadas. Nem todo o socialista ou petista é um criminoso, apesar do seu partido ser identificado como organização criminosa com dezenas de membros julgados e condenados.

Repito sempre que jamais generalizamos. Eu cidadão devo enxergar e sentir, constatar e reagir e jamais se permitir o domínio por esse social-comunismo que usa e abusa de nós trabalhadores e funcionários públicos para alcançar seus objetivos de enriquecimento ilícito e perpetuação no ócio belicoso sempre criando inimigos externos para que a massa de manobra seja sempre útil e submissa.

2017 – 10 – 10 Outubro – Bananalização & Banalização – EDS OLIMPIO – Crônicas & Agudas – Jornal Opinião de Viamão

http://www.edsonolimpio.com.br

A travessia do Banhado do Taim à noite! Edson Olimpio Oliveira. Cônicas & Agudas. Crônica 6.

 

 

A Travessia do Banhado do Taim à Noite.

 

“ Saibam todos que lerem essas crônicas que existiu uma espécie fantástica de homens que pilotavam máquinas maravilhosas chamadas de Motocicletas, que rasgavam este planeta como cometas rasgando o manto negro do Céu!” (Crônicas & Agudas da Primeira Capital Equipe)

 

Comparando, mas respeitando as proporções, o Rio Grande do Sul tem o seu Pantanal que é a Reserva do Taim. É uma extensa área de alagados e de banhados com muita vida selvagem. Localizada na região sul do Estado, atravessado pela BR 471 que liga a cidade de Rio Grande ao Chuí. Rodovia BR 471 que é uma das portas do Mercosul com acesso à Montevidéo, capital do Uruguay. O Taim ainda está sendo recuperado da ocupação de agricultores que ali plantavam extensas lavouras de arroz e de pecuaristas que preparavam os bovinos da picanha-nossa-de-cada-fim-de-semana. Agora o Taim está se repovoando com jacarés do papo-amarelo, capivaras, ratões do banhado (nútrias), aves migratórias e uma infinidade de outros animais.

 

 

Saindo de Pelotas, atravessamos a ponte do Canal de São Gonçalo e logo mais estaremos na Quinta que é o entroncamento para Rio Grande e o seu Super-Porto. Ali se faz o último abastecimento de combustível. Nos mais de 100 km seguintes de rodovia não se tem mais nenhum outro posto. Assim se cruzará o Taim por cerca de 30 km da rodovia. Logo as sedes de fazendas desaparecerão e a estrada se elevará sobre as águas por cerca de 3 metros, como uma cicatriz elevada. Um quelóide na face da natureza. As placas de sinalização solicitam que o motorista reduza a velocidade pela possibilidade de animais cruzarem a pista. Foram realizados túneis sob a estrada para que os animais possam cruzar de um lado para outro. Construíram cercas teladas para dificultar que os animais escalem o aterro da estrada e aumentem o risco de mortes de animais e acidentes com veículos. Outra tentativa dos ecologistas consiste na construção de mata-burros para dificultar a circulação dos bichos. Tudo ajuda, mas não impede. Constatam-se a grande quantidade de animais mortos, particularmente capivaras. A travessia do Taim ao amanhecer, principalmente, é uma festa de vida e cores para os nossos sentidos e muito já deve ter sido cantada em verso e prosa. Mas nós três, minha esposa, eu e a Morgana, nossa motocicleta, realizamos esse percurso à noite.

 

 

Estávamos voltando de Montevidéo. Frio. Muito frio. Tempo carrancudo. Tínhamos sofrido com a chuva. Um manto líquido nos cobriu. Outono gaúcho. Os demais companheiros mudaram de última hora o projeto e resolveram ficar no Chuí para mais compras. Nossa motocicleta é uma Kawasaki Vulcan Nomad Verde. Verde como a natureza. E as 1500 cilindradas de seu coração transmitem a sua força e a energia com que enfrenta e vence as longas distâncias. Tanque abastecido, pois nos próximos 100 km teríamos um deserto humano. Cessara o dilúvio. A noite havia chegado mais cedo pela rudeza das intempéries. Como um ciclope, o grande farol da Morgana estava coberto por um véu de insetos suicidas. Lavamos a remela de seu grande olho. Limpamos as viseiras dos capacetes. Uma derradeira conversa com os frentistas do derradeiro posto de combustível e tomamos a estrada. A noite cerrada. O farol, como um laser cirúrgico, cortando esse denso manto negro. Nenhuma estrela a conversar conosco.

