Herói e Vilão! – Renascimento da Consciência. Parte 1. Edson Olimpio Oliveira. Crônicas & Agudas. 14 Março 2017.

 

2017 – 03 – 14 Março – Herói e Vilão – EDS OLIMPIO – Crônicas & Agudas – Jornal Opinião de Viamão

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Herói e Vilão! – O Renascimento da Consciência. Parte 1.

Olho para o céu e vejo uma nuvem preta que vai passando, olho pra terra e vejo...” uma horda de ‘walking dead’ com fardamento típico: bermudão, camiseta do Barcelona ou outro time de futebol, tênis, boné e atitude de predador. Onde? Perímetro central de Viamão. No feriado de Carnaval foi mais que assustador. Andam farejando vítimas e atacando. Na região do mercado Bianchi e praça da igreja Matriz fazem o horror de quem vai às compras. “Dá cinquentinha aí tio (tia, vô, etc). Legal teu carro. Sei aonde tu mora!” Há relatos de serem vistos realmente na região das potenciais vítimas. As pessoas ficam intimidadas e há quem entregue aquilo que “pedem”. Desconheço quem “tirou um tempo” para fazer ocorrência na Delegacia. Ninguém acredita que isso vai dar em algo bom para o cidadão. A maioria já tem a consciência de que nem a polícia pode (ou quer?) enfrentar esses “excluídos sociais” (jargão da esquerda e dos direitos humanos de bandidos). Há uma catequização maligna de que criminoso é “coitadinho” e seu “trabalho” ou está nessa vida “por sua causa”.

Crônicas & Agudas

Educação, saúde e segurança – é plataforma de todo político candidato. Na educação você troca de escola pública ou busca uma escola particular trabalhando mais. Na saúde, você vai aqui e ali, posto ou emergência, um cubano talvez ou até um vendedor de picolé com uniforme branco te atende ou você sangra trabalhando mais e faz um plano de saúde. E na segurança? Aí não tem jeito. Há autoridades deformadas pela ideologia esquerdista? Estariam parcelas do judiciário sofrendo do mesmo mal? E a formação pessoal de certas autoridades que vivem num mundo diferente daquele que nós meros sobreviventes e acossados mortais vivemos? Leiam o artigo do emérito Professor e Promotor de Justiça Dr. Felker no site Espaço Vital. Jamais generalizamos, mas vejam quanto tempo esperamos para surgir um juiz tipo Sérgio Moro e os demais participantes do Ministério Público e Polícia Federal entre escassos outros. Há outros nesse mesmo caminho, como andorinhas querendo verão num céu de tormenta?

Cr & Ag

Muito do que estamos hoje sobrevivendo foi gestado, partejado ou abortado por FHC, assim como continua com declarações e opiniões que constrangem quem nele votou. No governo do Lula Paz e Amor, em 2003 a nação escolheu a possibilidade de ter uma arma de fogo para sua defesa pessoal e da sua família. Venceu, mas não levou! Criaram tantas chicanes safadas que ter uma arma legalizada é quase impossível para o cidadão. O bandido tem porte e uso livre de arma de fogo e para ele é liberada a pena de morte do cidadão honesto. A polícia e o cidadão devem estar do mesmo lado e na mesma trincheira e jamais perseguir-se o cidadão que se defende. A nossa realidade – a polícia e a justiça são insuficientes para dar a segurança que o Estado deve pela constituição, pela moral e pela ética do bem ao cidadão honesto.

