07 Setembro – Dia Mundial da Fibrose Pulmonar Idiopática. Fonte SnifDoctor.com.br

 

7 de setembro: Dia Mundial da Fibrose Pulmonar Idiopática

 

Falta de ar, tosse crônica, cansaço constante e dificuldade para realizar atividades cotidianas são sinais frequentemente negligenciados na terceira idade. Por mais comum que seja pensar que estes são efeitos naturais do envelhecimento, é preciso estar atento, pois podem ser indícios de problemas respiratórios sérios. É o caso da Fibrose Pulmonar Idiopática, ou FPI, doença rara e grave que é relembrada todos os anos no dia 7 de setembro em função do Dia Mundial da Fibrose Pulmonar Idiopática. A data foi instituída pela Fundação de Fibrose Pulmonar (PFF, da sigla em inglês) como parte de um mês de atividades de conscientização sobre a doença.
 
Por ser uma doença progressiva, ou seja, que age gradativamente, os pacientes com FPI se beneficiam muito do diagnóstico precoce. Trata-se de uma doença sem cura cujos sintomas são muito parecidos com os de outras doenças pulmonares, ou até mesmo com condições cardiovasculares, o que torna seu diagnóstico complexo.
 
Cerca de 50% dos pacientes com FPI são diagnosticados erroneamente e o tempo médio para o diagnóstico é de 1 a 2 anos após o início dos sintomas.“Muitas vezes, os pacientes são tratados inadequadamente e demoram anos até serem diagnosticados com Fibrose Pulmonar Idiopática e receber o tratamento adequado. É importante que o diagnóstico da doença ocorra o quanto antes, pois com acompanhamento médico e tratamento adequado, é possível diminuir a progressão da doença e auxiliar o paciente a continuar realizando suas atividades rotineiras normalmente”, explica o Dr. Adalberto Rubin, pneumologista da Santa Casa de Porto Alegre (RS).
 
A FPI é uma doença de causa desconhecida, mas existem fatores de risco como o tabagismo, a exposição ambiental a diversos poluentes, refluxo gastroesofágico, infecção viral crônica e fatores genéticos que contribuem para o seu desenvolvimento. A doença provoca o endurecimento dos pulmões, que vão gradativamente cicatrizando e perdendo sua capacidade de expansão e contração, o que prejudica a capacidade respiratória do paciente. A FPI apresenta uma taxa de sobrevida pior do que muitos tipos de câncer, como o de próstata e de mama, e atinge principalmente os idosos, com uma prevalência de cerca de 14 a 43 pessoas a cada 100 mili no mundo. Embora não haja dados definitivos de prevalência no Brasil, estima-se que entre 13 e 18 mil pessoas tenham FPI no paísiii, mas, como a doença ainda é subdiagnosticada, é possível que o número seja ainda maior.
 
“Embora não tenha cura, estão disponíveis no Brasil desde 2016 tratamentos antifibróticos capazes de reduzir o número de crises e exacerbações. O medicamento pioneiro no país foi o nintedanibe, droga que desacelera a velocidade de progressão da doença em 50% e aumenta significativamente a sobrevida do paciente em tratamento, que é de apenas 2 a 3 anos quando não é feito o tratamento”, ressalta o Dr. Rubin.
 
É importante que a população tenha cada vez mais conhecimento sobre doenças raras e dê atenção especial aos idosos, alertando para os menores sinais de cansaço e falta de ar. Os sintomas, quando recorrentes, podem ser indícios de FPI e, nesse caso, o paciente deve procurar um pneumologista para fazer um acompanhamento. O suporte de cuidadores e familiares, que costumam ter um papel central na rotina de saúde dos idosos, é muito importante para ajudar os pacientes a terem autonomia e não deixarem que os sintomas interfiram na rotina.
 
Manter-se ativo e fazer exercícios, mesmo que de baixa intensidade, são medidas importantes para que o pulmão continue funcionando da melhor forma. “É comum que pacientes com doenças respiratórias evitem fazer exercícios, pois costumam sentir desconforto, porém a prática de atividades mediante avaliação médica é muito importante para a reabilitação pulmonar nesses casos”, afirma o Dr. Rubin.