 

Cobertos por essa gigantesca capa negra da mãe natureza. Silêncio. Um leve rufar do vento no pára-brisa da moto. A Morgana desliza como uma fada e com seu toque de luz descobre vida na escuridão. Estamos em velocidade reduzida e com mais de 500 kg de máquina, bagagem e pessoas bailamos suavemente na estrada deserta. Cuidado rigoroso nos tachões e no espinhaço de aço dos mata-burros. Um grito de ave perfura a noite. Seria a sua revolta por lhe importunarem os domínios? Outra ave repete como em resposta. Em certo momento o farol varre o canal que acompanha a estrada e ali estão pérolas cintilantes. Chamas faiscantes de répteis que ali já estavam antes do homem ser o que é. São os jacarés do Taim. Olhos ameaçadores aguardando um descuido, um acidente e a queda de presas em seu domínio.

 

Súbito, uma enorme capivara caminha despreocupada. Paramos para sentir a sua reação. Indiferente continuou seu caminho. Desviamos a Morgana e passamos lentamente a cerca de 1 metro dela que logo foi engolfada pela escuridão que nos servia de cauda. É a noite. A solidão. Um casal e sua máquina viva dependendo um do outro. A natureza como testemunha. A natureza que pode ser uma adversária terrível se for agredida, violentada. A pequenez do ser humano. A grandiosidade da vida. A magnífica expressão da vida e também o odor da morte. A cautela e o respeito por regras maiores de convivência. A consciência da realidade e a coragem para ousar e sentir a beleza exuberante contida na noite de uma área desolada para humanos. A confiança um no outro e em nossas capacidades de interagir na adversidade. O entendimento de que só se tornam uma equipe real o piloto e sua co-piloto com a motocicleta. É tudo e somente com que se pode contar. E uma prece silenciosa ao anjo da guarda do motociclista. Aqui muito mais se ama e aperfeiçoa a existência.

 

Logo o Taim se tornou lembrança. Feliz e inexpugnável lembrança. As luzes da civilização vieram refletir-se no policarbonato das viseiras dos capacetes. Um dia quem sabe, ali retornaremos. Nesta ou em outra existência, mas com a Morgana a nos acompanhar.

Moto - Paixão Eterna - 6 - 2017 - HD and Malrboro Man

Perversão e Arte! Edson Olimpio Oliveira. Crônicas & Agudas. 03 Outubro 2017.

 

Perversão e Arte!

Nero, o imperador, incendiou Roma enquanto fazia a sua música. Tudo pela “sua arte”. Tudo pela arte? Os espetáculos mortais e degradantes das arenas romanas inspiraram “a arte” e depois os circos. A putrefação moral que arrasou a economia brasileira e tornou a corrupção numa prática de partidos políticos e da administração do Estado exterioriza-se pelas mesmas vertentes e bocas que tem tratado a criminalidade de pior e mais cruel espécie em “coitadinhos” e vítimas da “elite e do capitalismo”. São símbolos identificados como defensores da bandidagem da mais perigosa espécie de gente, pelo menos por aqueles não obsidiados, como seus eleitores.

É essa mesma gente que defende a destruição da família e a guerra social mascarando com direitos humanos. Assistimos cenas escatológicas travestidas de arte na exposição do Banco Santander. Pago com dinheiro extorquido de quem trabalha sob a fachada de impostos e similares. “Tudo arte”! Nem a imagem de sodomia e felação com pungência racial causou prurido nesses “defensores dos direitos humanos”. Pais estão constrangidos a educar seus filhos, no entanto a “arte” desnuda a nudez ou a sordidez sob todas as luzes. Pela “arte” essa gente pode exteriorizar-se na sua nudez e nas suas taras e perversões. Logo pedófilos serão aceitos como artistas reacionários. A Justiça, sem generalizar, que deveria ser nossa protetora aparece como naquelas autoridades em São Paulo que liberam um tarado contumaz depois de 16 prisões. Contaram-me que uma delegada de polícia advertiu ser crime repassar o vídeo do tarado num supermercado de Porto Alegre. As pessoas honestas e responsáveis têm o compromisso de avisar, advertir e precaver as pessoas que amam dessas criaturas malignas que tanto permanecem livres ou quase. Quantos cidadãos esperam que outros criminosos executem as suas próprias leis, como nas penitenciárias, para que essas bestas sejam punidas? Vejam a lamentável situação que o cidadão está! Ter que esperar “justiça” de outros criminosos. É muito triste e vergonhoso. Talvez não para os defensores dessas bestas pervertidas.