Cr & Ag

Na lógica da bandidagem – “prefiro ver a mãe deles chorando do que a minha, daí passo fogo”. Qualquer policial conhece isso. E você leitor e eleitor, prefere ver a sua mãe chorando e lamentando-se? A mentalidade do cidadão honesto precisa mudar antes da sua extinção. O cidadão precisa ter clareza em identificar quem quer a sua desgraça ou a desgraça de quem ama e tenta proteger. Isso passa pelo jornalista, empresa de mídia, polícia, judiciário, políticos e até na sua casa. Calcula-se mais de 70 mil dizimados nessa guerra anualmente. Entendo e aceito que pessoas tenham ojeriza por arma de fogo. Mas não aceito que essas pessoas decidam que não temos o direito da autodefesa. E você? Nem o governo e suas instituições, quando são absolutamente incompetentes ou insuficientes para me dar a Segurança constitucional, podem impedir a minha sobrevivência ou privilegiar o criminoso (ou seria algum direito adquirido do facínora?). Jamais agredimos ou pregamos a desgraça de outro ser, mas queremos a Lei protegendo o cidadão e as instituições e nunca que a democracia sirva de abrigo ou salvaguarda para criminosos. “Em dúvida, pró cidadão honesto e sua autodefesa”, dizia-me um amigo.

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Rescaldo do Arroto!–Lendas e Realidade. Edson Olimpio Oliveira, Crônicas & Agudas. 28 Fevereiro 2017.

 

2017 – 02 – 28 Fevereiro – Rescaldo do arroto – EDS OLIMPIO – Crônicas & Agudas – Jornal Opinião de Viamão

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Rescaldo do Arroto! Lendas e realidades.

Conta-se que durante um evento importante, um magrão com perfil de hippie de esquerda perguntou ao emérito escritor Ariano Suassuna se ele também considerava o rock um som universal. O escritor encarou a criatura e a plateia fez silêncio: – Meu filho, som universal só conheço três: o espirro, o peido e o arroto! Foi para a história. Na eructante coluna anterior ficou claro que o nosso competidor venceu com folga o embate do maior arroto e somente não está no livro dos recordes porque o viamonense é uma criatura modesta, humilde nas suas glórias. O Ivécio casou e ficou cunhado do maior motociclista dessa terra sangrenta, menos pelas batalhas e mais pela carneação e churrasco de vala, o Luizinho Zavarize. Infelizmente Ivécio morreu jovem e hoje está no firmamento.

Crônicas & Agudas

Onde termina o homem e onde começa a lenda. Voltamos a ser uma terra de sangue, o sangue dos cidadãos caçados pela bandidagem. Era uma época que cada casa tinha uma arma. Era uma espingarda calibre 12, 16 ou 20 que também usada para as caçadas de marrecão e de marrecas, “enquanto aves”. Vários tinham revólveres e muitos portavam no dia a dia como o saudoso amigo Fraguinha, tio da doutora Varlete. Bom uma barbaridade, mas não se arredava duma escaramuça e não carregava desaforos para casa. Bandido não criava raiz aqui, desde os tempos do enérgico Capitão Ozório, Mércio, Alcione e passou pelo delegado Carivalli. Vagabundo temia a polícia. Viamão teve presídio onde hoje é o Banco do Brasil, depois às margens do Lago Tarumã (sem poluição) e aqui na rua 2 de Novembro, nas franjas do cemitério. Os presos até jogavam futebol e vôlei na mesma pracinha que eu e a gurizada.

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Hoje criminoso é “vítima da sociedade capitalista e invasor é deserdado do campo”. Havia assaltos e crimes de todo o tipo, mas quem não morria pela mão da vítima e de sua família, nem da polícia, acabava no cadeião do Gasômetro. E muitos não voltavam de lá. Há quem respeite o que teme. Sentava-se nas noites de calor sufocante nas praças e com as casas abertas. Namorava-se na praça. Ia-se e voltava-se com toda a tranquilidade dos bailes no Clube dos Casados, hoje Juvenil (?). Brincadeira da gurizada era arrotar, soltar pião, jogar taco, nadar no riacho Fiuza, pescar no Lago da Tarumã, jogar futebol no matadouro dos Pinto, na descida da rua Pinto Bandeira ou do Darci da Cachaça. Mordida de cobra? Tinha soro na pecuária do Abidu Flores, hoje a criatura rola pelos plantões e pelos cubanos que ninguém provou que são médicos.

