A vida nossa de cada dia! – Edson Olimpio Oliveira – Crônicas & Agudas – 10 Maio 2016

 

2016 – 05 – 10 Maio – A vida nossa de cada dia – Edson Olimpio Oliveira – Crônicas & Agudas – Jornal Opinião

http://www.edsonolimpio.com.br

 

A vida nossa de cada dia!

 

S

ou o terceiro filho do seu Aldo e da dona Dora. Primeiro veio minha irmã Shirley e após nove anos minha irmã Dylu que pouco tempo após o nascimento veio a falecer. E por um desses caprichos da vida nasceu de parto normal no dia do aniversário do meu pai. Logo minha mãe engravidou e nasci de parto domiciliar com assistência da emérita parteira Tereza Sicca. Outro capricho – no dia do aniversário de minha mãe. Fui uma criança doente com frequentes “infecções e de garganta”, entre outras dificuldades. Nasci ali onde hoje é a sede do Partido Trabalhista Brasileiro – PTB, numa pequena casa alugada. Com muitas dificuldades econômicas a família, auxiliada pela minha madrinha, eu ia escapando de uma e outra. Eis que lá pelos 3-4 anos, em curso de severa infecção, os médicos de Viamão me “desenganaram”.

 

Crônicas & Agudas

 

E levaram-me para Porto Alegre e finalmente ao Hospital Santo Infantil Antônio e Beneficência Portuguesa. Muitos tratamentos e sempre piorando. Eis que chamaram meus pais e avisaram que “nada mais a fazer, somente rezar”. E me liberaram para “morrer em casa”. E retornei nos braços da mãe e de ônibus, pois não havia como pagar “carro de praça” e dificilmente pagar as dívidas já feitas. Em nossa casa havia uma imagem de Santa Terezinha. Uma imagem grande que ganharam numa das festas de Nossa Senhora da Conceição, padroeira da cidade. Minha mãe, com o filho desacordado e moribundo nos braços, orou como somente a dor do coração de uma mãe pode orar para Santa Terezinha. Em suas palavras disse algo assim: – Há pouco tempo perdi uma filha tão esperada e querida. Agora estou perdendo meu filho tão esperado e querido. Se não posso ser a mãe que eles devem ter, entrego meu filho à Senhora. Que a Senhora seja a sua mãe divina e o cure e proteja aqui na Terra. E prometo que… cumprirei essa promessa durante toda a minha vida.

 

Cr & Ag

 

Santa Terezinha a ouviu e a graça divina foi concedida. E aos pouco fui me recuperando e voltei à vida. Os tratamentos médicos continuaram e cirurgia foi realizada e ainda hoje estou aí também numa vida que é uma missão. Em muitos momentos de muitos dias, particularmente hoje no Dia das Mães, esse filme volta a minha mente e transborda em meu coração e as lágrimas sempre são incontidas e uma saudade imensa da mãe que fez seu filho ser Médico, mas que não pode estar viva na sua formatura. No entanto, mais viva do que nunca no meu coração. E a Fé que ela implantou em meu ser é a Luz que guia o médico e o homem. E sempre reparto com meus pacientes essa Luz e o respeito pelas suas crenças e religiões que absolutamente nos torna seres numa jornada sempre retornando ao Pai Celestial, mas também sempre passando pela Mãe terrena e a Mãe divina.

 

 

Felizes aqueles que têm alguém que os ama com a pureza da luz divina. Agradecer! E merecer. Até sem merecer, mães amam seus filhos. “Para quem ama o feio bonito lhe parece!” – minha mãe Dora repetia essa sentença da fábula da Coruja e da Águia atribuída ao grego Esopo, cinco séculos antes de Cristo. Metáforas e realidades. Verdades e amor. Viva a Vida!

Sol maior

Fantasmas e Assombrações! – Edson Olimpio Oliveira – Crônicas & Agudas – 03 Maio 2016

 

2016 – 05 – 03 Maio – Fantasmas e Assombrações – Edson Olimpio Oliveira – Crônicas & Agudas – Jornal Opinião

http://www.edsonolimpio.com.br

 

Fantasmas e Assombrações!

 

Q

uem na sua infância não temeu algum fantasma dentro do armário, debaixo da cama, no porão ou perambulando pelo quintal? Ainda sobravam as estórias de alguma mula sem cabeça, do saci Pererê, de vampiros e de lobisomens. E orava-se para o anjo da guarda, para algum santo ou santa de nossa devoção católica e sem desprezo às simpatias albergadas nas tradições familiares. No entanto, o medo ali estava em ondas de frio e calor, no suor gelado como o suor da hora da morte. O medo que batucava nos dentes soltando alguma obturação não bem fixada e corroída pelas balas quebra-queixo. – Tape bem a cabeça com a coberta e reze para o anjinho da guarda! – acudia a mãe ou a vó zelosa. Minha mãe Dora sempre me recomendava o contrário: – Nunca tape a cabeça e fique sempre pronto para o que vier ou te assustar. Era difícil acatar esse conselho, de início. Mas logo os fantasmas foram perdendo seu poder e até seu glamour.