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Dia Mundial da Sepse–13 Setembro

 

Dia 13 de setembro é o Dia Mundial da Sepse

A doença meningocócica é uma doença súbita, potencialmente fatal, da qual, em média, uma pessoa pode morrer a cada oito minutos no mundo.1 Tipicamente, ela se manifesta como meningite bacteriana – uma infecção das membranas que recobrem o cérebro e a medula espinhal; ou sepse – uma infecção da corrente sanguínea, também chamada de meningoccemia2.

Atualmente a sepse é a principal causa de morte nas Unidades de Terapia Intensiva (UTI) e uma das principais causas de mortalidade hospitalar tardia, superando o infarto do miocárdio e o câncer. Tem alta mortalidade no país, chegando a 65% dos casos, enquanto a média mundial está em torno de 30-40%. Segundo um levantamento feito pelo estudo mundial conhecido como Progress, a mortalidade da sepse no Brasil é maior que a de países como Índia e a Argentina.3

A meningite e a septicemia (sepse) são doenças graves e podem afetar qualquer pessoa de qualquer idade, mas bebês, crianças e jovens estão em maior risco. A meningite e a septicemia não são comuns, mas podem matar em horas.  Por isso, uma forma muito importante de prevenção é a vacinação. Pode-se contrair meningite e septicemia ao mesmo tempo.4

A sepse é um conjunto de manifestações graves em todo o organismo produzidas por uma infecção. A sepse era conhecida antigamente como septicemia ou infecção no sangue. Hoje é mais conhecida como infecção generalizada.3

Na verdade, não é a infecção que está em todos os locais do organismo. Por vezes, a infecção pode estar localizada em apenas um órgão, como por exemplo, o pulmão, mas provoca em todo o organismo uma resposta inflamatória numa tentativa de combater o agente da infecção. Essa inflamação pode vir a comprometer o funcionamento de vários órgãos do paciente.3

Por isso, o paciente pode não suportar e vir a falecer. Esse quadro é conhecido como disfunção ou falência de múltiplos órgãos. É responsável por 25% da ocupação de leitos em UTIs no Brasil.3

De acordo com o grau de evolução, a síndrome pode ser classificada em três diferentes níveis: 6

1) Sepse – a resposta inflamatória provocada pela infecção está associada a pelo menos mais dois sinais. Por exemplo, febre, calafrios, falta de ar etc; 6

2) Sepse grave – quando há comprometimento funcional de um ou mais órgãos; 6

3) Choque séptico – queda drástica de pressão arterial que não responde à administração de líquidos por via intravenosa. 6

 
Sintomas6

Os sintomas variam de acordo com o grau de evolução do quadro clínico. Os mais comuns são: febre alta ou hipotermia, calafrios, diminuição na eliminação de urina, respiração acelerada dificuldade para respirar, ritmo cardíaco acelerado e alteração no nível de consciência.

Outros sinais possíveis da síndrome são o aumento na contagem dos leucócitos e a queda no número de plaquetas.

Diagnóstico6

O diagnóstico da sepse depende de avaliação clínica e laboratorial criteriosa para identificar e tratar a doença subjacente que deu origem ao processo infeccioso.

Com esse objetivo, são realizados exames de sangue, como a hemocultura, exames de urina e, se necessário, a cultura das secreções respiratórias. Exames de imagem, como radiografia, ultrassonografia, tomografia e ressonância magnética, podem ser úteis para esclarecer o diagnóstico.

 
Recomendações7

O risco de contrair infecções será menor se forem respeitados os seguintes princípios básicos:

* lavar as mãos com frequência com água e sabão;

*  manter o esquema de vacinação atualizado;

Referências:

1.       Naghavi M, et al. (2013). Global, regional, and national age-sex specific all-cause and cause-specific mortality for 240 causes of death, 1990-2013: a systematic analysis for the Global Burden of Disease Study. The Lancet, 385, pp.117-171.