Cr & Ag

Arroto também era sinal de valentia. Numa bola dividida, as criaturas se encaravam e o que arrotasse primeiro e maior geralmente levava vantagem, sem cuspir no chão e passar o pé. Tinha uma velha na Lomba da Tarumã que arrotava carniça. Entende? Podia comer a comida do Lula e do doutor Khalil, ou do FHC, arrotava de espantar a cachorrada. E olha que cachorro aguenta até mendigo bêbado. Morava solita no topo da lomba. Nenhuma casa numas 50 braças. E ali sempre ventou muito. Um guri muito genial que ainda troteia por aí (não conto o nome para preservar os feitos) “comprava” o arroto engarrafado da velha. Sim, a velha arrotava numa garrafa de vidro e colocava uma rolha de cortiça. Quando ele estava renegado para aula, abria umas garrafas nos banheiros do Setembrina. Davam férias forçadas até desinfetar. A coitada até fazia gargarejos com creolina e malva-cheirosa depois de quase sufocar o grande doutor Emílio dentista. Nada adiantou. O desfecho foi cruel. Contam que o Elmo lacrou o caixão e internou três ajudantes intoxicados depois do velório de corpo presente e público ausente. Chega de arroto, por enquanto.

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Arrotador! Edson Olimpio Oliveira – Crônicas & Agudas – Jornal Opinião – 14 Fevereiro 2017.

 

2017 – 02 – 14 Fevereiro – Arrotador – EDS OLIMPIO – Crônicas & Agudas – Jornal Opinião de Viamão

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Arrotador!

Semana passada em conversa com o amigo e ilustre Cirurgião-dentista Dr. Bruno, estávamos a pealar emoções guardadas nos escaninhos da história viamonense. Dr. Bruno coleciona e garimpa imagens da velha Setembrina dos Farrapos e transforma-as em belos quadros com sua habilidade peculiar. Eis que enveredamos por uma estrada de terra com poeira, buracos e atoleiros – como as estradas de Viamão – dos relacionamentos entre antigos colegas de escola, faculdade e outros assemelhados. Esbarramos numa situação comum. Para muitos a idade deve ser um fardo deveras pesado e ao olhar para seu passado há mais sombras que luzes, pois vários tem o nervo do siso quase exposto e ofendem ou atacam com a naturalidade de escaneado pela Lava Jato. Pior, muito pior, são aqueles que chamamos de ‘arrotadores’. O arrotador é uma criatura que se enaltece abusivamente. Também conhecido como ‘garganta’. Exemplo? Falamos de comer um cachorro quente em Ipanema e o estropício vem assim: – Vocês precisavam estar lá na Times Square na noite da passagem de ano, a neve caindo,… e o cachorro quente do Bob é mais que especial e … Desenrola uma lista de celebridades que comem o ‘dog do Bob e acaba com o clima.

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O arrotador sempre tem o melhor, faz melhor e tudo que provém dele é fantástico. Quando ele te pergunta como estão teus filhos, prepare-se, pois contará odisseias dos dele. Sendo homem, é o maior garanhão do planeta.  Sendo mulher, é melhor sucedida que a Gisele. Havendo outro arrotador no ambiente ocorrem duas alternativas, ou se juntam para sapatear nos outros ou desafiam-se num duelo que somente a qualidade da amizade perde. Corrijo – arrotador não tem amizade, não tem amigos, ele deseja uma plateia. Um colega médico, outro dia, dizia de seu desgosto e nenhuma necessidade em ir a encontros de sua turma, pois lá estavam ‘cuspidores’ ou ‘guspidores’ prontos e afiados para o enaltecimento abusivo de suas ‘conquistas e qualidades’. Eles conhecem o melhor vinho (na cantina de amigo italiano em alguma região da França ou numa ruela de Veneza), a melhor carne (da churrascaria do Texas que serve Bruce Willis, etc).