 

Crônicas & Agudas – Cr & Ag

 

As crianças têm uma atração especial pelo desafio, pelo perigo que ronda, pelo terror que espreita e pelos desfechos de heróis e de heroínas. Os contos tradicionais são assim recheados de terrores e tornaram-se mundiais com os séculos. E as antigas e novas versões de Chapeuzinho Vermelho e do Lobo Mau, por exemplo, vertem um simbolismo inarredável do crescimento e da evolução pessoal. Encarar bruxas e feiticeiros, alienígenas e monstros jurássicos trazem a diversão para uns e a fortuna para outros. Mas para todos é o descobrimento e a manipulação de universos de encantamento e novos entendimentos. Minha mãe e minha irmã Shirley eram exímias contadoras de estórias. Trouxe para os filhos e para os netos esse universo encantado e repleto de simbolismos e metáforas que espero que os ajude na vida.

 

Cr & Ag

 

O escritor e particularmente o cronista, meu caso, conto e interpreto estórias e histórias nesses vinte anos de colunas de jornal que tenho a honra de ser acompanhado por tantos leitores. Reais para uns, imaginárias para outros. Nenhum de nós vê o mundo com as mesmas cores, formas, odores, vibrações, enfim temos as perspectivas individuais e ricas do espírito. O contador de estória é uma figura ímpar e com enormes distinções em muitas culturas, como em muitos povos árabes. Sintam que até Gutemberg ao imprimir o primeiro livro, a Bíblia Sagrada, a escrita estava confinada aos poucos ‘iluminados’ e hermética para a maioria das pessoas. Sem precisar caçar ou pescar para comer, dispor de uma ‘simplória’ geladeira para guardar a comida e com as pessoas tendo a liberdade para criar e trabalhar naquilo que bem entendessem e vencer por seu esforço e talento, as pessoas dispuseram de mais tempo – palavra mágica! – para… conversar e contar histórias. No entanto, muito desprezado ainda.

 

Cr & Ag

 

Eis que assisto a uma mãe de trinta e quatro anos, mais ou menos assim: – Olha que a mula-sem-cabeça vem te pegar! Fica aqui com a mãe, cuidado que tu pode te perder correndo aí. A mula-sem-cabeça da Dilma já pegou a mamãe e vai te pegar também! Estávamos num aeroporto aguardando vôo para o mesmo destino. Descobri ao conversar com ela. Essa de Dilma e mula-sem-cabeça aguçou meu radar. Trabalhou quase doze anos numa empresa que fechou as portas no interior de São Paulo. Ela e o marido, desempregados. Voltavam para seu Estado natal. E abriu a dor de seu coração para a caótica situação que passava e muitos amigos e conhecidos. Escandalizada com a “roubalheira” e a “incompetência”. Para ela e sua filha pequena o bicho papão tem nome, sobrenome e família. Fantasmas, assombrações, bruxas e vampiros são reais. E pior, a desesperança que alguma oração ou simpatia vá tornar a vida da sua filha e de sua família melhor em longos anos. Assim, há muito mais o que temer nos monstros que nos assolam!

 

“Pau de dar em doido”. Por Edson Olimpio Oliveira. Crônicas & Agudas.

 

2016 – 04 – 05 Abril – Pau de dar em doido – Edson Olimpio Oliveira – Crônicas & Agudas – Jornal Opinião

http://www.edsonolimpio.com.br

 

“Pau de dar em doido”

 