2.       CASTIÑEIRAS, TMPP. Et al. Doença meningocócica. In: CENTRO DE INFORMAÇÃO EM SAÚDE PARA VIAJANTES. Disponível em: Acesso em: 07 ago. 2015.

3.       INSTITUTO LATINO AMERICANO DE SEPSE. O que é sepse. Disponível em: <http://www.ilas.org.br/o-que-e-sepse.php&gt;. Acesso em: 08 ago. 2016.

4.       MENINGITES RESEARCH FUNDATION. Meningite e Septicemia. Disponível em: <http://www.meningitis.org/assets/x/50246&gt;. Acesso em: 08 ago. 2016.

5.       INSTITUTO LATINO AMERICANO DE SEPSE. Relatório Nacional PROTOCOLOS GERENCIADOS DE SEPSE – Sepse grave e choque séptico – 2005 a 2015. Disponível em: <http://www.ilas.org.br/assets/arquivos/relatorio-nacional/relatorio-nacional.pdf&gt;. Acesso em:  08 ago. 2016.

6.       ASSOCIAÇÃO DE MEDICINA INTENSIVA BRASILEIRA. Consenso brasileiro de sepse. Revista Brasileira Terapia Intensiva, 16(2), 2004. 256 p. Disponível em: <http://www.amib.org.br/fileadmin/ConsensoSepse.pdf&gt;. Acesso em: 01 set. 2016

7.       CENTRO DE VIGILÂNCIA EPIDEMIOLÓGICA – CVE/SES-SP. O que você precisa saber

sobre meningite. 2013. Disponível em: <ftp://ftp.cve.saude.sp.gov.br/doc_tec/RESP/MENI_SOBRE.pdf>. Acesso em: 01 set.2016

 

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Primeira Guerra Mundial – Moto Ambulância

Série Anti-fumo 8 – Fevereiro 2017

 

Fumo 8 - Morte Antecipada - Série AntiFumo 8

PLACENTA – o hábito de come-la pós-parto se populariza…

 

Placenta: o hábito de comê-la pós-parto se populariza.

Fonte Univadis.

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Polêmica envolvendo celebridades traz o assunto à tona; benefícios de ingestão de placenta não são provados cientificamente

Nos últimos dias, Bela Gil foi o centro de uma polêmica: a ingestão de placenta. Outras celebridades, como Kim Kardashian e January Jones também revelaram ter comido o órgão. A placentofagia é uma prática comum nos Estados Unidos e tem ganhado popularidade no Brasil nos últimos anos. Mulheres que adotaram a prática contam que os benefícios são força e recuperação pós-parto.

A placenta, formada por tecidos dos óvulos e responsável por manter o bebê vivo dentro da barriga da mãe, fornece nutrientes e oxigênio para que ele respirar. Além disso, o órgão também libera hormônios, como a progesterona e o estrogênio. Segundo estudos científicos, a placenta é rica em ferro, vitaminas B6 e E e ocitocina, componente importante na produção de leite e recuperação do útero após parto.

É disso que vem a crença de que ingerir placenta faz bem à saúde, pois os nutrientes passariam para a mãe. Porém, apesar de cada vez mais comum a ingestão, não há estudos comprovando benefícios disso para a saúde da mãe. Enquanto isso, a placenta tem sido ingerida de diferentes formas, sendo as mais comuns: batê-la no liquidificador junto a uma vitamina de frutas, comê-la crua temperada com ervas e especiarias ou em forma de cápsula.

 

 

Cirurgião do Reino Unido guia cirurgias na Síria via Skype.

Cirurgião no Reino Unido guia cirurgias na Síria via Skype!

Fonte Univadis.

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Mais de 750 médicos já foram mortos no norte da Síria desde o início do conflito, em 2011. Muitos outros foram forçados a fugir temendo por suas vidas, enquanto hospitais continuam sendo alvos de ataques aéreos. Aqueles que ficam, frequentemente carecem de treinamento e experiência para lidar com as lesões catastróficas que lhes são apresentadas.