Cr & Ag

Em rede social explodem dezenas de imagens como do antigo Brocoió nas figurinhas das balas quebra-queixo. Na praia encantada, na piscina idílica, cada degrau do avião, chegando em Paris, saindo do Cairo e com a inspiração do Jack Estripador pretende lá no seu pobre íntimo apunhalar os humanos abaixo de sua suposta posição na pirâmide. A necessidade brutal de arrotar as maravilhas que faz ou vive é sintomático. Lembram da imortal Elis Regina numa de suas músicas: – O homem que diz sou não é, porque ninguém é quando diz… Não generalizamos. Jamais! Uma pessoa posta estar acampado em Itapuã curtindo uma Polar e um churrasquinho de tonel. Outra criatura arremessa sua imagem numa mansão, mega lancha, champanhe e tudo isso que vocês imaginam. As criaturas não conseguem ser ‘felizes’ convivendo com suas intimidades, não se bastam, tem que mostrar ao mundo e muitas vezes com o alvo definido a sua ‘felicidade’.

Cr & Ag

Uma amiga citando essas criaturas que andam em carros de chinelão, suspensão arriada ou rebaixada, descarga aberta, som de trocentos decibéis, latas de cerveja rolando pelo interior e sua arrotação é essa forma doentia de mostrar-se para atrair outros da mesma subespécie (homideo oligos). Ao infernizar a vida alheia demonstra-se, incivilizado, primitivo, dono do maior tambor (?), é revelador de seu íntimo. O Brasil está doente. A ausência da polícia nas ruas do Espírito Santo revelou feras contidas pela polícia militar que atacaram comércios, pessoas, bens alheios, etc. A bestialidade reprimida tomou forma a atitude. Há pessoas que não precisam estar internados num ‘nauseocômio’ para serem ‘enfermas’. Outros sintomas revelam doenças do corpo e da alma.

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Xampu! Edson Olimpio Silva de Oliveira–Crônicas & Agudas. Jornal Opinião. 07 Fevereiro 2017.

 

2017- 02 – 07 Fevereiro – Xampu – EDS OLIMPIO – Crônicas & Agudas – Jornal Opinião de Viamão

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Xampu!

Olha a cabeleira do Zezé, será que ele é…” E assim troteava-se no salão de carnaval em voltas e mais voltas, como parafuso que perdeu a rosca. E numa época fatídica do politicamente correto, não se falaria que alguns realmente perderam a rosca. Mas isso são outras novelas. Essa coluna, que não é machista, envereda pelos caminhos conhecidos até demais pelas mulheres – xampu ou shampoo! É do homem pegar o primeiro pote ao alcance da mão e derramar na cabeça. Marca, tipo, modelo? Isso o homem conhece de carros, mas xampu ainda é um caminho obscuro para muitos. Sabe-se que o “gaúcho macho barbaridade não usa essas frescuras, pois o cabelo do guasca leva banha de ovelha”. Mas se o taura continuar na coluna, serve para saber “como anda o mundo da banda de lá”. E há um arsenal de produtos da espécie xampu. Para todos os gostos e desgostos, necessidades e afetividades, odores e fedores. Uma amiga do ramo da estética faz cursos de imersão em finais de semana para homens que necessitam sutilmente usufruírem dos novos benefícios cosméticos. Alguns se afogam.