N

o ano da Esperança e da Sobrevivência de 1975, estava de plantão no Hospital de Caridade de Viamão quando chegaram dois bombeiros trazendo um companheiro desacordado. Contaram que a homem chegara em sua casa e encontrou a esposa num embate nos lençóis com outro homem. Depois de “um pega pra capar”, “sossega leão”, “essa mucreia não vale o que come”, “te escapa que tão pegando”, o cara surrou quem apareceu pela frente e, principalmente, por trás. E apagou. Como sempre, a ‘turma do deixa disso e quem te pede sou eu’ imaginou e configurou que o bombeiro tivesse um enfarte ou um ‘ameaça de derrame’. E trouxeram o homem para Viamão, certamente tentando escapar do plantão policial do HPS, Hospital de Pronto Socorro de Porto Alegre. Hoje o hospital não tem uma face principal –talvez nem secundária. Naquela noite o acesso era pela marquise. Colocado numa maca de ferro no antigo consultório do Dr. Wenceslau Vieira, comecei a atendê-lo. Outros dois colegas estavam no território apache, o Dr. Jones e o Dr. Peralta. Eis que a criatura começou a se agitar, apesar da medicação a agitação tornava-se mais e mais violenta. Mais de seis enfermeiros e a Irmã e os dois bombeiros não conseguiam contê-lo. E o vulcão detonou e destruiu literalmente todo o consultório e a portaria do hospital. Tentava-se evitar que fosse para as enfermarias infantis próximas dali. O surto psicótico aumentava. Um dos colegas chamou uma viatura da Brigada que fazia ponto ali no antigo Texaquinho (hoje Ipiranga, naquela época até no Texaco tinha brigadiano, hoje nem no Posto Ipiranga). Dois brigadianos chegaram no “qué que foi meu”. O primeiro atingido caiu nocauteado e o capacete, chamado pelo povo de ‘pinico’, rolou até o outro lado da rua. O segundo sacou do cassetete sem chance de usar. Apanhou até fugir. A Irmã havia ligado para a Brigada e solicitado o regimento inteiro com os reservas e mais o time do Tamoio. Em outros tempos o povo dizia que ‘foi a coisa mais linda de se ver’, era brigadiano descendo o cassetete e os ‘pinicos’ rolando. E como gaúcho não pode ver uma pauleira sem meter o bedelho, desceu uma turma do famoso “7 Facadas” que era um misto de tudo ilegal que poderia haver e todo mundo sabia. A maioria numérica venceu o bombeiro que apesar de algemado e atado como uma múmia parecia se soltar a qualquer momento. Colocado num camburão e levado ao São Pedro, que na época era hospício. Os sobreviventes dividiam-se entre fundilhos comprometidos, covardes bom de garganta, o pessoal do ‘nauseocômio’ e a turma que ‘desceu o pau’… e apanhou que nem boi ladrão . Contam, isso eu não vi, que no São Pedro foi outra balada com direito à vanerão sambado.

 

Crônicas & Agudas

 

Naqueles tempos crepusculares, alguns alegam que havia ditadura para uns e ‘ditamole’ para outros, o pau cantava de dar dó e aiaiai e uiuiui. E não precisa muito. Até colega de farda apanhava. Alguns mais religiosos queriam acrescentar um adendo ou parágrafo especial nos Mandamentos: – Jamais cornearás um bombeiro grande, forte e macho uma barbaridade. Um misto de gaiato e místico colocou isso no banheiro. Filosofia de banheiro é coisa que sempre merece reflexão, pelo menos enquanto sentados na situação de todos são iguais. Conta-se que um aluno indagou ao mestre nos introitos acadêmicos: – Mestre, como saberei de pronto se a criatura é louca ou não? O mestre do alto de sua sabedoria, mas louco de sono, respondeu: – Gafanhoto, se não comer estrume e não rasgar dinheiro, ainda pode ser sadio!

 

Cr & Ag

 

Outros tempos em que os cinemas enchiam para ver mocinho matando índio. Pensar  hoje, dá cadeia sem direito a foro privilegiado. Duchas de água gelada eram usadas para tratamentos e para tirar “fêmeas do cio”. Um ditado viamonense: – Tomar choque no Cocão! – uma mistura dos choques com o bairro Cocão. O boneco ia para o famoso e temido porão da Oitava (delegacia) e apanhava da polícia e dos insalubres companheiros de cela. O pau-de-arara também tinha pau. Lembrei-me desse episódio de meu passado em que o Juramento de Hipócrates pesava bem mais que o “Money” sem a amizade das empreiteiras quando escutei na mesa ao lado: – Essa louca é pau de dar em doido, burra de dar dó, mas obediente ao chefe! Um som, um perfume, uma coisa qualquer faz partejar vivências quase esquecidas. E afloram!

 

2016 - 04 - Tainha - Alegrias, Saúde

A seguir–Última coluna de Crônicas & Agudas no Jornal Opinião de Viamão.

 

2016 - Chamada para Ler 2

Ponto de Virada e a Doença como Mudança! Parte 2. Edson Olimpio Oliveira – Crônicas & Agudas – 29 Março 2016.