CPERS – Greve – Educação!

Novamente um mês de greve do magistério do Rio Grande do Sul, numa rotina anual que está bailando há mais de 30 anos, ou décadas, num conflito de direitos.

                                 Vide Mauro Luiz Barbosa Marques e a greve histórica de 1979: http://www.snh2013.anpuh.org/resources/anais/27/1360875372_ARQUIVO_artigo.para.anpuh.2013.pdf). Alguma coisa não funciona, seja nas greves, seja na vida profissional ou para os alunos e suas famílias. Lamentamos e jamais generalizamos. Há o entendimento de que CPERS é sinônimo de greve. Há o entendimento de que a função de sindicato é confronto e ideologia. A qualidade da educação gaúcha é precária. Famílias privam-se para colocar seus filhos em escolas privadas, pois todo ano tem greve e a recuperação curricular é controvertida, difícil, senão falaciosa várias vezes. Como assim? Os marcadores da qualidade da educação têm melhorado no Rio Grande do Sul em si mesmo e na vergonhosa situação nacional em comparação com outros países?

Ou o CPERS não sabe fazer greve, ou o tipo de protesto está inadequado, ou já dava para saber que desde 1979 esse enfrentamento não dá o resultado é desejado. Há professores aposentados ou que se aposentarão por tempo de serviço sem resultados efetivos das greves. Algo está errado? Entendo e qualifico como o professor sendo dos mais nobres ofícios e fundamental na evolução da humanidade. Assim o professor merece todo nosso respeito e consideração e jamais compartilhamos da omissão de defendê-los ante as adversidades, inclusive nas salas de aula. O médico que errar continuamente seus diagnósticos e seus tratamentos perderá seus pacientes ou seu direito de ser médico. Se um engenheiro persiste em suas técnicas, mas seus prédios e pontes caem; se um advogado perde todas as suas causas durante décadas – que fazer? Em qualquer atividade humana é assim. Ou deveria ser! As greves do CPERS têm fracasso total ou parcial. A educação precária causará dor e derrota em alunos que no futuro enfrentarão um mercado de trabalho competitivo e a responsabilidade de amparar de suas famílias. Exceto se estivem em alguma atividade que dispense essas necessidades. Veja que respeitamos as greves legais, mas arguimos os resultados reais e duradouros e suas consequências.

2017 – 10 – 03 outubro – Perversão e CPERS – EDS OLIMPIO – Crônicas & Agudas – Jornal Opinião de Viamão.

http://www.edsonolimpio.com.br

Passeata pelo Trânsito! Edson Olimpio Oliveira – Crônicas & Agudas. Jornal Opinião de Viamão. 26 Setembro 2017.

 

Aqui está a continuação da Coluna iniciada com o tópico já publicado dos “3 Arcanjos”.

“Passeata pelo Trânsito”!

Sempre louvável toda a iniciativa que busque diminuir o extermínio de vidas no trânsito brasileiro. Fontes indicam mais de 60 mil mortes e incontáveis mutilados de corpo, mente e espírito, das vítimas diretas aos familiares, amigos e quem os ama. Morrem mais anualmente no trânsito brasileiro do que em seis anos de Guerra devastadora na Síria ou morreram de americanos na Guerra do Vietnam. Pois na manhã da última 6ª. Feira, dia 22 setembro, colegiais e membros da Secretaria de Educação desfilaram em passeata pela Avenida Américo Vespúcio Cabral e Cel. Marcos de Andrade, avenidas principais do centro da cidade – belo e motivador!

Há que ampliar essa incentivadora manifestação para atividades mais frequentes, práticas e contínuas. As autoridades de trânsito devem repintar ativamente as faixas de segurança e implantar novas com redutores eletrônicos de velocidade em pontos críticos, exemplo – defronte à Receita Federal e Complexo Realizare, onde ônibus, motos insanas e motoristas alucinados trafegam em velocidades similares da reta do autódromo de Tarumã. Os semáforos devem ser modernizados e atualizados, para motoristas e pedestres, com sinalizador de tempo restante de travessia e abertura. Refazer e melhorar a qualidade do piso para a circulação dos veículos, principalmente nas crateras abertas com a fragmentação do asfalto de qualidade duvidosa.