Crônicas & Agudas

Há palestras, filmes, experimentações e orientações psicológicas. “No meu curso armário não tem porta”, gaba-se com a experiência de monge libertino. Xampu para cabelos oleosos e outros para cabelos secos, em vários graus de oleosidade e secura. Xampu para hidratação superficial e profunda. Xampu com os mais variados perfumes, alguns para cativar subliminarmente – dizem (eles dizem, conto, mas não fui lá ver) que vem com fragrâncias orientais, indianas que quando já é bom fica aperfeiçoado e se já tem o fogo que arde sem queimar, o sexo tântrico explode. Um colega tem esmagado, triturado e colocado aquele comprimidinho azul e seus parentes dentro do xampu, vitamina D, catuaba com nó de cachorro. Ele relata que tem causado furor. Há xampu para que perde os escassos cabelos, que falam maravilhas como transformar bola de sinuca em bola de tênis. Há que proteger outras áreas para não escorrer o xampu e ficar com excesso capilar. Coisa de louco, meu. Um adolescente com as mãos cabeludas refere ter usado o xampu paterno.

Cr & Ag

Tem coisa tão fantástica nesse ramo que os xampus manipulados trazem fórmulas que dariam um nó na cabeça do Paracelso. Fazia muito sucesso o “xampu do Eike Batista”, agora que está engaiolado, talvez faça sucesso a vaselina – que passa nos carros. Há xampus de todas as famosidades nacionais. Todos querem o segredo do Lula e da sua maravilhosa prole, não há delação que abra essa caixa preta e o “xampu do metalúrgico” é segredo. Em mês carnavalesco em que pierrôs, arlequins e colombinas se amarão ludicamente e seguirão seus caminhos, o brilho labial e o xampu fluorescente estarão descobrindo os amantes sob a luz negra. Que lindo! Poético. “tanto riso, quanta alegria, mais de mil palhaços no salão” e milhões pagando a conta. Mas é carnaval. Antes disso – é Brasil. “Ame-o ou Deixe-o” – lembra?

Cr & Ag

Gosto de um xampu com cafeína para não dormir quando quero e não consigo escrever. Há que aprecie a soma de xampu com creme rinse ou leite de cabrita. Outros querem cabelos esvoaçantes ao vento como a capa do Superman. Há quem goste de associar um fixador de penteado, principalmente nos dois extremos – muito e pouco cabelo, para traçar curvas arquitetônicas tipo Niemayer. Outro é “síndrome de libélula cintilante pra lá de Bagdá”. Nada contra. Que coisa, como tem gente com preconceito contra esses importantes e insubstituíveis amigos capilares, mesmo sabendo “que é dos carecas que elas gostam mais” – estou em plena veia carnavalesca. O Moro soltou o Momo!

Ficamos assim, xampu não lhe garante “uma cabeça boa”, mas pode e deve melhorar  seus fios e fiapos do topo do mastro.

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A Honra no Vaso Sanitário! Edson Olimpio Oliveira – Crônicas & Agudas. Jornal Opinião. 31 Janeiro 2017.

 

2017 – 01 – 31 Janeiro – A Honra no Vaso Sanitário – EDS OLIMPIO – Crônicas & Agudas – Jornal Opinião de Viamão

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A Honra no Vaso Sanitário!

U

m casal fazendo seu check-in no balcão do aeroporto, na atribulação a senhora esquece sua carteira com documentos e alguma quantia em euros para sua viagem à Espanha. O casal seguinte, uma funcionária pública e um médico (sic) embarcariam para dez dias de turismo em Paris, França. Essa mulher-funcionária pública apercebe-se da carteira esquecida. O que a dignidade exige – chamar a dona da carteira, entregá-la ao atendente, ao serviço de achados e perdidos ou às autoridades. Não fez nada disso. Criminosamente adonou-se e escondeu-a. Logo na área de embarque foi ao sanitário onde abocanhou o dinheiro e descartou os documentos no vaso sanitário. E leve e solta saiu na tranquilidade dos criminosos não identificados.