 

2016 – 03 – 29 Março – Ponto de Virada e a Doença como Mudança 2 – Edson Olimpio Oliveira – Crônicas & Agudas – Jornal Opinião

http://www.edsonolimpio.com.br

 

Ponto de Virada e a Doença como Mudança! 2

 

‘O que essa enfermidade quer me dizer?’Por que isso está acontecendo comigo?’ ‘Que ensinamento esse sofrimento que estou passando quer me mostrar?’ Aprendizagem. Entendimento. Essas perguntas valem para o enfermo, para as pessoas que o amam como para aqueles ao seu entorno, como nós os médicos. O entendimento nos traz a evolução e a diminuição do sofrimento. ‘Quem vive pela espada, morre pela espada!’ ‘O pistoleiro morrerá por uma arma’. Seriam  órgãos de choque” os locais frágeis no DNA pessoal e familiar onde se abrigarão as doenças daquela estirpe. Outros creem nas manchas escuras da alma imortal que ali prosperará a doença. A sabedoria popular também ensina que ‘o peixe morre pela boca’. Isso pode ser a alegria e o objetivo de muitos – “prefiro morrer transando loucamente do que de pinto caído”, dizia a criatura na UTI do Hospital de Caridade. Outro: “vou morrer de barriga cheia sem essas frescuras de colesterol, diabete, pressão alta e outras coisas que inventam para tirar o dinheiro da gente e dessa vida só se leva o que se come”. E morreu. E a barriga não estava cheia da comida e da bebida fatal, pois defecou no leito de escorrer pelo piso da enfermaria. Não levou nem o que comeu!

 

Crônicas & Agudas

 

O Brasil que deveria ser de todos nós, mas descobrimos ou sempre soubemos que sempre pertenceu mais a uns do que a outros. A escravidão jamais foi abolida, pois criaturas vistas como gente acreditam piamente serem merecedoras de benefícios e de dádivas por “cuidarem de nós” e serem “os protetores dos pobres”. Essas criaturas roubam o sangue, o suor e a esperança que um mundo melhor, mais igual, mais ético e decente que nossos filhos e netos herdarão por direito de mérito e não por ‘ocupação’ ou por invasão. Elaboram em suas mentes macabras a ideia de um tipo de mérito que devem possuir apesar do trabalho ser dos outros. E acólitos, subordinados, obsidiados, edulcorados por uma seita sinistra e por uma devoção que vai ao imolar-se ao mestre varejam a sua volta. O poder exige mais e mais poder. Sempre mais! Acumulam-se riquezas impossíveis de gastar em várias gerações e vão corroendo, devorando, lançando metásteses por todo organismo social, por todo o país. Seriam as enfermidades e graves sequelas do Aedes aegypti um símbolo ou uma analogia sinistra nesses tempos sombrios?

 

Cr & Ag

 

Jamais a terra brasileira esteve assolada por tamanha enfermidade e a Operação Lava-Jato está expondo a doença e suas infecções associadas. Várias dezenas assumiram seus crimes, devolvem parte de sua pilhagem e desnudam seus cúmplices. Estamos num ponto de virada dos brasileiros. Ou mudamos ou a enfermidade nos mata cancerosamente. A senhora presidente Dilma teve um câncer em seu corpo, dizem que um linfoma e foi tratada por brasileiros com a melhor técnica e condições disponíveis no mundo. Algo completamente irreal e inacessível para nós meros mortais. O linfoma pode ser entendido como câncer guerrilheiro que vai atacando, solapando, minando e matando em diversas frentes. O ex-presidente Lula teve um câncer, dito de garganta, e como sua discípula fiel recebeu os melhores tratamentos, também irreais e inacessíveis para os brasileiros como nós. Saíram das enfermidades para novas ou às mesmas vidas? Houve uma mudança para melhor ou para pior? A garganta é a vertente da voz e do convencimento pela fala e a enfermidade atacou aí. Os sinais e sintomas mostram que a criatura buscou o lado negro da força com mais vigor e denodo. Em vez de luz, firma-se nas sombras e na escuridão. Até no vocabulário, o linguajar de penitenciária revela o veneno ejetado. Assim como se autodenominar de “jararaca” – uma mortal serpente faz o organismo sangrar e decompor-se. Dolorosamente para muitos de nós que um dia aplaudimos o homem e votamos pela esperança de mudança. Mudou para pior. Infelizmente! ‘O Diabo não é Diabo porque Deus fez ou quis, mas porque ele quis ser Diabo!

 

angels-heaven-1800x2880

 

10606377_322117277951869_4832426039603143012_n

FELIZ PÁSCOA!