Atividades educativas com a presença física da autoridade policial e professores e estudantes para seu próprio uso e dos demais pedestres da sinalização, como local específico de atravessar, faixas de segurança, obediência aos sinais luminosos, evitar confraternização e atualização de rede social ao volante ou nas travessias. A correta utilização dos passeios e que as autoridades exijam calçadas adequadas e viáveis para seres humanos. Entidades de idosos e de pessoas com deficiências façam, como os estudantes antes referidos, atividades de orientação e disciplina em rodízio em várias áreas do município.

Vereadores, principalmente aqueles preocupados em aliviar as cargas fiscais de alguns, mas, no entanto, assim sobrecarregam outros, usem suas prerrogativas legais e usem ativamente seu corpo de apoiadores em constantes atividades para educação e conscientização no trânsito. Poderiam, nas mesmas leis que criam reduzindo ou isentando, que essas “isenções” e toda sorte de facilitações sejam ancoradas em serviços prestados à coletividade. Quem receber vantagens será porque deu “tantas horas de si” para a comunidade. Justo e humano. Nem de Deus se recebe benefícios e gratuidade com o trabalho e o esforço dos outros. Há que merecer e a troca por serviço comunitário é um caminho real. Leitor, pense nisso! Principalmente você que ainda pode ler e acredita em mudanças para melhor no país em frangalhos de instituições e de moral…

2017 – 09 – 26 setembro – 3 Arcanjos e Trânsito – EDS OLIMPIO – Crônicas & Agudas

Jornal Opinião de Viamão

http://www.edsonolimpio.com.br

A Moto na História ou o Samba do Motoqueiro Doido! Série – Moto! Paixão Eterna. Crônica 3.

 

 

A Moto na História ou o

Samba do Motoqueiro Doido!

 

 

A madrugada já nos espreitava. Mas o companheiro continuava com o caneco de cerveja sendo brandido como bandeira desfraldada na mão direita. A lua manhosa, tendo nuvens a adorná-la como cabeleira prateada, como que insistia em continuar roçando-se nas marolas do Rio da Plata.

 

—- E saibam vocês que a Era da Pedra Lascada tem esse nome porque não havia pneu que agüentasse naquela época. Os caras além de enfrentar os dinossauros, que seriam como as carretas e jamantas hoje, também já insistiam que trail ou trilha é diversão. Vê se pode, meu? – argumentava o companheiro.

 

Estufou o peito aspirando e nevando de branco a ponta do nariz com a espuma:

E a moto também está nas Sagradas Escrituras. Deus já tinha feito o Paraíso, o Adão e a Eva. E para complicar tinha a Serpente sempre botando minhoca. A dupla só queria se distrair comendo maçãs. Então Deus fez a moto. Fez atrasado, pois quando chegou o rolo já estava feito e ainda acabou com a briga do Caim e do Abel sobre quem pilotaria nos finais de semana. Depois teve a transa da Motocicleta de Noé. Era uma moto anfíbia gigantesca que salvou do afogamento uma pá de bonecos e uns bichos e bichas. Ai começou a bichice na história. – reuniam-se curiosos em torno do ‘orador’ que continuava:

 

Dizem que o Maluf e a ex-Suplicy até estão pensando numa semelhante para as inundações em Sampa. Ainda nas Escrituras tem o caso de um tal de Moisés que saiu do Egito e foi para a Palestina. Daí deu origem ao Rally dos Faraós, Paris-Dakar e outros. E por sinal despertou o ciúme na região daí vindo a briga entre judeus e palestinos até hoje. A moto foi muito importante na Grécia antiga, tinham uns caras que moravam num morro chamado Olimpo, aqui seriam favelados, que queriam motocicletas só para eles e aí deu aquela briga da Motocicleta de Tróia que teve depois um parente no Brasil, outro Ulisses. Mermão, teve até um rei, tal de Nabucodonosor ou Trabucodonosor que fez seus jardins suspensos na Babilônia para ter estacionamento para sua coleção de motocicletas protegidas do sol infernal.