A senhora que perdera a sua carteira buscou as autoridades do aeroporto que pelas câmeras de segurança identificaram a ladra. O perfil desse criminoso é de pegar o dinheiro e abandonar os documentos da vítima. A ladra viajante para Paris possuída de ódio mortal contra a outra mulher ou aquilo que ela significa, assassinou-a e enterrou-a na cova com estrume e urina do vaso sanitário com o restava de sua dignidade. É uma leitura possível da sua obra criminosa. Como é rotina e praxe nacional, alegou inocência. Diante do vídeo revelador de seu crime, confessou. Como também é praxe nacional, o delegado de polícia ou a autoridade lhe aplicou uma simplória e ridícula fiança e novamente está flanando leve e solta apta para novos crimes, inclusive na função pública. Ladrão é ladrão – 24 horas do dia.

Crônicas & Agudas

Um ‘informador’ (talvez jornalista lúdico) disse que o delegado ou a autoridade complacente executou a lei. Que lei? A famosa ou famigerada ‘letra fria da lei’? Sendo essa, talvez esteja morta e fedendo nas narinas (vaso sanitário?) e nos sentimentos de quem é honesto. É a lei que ele interpreta e professa – da sua cabeça e vontade. Ah não? Não fosse assim não haveriam tribunais, debates entre acusação e defesa, várias instâncias judiciais e ao chegar ao maior colegiado, “o Supremo do Brasil”, todos votariam com igual e irretocável entendimento. Ou talvez essa mulher funcionária pública e ladra esteja no percentual dos que “não oferecem risco à sociedade”, logo leve e solta. Voando como gavião faminto. Regozijando-se na impunidade. A mídia não informa se o acompanhante é marido ou genérico. E que o acompanhante não ingresse no rol, que também é praxe nacional, do “não sei, não vi nada” ou alegar perseguição.

Cr & Ag

Crise ou estado de imoralidade? Indicam que ex-presidente alegou que “achado não é roubado” quando uma quantidade de dinheiro foi encontrada e devolvida por um humilde e honesto trabalhador. Há criaturas que se acham acima do bem e do mal, impolutos. Semideuses – “sempre foi assim”. Como se o Cabral que está na cadeia carioca fosse o mesmo que aportou no Brasil. E a gente honesta, digna, honrada e que faz do serviço um trabalho respeitável e da vida a busca da retidão? Não se espantem se logo um causídico bradar em sua defesa que estava ‘fora da sua melhor razão pelas dificuldades do funcionalismo público’ e se tiver algum viés político logo surgirão “movimentos sociais” em sua defesa e lincharão os policiais eficientes do aeroporto por “abuso de autoridade” – é a verborreia purulenta do gênero.

Cr & Ag

O Vaso Sanitário deveria ser uma bandeira dessa espécie. Um estandarte gigantesco tremulando leve e solto na desfaçatez, canalhice e ausência de honra que grassa no Brasil. Apequena os cérebros de muitos numa infecção que se espraia, mas felizmente vemos flashes libertadores como na Lava Jato, por exemplo. Informa-se que a ladra presa e logo liberada é reincidente. Mesmo leve e solta (entenda a repetição!) não se regenerou. E isso que não passou nem perto das “faculdades do crime”. E nem vai. Alguns meses no Presídio Feminino Madre Peletier fariam bem a ela e à sociedade? “Pobre é ladrão, rico é cleptomaníaco”! Um ditado gaúcho diz que “cão comedor de ovelha, só para depois de morto”. Vaso Sanitário!

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Pensar Dói! Edson Olimpio Oliveira – Crônicas & Agudas – Jornal Opinião – 24 Janeiro 2017

 

2017 – 01 – 24 Janeiro – Pensar dói – EDS OLIMPIO – Crônicas & Agudas – Jornal Opinião de Viamão

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Pensar dói!