 

2016 - Páscoa

Ponto de Virada e a Doença como Mudança! Parte 1 – Edson Olimpio Oliveira – Crônicas & Agudas – 22 Março 2016

 

2016 – 03 – 22 Março – Ponto de Virada e a Doença como Mudança 1 – Edson Olimpio Oliveira – Crônicas & Agudas – Jornal Opinião

http://www.edsonolimpio.com.br

 

Ponto de Virada e a Doença como Mudança! Parte 1

 

A dor ensina a gemer!’ – ensina-nos a sabedoria popular e milenar. Lá no início, bem antes do Big Bang, Deus expurgou do convívio divino o filho dileto, mas maligno, e Lúcifer e o Inferno foram gerados. Ou algo assim. O inferno é o lugar do sofrimento. Com níveis dantescos, como o Sétimo Inferno de Alghieri, talvez onde a dor e o sofrimento sejam absolutos. E as criaturas passaram a temer o Inferno. E os humanos passaram a temer as masmorras e as prisões que além do cerceamento da liberdade teria o convívio de feras iguais ao enjaulado ou piores. E foi O Criador que mostrou-nos que a Disciplina vem antes do Amor e da Humildade ao punir seu filho angelical e ao expulsar do Paraíso Adão e Eva. Existe? Não recordo de nenhuma passagem no Evangelho em que Jesus fosse pregar nas prisões e nas masmorras. A conversão do ‘ladrão’ deu-se na cruz. O Direito romano, que está na essência e no âmago do Direito ocidental, não criou prisões melhores para uns e piores para outros. Todos, do senador ao comerciante, do general ao religioso, por exemplo, cumpririam suas penas nas mesmas masmorras, pedreiras, galés ou arenas. O nazismo e o comunismo ‘aperfeiçoaram’ punindo os contrários às suas ideias e ideologias, ou simplesmente aos ‘diferentes’ ou ‘denunciados’ e aí estão para a história os campos de concentração e de prisioneiros – leia Contos de Kolimá de Varlam Chalámov, uma obra prima da literatura russa sobre os malignos ‘campos de prisioneiros’(extermínio) na Sibéria.

 

Crônicas & Agudas

 

Estranhamente, bizarro para outros, que comunistas estejam à frente de movimentos de direitos humanos se é de sua matriz primária o absoluto e completo desprezo aos direitos do ser humano em todos os regimes e países onde prosperou. Assim como comunismo e democracia – absolutamente incompatíveis. Tão estranho e safado ou imoral são criaturas que requerem prisões ‘lúdicas’ e ‘recuperadoras’ dos criminosos, como assassinos seriais e estupradores, mas que são incapazes de requerem prisões iguais para todos. Todos! Sem as vantagens como dos direitos universitários, dos ricos e poderosos e dos pobres, do empreiteiro e do peão chão de fábrica, do senador ou deputado ao mascate. Coloquem-se todos na mesma cadeia com os mesmos ‘embargos infringentes’ e chicanas jurídicas que postergam indefinidamente a punição daquele que não pode pagar um desses tomás bastos da vida ou se dizem ‘donos’ de ministros e da lei. Também os mesmos hospitais e postos de saúde e ambulatórios para todos. Milhares morrem sem acesso às necessidades básicas de saúde. Quantos podem tratar sua saúde chegando de helicóptero, comitiva, seguranças e bajuladores num sírio libanês da vida?

 

Cr & Ag

 

A dor e o sofrimento mostram-nos nossas limitações, nossa humanidade e nossa finitude. Todos, não somente os médicos e demais anjos da saúde, conhecem as histórias de pessoas que assoladas pela doença e principalmente pela enfermidade maligna sentem a necessidade de mudar algo dentro de si e até para a humanidade. O Cristianismo ensinou-nos e mostrou-nos o vórtice do sofrimento extremo e seu poder modificador se essa for a vontade da criatura. Nem sempre é. Os reencarnacionistas de todas as cores veem na expiação de muitas vidas a evolução e a iluminação da criatura. Sempre a evolução e o amor gerados e aperfeiçoados pela dor e pelo sofrimento. A dor e o sofrimento não são castigos do Criador, são os caminhos que cada um escolhe e opta para sua vida ao romper a disciplina básica e primária que nenhuma constituição ou calhamaço de leis humanas irá mudar.

 

A Páscoa está logo ali na curva da semana seguinte, a um tiro de laço de Amor ou de Ódio. Do Poder ou da Humildade! – Nota do Cronista: continuaremos esse tema.

Grandes Médicos!

2013 - CARTAZ EVENTO CENTENÁRIO PROFESSOR RUBENS MACIEL NA ASRM 31 AGOSTO 2013

2013 - RUBENS MACIEL 100 ANOS

Entradas Mais Antigas Anteriores

Seguir

Obtenha todo post novo entregue na sua caixa de entrada.

Junte-se a 943 outros seguidores