 

— O cara baixou o espírito do velho Rui Barbosinha em duas rodas – exclamou um companheiro enquanto procurava algo nos bolsos do colete repleto de adereços.

 

— As provas de supercross começaram em Roma no velho Coliseu, cara. Quem perdesse era devorado pelos leões. Parecido com o esquema do leão do imposto de renda por aqui. E vocês sabem como o Brasil foi “inventado”? Os espanhóis e os portugas queriam descobrir um caminho para trazer as motos orientais para o ocidente e a desculpa era de namorar as índias. Então numa dessas viagens os carinhas chegaram à Bahia, onde aportaram com o consentimento do ACM e com o trato de colocarem uma fitinha do Senhor do Bom Fim no punho da moto. Ainda tem o caso do Dom Pedro que soltou o berro no riacho Ipiranga empinando uma Ténéré e nos liberando de Portugal que se adonava de nossas motos e de nossas mulatas. E por falar em mulata, a tal de lei Áurea foi a liberação total da motocicleta para todas as raças. Legal, heim? – empolgava-se o nosso companheiro.

 

E com os lábios revestidos da deliciosa espuma da cerveja portenha, o companheiro com os olhos em transe continuava:

 

 — O tal de Hitler se ferrou na Rússia porque insistiu em usar moto street na neve. Além disso, a gasolina congelava nos tanques. E Pearl Harbor? A eterna briga de Harley e Indian contra a Suzuki, Honda, Kawasaki e Yamaha. Que pauleira, meu! E até novos países surgiram por causa das motos, mermão. O veterano Quintino do Rio das Ostras enriqueceu exportando esses bichos para a Ostrália. E a moto no futebol? O Garrincha tinha as pernas tortas de tanto andar de moto, meu. – passou o antebraço na boca. O suor brotava de seu pescoço parecendo drenar das veias dilatadas. Pensei que ia parar. Enganei-me. Continuou:

 

E o Pelé criou o gol de motocicleta, consagrou-se e até hoje continua botando as bolas para dentro. Dizem que é o maior consumidor do remédio que propagandeia. Acreditem se quiserem. Sabem o Denílson do Penta? Toda aquela habilidade de drible foi conseguida pilotando como motoboy em São Paulo.  Mas é a vida, meu. Cerveja é moto engarrafada. E se o “companheiro” Lula aproveitasse a barba, fizesse algumas tatuagens e pilotasse moto já seria presidente, ainda mais com o apoio dos mais de 10 milhões de bauzeiros, motoqueiros e motociclistas e mais cinco votos que cada um representa. Principalmente se contasse com a bênção do grande Pateta dos Abutres. E ainda fazendo a reforma motoagrária! Todos deveriam ter acesso à moto e tem gente com moto demais e outros sem nada. Os políticos deveriam criar um Programa de Apoio a Moto, financiamento em dez anos, sem juros e sem entrada, assim a fundo perdido tipo negócio de governo com bancos. Aí periga aparecer algum PC Farias ou Valdemar Dinis ou mensalão.  Enquanto isso alguns curtem a motovirtual (alô Adams) que foi pra isso que inventaram a internet, pô meu!

 

Apesar da sonolência estar “capotando” a sua platéia agora restrita ao garçom e dois outros motociclistas, o homem continuava seu discurso, ou melhor, moto-discurso:

 

Mermão, moto é a mulher que deu certo. Com todas as vantagens, meu. Só fala e berra quando a gente aperta o botão e dá partida. E sem sogra, nem cunhado. E dá mais uma aí, meu, vamos tomar a saideira que amanhã (hoje) temos um bom encontro para curtir e depois afinar nossas máquinas na estrada. – arrematou com os olhos avermelhados e vidrados.

 

E, segundo outro companheiro, existem dois tipos de seres humanos: os que amam motocicleta e os que ainda não sabem que amam. Em tempo, o motociclista autor do discurso acima ainda menciona que o garçom que atentamente lhe escutava, também é cantor de tangos e bailarino no Caminito e que quer a sua “autorização para fazer desse samba um gardelaço, isto é, um tango a la Gardel”. Pode? É difícil controlar o homem!

 

 

 

 

 

clip_image002clip_image003

 

A Saúde de todos nós! Edson Olimpio Oliveira. Crônicas & Agudas. Jornal Opinião de Viamão. 12 Setembro 2017.