E dói muito! E dilacera a alma essa passagem quando assumimos a consciência real. A maioria necessita vestir-se com mantos quase impenetráveis, com os coletes de segurança em que o kevlar é substituído pela negação simples ou absoluta, negação muda ou feroz com as armas corporais ou instrumentadas que vão das faixas, panelaços à destruição do patrimônio alheio. Somos seres seletivos da realidade, nada daquilo ‘ruim’ que racionalmente enxergamos nos outros aparece com a mesma pujança em nós. Discorda? Quantas mães lutam incansavelmente na defesa do filho, que é e está no que é pelas ‘más companhias, porque os outros o desencaminharam, porque a justiça é cruel com os desfavorecidos, porque as escolas são ruins e o governo não dá chances iguais para todos’, numa cantilena interminável para o coração de mãe. Mesmo que as imagens mostrem seu ‘menino e membro da comunidade’ esquartejando nos piores rituais macabros como aqueles que se espalham pela internet ocorridos nas prisões.

Crônicas & Agudas

É da nossa natureza e está ancorada no livre arbítrio a necessidade de uns e a fuga dos outros em escapar pela tangente, pelo atalho da negação sintomática – “todos fazem isso”, “sempre foi assim” – e refúgio da covardia. Ou não se necessita de indobrável coragem para enfrentar e assumir as dores da realidade? Dizia um professor de psiquiatria: – O corno é o primeiro a saber, mas o último a reconhecer! E articulava-se mostrando à classe que pensar significar assumir novos entendimentos, romper barreiras internas, desafiar medos e na catarse marejada pelo choro convulsivo encontrar-se com mais Luz e Verdade. Evolução e dor. O conforto de estar numa casa superprotegida, alimentado e tranquilo, eis que o feto precisa romper as barreiras e pelo parto encontrar-se com a luz na continuação da existência, da passagem por mais uma das fases da vida. Nascer e renascer!

Cr & Ag

É a perda do primeiro direito adquirido. Pensaria o feto depois bebê: – Eu não pedi para estar aqui, mas estou pelo tempo, pela lei eu tenho direito a ficar com o que é melhor para mim e não lá fora com risco de fome, frio, inflação e desemprego. E muitos parecem encruados e não querem realmente sair para as adversidades do mundo exterior. Cada um verá o seu umbigo e tenderá a menosprezar as necessidades alheias que lhes possam confrontar. A Lei do Rabo em que cada um protege o seu. Quantas verdades que atritam as córneas, fedem nas narinas, como fel na boca e dor anal são negadas. Compulsivamente! Há sempre uma culpa alheia, perseguição, ciúme, disputa rancorosa ou qualquer epíteto que se use, mas a negação está ali. Homens velhos, pessoas vividas, quantos com cultura acadêmica premiada que mentem e repetem exaustivamente a mentira, talvez até passem a acreditar nela, para jamais reconhecerem seus erros, que erraram nesse ou naquele caminho, nas decisões tomadas, nas idolatrias suportadas e na carga que todos carregam pelos seus descaminhos.

Cr & Ag

Pelas vertentes de várias formações espiritualistas, alguns ou a maioria dos seres que aqui estão terão que ir e vir, nascer ou renascer e morrer, descer e subir, mas que nessa existência serão irrecuperáveis por suas vontades e atitudes. Queremos acreditar que sempre há um remédio e uma cura, mas sabemos que certas curas demandam várias gerações. Quanto do que nos impingem e somos incitados a crer é absolutamente falso, improvável e irreal? No entanto, nossa natureza aprecia ser enganada e iludida na pretensão do ‘eu resolvo’ ou ‘Deus resolve’, nas leis do menor esforço e da mínima dor. E você observa que pensar e assumir o entendimento causa dor?

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Consciência: Algozes da nossa Vida! Edson Olimpio Oliveira. Crônicas & Agudas. 17 Janairo 2017

 

2017 – 01 – 17 Janeiro – Consciência Algozes da nossa Vida – EDS OLIMPIO – Crônicas & Agudas – Jornal Opinião

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Consciência: Algozes da nossa Vida!