O cirurgião de trauma renomado do Reino Unido, David Nott, está usando o Skype para auxiliar e guiar cirurgiões na Síria enquanto eles realizam cirurgias complexas. Em uma entrevista transmitida pela  BBC News , Nott pode ser visto orientando um procedimento de reconstrução de mandíbula em Aleppo, de Londres. A mandíbula do paciente foi esmigalhada por uma bomba e os jovens cirurgiões sírios, que foram treinados por Nott durante seu período na Síria, nunca haviam realizado o procedimento reconstrutivo antes. “Para mim, essa foi uma das coisas mais emocionantes que já fiz”, disse Nott à BBC News .

Nott é cirurgião consultor do Hospital Chelsea e Westminister, em Londres. Ele já ofereceu serviços cirúrgicos voluntários em diversas zonas de conflito, incluindo Afeganistão, Gaza, Bósnia e Haiti. Em 2015, ele criou a David Nott Foundation , uma organização beneficente que oferece treinamento em cirurgias após desastres naturais e conflitos.

A entrevista completa foi transmitida pela  BBC News 

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Experiências negativas no Facebook triplicam o risco de depressão…

 

Experiências negativas no Facebook triplicam o risco de depressão em adultos jovens.

Fonte Univadis.

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Cientistas identificaram uma associação clara entre experiências negativas na rede social Facebook e sintomas depressivos em adultos jovens.

Em um estudo com 264 adultos jovens, cientistas observaram que todas as medidas de experiências negativas no Facebook – incluindo bullying ou crueldade, contatos indesejados e desentendimentos – tinham uma associação significativa com sintomas depressivos.

Dentre as pessoas que tiveram experiências negativas no Facebook, o risco geral de sintomas depressivos era cerca de 3,2 vezes maior em comparação com aquelas que não tiveram experiências negativas. Bullying ou crueldade estavam associados a um risco 3,5 vezes mais elevado, enquanto que contato indesejado tinha uma associação menor de 2,5 vezes. Quanto mais grave a percepção da pessoa em relação ao evento, maior a probabilidade de ela apresentar sinais de depressão.

Os autores dizem que mais trabalho é necessário para determinar quem pode estar em risco de depressão relacionada às suas experiências na rede social, mas sugere que pode ser “prudente” que as pessoas reconheçam que experiências negativas no Facebook poderiam levar a sintomas prolongados de depressão.

Os autores acrescentaram: “Com pesquisas adicionais, recomendações para limitar ou alterar o uso do Facebook por subpopulações de alto risco poderia ser útil na redução dos sintomas depressivos”.

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Um drinque por dia aumenta o risco de fibrilação atrial.

Um drinque por dia aumenta o risco de fibrilação atrial

Fonte Univadis. Apoio Crônicas & Agudas e http://www.edsonolimpio.com.br

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De acordo um estudo publicado no Journal of the American Heart Association nesta semana, até mesmo tão pouco quanto um drinque por dia pode aumentar o átrio esquerdo o que, subsequentemente, aumenta o risco do desenvolvimento de fibrilação atrial (FA).

Como parte do Estudo do Coração de Framingham (Framingham Heart Study), 17.659 ECGs foram realizados em 5.220 participantes durante seis anos, e foi detectada uma incidência de 1.088 casos de fibrilação atrial. Uma análise dos dados encontrados para o consumo crônico de álcool foi associada a um maior risco de FA incidental. Cada drinque por dia foi associado a um risco 5% maior do surgimento de fibrilação atrial, mesmo após ajustar para outros fatores de risco, incluindo hipertensão, diabetes e tabagismo.

Gregory Marcus, autor sênior do estudo e professor adjunto de medicina na Universidade da Califórnia, disse ter ficado surpreso em descobrir que uma quantidade tão pequena de álcool poderia ter tal efeito sobre o risco. Contudo, ele alertou que a relação pode não ser universal.

“Nossos dados sugerem ser possível prevenir a fibrilação atrial evitando o álcool. Contudo, assim como o álcool pode ter efeitos variáveis sobre indivíduos, é quase certo que existam diversos subtipos de mecanismos da fibrilação atrial. A regra não pode ser generalizada quando se trata do efeito do álcool sobre a saúde cardíaca”, disse Marcus.

 TAINHA BRABO

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