 

A Saúde de todos Nós!

H

á uma epidemia de programas de culinária para todos os gostos e desgostos na TV. Em certo programa de churrasqueiros, em algum lugar dos Estados Unidos, os participantes assavam carnes ao ar livre e lutando contra o relógio. Eis que um dos participantes, devia estar com a bexiga quase explodindo, saiu do seu lugar e foi aliviar-se “no mato”. Voltou rapidamente, uma água ligeira nas mãos, e dá-lhe mexer nas carnes e assar. Findo o tempo, os pratos prontos eram colocados sobre a mesa do júri para que provassem e dessem a sua nota. Nenhum dos jurados quis provar o prato daquele competidor e deixaram bem claro e definido que sua conduta de escassa higiene o desclassificava. Como sempre nessas criaturas primitivas, ofendeu-se e sentiu-se prejudicado. Um amigo, já falecido, e cozinheiro profissional me alertava, que “quem vive dentro de uma cozinha, dificilmente come o que ele não prepara ou alguém da sua restrita confiança”. As criaturas são geralmente refratárias e insolentemente resistentes às mudanças de hábitos, principalmente os perniciosos e nocivos.

Crônicas & Agudas

Tenho alertado que a qualidade dos profissionais que são partejados nas universidades brasileiras é cruel. Médicos também! Muito. Um jornalista na TV, em reportagem sobre o emprego dos estrangeiros migrados ao Brasil, aflorou um restaurante de “sushis”, outra epidemia, como se toda a comida oriental e principalmente “japonesa”(?) fosse te transformar num ninja ou num samurai de saúde e força. Eis que um africano, habilmente manuseando uma faca sobre um balcão, laminava peixe cru e com outro africano de auxiliar que amassava arroz e vegetais cortados preparava a dita (ou maldita) culinária. O homem tinha em curtíssimo tempo se tornado hábil e produtivo. Elogiado por sua rápida evolução, agora com “carteira assinada”. Luvas? Máscaras descartáveis? Gorros? Aventais limpos? Balcão com assepsia? Coisas básicas e elementares na higiene – visualmente ausentes. A origem dessas pessoas, africanos, haitianos e outros do quarto mundo, passam muito longe da higiene mínima e elementar. Naquele restaurante preparando comidas cruas, sem a cocção para matar o bicharedo, guardadas imaginem como e logo devoradas pelos adeptos e obnubilados pelo modismo, resultado previsível.

Cr & Ag

Certo médico, ao substituir a serviçal doméstica, padeceu de furiosa gastrenterite. “Por cima e por baixo era um caldo só”. A sua esposa treinava as iniciantes e tentava corrigir seus vícios originais. Notaram que a nova doméstica habitava o banheiro com exagerada atividade. Eis que revelou, “lá em casa tá todo mundo numa vomitadeira e numa caganeira de dar dó, tá assim um tempão”. Um sindicalista histriônico alegaria “perseguição do patrão ao humilde empregado”, “é a luta social cumpanheiro”. E você acredita na singela coincidência astral ou seria algo a mais? Puxando de memória lembro de inúmeros outros casos e inclusive nos plantões de pediatria. Tem gente que se preocupa em pegar doença dos estados baixos dos outros, jamais que os seus causem enfermidades nas outras pessoas.

Cr & Ag

Espera-se que um médico higienize suas mãos com a frequência necessária e com antissépticos adequados e que trabalhe cirurgicamente com máscaras descartáveis, luvas, aventais, ambiente cirúrgico estéril e vai por essa longa esteira de cuidados que separa a Medicina atual e necessária da simplória “cubanização” do sistema. Dona Dilma e seu Lula e assemelhados de todas as cores e ideologias querem e exigem o padrão Sírio-Libanês, por exemplo, mas para a saúde de todos nós defenestrados, desapropriados, extorquidos, violentados serve o padrão da demagogia criminosa. Observe o que pretende e aquilo que ousa enfrentar e comer. O desafio é constante e assustador, quando não fatal!

2017 – 09 – 12 Setembro – A Saúde de todos Nós – EDS OLIMPIO – Crônicas & Agudas – Jornal Opinião

http://www.edsonolimpio.com.br

Entradas Mais Antigas Anteriores