Os números de vida e de morte no Brasil de sobreviventes são aterradores e nos mostram verdades e mentiras. Há cerca de 450 mil estupros por ano, 37.500 por mês, ou 8.750 por semana, ou 1.250 por dia, 58 por hora – agora alguma mulher ou alguma criança está sendo estuprada, violentada, tendo sua honra assassinada e sua alma eternamente marcada. Quer mais números? Cerca de 60 mil mortes pela violência estampada na criminalidade com porte de arma liberado e direito de matar, principalmente se a vítima cometer o crime de reagir – 5.000 mortes por mês, ou 1.250 por semana, ou 178 por dia, ou 8 mortes por hora. Alguém próximo a você, no seu bairro, até amigo ou familiar está sendo esfaqueado ou simplesmente está na frente da arma assassina. E quantas vezes de um menor de idade? Vamos para mais números? Cerca de 70 mil morre no trânsito cruel por motoristas assassinos e administradores que mantém estradas em péssimas condições – quase 6.000 por mês, 1.450 por semana, mais de 200 por dia ou 9 mortes por hora. Sempre os números do governo contra o cidadão serão menores para atenuar a incompetência e a desfaçatez.

Crônicas & Agudas

Os números da morte por desassistência à saúde são infernais. No entanto, você observa a imprensa e a OAB, por exemplo, surtarem? E as famigeradas entidades de direitos humanos? Sem generalizar sempre! São as mesmas criaturas dessas entidades que crucificam a polícia, que denunciam para a ONU, OEA, Ibama (?), etc. “A violência policial” – sempre começam assim. E as mortes na Polícia? Os dados são escamoteados pelo governo e pela falta de entidades de direitos humanos do policial e do cidadão? Vejam alguns: Em 2014, São Paulo morreram 4 vezes mais policiais e 9 vezes no Rio de Janeiro do que a população geral. No Rio de Janeiro cerca de 7 % da tropa morrerá antes de aposentar-se aos 25 anos de serviço. Nos Estados Unidos corresponde a 1/6 de São Paulo e 37 vezes menos que o Rio. Cerca de 40 vezes menos na Inglaterra e Alemanha. Alguém lembra de Obama e acólitos contra as armas? Pois 64 % dos óbitos de bandidos na “sua profissão” são em legítima defesa por cidadãos privados. Aqui falam e acusam a violência policial e lá seria a “violência da legítima defesa”? No Rio de Janeiro ter o mais cruel câncer, o melanoma, tem a mesma incidência de morte de um PM. Também morrem 6 vezes mais PM do que câncer de próstata e 3 vezes mais que câncer de tireoide.

Cr & Ag

A preservação da vida deve ser sempre a prioridade primeira, mas quando a alternativa seja escolher sem alternativas viáveis, a vida do policial deve ser prioridade. A dor e o sofrimento da OAB, mídia e afins deve ser a mesma quando um policial morre, ou fica inutilizado, ou sua família desprotegida. O resto é cumplicidade com o crime. As razões além de éticas e morais também são econômicas. Como recrutar pessoas de melhor qualidade para serem estigmatizadas e lançadas à morte agravada pela ausência de equipamento superior ao criminoso e apoio e compreensão da sociedade a qual defende com seu corpo e sua vida. Precisamos urgentemente mudar essa situação cruel para a polícia e para os cidadãos que trabalham e pagam as contas até para sustentar o insustentável e irrecuperável. O cidadão foge e refugia-se num plano de saúde para escapar da desassistência do SUS e vai suar sangue para tentar cobrir esse dispêndio. O cidadão busca as escolas privadas para estudar ou colocar seus filhos para escapar da péssima qualidade do ensino público brasileiro onde o aumento geométrico de verbas não se traduz em qualidade se comparada consigo mesmo ou com marcadores de qualidade internacional. Mas e a segurança? Apesar de votarmos para podermos ter armas de defesa pessoal, fomos safadamente embretados pelas autoridades irresponsáveis e entregues a sanha demoníaca do crime. A segurança deveria ser feita pelo Estado e apoiada por OAB, Imprensa, ONGs, e qualquer genérico, mas vemos e sentimos e morremos como?

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